02/07/2026
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O Julho é das Pretas. Mas os outros meses também são!
Julho chegou, e com ele a possibilidade de novos diálogos e debates acerca do papel das mulheres negras como protagonistas da sua própria história e legado. Mas nem sempre foi assim. Essa longa caminhada de luta por direitos vem ganhando corpo e ecoando cada vez mais vozes, para que as mulheres negras não sejam interrompidas pela discriminação de raça e gênero.
Mulheres negras histórica e estatisticamente ocupam a base da pirâmide social, sofrendo o peso do preconceito e discriminação que as atravessam e excluem duplamente: por ser mulher e negra.
Olhar para essas mulheres e avaliar suas condições de existência (e também de sobrevivência) de forma interseccional, nos faz entender como as desigualdades se potencializam diante de corpos femininos negros. Se fizermos esse recorte em relação a mulheres negras trans, o peso do preconceito e violências é ainda maior.
Nessa árdua jornada pelo direito de ser quem é e ocupar quaisquer espaços, por mais que o número de mulheres na educação e no mercado de trabalho, por exemplo, tenha avançado em um contexto geral, mulheres negras seguem no final da fila dos indicadores sociais.
Para além do julho das pretas, a cada dia mais mulheres negras se levantam diante das opressões, consolidando sua resistência de janeiro a janeiro.
Seja na arte, na ciência, na educação, na política, em todas as áreas, mulheres negras têm mostrado que esse lugar no final da fila não lhes pertence mais.