Durante a gestação, algo extraordinário acontece no corpo humano.
Pesquisas científicas mostram que células do bebê podem atravessar a placenta e migrar para o organismo da mãe, um fenômeno conhecido como microquimerismo fetal.
Essas células não apenas passam pelo corpo materno, muitas delas se integram a diferentes tecidos, podendo ser encontradas no coração, nos pulmões, na pele e até no cérebro da mãe.
Estudos publicados em bases científicas como o PubMed mostram que essas células podem permanecer no organismo materno por anos, e em alguns casos por décadas, participando de processos de reparo tecidual e interagindo com o sistema imunológico.
A ciência também demonstra que essa troca é bidirecional: células da mãe podem migrar para o bebê, enquanto células do bebê podem permanecer na mãe, ou. seja, biologicamente falando, a gestação cria uma marca que vai muito além do tempo da gravidez.
Ela deixa um rastro celular.
Uma memória viva no próprio corpo.
Talvez seja por isso que, mesmo quando a vida segue caminhos diferentes, algo desse vínculo permanece.
Porque a maternidade não se escreve apenas na história…
ela também pode ser escrita nas próprias células.
A ciência revela aquilo que muitas vezes o coração já sabia:
Alguns vínculos são tão profundos que atravessam o tempo, o corpo e a própria biologia.
E, apesar das circunstâncias da vida, há laços que simplesmente nunca se rompem.
O amor de uma mãe não vive apenas no coração, vive também nas células que carregam para sempre a história de quem ela gerou.
É um vínculo que atravessa o tempo, o corpo e as próprias células.
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Fernanda Rizzo psico
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10/03/2026
Sejam muito bem-vindos(as)!
Este é um espaço criado para conhecimento, reflexão e acolhimento.
Aqui você encontrará conteúdos de Neurociência analisados com seriedade e responsabilidade, sempre fundamentados em artigos científicos e evidências atualizadas. O objetivo é levar informação confiável e acessível sobre o funcionamento da mente, das emoções e do comportamento humano.
Na Psicologia, este também é um lugar de encontro com o autoconhecimento.
Acredito que compreender a si mesmo é um dos caminhos mais poderosos para desenvolver consciência, fortalecer recursos internos e crescer em todas as áreas da vida.
Mais do que compartilhar conhecimento, este espaço busca inspirar, acolher e estimular transformações reais.
Se o seu desejo é aprender, refletir e evoluir, permaneça aqui comigo nessa jornada de sentido e propósito.
Este espaço também é seu.
Com carinho,
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Educação e Psicologia:
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas. 🌷
Você sabia que a alimentação pode influenciar diretamente o funcionamento do seu cérebro?
Pesquisas na área de neurociência e nutrição mostram que certos alimentos são ricos em nutrientes essenciais, como ômega-3, antioxidantes, vitaminas do complexo B e polifenóis, que ajudam a proteger os neurônios, reduzir inflamações no cérebro e melhorar funções cognitivas como memória, concentração e aprendizagem.
Alimentos como peixes, frutas vermelhas, nozes, vegetais verdes escuros, ovos e cacau têm sido associados em estudos científicos a uma melhor saúde cerebral e a um menor risco de declínio cognitivo ao longo do tempo.
Importante ressaltar, que a saúde do cérebro não depende apenas da alimentação.
Dormir bem é fundamental para consolidar memórias, regular emoções e permitir que o cérebro elimine toxinas acumuladas durante o dia.
A prática regular de exercício físico também estimula a circulação sanguínea no cérebro e aumenta a liberação de substâncias que favorecem a formação de novas conexões neurais.
Portanto, a alimentação saudável, sono de qualidade e atividade física formam um conjunto essencial para manter o cérebro funcionando bem.
Neste vídeo você vai conhecer 10 alimentos que ajudam na cognição cerebral, baseados em evidências científicas.
🧠 Cuide do seu cérebro.
As cenas deste vídeo são propositalmente exageradas, mas o fenômeno que ele representa é muito real.
Na psicologia, chamamos de comportamento compulsivo quando uma ação se torna repetitiva, difícil de controlar e passa a ser utilizada como forma de aliviar emoções difíceis.
Muitas vezes, a pessoa tenta reduzir sentimentos como ansiedade, estresse, frustração ou até uma sensação de vazio interno.
Esse padrão pode aparecer de várias formas:
compras excessivas, compulsão alimentar, exercício em excesso ou outros comportamentos repetitivos.
A neurociência mostra que esses comportamentos estão ligados ao sistema de recompensa do cérebro, que pode reforçar a repetição da ação, mesmo quando ela já não traz bem-estar.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que existe uma relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.
Muitas vezes, um pensamento gera uma emoção difícil, e o comportamento compulsivo surge como uma tentativa de aliviar esse desconforto.
Por isso, compreender o que está por trás do comportamento é essencial.
Porque, muitas vezes, o problema não é o comportamento em si, mas aquilo que a pessoa está tentando silenciar.
Todo comportamento tem uma função.
A pergunta não é apenas “por que parar?”, mas o que esse comportamento está tentando resolver.
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Educação e psicologia:
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
Você conhece a psiquiatra brasileira que teve coragem de desafiar o sistema para defender a dignidade humana?
Estou falando de Nise da Silveira.
Na década de 1940, quando muitos hospitais psiquiátricos utilizavam tratamentos agressivos, como eletrochoque, coma insulínico e lobotomia, Nise se recusou a aplicar esses métodos em seus pacientes.
Por causa disso, foi afastada das práticas médicas tradicionais e enviada para trabalhar no setor de terapia ocupacional, que na época era considerado pouco importante, mas foi justamente ali que ela transformou a história da saúde mental no Brasil.
Nise passou a oferecer pintura, modelagem e outras formas de expressão artística para pessoas internadas em hospitais psiquiátricos.
Ela acreditava que, por meio da arte, os pacientes poderiam expressar sentimentos e experiências que muitas vezes não conseguiam colocar em palavras.
Seu trabalho revelou algo revolucionário:
pessoas com sofrimento psíquico profundo continuavam capazes de criar, sentir e se expressar.
Dessa experiência nasceu, em 1952, o Museu de Imagens do Inconsciente, que preserva milhares de obras produzidas por seus pacientes.
Nise também foi responsável por introduzir no Brasil os estudos da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, ampliando a compreensão do mundo interno dessas pessoas.
Em uma época marcada pelo controle e pela violência nos manicômios, Nise escolheu um caminho diferente:
O da escuta, da arte e do respeito à dignidade humana.
Sua história nos lembra de algo essencial:
Por trás de todo diagnóstico, existe sempre uma pessoa.
Nise da Silveira (1905–1999)
“Psiquiatra brasileira que revolucionou o cuidado em saúde mental ao substituir a violência pelo afeto, pela arte e pela escuta.”
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Psicologia e Educação.
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
8 de março | Dia Internacional da Mulher. 🌷
Há uma cena marcante em filmes sobre a juventude de Albert Einstein: o momento em que ele conhece uma jovem estudante brilhante, de olhar atento e mente extraordinária.
Essa mulher era Mileva Marić.
Em uma época em que as universidades eram dominadas por homens, Mileva foi uma das poucas mulheres a estudar física e matemática no Instituto Politécnico de Zurique, no final do século XIX.
Cartas históricas mostram que os dois compartilhavam discussões científicas profundas, trocando ideias sobre física, matemática e os mistérios do universo.
Décadas depois, quando Einstein recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1921, um fato curioso ficou registrado: no acordo de divórcio, ele destinou a Mileva o valor do prêmio que viesse a receber.
Para muitos historiadores da ciência, esse gesto simboliza o reconhecimento da importância que ela teve em sua trajetória intelectual.
Neste Dia Internacional da Mulher, lembrar de Mileva Marić é lembrar que muitas mulheres brilhantes contribuíram para a ciência em uma época em que o reconhecimento raramente lhes era concedido.
Que nunca esqueçamos:
🧠 A inteligência feminina sempre fez parte da construção do conhecimento humano.
🌷 Quantas Milevas a história ainda não contou?
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Educação e psicologia:
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
❤️
O VÍNCULO QUE NUNCA SE ROMPE
(Nem mesmo depois do nascimento)
Biologicamente, o laço com quem te deu a vida não termina no parto.
A ciência chama isso de microquimerismo materno: durante a gestação, células da mãe atravessam a placenta e se alojam no corpo do filho.
O extraordinário é que elas não desaparecem.
Permanecem ativas por décadas, integrando-se aos tecidos do organismo.
Essas células já foram encontradas no coração, nos pulmões e como parte do sistema imunológico. Não estão apenas de passagem, elas participam.
Ajudam a treinar as defesas do corpo, a responder melhor às infecções e a sustentar a saúde no dia a dia.
Mesmo após o nascimento, a amamentação continua esse intercâmbio biológico, transferindo células e sinais imunológicos que contribuem para a construção da memória imunológica a longo prazo.
Por isso, sentir sua mãe por perto não é apenas uma metáfora.
É também uma realidade física: uma parte dela continua vivendo em você, cuidando de dentro para fora.
Referências científicas
DOI: 10.1016/S1471-4914(01)02269-9
DOI: 10.33549/physiolres.935296
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Educação e psicologia:
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
A sinestesia é um fenômeno neurológico em que os sentidos se misturam. Algumas pessoas podem ver cores ao ouvir música, sentir gostos ao ler palavras ou associar números a cores.
Isso acontece porque, no cérebro, as vias sensoriais se cruzam, criando percepções únicas, mas não é uma doença.
Na arte e na literatura, a sinestesia também aparece como figura de linguagem em expressões como “som azul” ou “doce amargo”.
Para quem tem sinestesia, a música pode ser muito mais do que som: é cor, sabor, forma e sensação.
Talvez seja por isso que tantos artistas transformam suas percepções em pura criatividade. 🎶
Video retirado da conta: .andthegreen
Fernanda Rizzo
Psicóloga | Pedagoga
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ
Educação e psicologia: dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
07/03/2026
Algumas pessoas escolhem uma profissão.
Outras descobrem, ao longo da vida, que a profissão foi apenas o caminho para cumprir um propósito.
A educação entrou na minha vida primeiro. Foi nela que aprendi que ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas participar silenciosamente da construção de alguém. Na sala de aula, entre cadernos, perguntas e olhares atentos, percebi que cada aluno carrega muito mais do que conteúdos a aprender. Carrega histórias, emoções, medos, sonhos e, muitas vezes, dores que ninguém vê.
Foi nesse encontro com o humano que a psicologia também encontrou espaço na minha vida.
Porque educar é, inevitavelmente, compreender a mente, as emoções e os caminhos invisíveis que formam quem cada pessoa é.
Eu entendo que educação e psicologia não são caminhos separados. Elas se entrelaçam todos os dias dentro da escola, dentro da sala de aula e dentro de cada processo de aprendizagem.
Uma ilumina o conhecimento.
A outra acolhe a alma.
Minhas formações acadêmicas representam anos de estudo, dedicação e busca por compreender melhor o ser humano. Elas são ferramentas. São pontes. São formas de cuidar, compreender e transformar.
Porque a escola não é apenas um lugar de conteúdos.
A escola é um lugar de vidas.
E toda vez que um aluno descobre que é capaz, que é visto, que é compreendido, algo profundamente importante acontece dentro dele.
Talvez esse seja o verdadeiro sentido da educação.
Por isso, quando olho para os diplomas que conquistei, sinto gratidão. Eles contam parte da minha história, mas não são eles que eu desejo que sejam recordados.
Quero ser lembrada pelas vidas que encontrei pelo caminho.
Pelas histórias que tive o privilégio de ouvir.
Pelas transformações que, silenciosamente, ajudei a construir.
E cada um dos meus diplomas carrega algo muito maior do que uma formação acadêmica.
Carrega sentido.
Carrega propósito.
E carrega, acima de tudo, um profundo amor pela educação, pela psicologia e pelo ser humano.
Fernanda Rizzo.
Psicóloga | Pedagoga.
Neurociência – UFRJ | Psicopedagogia – UERJ.
Educação e psicologia:
Dois caminhos, um propósito — transformar vidas.
06/03/2026
O VÍNCULO QUE NUNCA SE ROMPE
(Nem mesmo depois do nascimento)
Biologicamente, o laço com quem te deu a vida não termina no parto.
A ciência chama isso de microquimerismo materno: durante a gestação, células da mãe atravessam a placenta e se alojam no corpo do filho.
O extraordinário é que elas não desaparecem.
Permanecem ativas por décadas, integrando-se aos tecidos do organismo.
Essas células já foram encontradas no coração, nos pulmões e como parte do sistema imunológico. Não estão apenas de passagem, elas participam.
Ajudam a treinar as defesas do corpo, a responder melhor às infecções e a sustentar a saúde no dia a dia.
Mesmo após o nascimento, a amamentação continua esse intercâmbio biológico, transferindo células e sinais imunológicos que contribuem para a construção da memória imunológica a longo prazo.
Por isso, sentir sua mãe por perto não é apenas uma metáfora.
É também uma realidade física: uma parte dela continua vivendo em você, cuidando de dentro para fora.
Referências científicas
DOI: 10.1016/S1471-4914(01)02269-9
DOI: 10.33549/physiolres.935296
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