29/07/2023
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🐨
Temos muitas histórias para contar ao longo desses quase 30 anos em que iniciei a minha carreira como estagiária, no Zoo do RJ. Mas eu gostaria de dedicar essa semana de histórias aos projetos que ajudei e aqueles que ainda estou ajudando. E o Projeto Órfãos do Fogo, coordenado pelo , é um desses projetos que nos enchem de orgulho.
O projeto iniciou depois da grande queimada no Pantanal e, hoje, dedica-se à reabilitação e soltura monitorada de filhotes órfãos, resgatados pelos órgãos ambientais. Em parceria com o IMASUL, os filhotes são recebidos primeiramente no CETAS e, passados os cuidados iniciais, são encaminhados para a base do projeto, em Aquidauana-MS, na Pousada Aguapé.
E é aí que eu entro!!
Iniciamos o cuidado dos filhotes sempre considerando a idade que chegam (estimada). A partir desta definição, elaboramos uma estimativa de ganho de peso, que pode variar de 30g/dia até 100g/dia, também dependendo da idade. Foi fundamental para estabelecer esses parâmetros, as informações de outras instituições sobre o ganho de peso.
A dieta precisa ser prática. Afinal, são filhotes destinados à soltura e precisam ter o mínimo de contato com os humanos. E não tem nada mais prático e nutricionalmente completo do que a própria ração de tamanduá desenvolvida pela que também é uma super parceira do projeto.
Com um bom sucedâneo inicial (usamos o sucedâneo da linha Support, da ) iniciamos a transição para a ração de tamanduá a partir do 3º mês de vida, que é a fase quando os filhotes começam a forragear junto com a mãe. É uma transição bem lenta, para garantir que o organismo se acostume ao novo alimento.
A ração ajuda também no processo de estímulo ao forrageamento, já que pode ser colocada no próprio cupinzeiro, coletado na área para estimular os animais ao consumo.
Fico muito feliz com a oportunidade de participar da história desses narigudinhos e agradeço muito ao Instituto Tamanduá pela confiança