01/10/2020
MATÉRIA NA REVISTA PIAUÍ:
BRASIL DE COSTAS PARA A CIÊNCIA
Pesquisa inédita realizada em vinte países mostra que brasileiros são os que menos acreditam em seus cientistas
CAMILLE LICHOTTI
29set2020_11h01
A Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) anunciou que, por falta de financiamento, o projeto MagLev-Cobra foi desativado. O veículo foi o primeiro do mundo a transportar passageiros utilizando tecnologia de levitação magnética por supercondutividade. O protótipo do Maglev-Cobra, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, chegou ao TRL 7, uma escala de maturidade tecnológica criada pela NASA que varia de 1 a 9. Em uma estrutura montada no próprio campus da universidade, o MagLev começou a funcionar em 2014 e já transportou mais de 20 mil pessoas; segundo seus idealizadores, poderia ser uma alternativa a outros modais de transporte. Mas, por enquanto, não há investimento para continuar desenvolvendo o projeto.
Os pesquisadores da Coppe conseguiram incentivo inicial para tirar o projeto do papel a partir de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro). Mas agora falta dinheiro para dar o passo seguinte. “Desde 2016 nós tentamos um apoio financeiro, mas não conseguimos”, diz Richard Stephan, coordenador do projeto MagLev-Cobra. “Eu cheguei a botar dinheiro do meu próprio bolso para manter o projeto, na expectativa de financiamento. Mas chegou um momento que não deu mais, e o trabalho precisou ser encerrado.” Funcionários envolvidos no projeto – engenheiros, técnicos etc – precisaram ser demitidos. Stephan conta que falta investimento para transformar o protótipo artesanal em um protótipo industrial, que pode ser produzido em larga escala.
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Mais uma notícia. Agora na revista PIAUÍ.
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