17/05/2022
💥AULA MAGNA💥PROFANO FEMININO💥
Indianarae Siqueira é ativista transvestigênere, p**e, vegane, ateiste, presidente do grupo Transrevolução, fundadore e coordenadore da CasaNem - local de acolhimento para pessoas LGBTQIAPNB+ em situação de vulnerabilidade social, do PreparaNem - pré vestibular com foco em pessoas trans, presidente da REBRACA LGBTIQAPNB+, Conselheire LGBTIQAPNB+ do RJ, secretárie LGBTIQAPNB+ do PT Carioca e vereadore suplente.
Inscrições abertas: https://linktr.ee/feminismosnadiferenca
09/05/2022
🔥 Vem curso novo por aí 🔥
O curso livre “Profano Feminino” tem como objetivo apresentar perspectivas críticas às noções essencialistas e psicologizantes que percorrem alguns debates feministas contemporâneos. Nosso diálogo se estabelece com teorias elaboradas por certos ativismos feministas que atuam dentro e fora do campo acadêmico, cuja produção tem desafiado e combatido práticas conservadoras no interior dos feminismos e da política moderna. Ao longo de seis aulas, abordaremos questões que relacionam corpo, gênero, trabalho sexual, pornografia, esporte, religião e maternidade. Atravessaremos conceitos que impulsionam este debate no contexto social e político brasileiro contemporâneo, bem como as viradas científicas e/ou ativistas que determinam as principais transformações sofridas nos últimos anos dentro das disputas feministas. Buscamos, assim, estourar “nós” conservadores e essencializantes que constituem feminismos com alianças perigosas, explorando políticas de controle e de pânico moral exercidas nos ataques ao trabalho sexual feminino e à pornografia, nas violências do binarismo biológico e nas bases universalistas de suas noções de sagrado e maternidade.
📌Dia 06 de junho de 2022 | 19h às 21h
Aula Magna — O Sagrado Feminino construído através da socialização imposta do patriarcado
Profe. Convidade Indianarae Siqueira
📌Dia 08 de junho de 2022 | 19h às 21h
Módulo 1 — Desvitimizando a prostituição: guerras se***is, sexualidade e teorias feministas no nordeste brasileiro
Profa. Convidada Carolina Bonomi
📌Dia 13 de junho de 2022 | 19h às 21h
Módulo 2 — Prazer e censura: rediscutindo o “monstro” pornográfico
Profa. Nathalia Gonçales
📌Dia 15 de junho de 2022 | 19h às 21h
Módulo 3 — O biológico não é binário: pânicos morais e essencialismos no esporte
Profa. Barbara Pires
📌Dia 20 de junho de 2022 | 19h às 21h
Módulo 4 — Deslocando úteros: natureza e raça no discurso do feminino sagrado
Profa. Camila Fernandes
📌Dia 22 de junho de 2022 | 19h às 21h
Módulo 5 — Críticas interseccionais ao sagrado da “deusa interior”
Profa. Lorena Mochel
[Investimento do curso]
estudantes: R$100
profissionais: R$150
31/03/2022
Abrindo os trabalhos desse ano, convidamos tod@s para o lançamento do livro da Camila, professora no laboratório .fernandesx
Será PRESENCIAL e nossa equipe estará on e roteando, rs.
Ficaremos muito felizes de encontrar vocês ao vivo!
Segue o convite:
"O livro ‘Figuras da Causação: as Novinhas, as Mães Nervosas e as Mães que abandonam os Filhos’ da antropóloga Camila Fernandes será lançado, no dia 08 de abril às 18h, na na Pedra do Sal – Rio de Janeiro.
Durante o evento a autora vai receber muitos amigos e convidados para a noite de autógrafos. E você está convidado!
Salve este post e compartilhe com os amigos.
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Sobre o livro
Primeiro volume da coleção Antropologias Feministas Contemporâneas publicado pela , este livro se constrói em torno de três figuras femininas, a saber, as “novinhas”, as “mães nervosas” e as “mães abandonantes”. Estas figuras convocam zonas de ambivalência e articulam campos de desejos e sentimentos muitas vezes considerados em oposição, como amor e horror, desejo e interdito, apego e abandono. Ao longo do texto, é explorado de que forma estas figuras inspiram admiração e repúdio, ao aglutinar performances femininas paradoxais, provocadoras e desviantes. A obra foi realizada a partir de uma pesquisa nos morros da Mineira e do São Carlos e discute a relação entre de dois espaços voltados aos cuidados de crianças: as casas que “tomam conta” de crianças na favela e as creches públicas. A veiculação de discursos sobre uma sexualidade feminina “errada”, presente tanto nas falas cotidianas de pessoas do local, como também em algumas instituições de Estado, conforma um campo de práticas e representações férteis sobre mulheres, violências, culpas, prazeres e sexualidades desviantes.
04/11/2021
Último curso do ano: Maternidades no Plural
Os estudos de gênero e os feminismos interseccionais marcam a importância de pensar as maternidades enquanto um fenômeno polissêmico ancorado em vivências concretas e moduladas através de diferentes marcadores sociais da diferença, tais como raça, classe, geração e território.
A categoria “maternidade” remete a um amplo imaginário sobre afetos, cuidados, deveres e batalhas políticas. A discussão tensiona fronteiras entre sexualidade e reprodução e nos convida a refletir sobre categorias supostamente opostas; natureza e cultura, público e privado, produção e reprodução, trabalho e amor, desejo e repulsa. Pensar em maternidades no plural é refletir sobre variados aspectos das ciências humanas: trabalho, corpo, saúde, violências, ativismos e políticas públicas.
Diante dessas perspectivas, a proposta do curso visa adentrar na discussão sobre as maternidades nas ciências humanas, na interface entre os temas da sexualidade, reprodução, trabalho de cuidado, processos de racialização e lutas por direitos se***is e reprodutivos de modo amplo. Ao final de cada aula, será realizada uma roda de conversas entre as pessoas participantes do curso.
○ Dia 22 de novembro 2021 | 19h às 21h30
Módulo 1 — Dissecando o mito do amor materno
Profa. Camila Fernandes
Mediadora: Bárbara Pires
○ Dia 23 de novembro 2021 | 19h às 21h30
Módulo 2 — Ventre livre? Maternidades negras e processos de racialização
Profa. Camila Fernandes
Mediadora: Lorena Mochel
○ Dia 24 de novembro de 2021 | 19h às 21h30
Módulo 3 — “Quem ama cuida”. Ética do cuidado e redes de ajuda
Profa. Camila Fernandes
Mediadora: Nathalia Gonçales
Investimento do curso:
R$: 120,00 profissionais
R$: 80,00 estudantes
Saiba mais e inscreva-se: link na bio do Feminismos na Diferença
A arte de ilustração do curso foi realizada por Hyldalice, artista e antropóloga que amamos!
30/09/2021
O curso "Políticas da Sexualidade" apresenta uma introdução aos estudos de sexualidade. Partindo de autoras/es clássicas/os em diálogo com autoras/es contemporâneas/os, abordaremos o campo da sexualidade como construção social e dispositivo de poder. Vamos iniciar nossa conversa com uma leitura de pesquisadoras brasileiras sobre a temática, pensando especialmente nas conexões entre s**o, práticas se***is e sexualidade com os marcadores de raça, classe, gênero e imaginários de nação. Ao longo do curso, abordaremos questões sobre erotismo, guerras se***is, pornografia e pós-pornô, teoria lé***ca, “conservadorismos” e teoria q***r. Assim, vamos atravessar as principais linhas de pensamento no campo da sexualidade, problematizando a heterossexualidade e, paralelamente, a homossexualidade enquanto ficções que tentam dar conta de explicar desejos, práticas e prazeres. Atentaremos para as questões éticas e políticas dessas articulações em diferentes escalas e contextos, precisamente porque essa temática mostra-se cada vez mais relevante para rastrear maneiras de governar e de sentir que influem em nossa conjuntura atual.
○ Dia 18 de outubro de 2021 | 19h às 21h30
Módulo 1 — “Sexualidade tropical”: raça e s**o na construção da nação
Profa. Camila Fernandes
Módulo 2 — Subjetividades lé***cas: teoria, experiência e movimentos sociais entre mulheres
Profa. Barbara Pires
○ Dia 19 de outubro de 2021 | 19h às 21h30
Módulo 3 — Guerras se***is: pânicos morais e novos “conservadorismos”
Profa. Lorena Mochel
Módulo 4 — Ficções políticas sobre a sexualidade: forjando corpos e desejos
Profa. Nathalia Gonçales
As aulas irão acontecer ao vivo e também serão gravadas.
Saiba mais e inscreva-se: https://linktr.ee/feminismosnadiferenca
16/09/2021
⚡Agenda aberta para consultoria⚡
Abrimos um formulário de consulta para quem tiver interesse em uma das atividades proporcionadas pelo laboratório!
Com o formulário, quem quiser poderá se inscrever na lista de espera das próximas edições dos cursos que oferecemos ao longo do ano.
Estamos disponíveis para a realização de consultoria acadêmica e profissional, assim como de apoio científico para pesquisadoras/es que estudem temas relacionados à interseccionalidade, tais como gênero, sexualidade, raça, desigualdades sociais e diversidade sexual. No mundo corporativo, nosso trabalho visa auxiliar empresas buscando fortalecer sua linguagem em torno da diversidade e dos marcadores sociais da diferença.
🔥Para saber mais, o link está na bio!🔥
10/09/2021
"O apagamento do trabalho doméstico é um dos atos mais bem-sucedidos da história." (Anne McClintock, 2003)
O trabalho doméstico é considerado trabalho reprodutivo. Não por acaso, o trabalho reprodutivo é realizado majoritariamente por mulheres racializadas, pobres e/ou por profissões marcadas pela subalternidade, baixos salários e pouco prestígio social: enfermeiras, garis, professoras da educação infantil, assistentes sociais, entre outros segmentos de trabalhadores.
Este trabalho é considerado em oposição à esfera pública e política, atribuída ao mundo masculino, da “razão” e do Estado. Para a economia, essa atividade é considerada como um trabalho que não produz mercadorias, que não gera valor de mercado e não conta na produção do PIB do país. Donas de casa não recebem salário. Contudo, passam uma vida trabalhando para tornar a vida dos outros limpa, segura e apta para o mundo dentro e fora das casas.
Sabemos que a pandemia bagunçou a ficção capitalista e masculinista de que o trabalho de cuidado é menor, não importa e não deve ser mensurado. As pias de louças, as crianças sem escola, a trabalheira da gestão da comida e a confusão do trabalho doméstico gritam de modo retumbante. E não é fácil fingir que esse trabalho não existe.
A obra de Anne McClintock inspira a deixar um grãozinho de areia nessa multidão de vozes feministas.
Pela valorização do trabalho de cuidado, trabalho que sustenta a vida.
04/08/2021
O curso "Interseccionalidade e Saúde Mental" busca desafiar uma inquietante pergunta: o que é saúde mental? Que fronteiras de saberes e práticas definem este campo de atuação? Partindo de uma perspectiva que considera a produção de sofrimentos articulada aos marcadores sociais da diferença, o curso busca contribuir com reflexões antropológicas sobre as instituições e subjetividades em contextos de violência e vulnerabilidade. Os dois encontros atravessam temáticas que abordam o histórico e desenvolvimento do fenômeno psicológico, fundado em concepções ocidentais modernas sobre o sujeito, tensionando a construção destes saberes aos atravessamentos de s**o, gênero, raça, classe, sexualidade e religião. Destina-se às/aos profissionais e interessadas/es/os nos estudos sobre saúde mental e suas articulações com os campos de estudos feministas interseccionais, antropologia e saúde coletiva, possibilitado a partir de diálogos temáticos e troca de experiências de pesquisa etnográfica.
Saiba mais e inscreva-se: https://linktr.ee/feminismosnadiferenca
Felipe Magaldi Camila Fernandes Lorena Mochel Nathalia Ferreira Gonçales Barbara G. Pires
27/07/2021
Reunião de café da manhã. Começando mais um semestre movimentado no laboratório!
01/07/2021
Concluímos ontem a primeira edição do curso Políticas da Sexualidade. Foram quatro encontros lindos e cheios de força. É uma alegria trocar e construir alianças com tantas pessoas incríveis apesar desses tempos tenebrosos. Agradecemos imensamente pela aposta coletiva. Vamos juntas!
16/06/2021
Sexualidade tropical: raça e gênero na construção da nação
Historicamente, a literatura, a política, a mídia e o pensamento social produziram uma ideia de nação na qual o Brasil é apresentado enquanto “paraíso racial”, dotado de um “s**o tropical” (Piscitelli, 2010). Nessa aula, vamos percorrer diferentes noções de mestiçagem brasileira, seja na ideia negativa de degenerescência das raças, seja na ideia de democracia racial. A partir da articulação dos campos de estudos de gênero e raça na literatura antropológica clássica e contemporânea, vamos acompanhar como a sexualidade, a reprodução e os relacionamentos afetivos são fundamentais para produzir identidades nacionais racializadas, imaginário de país e populações consideradas desejáveis e/ou indesejáveis. Tais formas de enquadramento envolvem a articulação de marcadores sociais da diferença, tais como, gênero, raça, reprodução, sexualidade e território. A partir da exposição, veremos como as visões racializadas e sexualizadas de nação incidem em corpos, territórios e pessoas afetadas por políticas de controle da vida e da morte.
04/06/2021
Estamos nos aproximando dos últimos dias para inscrições no curso “Políticas da Sexualidade” e vamos fechar a semana liberando a bibliografia entre as pessoas inscritas. Se quiser mais detalhes sobre o curso e as inscrições, só acessar https://linktr.ee/feminismosnadiferenca! 🌈