22/09/2026
No McDonald’s eu pedia McChicken com suco de laranja. E riam da minha cara.
“Tá no McDonald’s e vai pedir suco de laranja? Pede logo uma Coca Grande.”
Isso nunca fez sentido pra mim. Porque a Coca Grande continua sendo pior. Eu sei que tô comendo um troço que não faz bem, mas eu preciso piorar ainda mais?
Às vezes a gente chuta o balde porque pensa: já que eu tô meio errado mesmo, vou f**ar muito errado agora.
Não precisa. Já que você tá errado, tenta f**ar o mínimo possível dentro dessa condição.
E a gente tende a esse lugar. Se for pouco, ah, se é só isso não importa.
Repara que essa dúvida não é nova.
Na Bhagavadgītā, o Arjuna pergunta exatamente isso pro Kṛṣṇa: e se eu não conseguir? O que acontece comigo? Quem não consegue, perde? Se destrói?
E a resposta do Kṛṣṇa é direta. Para esse não há destruição aqui nesse mundo, nem lá no outro. Ninguém que faça ação para a liberação alcançará um destino ruim.
Nada se perde no seu processo.
Mesmo que você não chegue lá, cada degrau é um degrau. Você pode não chegar no alto da montanha, mas você tá subindo cada degrau.
Sem pressa e sem pausa. Vai e continua. Um pouquinho de cada vez, fazendo aquilo que tem que ser feito.
Trecho da nossa aula de Bhagavadgītā, capítulo 6.
Me conta aqui: qual foi a última vez que você chutou o balde porque já tinha saído da linha?
E lembra que Yoga é, antes de tudo, cuidado.