03/03/2023
27ª Edição Alafiá Mundo 2023
Projeto: 60+ Para ouvir! Helena Theodoro - 80 anos
Profª Helena Theodoro (RJ/Brasil) conversa com a Dra. Vanda Machado (BA/Brasil) Educadora preta do Brasil
Data: 08.03.2023
Horário: 19h às 20h30 (Brasil)
Adquira seu ingresso no link do Diáspora Black, na bio.
Helena Theodoro - Escritora e Filósofa
Dra. Vanda Machado - Possui Doutorado e Mestrado pela UFBA, é professora colaboradora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB, criadora do Projeto Político Pedagógico Irê Ayó na Escola Eugenia Anna dos Santos no Ilê Axé Opô Afonjá, propiciando o reconhecimento da Escola como Referência Nacional pelo MEC. Obteve sua trajetória acadêmica dedicada a Educação Etnicorraciais, currículo e cultura, vem realizando consultorias, palestras, conferências e apresentando trabalhos em vários Estados no Brasil, assim como em Bruxelas, Nigéria, Cuba, Portugal e Buenos Aires. Membro da RENAFRO, participou como roteirista do vídeo: O Cuidar nos Terreiros e Saúde. Criou e coordenou o Projeto Capoeira Educação para a Paz - Formação para Capoeirista Educadores (Lei 10.639/03) no Forte de Santo Antônio Além do Carmo IPAC/SECULT. Tem livros, textos e artigos publicados em revistas especializadas.
Ficha Técnica
Produção Executiva: Jana Guinond ( Brasil)
Consultora de conteúdo e apresentação: Dra Helena Theodoro ( Brasil)
Coprodução: Kiratiana Freelom ( Chicago / Brasil)
Tradução Português / Inglês:: Tainá Almeida ( Brasil)
Abertura: Dj Bieta
Redes Sociais: Steffanie Moreno
Agradecimentos: Atlantic Fellows
Parcerias: / Black Women Disrupt, Atlanta- EUA / Bieta / Cultne / Ceap /Estimativa / Diáspora Black / Cinema Nosso / Rede de Professores antirracistas / Lupa-Carnaval / Gepacafro / Coletivo Meninas Black Power
Via Plataforma Zoom
#60+praouvir
24/01/2023
A história de hoje começa lá na Bahia, que eu até bem pouco tempo só ouvia falar. Durante uma visita à Irmandade da Boa Morte, vi uma fotografia na parede e percebi que ainda não tinham contado a história daquela pessoa. Foi um misto de sentimentos quando eu reconheci Tia Ciata. Claro que eu a conhecia, mas apenas a parte do Rio de Janeiro nessa história de vida. Fiquei um tanto perdida no porquê de aquela fotografia estar ali e a pergunta saiu naturalmente. Famosa por ter inaugurado a era do samba no Rio de Janeiro, Tia Ciata também foi uma das responsáveis por criar a Irmandade da Boa Morte, que começou em Salvador e depois mudou-se para o Recôncavo Baiano, que eu estava conhecendo naquele dia, especificamente Cachoeira. Qualquer dia desses posso contar mais sobre a Irmandade da Boa Morte e do passeio que fiz por lá. Aos 22 anos Hilária Batista de Almeida chega ao Rio de Janeiro e se instala na Região do Centro, conhecida como Pequena África. Foi uma figura importante na sociedade pois ajudava a movimentar a economia local e tinha grande relevância religiosa, sendo Mãe-Pequena na casa de João Alabá.
Tia Ciata de destacava no Partido Alto e sempre tinha rodas de samba dentro de sua casa, no quintal ficavam as pessoas que queriam ouvir a música.
Sua casa serviu de ponto de encontro para grandes nomes do samba carioca, e foi nesta mesma casa onde foi gravado o primeiro LP de samba. Reza a lenda que os primeiros blocos de carnaval desviavam a rota para passar na porta de sua casa e pedir a benção. Junto com outras mulheres que participaram da diáspora baiana (tias baianas), Tia Ciata fazia quitutes para vender nas ruas e também fazia roupas de baiana para o carnaval.
Se hoje você samba miudinho nas rodas de samba, saiba que foi Tia Ciata quem criou esse passo, sua assinatura.
ina
24/01/2023
A história de hoje começa lá na Bahia, que eu até bem pouco tempo só ouvia falar. Durante uma visita à Irmandade da Boa Morte, vi uma fotografia na parede e percebi que ainda não tinham contado a história daquela pessoa. Foi um misto de sentimentos quando eu reconheci Tia Ciata. Claro que eu a conhecia, mas apenas a parte do Rio de Janeiro nessa história de vida. Fiquei um tanto perdida no porquê de aquela fotografia estar ali e a pergunta saiu naturalmente. Famosa por ter inaugurado a era do samba no Rio de Janeiro, Tia Ciata também foi uma das responsáveis por criar a Irmandade da Boa Morte, que começou em Salvador e depois mudou-se para o Recôncavo Baiano, que eu estava conhecendo naquele dia, especificamente Cachoeira. Qualquer dia desses posso contar mais sobre a Irmandade da Boa Morte e do passeio que fiz por lá. Aos 22 anos Hilária Batista de Almeida chega ao Rio de Janeiro e se instala na Região do Centro, conhecida como Pequena África. Foi uma figura importante na sociedade pois ajudava a movimentar a economia local e tinha grande relevância religiosa, sendo Mãe-Pequena na casa de João Alabá.
Tia Ciata de destacava no Partido Alto e sempre tinha rodas de samba dentro de sua casa, no quintal ficavam as pessoas que queriam ouvir a música.
Sua casa serviu de ponto de encontro para grandes nomes do samba carioca, e foi nesta mesma casa onde foi gravado o primeiro LP de samba. Reza a lenda que os primeiros blocos de carnaval desviavam a rota para passar na porta de sua casa e pedir a benção. Junto com outras mulheres que participaram da diáspora baiana (tias baianas), Tia Ciata fazia quitutes para vender nas ruas e também fazia roupas de baiana para o carnaval.
Se hoje você samba miudinho nas rodas de samba, saiba que foi Tia Ciata quem criou esse passo, sua assinatura.
ina
24/01/2023
A história de hoje começa lá na Bahia, que eu até bem pouco tempo só ouvia falar. Durante uma visita à Irmandade da Boa Morte, vi uma fotografia na parede e percebi que ainda não tinham contado a história daquela pessoa. Foi um misto de sentimentos quando eu reconheci Tia Ciata. Claro que eu a conhecia, mas apenas a parte do Rio de Janeiro nessa história de vida. Fiquei um tanto perdida no porquê de aquela fotografia estar ali e a pergunta saiu naturalmente. Famosa por ter inaugurado a era do samba no Rio de Janeiro, Tia Ciata também foi uma das responsáveis por criar a Irmandade da Boa Morte, que começou em Salvador e depois mudou-se para o Recôncavo Baiano, que eu estava conhecendo naquele dia, especificamente Cachoeira. Qualquer dia desses posso contar mais sobre a Irmandade da Boa Morte e do passeio que fiz por lá.
Aos 22 anos Hilária Batista de Almeida chega ao Rio de Janeiro e se instala na Região do Centro, conhecida como Pequena África. Foi uma figura importante na sociedade pois ajudava a movimentar a economia local e tinha grande relevância religiosa, sendo Mãe-Pequena na casa de João Alabá.
Tia Ciata de destacava no Partido Alto e sempre tinha rodas de samba dentro de sua casa, no quintal ficavam as pessoas que queriam ouvir a música.
Sua casa serviu de ponto de encontro para grandes nomes do samba carioca, e foi nesta mesma casa onde foi gravado o primeiro LP de samba. Reza a lenda que os primeiros blocos de carnaval desviavam a rota para passar na porta de sua casa e pedir a benção. Junto com outras mulheres que participaram da diáspora baiana (tias baianas), Tia Ciata fazia quitutes para vender nas ruas e também fazia roupas de baiana para o carnaval.
Se hoje você samba miudinho nas rodas de samba, saiba que foi Tia Ciata quem criou esse passo, sua assinatura.
Veja mais em www.meninasblackpower.com
Fonte:
www.tiaciata.org.br
Enciclopédia Negra / Flávio dos Santos Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz. -1ªed - São Paulo :Companhia das Letras, 2021.
23/01/2023
Que tal essa capa de revista???
Pela primeira vez estamos compartilhando uma de nossas atividades em formato de revista virtual.
Ela está disponível no link da bio. Corre lá e confere!
15/01/2023
Angie Thomas é uma autora norte-americana considerada por muitos como a autora do desconforto por trazer para a mesa discussões como racismo, violência policial e vizinhanças perigosas.
“O ódio que você semeia” lançado em 2017 virou Bestseller pelo New York Times na primeira semana. A história é baseada em Thug Life, frase de Tupac por aí traduzida como ‘vida de bandido’, na verdade Thug Life é um acrônimo para “The hate U Give Lil’ Infants F***s Everyone”, ("O ódio que você semeia nas crianças fode todo mundo"). Tupac tinha essas palavras tatuadas em seu abdômen e o utilizava como um Código de Ética entre gangues. Na história, Starr passa por uma situação de violência policial e seu melhor amigo é assassinado. Durante a história podemos observar o impacto deste evento na protagonista e na comunidade. Essa história foi inspirada pelo assassinato de Oscar Grant em 2009, um dos primeiros casos de violência policial filmado e espalhado pelas redes sociais. A forma como Angie conecta o código Thug Life com a história é primorosa e todas as reflexões a respeito do círculo vicioso de violência e racismo são avassaladoras.
Quando jovem, Angie tentou ser rapper e tem um diploma não oficial em Hip Hop, essa foi a receita para a criação de 'A Hora da Virada' onde vemos Bri em uma tentativa para se tornar uma rapper de sucesso. A história é permeada por música e muito rap, escrito pela própria Angie Thomas, que diz que não é mais rapper, mas se for necessário, ela consegue escrever algumas letras.
“Uma rosa no concreto” é a metáfora que encontramos no terceiro livro do mesmo universo. A autora nos mostra mais uma vez como as relações pessoais e raciais acontecem naquela vizinhança, mas desta vez com foco na masculinidade preta. Maverick, pai de Starr, é o protagonista da história que se passa muitos anos antes, funcionando como um prequel. Como não poderia deixa de ser, Angie mais uma vez recorreu ao Hip Hop, desta vez para trazer a metáfora apresentada por Tupac em uma coletânea de poemas que só foi revelada e lançada como álbum após sua morte, “The Rose That Grew from Concrete”.
"Até no lixão nasce flor" - Racionais MC's
15/01/2023
Angie Thomas é uma autora norte-americana considerada por muitos como a autora do desconforto por trazer para a mesa discussões como racismo, violência policial e vizinhanças perigosas.
“O ódio que você semeia” lançado em 2017 virou Bestseller pelo New York Times na primeira semana. A história é baseada em Thug Life, frase de Tupac por aí traduzida como ‘vida de bandido’, na verdade Thug Life é um acrônimo para “The hate U Give Lil’ Infants F***s Everyone”, ("O ódio que você semeia nas crianças fode todo mundo"). Tupac tinha essas palavras tatuadas em seu abdômen e o utilizava como um Código de Ética entre gangues. Na história, Bri passa por uma situação de violência policial e seu melhor amigo é assassinado. Durante a história podemos observar o impacto deste evento na protagonista e na comunidade. Essa história foi inspirada pelo assassinato de Oscar Grant em 2009, um dos primeiros casos de violência policial filmado e espalhado pelas redes sociais. A forma como Angie conecta o código Thug Life com a história é primorosa e todas as reflexões a respeito do círculo vicioso de violência e racismo são avassaladoras.
Quando jovem, Angie tentou ser rapper e tem um diploma não oficial em Hip Hop, essa foi a receita para a criação de 'A Hora da Virada' onde vemos Starr em uma tentativa para se tornar uma rapper de sucesso. A história é permeada por música e muito rap, escrito pela própria Angie Thomas, que diz que não é mais rapper, mas se for necessário, ela consegue escrever algumas letras.
“Uma rosa no concreto” é a metáfora que encontramos no terceiro livro do mesmo universo. A autora nos mostra mais uma vez como as relações pessoais e raciais acontecem naquela vizinhança, mas desta vez com foco na masculinidade preta. Maverick, pai de Bri, é o protagonista da história que se passa muitos anos antes, funcionando como um prequel. Como não poderia deixa de ser, Angie mais uma vez recorreu ao Hip Hop, desta vez para trazer a metáfora apresentada por Tupac em uma coletânea de poemas que só foi revelada e lançada como álbum após sua morte, “The Rose That Grew from Concrete”.
"Até no lixão nasce flor" - Racionais MC's
15/01/2023
Ano passado eu fui para Salvador pela primeira vez. A imagem mais viva que tenho na mente, foi desse momento. Foi conhecer a primeira trancista de Salvador.
Seu discurso poderoso, sua voz e o olhar que me faziam me sentir no tempo e no lugar certo.
Obrigada, por tudo que fez e faz por nós.
13/01/2023
Enedina Alves Marques nasceu em 13 de janeiro de 1913, em Curitiba. No ano de 1945 se tornou a primeira mulher negra do Brasil formada em curso superior de Engenharia Civil, foi a primeira mulher a se formar no curso no Paraná. Segundo seu biógrafo, Jorge Luiz Santana, ela não aceitava o papel de coadjuvante, conseguiu se manter na Universidade do Paraná, que naquela época custava o equivalente a três salários mínimos, com a ajuda da família Caron que a acolheu, e com seu salário de professora. Durante o período de seu curso enfrentou situações, no mínimo desafiadoras, como ter sido reprovada diversas vezes sem que houvesse justificativa ou o distanciamento que seus colegas de turma impunham para não se misturarem com a classe trabalhadora. Entre seus feitos memoráveis estão a Construção da Casa do Estudante Universitário do Paraná em 1948, o Colégio Estadual do Paraná em 1950 e da Usina Hidrelétrica Capivari-Cachoeira na década de 60. Mesmo com tantos feitos, sua história permaneceu escondida por muitos anos e apenas foi resgatada nas últimas décadas quando foi inaugurado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, 2006. Mas foi apenas em 2014 que foi lançada uma pesquisa acadêmica que a tinha como ponto focal. Em 2018 a UFPR reconheceu o papel de Enedina Alves Marques, através de uma placa em sua homenagem colocada no Campus Politécnico.
14/10/2022
O Cais do Valongo operou entre 1774 e 1831 e é estimado que mais de 700.000 pessoas escravizadas pisaram pela primeira vez em solo depois de serem sequestradas em África. Oficialmente o Cais funcionou até o ano de 1831, mas tanto o tráfico de pessoas escravizadas quanto a escravização ainda perdurou por muitos anos.
Em 1843 o Cais do Valongo passou por uma renovação para receber Tereza Cristina de Bourbon e foi renomeado como Cais da Imperatriz.
O Cais do Valongo esteve aterrado de 1910 até 2009. Só foi ‘redescoberto’ durante mais obras de renovação da Cidade, neste momento em ocasião da Copa do Mundo FIFA e dos Jogos Olímpicos. Sabendo da história apenas através de documentos antigos, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) recebeu autorização para realizar uma pesquisa arqueológica no local, dois anos depois revelou o Cais do Valongo e muitos artefatos de origem africana trazidos pelos navios.
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English
The Valongo Wharf operated between 1774 and 1831 and it is estimated that over 700,000 enslaved people taken by force from different areas of Africa stepped for the first time in America. Officially, it was closed in 1831 but the enslaved market kept working for a decade. The Golden Law, abolishing slavement only took place in 1889. Before its construction the arrival site was at Praça XV but the brazilian elite was not happy with the plain sight market and the quantity of black people near the financial, imperial and cultural center of the city. After the end of the illegal operation, in 1843 the Wharf was renewed to receive the wife of Emperor Dom Pedro II, Italian Princess Tereza Cristina de Bourbon, then the wharf had its name changed to Empress Wharf in her honor.
Cais do Valongo (Valongo Wharf) was kept hidden by a landfill from 1910 until 2009. By that time the city was being remodeled to FIFA World Cup and the Olympic Games and it was decided to reconstruct the port area, knowing about the history of that area only by old documents, IPHAN was allowed to conduct an archeological research study and two years later revealed the Valongo Wharf and a lot of african artifacts brought overseas.
13/10/2022
Jardim suspenso do Valongo foi criado como uma das fases de remodelação da Cidade pelo arquiteto Luis Rei. Sua ideia era inspirada nos jardins suspensos europeus com o objetivo de apagar a história de escravização que ocorreu no Cais do Valongo.
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English
Jardim Suspenso do Valongo was created as an attempt to ‘remodel and make the city beautiful again’ by architect Luis Rei. His idea was to make the place similar to European hanging gardens, erasing the history of slavement that took place at Cais do Valongo.
cc
11/10/2022
Nos dias de hoje a Pedra do Sal é reconhecida por ser um lugar para escutar samba de boa qualidade, mas suas pedras possuem muitas histórias entranhadas. Foi reconhecido como quilombo urbano no ano de 2005 e, segundo estudiosos, foi o primeiro lugar a exercer a democracia no Brasil, elegendo anualmente por votos seus reis, rainhas e corte. Algumas pessoas dizem que esta é a estrutura que deu origem ao carnaval moderno.
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English
Pedra do Sal nowadays is known as an important site to listen to good quality samba, but has a lot of other stories engraved in those stones. Also known as urban maroon since 2005, was probably the first place to practice democracy in Brazil, electing by vote its kings, queens and court every year. Some say this structure was used to create the modern carnaval in Rio.