Na Jangada, os elementos da natureza integram o percurso pedagógico como forma de estudo, investigação e experiência sensível. A cada ano, aprofundamos o olhar sobre um desses elementos, compreendendo que a natureza também educa. Neste ciclo, nosso trabalho se volta para a terra.
A terra nos ensina sobre enraizamento, sustentação e presença. Ao estudá-la, refletimos sobre aspectos encarnatórios: aprender a manter os pés no chão, desenvolver calma, reconhecer nossos ritmos e olhar com respeito para aqueles que nos antecederam, especialmente nossos avôs e avós, que representam nossas raízes e nossa história.
A terra nos mostra que é preciso tempo. Tempo para cultivar, tempo para cuidar e tempo para esperar o florescer. Ela nos fala sobre fertilidade, não apenas no sentido do plantio, mas na capacidade de gerar ideias, vínculos e realizações. Ensina sobre proteção, organização e construção paciente de processos consistentes.
Ao nos conectarmos com a terra, aprendemos a desacelerar, a nos desligar dos excessos e a voltar a nós mesmos. Educar, nesse sentido, também é fortalecer as bases, criar sustentação e permitir que cada criança cresça com segurança, consciência e pertencimento.
Jangada
Jangada é uma escola onde navegar pela infância é tarefa primeira, onde natureza e cultura são bases de experiência significativas. Educação
Nesta casa rica em memória, afeto e verde, recebemos crianças de 10 meses a 6 anos para afirmar a vida pelo brincar.
A Jangada se apresenta já na chegada. Nosso terreiro, que acolhe quem entra, é mais do que um espaço de passagem: é território de encontro, convivência e pertencimento. As árvores que nos cercam não compõem apenas a paisagem; elas participam do cotidiano, ensinam sobre o tempo, os ciclos e a permanência.
Nosso compromisso é com a educação em sua dimensão mais ampla e responsável. A Jangada preza por uma formação que reconhece o brincar como linguagem fundamental da infância, que promove a cidadania, que constrói vínculos sólidos e que valoriza a literatura como experiência sensível e formadora.
Assumimos o letramento racial como eixo transversal, compreendendo que educar também é enfrentar desigualdades e formar sujeitos conscientes e responsáveis. Trabalhamos a partir da diferença entre o espaço da natureza, o ambiente físico que nos acolhe e a natureza do espaço aquilo que fazemos, intencionalmente, com o lugar que habitamos. É nessa relação que a experiência educativa ganha sentido.
Acreditamos que esses princípios não transformam apenas as crianças, mas também as famílias, os educadores e todos que atravessam nosso território. Educar, para nós, é um compromisso coletivo com o presente e com o mundo que desejamos construir.
Os melhores momentos do nosso baile de Carnaval ficaram registrados em gestos, risos, danças e encontros. As crianças viveram a festa com intensidade, alegria e muita imaginação.
Neste ano, celebramos o tema “Apoteose de avô e avó”, um convite para brincar com a ancestralidade, a memória e os afetos que atravessam gerações.
Entre música e fantasia, o Carnaval da Jangada se transformou em um espaço de encontro entre infância, cuidado e histórias vivas.
Seguimos celebrando uma educação que também se constrói na alegria, na cultura e nas experiências compartilhadas.
09/02/2026
O baile de Carnaval da Jangada foi vivido com grande envolvimento, alegria e participação das crianças. As experiências de brincar, música e convivência ocuparam os espaços da escola, promovendo encontros significativos e momentos de expressão coletiva.
Neste ano, o tema do nosso baile foi “Apoteose de avô e avó”, uma proposta pedagógica que valoriza a ancestralidade, as memórias afetivas e os saberes que atravessam diferentes gerações.
Ao longo do processo, as crianças participaram ativamente da construção do baile, trazendo imagens, registros, histórias e pequenos textos sobre seus avôs e avós, fortalecendo a articulação entre família e escola.
Esses materiais contribuíram para a composição dos ambientes e das vivências do Carnaval, transformando a escola em um espaço de escuta, reconhecimento e valorização das histórias familiares.
A apoteose dos avós foi apresentada como uma celebração simbólica do cuidado, da presença e da transmissão de saberes.
Avôs e avós ocupam um papel fundamental no desenvolvimento infantil.
São referências de acolhimento, tempo, escuta e memória, contribuindo para a construção da identidade, da segurança emocional e do sentimento de pertencimento das crianças.
O Carnaval foi, assim, uma experiência educativa significativa, na qual a infância encontrou o tempo dos avós para celebrar, criar e conviver.
Seguimos compreendendo as festas como parte do projeto pedagógico, espaços de aprendizagem, fortalecimento de vínculos e construção de memórias duradouras.
02/02/2026
Volta às aulas na Jangada
Recomeçamos com acolhimento, escuta e muito afeto.
É tempo de reencontros, de receber novas famílias, fortalecer vínculos e abrir espaço para descobertas, brincadeiras e aprendizagens vivas.
A infância segue no centro, guiando cada passo do nosso cotidiano.
02/02/2026
Voltamos às aulas na Jangada
Recomeçamos com acolhimento, escuta e muito afeto.
É tempo de reencontros, de receber novas famílias, fortalecer vínculos e abrir espaço para descobertas, brincadeiras e aprendizagens vivas.
A infância segue no centro, guiando cada passo do nosso cotidiano.
30/01/2026
Para quem é a Jangada?
A Jangada é para quem reconhece a força da infância e acredita que educar é um ato de cuidado, reflexão e transformação.
Aqui, a criança é sujeito, a alegria é princípio e a formação é cidadã, planetária e criativa.
Porque cuidar da infância é construir, juntos, o mundo que queremos habitar.
29/01/2026
Comunidade de destino é entender que a escola é partilha, vínculo e presença.
Na Jangada, famílias, educadores e crianças caminham juntos em uma circularidade viva, onde a infância ocupa o centro como território sagrado de cuidado, saber e transformação. Cada pessoa que atravessa nosso portal se conecta ao conhecimento infantil como força de afeto, escuta e revolução cotidiana.
28/01/2026
Letramento racial na Jangada
Na Jangada, o letramento racial é compromisso cotidiano.
Ele atravessa a gestão, o currículo, a composição das equipes, os grupos, as famílias e a infância.
Promover um ambiente in*******al, garantir figuras de autoridade negras, educar a branquitude e fortalecer a autoestima e o empoderamento das crianças negras faz parte da construção de uma escola verdadeiramente democrática.
Não existe educação sem letramento racial.
Não existe democracia sem enfrentamento ao racismo.
Aqui, educar é também transformar.
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