História dá História

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Photos from História dá História's post 10/12/2023

A página História dá História finaliza o ano de 2023 da Série "Grandes Civilizações" com a Civilização Maia :

Nenhum historiador sabe quando nasceu a Civilização Maia e também não é fácil definir quem são, o que sabemos é que eles foram uma civilização pré-colombiana que se desenvolveu na Mesoamérica a partir de, aproximadamente, 1800 a.C. O auge da civilização maia é conhecido como Período Clássico e aconteceu entre 250 d.C. e 900 d.C.

Os Maias registraram sua história e conhecimento ritual em livros de tela, dos quais apenas três exemplos incontestados permanecem, sendo que o restante foi destruído pelos espanhóis.

Os Maias ficaram muito conhecidos por possuírem conhecimentos muito avançados em áreas como Astronomia, Matemática e no campo religioso, eram politeístas - acreditavam em diversos deuses e tinham o sacrifício humano como uma prática ritualística muito importante. Esses sacrifícios também tinham uma considerável importância política para esse povo.

Os Maias formaram uma civilização Mesoamericana que ficou conhecida por ter alcançado seu auge entre 250 d.C. e 900 d.C. e por ter construído grandes cidades, como Chichen Itzá e Tikal.
Considera-se que apareceram como povo ou povos ao redor de 2500 a.C., e sua melhor época iniciou-se em 900 d. C. e, termina no século XVI, antes da chegada a dos conquistadores espanhóis.

Os Maias não têm apenas uma única origem nem um idioma comum, nem mesmo constituíam uma só nação, eram um conglomerado de Cidades-Estado e a área que ocuparam compreende distritos dos atuais, México, Honduras, Belize e El Salvador.
São produto de migrações de tribos vindas do Altiplano, todas da mesma família e chegaram à América Central pelo Norte.

Os Maias desenvolveram um sistema de escritura do qual se conservam alguns códigos como Dresde (que fala de adivinhação e astronomia); Paris (de índole profética); Madri (horóscopos e almanaques) e Grolier (com um calendário completo).

Entre os diversos deuses maias, podem ser citados Itzamná, deus criador do Universo; Kinich Ahau, deus Sol; Chac, deus relacionado com a água; Bolon Tza'cab, deus relacionado ao cetro; Ah Puch, deus da morte; e Ix Chel, a senhora do arco-íris.
O principal deus dos Maias era Itzmana, considerado o rei dos céus. Ixchel, esposa de Itzmana, era uma deusa responsável pelas chuvas e também pelas inundações. Os maias ainda faziam reverências a outros deuses e elementos da natureza e edificaram, na selva, notáveis edifícios dos quais restaram as ruínas de Tikal, Chitzén Itzá e Palenque ou Copán.
Dedicaram-se à agricultura do algodão, milho, cacau, ao comércio e desapareceram por suas tensões internas, guerras intestinas, secas tenazes, enfermidades ou por discórdias civis pelas diferenças entre os cidadãos e as classes dominantes.

Os espanhóis os subjugaram e a última fortaleza Maia foi derrotada em 1697, depois houve revoltas em Yucatán, Chiapas e hoje em dia sobrevivem em vários países da América Central, com cerca de quatro milhões de nativos, os chamados "indígenas" que falam algum dos 28 dialetos Maias, e constituem uma população campesina, empobrecida e perseguida, onde muitos deles aceitaram as novas regras impostas, assim como a religião, também imposta pelos colonizadores e que foi sendo adaptada e fundida às antigas crenças que existiam, enquanto outros fugiram para as selvas e, mesmo sendo perseguidos, os Maias resistiram e se adaptaram às novas realidades do mundo, onde acreditam que os seus ascendentes são "a sequência do tempo", os Maias são atualmente o que eles mais admiravam.

(Fontes pesquisadas pela página História dá História : Biblioteca Nacional, Info Escola, UOL, Escola e Educação.
Imagens: Google).

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Photos from História dá História's post 29/10/2023

A página História dá História e os Grandes Impérios da Humanidade:

O Império Aquemênida :

A dinastia aquemênida governou o primeiro Império Persa (559 - 330 a.C.) que por causa disso é chamado também de Império Aquemênida.

Sua linhagem remonta ao rei Aquêmenes que governou a Pérsia entre 705 e 675 a.C.

Os Aquemênidas alcançaram o domínio do Oriente Médio sob o governo de Ciro II da Pérsia, bisneto de Aquêmenes, quando este subjugou a Média e todas as outras tribos arianas da área do atual Irã conquistando em seguida a Lídia, a Síria, a Babilônia, a Palestina, a Armênia e o Turquestão, fundando o Império Persa.

As conquistas foram levadas adiante por seu filho Cambises II, que conquistou o Egito, e Dario I, que expandiu o poderio persa até a Europa, conquistando a Trácia e consolidando seu poder na Anatólia formando o maior império que o mundo de então tinha visto.

No auge de seu poder, os Aquemênidas governavam um Império que abrangia cerca de 8 milhões de quilômetros quadrados ao longo de três continentes: Ásia, África e Europa.

Em 480 a.C., estima-se que 50 milhões de pessoas viviam no Império Aquemênida ou cerca de 44% da população mundial na época.

(O professor Claudio Neto incluiu um mapa do Império Persa sob os Aquemênidas em sua máxima expansão e um Mosaico da Batalha de Isso,333 a.C ).

Os governantes aquemênidas caracterizaram sua administração pela tolerância com as diferentes culturas e religiões dos povos conquistados, gerando uma lealdade sem precedentes entre seus súditos.

Deve-se levar em conta o tratamento terrível que os assírios e babilônios (antecessores dos persas) davam aos povos conquistados, incluindo deportações em massa.

Também construíram estradas ligando as principais cidades e um sistema de correios eficiente.

As estradas também se destinavam ao comércio do Egito e da Europa com a Índia e a China, do qual a Pérsia muito se beneficiou.

Após a tentativa frustrada de Dario de conquistar a Grécia, o Império Aquemênida começou a declinar.

Décadas de golpes, revoltas e assassinatos enfraqueceram o poder da dinastia, embora o império continuasse relativamente poderoso.

Em 333 a.C., os persas não suportaram as incursões e ataques do rei macedônio Alexandre, o Grande.
(Nossa próxima publicação).

Sendo assim, em 330 a.C., o último rei aquemênida, Dario III, foi assassinado por um de seus sátrapas, Besso, e o primeiro Império Persa caiu em mãos dos gregos e macedônios.

Na história do Antigo Oriente Próximo, o Império Aquemênida tem um lugar especial.

Ele deixou uma impressão duradoura sobre a herança e a identidade cultural da Ásia e do Oriente Médio, e influenciou o desenvolvimento e a estrutura de vários impérios posteriores.

Sob o reinado dos Aquemênidas estiveram reunidos diversos países e povos entre o Indo e o Mar Egeu.

Reinos anteriores desapareceram terminantemente, substituídos pela organização administrativa do Império Aquemênida que por sua vez preservara as tradições dos povos conquistados e as refundiu em um novo conjunto através da introdução de uma nova ideologia, como mostrado em particular na arte aquemênida ou em certas tradições administrativas.

No entanto, a extrema diversidade dos povos dentro do império torna difícil uma visão precisa da natureza exata da influência do poder real sobre as nações que o compunham.

Sua estrutura governamental e composição étnica multifacetada pode ter dificultado a sua transformação em um Estado-nação gerando uma falta de unidade maior e consolidada.

Esta eventual fraqueza permitiu aos gregos e macedônios levarem seus ataques contra o Império Persa.

Alexandre, o Grande, derrotou os persas, mas tomou parte do modelo aquemênida reivindicando ser sucessor do rei Dario III, o que atrai a oposição da nobreza macedônia, que não consegue manter unificado o império de Alexandre, após a sua expedição à Índia e falecimento na Babilônia.

A criação de grandes reinos helenísticos (gregos) que se seguiram na região é, em parte, devido a continuidade da prática aquemênida.

Os gregos e, mais tarde, os romanos adotaram o que consideravam os melhores aspectos do método com que os persas governavam seu império, em especial a partição em províncias (inspiradas na satrápia aquemênida).

Alguns reis helenísticos incluem até mesmo na sua corte as práticas sociais dos persas para criar uma cultura comum com os nobres do país conquistado.

O legado da construção política aquemênida se reflete em seus impérios sucessivos, incluindo o selêucida e o parto, embora a abordagem pragmática e flexível, característica do domínio aquemênida, seja de difícil restauração uma vez que as dinastias que o sucedem lutam para se sustentar interna e externamente.

As dinastias Iranianas dos Arsácidas (partos) e dos Sassânidas (persas), ocasionalmente alegaram descendência dos Aquemênidas.

Recentemente, houve alguma corroboração para a pretensão parta evidenciada numa doença hereditária (neurofibromatose), demonstrada através das descrições físicas dos governantes e das evidências de doenças familiares em moedas antigas.

Os Aquemênidas vão encontrar seus herdeiros étnicos na dinastia persa dos Sassânidas que, no século III d.C., emerge do centro antigo do primeiro Império Persa.

Eles vão se vincular aos tradicionais locais dos Aquemênida (Persépolis e Naqsh-e Rostam) através de inscrições e baixos-relevos, colocando-se na continuidade de seus antepassados ilustres.

Porém, a historiografia persa sassânida bem como o período islâmico realmente não mantém a memória dos reis aquemênidas, limitado a algumas menções de Ciro ou Dario I, possivelmente para
exaltar sua própria época e grandeza.

Com a redescoberta dos monumentos aquemênidas por exploradores e arqueólogos europeus e, especialmente, a chegada ao poder de Reza Shah em 1925 no Irã, a memória do primeiro império persa tornou-se totalmente integrada ao patrimônio nacional iraniano moderno.

Segundo o notável orientalista estadunidense Arthur Upham Pope (1881–1969) :
"O mundo ocidental tem uma dívida enorme a ser paga à civilização persa".

Segundo o Historiador Ricardo Passos :
"Recebia o nome de satrapia a unidade administrativa do Império Aquemênida (primeiro Império Persa, e mais tarde também dos Impérios Selêucida, Parta e Sassânida)
antecessor do moderno estado iraniano.
O termo tem origem na antiga língua persa, e significa "província", e passou para a língua grega e mais tarde para o latim".

Convidado especial Ricardo Passos ( Historiador).
(Fontes pesquisadas pela página História dá História : Biblioteca Nacional, Info Escola, UOL, Escola e Educação.
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Photos from História dá História's post 03/06/2023

A página História dá História e a continuação da Série Revoluções: A Revolução Francesa.

A Revolução Francesa teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história dando início à idade contemporânea e foi um acontecimento tão importante que seus ideais influenciaram vários movimentos ao redor do mundo, como a Independência dos EUA, do Haiti e a nossa Conjuração Mineira.

Esse movimento teve a participação de vários grupos sociais: pobres, desempregados, pequenos comerciantes, camponeses (estes, tinham que pagar tributos à nobreza e ao clero).

Em 1789, a população da França era a maior do mundo, e era dividida em três estados:
O Clero (1º estado) Alto Clero - bispos, abades e cônicos;
Baixo Clero - sacerdotes pobres.
A Nobreza (2º estado) - Nobreza cortesã (moradores do Palácio de Versalhes);
Nobreza provincial: (grupo empobrecido que vivia no interior);
Nobreza de Toga: (burgueses ricos que compravam títulos de nobreza e cargos políticos e administrativos).
O Povo (3º estado) - Camponeses;
Grande burguesia - banqueiros, grandes empresários e comerciantes;
Média burguesia - profissionais liberais;
Pequena burguesia - artesãos e comerciantes;
Sans-culottes: - aprendizes de ofícios, assalariados, desempregados e tinham este nome porque não usavam os calções curtos com meias típicos da nobreza.

O clero e a nobreza tinham vários privilégios. Não pagavam impostos, recebiam pensões do estado e podiam exercer cargos públicos.
O povo tinha que arcar com todas as despesas do 1º e 2º Estado.
Com o passar do tempo e influenciados pelos ideais do Iluminismo, o 3º Estado começou a se revoltar e a lutar pela igualdade entre a burguesa, o clero e a nobreza perante a lei.
Ele pretendiam combater, dentre outras coisas, o absolutismo monárquico e os privilégios da nobreza e do clero.
A economia francesa passava por uma crise, mais da metade da população trabalhava no campo, porém, vários fatores ( clima, secas e inundações), pioravam ainda mais a situação da agricultura fazendo com que os preços subissem, e nas cidades e no campo, a população sofria com a fome e a miséria.
Além da agricultura, a indústria têxtil também passava por dificuldades por causa da concorrência com os tecidos ingleses que chegavam do mercado interno francês.
Como consequência, vários trabalhadores ficaram desempregados e a sociedade teve o seu número de famintos e marginalizados elevados.
Essa situação fazia com que a burguesia (ligada à manufatura e ao comércio) ficasse cada vez mais infeliz.
Tentando contornar a crise, o Rei Luís XVI passou a cobrar tributos ao povo (3º Estado), em vez de fazer cobranças ao Clero e a Nobreza.
Sentindo que seus privilégios estavam ameaçados, o 1º e 2º estado se revoltaram e pressionaram o rei para convocar a Assembléia dos Estados Gerais que ajudaria a obrigar o povo a assumir os tributos.
A Assembléia dos Estados Gerais não se reunia há 175 anos e era formada por integrantes dos três Estados, mas só era aceito um voto para cada Estado.
Como Clero e Nobreza estavam sempre unidos, isso sempre somava dois votos contra um do povo.
Essa atitude prejudicou a nobreza que não tinha consciência do poder do povo e também porque as eleições para escolha dos deputados ocorreram em um momento favorável aos objetivos do 3º Estado, já que este vivia na miséria e o momento atual do país era de crise econômica, fome e desemprego.
Em maio de 1789, após a reunião da Assembléia no palácio de Versalhes, surgiu o conflito entre os privilegiados (clero e nobreza) e a burguesia.
A nobreza e o clero, perceberam que o Terceiro Estado tinha mais deputados que os dois primeiros Estados juntos, então, queria de qualquer jeito fazer valer o voto por ordem social.
O povo (que levava vantagem) queria que o voto fosse individual e para que isso acontecesse, seria necessário uma alteração na constituição, mas a nobreza e o clero não concordavam com essa atitude.
O impasse fez com que o 3º Estado se revoltasse e saísse dos Estados Gerais.
Fora dos Estados Gerais, eles se reuniram e formaram a Assembléia Nacional Constituinte.
O rei Luís XVI tentou reagir, mas o povo permanecia unido, tomando conta das ruas.
O slogan dos revolucionários era “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.
Em 14 de julho de 1789 os parisienses invadiram e tomaram a Bastilha (prisão) que representava o poder absoluto do rei, já que era lá que ficavam os inimigos políticos dele e também muitas armas.
Esse episódio ficou conhecido como
"A queda da Bastilha".
O rei já não tinha mais como controlar a fúria popular e tomou algumas precauções para acalmar o povo que invadia, matava e tomava os bens da nobreza: o regime feudal sobre os camponeses foi abolido e os privilégios tributários do clero e da nobreza acabaram.
No dia 26 de agosto de 1789 a Assembléia Nacional Constituinte proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, cujos principais pontos eram:
O respeito pela dignidade das pessoas;
Liberdade e igualdade dos cidadãos perante a lei;
Direito à propriedade individual;
Direito de resistência à opressão política;
Liberdade de pensamento e opinião.

Em 1790, a assembléia constituinte reduziu o poder do clero confiscando diversas terras da Igreja, pôs o clero sob a autoridade do Estado e essa medida foi feita através de um documento chamado “Constituição Civil do Clero”.
O Papa não aceitou essa determinação e sobraram duas alternativas aos sacerdotes fiéis ao rei , sair da França ou lutar contra a revolução.
Muitos concordaram com essa lei para poder permanecer no país, mas os insatisfeitos fugiram da França e no exterior decidiram se unir e formar um exército para reagir à revolução.
Em 1791, foi concluída a Constituição feita pelos membros da Assembléia Constituinte com os principais tópicos dessa Constituição :
Igualdade jurídica entre os indivíduos;
Fim dos privilégios do clero e nobreza;
Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado);
Proibição de greves;
Liberdade de crença;
Separação do estado da Igreja;
Nacionalização dos bens do clero.

Três poderes criados :
(Legislativo, Executivo e Judiciário)

O rei Luís XVI não aceitou a perda do poder e passou a conspirar contra a revolução, para isso contatava nobres emigrados e monarcas da Áustria e Prússia (que também se sentiam ameaçados).
O objetivo dos contrarrevolucionários era organizar um exército que invadisse a França e restabelecesse o absolutismo.
Em 1791, Luís XVI quis se unir aos contrarrevolucionários e fugiu da França, mas foi reconhecido, capturado, preso e mantido sob vigilância.
Em 1792, o exército austro-prussiano invadiu a França, mas foi derrotado pelas tropas francesas na Batalha de Valmy.
Essa vitória deu nova força aos revolucionários franceses e esse fato levou os líderes da burguesia decidir proclamar a República em 22 de setembro de 1792.
Com a proclamação, a Assembleia Constituinte foi substituída pela Convenção Nacional e tinha como uma das missões, elaborar uma nova Constituição para a França.
Nessa época, as forças políticas que mais se destacavam eram os Girondinos: alta burguesia e Jacobinos: burguesia (pequena e média) e o proletariado de Paris.
Eram radicais, defendiam os interesses do povo e liderados por Robespierre e Saint-Just, pregavam a condenação à morte do rei.
Grupo da Planície: Apoiava sempre quem estava no poder.
Surge a ideia de Esquerda, Direita e Centro, que usamos hoje em dia.
Mesmo com o apoio dos girondinos, Luís XVI foi julgado e guilhotinado em janeiro de 1793.
A morte do rei trouxe uma série de problemas como revoltas internas e uma reorganização das forças absolutistas estrangeiras.
Foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário
(responsável pela morte na guilhotina de muitas pessoas que eram consideradas traidoras da causa revolucionária).
Esse período ficou conhecido como “Terror” e começava uma ditadura jacobina, liderada por Robespierre.
Durante seu governo, ele procurava se equilibrar entre várias tendências políticas, umas mais identificadas com a alta burguesia e outras mais próximas das aspirações das camadas populares.
Robespierre conseguiu algumas realizações significativas, principalmente no setor militar :
O exército francês conseguiu repelir o ataque de forças estrangeiras e durante seu governo vigorou a nova Constituição da República (1793) que assegurava ao povo:
Direito ao voto;
Direito de rebelião;
Direito ao trabalho e a subsistência e continha uma declaração de que o objetivo do governo era o bem comum e a felicidade de todos.
Quando as tensões decorrentes da ameaça estrangeira diminuíram, os Girondinos e o grupo da Planície se uniram contra Robespierre que, sem o apoio popular foi preso e também foi guilhotinado em 1794.
Após a sua morte, a Convenção Nacional foi controlada por políticos que representavam os interesses da alta burguesia e com nova orientação política, essa convenção decidiu elaborar outra Constituição para a França que estabelecia a continuidade do regime republicano, controlado pelo Diretório (1795 – 1799).
Neste período houve várias tentativas para controlar o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país que voltou a receber ameaças das nações absolutistas vizinhas, agravando a situação.
Surge então, o jovem general Napoleão Bonaparte que ganhou prestígio como militar e com o apoio da burguesia e do exército, provocou um golpe.
Em 10/11/1799, Napoleão dissolveu o diretório e estabeleceu um novo governo chamado Consulado.
Esse episódio ficou conhecido como Dezoito de Brumário e com isso, ele consolidava as conquistas da burguesia dando um fim para a revolução.
Se aproveitando do apoio da alta burguesia, Napoleão criou o Banco da França, que deveria custear os empreendimentos burgueses reorientando a enfraquecida economia nacional, reatou as relações do Estado com a Igreja, que passara a reconhecer a perda de suas propriedades e todas as demais satisfações que os clérigos deviam ao regime republicano.
Em 1804, o Código Civil Napoleônico estabeleceu a igualdade de todos os cidadãos perante a lei.
Os bons resultados de sua administração materializaram a conquista de um amplo poder de Napoleão na França.
Coroado, Napoleão fez questão de mostrar que assumia o trono francês na qualidade de um abnegado defensor do regime republicano.
Como imperador, sustentou as conquistas camponesas com a reforma agrária, promoveu uma série de obras públicas e deu continuidade ao processo de modernização da economia.
A aparência estável do governo napoleônico instigou as monarquias europeias a se organizarem novamente contra os franceses.
Vencendo batalhas de grande importância, Napoleão se tronou o senhor da Europa.
Em contraste aos ganhos militares, o governo francês tinha enormes dificuldades para ampliar os números de sua economia e a hegemonia industrial britânica era o seu principal obstáculo.
Tentando resolver esta questão, Napoleão publicou um decreto internacional, chamado Bloqueio Continental (1806), que proibia o comércio entre a Inglaterra e qualquer outra nação europeia.
Todo o país que desobedecesse este tratado seria implacavelmente invadido pelas tropas francesas.
Em pouco tempo, não resistindo à dependência com relação aos produtos ingleses, várias nações desobedeceram ao acordo e foram invadidas por Napoleão.
Apesar de expor sua hegemonia militar terrestre, as invasões napoleônicas acabaram retirando a agilidade e o poder de reação das tropas francesas.
Em 1812, o descumprimento russo ao Bloqueio Continental obrigou ao estadista francês empreender uma grande investida militar que contava com seiscentos mil soldados.
Surpreendido pela tática de terra arrasada e o vigor do inverno siberiano, Napoleão Bonaparte acabou perdendo milhares de soldados.
Aproveitando da situação, as tropas monarquistas da Europa se reorganizaram para derrotar o governo francês.
A primeira derrota aconteceu em 1814, na cidade de Leipzig, onde Napoleão se entregou aos inimigos e depois disso, foi exilado na pequena ilha mediterrânea de Elba para que não oferecesse mais riscos, mas um destacamento de soldados fiéis conseguiu retirar Napoleão da região e o devolveram no controle da França.
Conhecido como o “Governo de Cem Dias”, essa desesperada volta de Napoleão ao poder foi logo fustigada pelos seus inimigos na batalha de Waterloo e dessa vez, o lendário militar foi exilado na ilha africana de Santa Helena onde, seis anos mais tarde, ele morreu em consequência de uma terrível doença (provavelmente câncer) que acometia o seu estômago, mas há uma tese que diz que Napoleão Bonaparte foi envenenado.

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🎓 Nosso Canal de Aulas Gratuitas do Professor Claudio Soares Neto no YouTube, agora é 💎 "100.000 K".

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"Um dia feliz, às vezes é muito raro".

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Hoje foi um dia muito especial no encontro entre os Professores, a Direção, as Coordenadoras, a equipe de apoio e os Responsáveis dos alunos.

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A Página História dá História e a continuação da série:
"Os Grandes Impérios da História da Humanidade".

O Império Macedônico :

A Macedônia localizava-se na Península Balcânica, ao norte da Grécia, uma região de altas montanhas e planícies férteis.
Os macedônios possuíam semelhanças culturais com os antigos gregos, mas, eram vistos por estes como “bárbaros”, afinal, todos que não eram gregos, eram considerados como "bárbaros"
A economia era baseada na agricultura e na pecuária e o poder estava nas mãos dos proprietários de terras e escravos.
A Macedônia só passou a ter importância política no século IV a.C., quando Filipe II, subiu ao trono, aos 23 anos de idade, em 359 a.C. Filipe II, efetuou reformas, criando um governo centralizado, confiscando terras da aristocracia e as distribuindo aos camponeses, diminuiu o poder da nobreza e reorganizou seu exército, criando a famosa Falange Macedônica, fortaleceu a economia, desenvolvendo o comércio e aumentando a exploração das jazidas de ouro.
Filipe II viveu alguns anos na cidade de Tebas, na Grécia, durante o período da hegemonia tebana (371-362 a.C.), conhecia a cultura grega, sua organização política e militar, a rivalidade que havia entre as cidades gregas e o seu consequente enfraquecimento, após tantos anos de guerras internas.
Seu objetivo era conquistar as cidades gregas e depois o Império Persa.
Com um exército poderoso e bem treinado, partiu para a conquista da Grécia.
Conquistou a Trácia, rica em minas de ouro, avançou submetendo a Calcídica e a Tessália, e as Cidades-Estado da Grécia Central, que foram derrotadas na Batalha de Queronéia, na Beócia, em 338 a.C.
Liderou a formação da Liga de Corinto, que reunia todas as cidades gregas sob o seu comando e após a conquista da Grécia, Filipe II, planejou uma guerra contra o rico e poderoso Império Persa, mas, não conseguiu concretizar seu plano, Filipe II, foi assassinado em 336 a.C.
Com o assassinato de Felipe II, o poder passou para seu filho Alexandre Magno, ou (Alexandre III da Macedônia ou ainda Alexandre, O Grande) aos 20 anos de idade e que já se destacara na guerra contra os gregos.
Alexandre fora educado pelo filósofo grego Aristóteles e era profundo conhecedor e admirador da cultura grega.
Alexandre deu continuidade à política expansionista de Filipe II, após derrotar as cidades gregas, entre elas, Tebas e Atenas, partiu para a conquista da Ásia.
Em 334 a.C, Alexandre atravessou o Helesponto e dominou a Ásia Menor, logo depois conquistou a Síria, a Fenícia, a Palestina, o Egito e o Império Persa.
Nesse período de expansão, casou-se com a filha do rei persa Dario III e promoveu casamentos entre os seus oficiais com jovens das populações dominadas.
Construiu muitas cidades que, apesar de terem instituições parecidas com as das cidades gregas, eram bem diferentes, pois não tinham autonomia.
Em 327 a.C., invadiu a Índia.
Em 10 anos, o rei Alexandre, transformou o Império Macedônio em um dos maiores de toda a Antiguidade.
O Império Macedônico ia da Grécia ao rio Indo.
O cansaço dos soldados, o calor e as chuvas obrigaram Alexandre a voltar para o Ocidente.
Aos 33 anos de idade e 10 de campanhas militares, Alexandre morreu na Babilônia, em 323 a.C., vítima da malária.
Após sua morte,o Império se fragmenta por conta de várias guerras entre seus principais generais, até que o Império Macedônio foi dividido em três reinos:
Ptolomeu ficou com o Egito; Selêuco, com a Síria, a Mesopotâmia e a Pérsia; e Antigônida, com a Grécia e a Macedônia.
Esses reinos conhecidos como Reinos Helenísticos, acabaram cada um deles sendo conquistados pelos romanos no decorrer dos séculos II e I a.C.

Segundo a Historiadora Carla Freitas: "As campanhas de Alexandre contribuíram para a fusão da cultura grega com a cultura oriental, foi surgindo aos poucos uma nova forma de civilização, chamada de helenística, com predominância do idioma grego".

Os grandes centros da cultura helenística eram as cidades de Alexandria, Pérgamo e Antioquia.
O mundo helenístico se caracterizou pela implantação de monarquias absolutas teocráticas.
Para manter o poder de modo absoluto, se utilizavam estratégias políticas, tais como promover o desenvolvimento econômico do país, incrementando a exploração de seus recursos naturais e, assim, conseguir o aumento da renda do Estado.
Com isso, se mantinham as frotas navais fortes, que garantiam o poder real.
Na economia se ampliaram os mercados, pois as conquistas de Alexandre terminaram com as antigas fronteiras entre o Ocidente e Oriente.
Muitos gregos migraram para o Oriente levando novos métodos de drenagem, técnicas de artesanato e a consolidação das trocas comerciais.
O comércio se ampliou favorecido pelo uso do mesmo padrão monetário pela maioria das monarquias.
O grego passou a ser a língua oficial da atividade comercial no Oriente.
Atenas foi substituída por Alexandria como principal mercado mundial, pois sua posição geográfica favorecia o desenvolvimento do comércio em larga escala.
Várias cidades da Ásia Menor tornaram-se importantes centros comerciais:
Mileto, Éfeso, Pérgamo, Bizâncio, Rodes e Delos.
A arquitetura helenística se caracterizou pela construção de templos grandiosos.
Foram construídos inúmeros altares, rodeados de colunatas, e grandes palácios cercados de parques e jardins, como os de Alexandria, Antioquia, Pérgamo e Pela.
A escultura e a pintura se tornaram mais realistas, retratando a violência, as paixões e o sofrimento humano.
É bastante importante a noção de movimento que os escultores faziam questão de colocar em seus trabalhos.
Na pintura, a noção de perspectiva era cuidadosamente empregada e se deu, pela primeira vez, séria atenção à paisagem como representação, quase perfeita, dos efeitos de luz e sombras.
As ciências tiveram grande desenvolvimento, se destacando Ptolomeu, na Astronomia; Erastótenes, na Geografia; Arquimedes, na Física;
Euclides, na Geometria;
Herófilo, na Medicina, entre outros.
Na filosofia, o helenismo originou ainda novas correntes filosóficas, tais como:
Estoicismo, fundada por Zenão, que defendia a felicidade como equilíbrio interior, o qual oferecia ao homem a possibilidade de aceitar, com serenidade, a dor e o prazer, a ventura e o infortúnio.

A publicação desta data é uma homenagem in memoriam a um Grande Alexandre.
🎓 Professor Alexandre Araújo, do Colégio Educandário São Jerônimo .
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Nosso Grande Mestre nos deixou hoje e se tornou mais uma estrela a brilhar no céu.

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(Fontes pesquisadas pela página História dá História : Biblioteca Nacional, Info Escola, UOL, Escola e Educação.
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