31/12/2025
Você que atravessou 2025 no peito, na alma
e no amor que ninguém viu.
Você, que acordou antes do sol
e dormiu depois das dúvidas.
Que carregou o dia nas costas
e mesmo cansada, buscou forças onde não tinha.
Você, que virou especialista por necessidade.
Que estudou o que ninguém te ensinou,
que aprendeu na marra, no choro, no erro,
no medo de falhar com quem você mais ama.
Você, que se culpa quando perde a paciência
e se culpa de novo quando tenta ser forte demais.
Você, que sorri por fora
enquanto por dentro faz malabarismo emocional
pra não desmoronar.
Ninguém viu.
Ninguém imagina.
Mas eu sei.
Eu sei do olhar que brilhou porque seu filho falou uma palavra nova.
Eu sei da respiração aliviada porque a crise durou menos hoje.
Eu sei do abraço que você deu em si mesma quando ninguém estava olhando.
Eu sei da esperança que você cultiva em silêncio,
como quem guarda uma semente rara em terreno sagrado.
E ainda assim, você achou que não fez o suficiente.
Mas olha pra trás, mãe…
Olha com os olhos do amor e não com a régua da comparação.
Você cresceu.
Você se reinventou.
Você fez milagres com o que tinha.
Você foi terapia, rotina, acolhimento, ponte, abrigo.
Você foi matéria, professora, enfermeira, pesquisadora e mãe —
tudo ao mesmo tempo, no mesmo corpo, no mesmo coração.
Não existe “suficiente” pra medir o que você fez.
Existe amor.
E o seu transbordou.
Então, antes de pedir mais do ano que vem…
se permita reconhecer o que fez neste.
2026 não precisa ser perfeito.
Ele só precisa ser possível.
No seu tempo.
No tempo do seu filho.
No tempo do amor que vocês constroem juntos.
Se essa carta tocou o que você sente e quase nunca diz,
compartilha.
Porque tem uma mãe por aí
achando que está sozinha.
E ela precisa te encontrar. 💙
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