Sejamos Honestos

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"Porque nós zelamos do que é HONESTO, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens." (2 Coríntios 8.21)

03/05/2019

A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS!

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo...” Fp 3:20

Há algum tempo comprei um livro que há muito desejava comprar, e ao abri-lo para ler vi que havia um panfleto da editora com uma pequena relação de livros. Me chamou bastante a atenção o fato de que a maioria era voltada a instruir seus leitores a viver melhor nesse mundo, buscando ser o melhor possível, segundo os padrões seculares. “Como dirigir seus negócios? Como ser o melhor profissional na sua área?” Livros “cristãos” direcionados a responder estas perguntas. Não queria citar os nomes, nem os autores, mas um deles não posso deixar de citar: “O S**o Começa na Cozinha” (preservarei o nome do autor). Diante disso me perguntei: O que isso tem de Cristo? Em quê isso me auxilia na minha caminhada cristã? Em quê isso me conduz a entender a vontade de Cristo pra minha vida? O quanto isso me conduz a contemplar a glória do Senhor Jesus Cristo? Por que eu deveria colocar livros como estes numa seleção de livros cristãos? Não creio que seja possível que ao ler o conteúdo eu venha a me surpreender, vendo a Glória de Cristo manifestada através de suas páginas.
É impressionante como cresce a cada dia o número de escritores e pregadores preocupados em te ambientar neste mundo. Não quero dizer que você não deva ser um bom profissional, que não deva se preocupar em ser um bom esposo (a), ou coisas do tipo. Não é isso, e nem quero me aprofundar sobre isto. Mas quando pegamos o Novo Testamento e lemos, poucos trechos são destinados a isto, e a grande parte é voltada para conhecermos o nosso Deus, revelado plenamente na pessoa de Jesus Cristo.
“Pessoas estão morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas. A majestade de Deus é uma cura desconhecida. Há prescrições muito mais populares no mercado, mas o benefício de qualquer remédio é sumário e pouco profundo. Pregações e livros que não contém a grandeza de Deus na pessoa de Cristo podem até entreter por algum tempo, mas não tocarão o clamor secreto da alma: ‘Mostra-me, Senhor, a Tua Glória!’” (John Piper)
Por quê os pregadores e escritores, na sua grande maioria, têm se preocupado tão pouco em exaltar a Glória de Deus? Por quê pouco se prega ou pouco se ensina sobre os atributos de Deus, comunicáveis e incomunicáveis? Impressionante que a Onisciência de Deus f**a reduzida a uma frase que pouco expressa de realidade e profundidade do que realmente é: “Deus sabe de todas as coisas”. Será que a Onisciência pode ser expressada apenas com essa frase, que gera mais dúvida do que tira? Ou a Onipotência, que da mesma forma é expressada por: Não há impossíveis para Deus (Mt 19:26; Lc 1:37). Sem ser explicado, isso gera conflito, pois Deus não pode fazer todas as coisas. Deus não pode mentir (Hb 6:18), Deus não pode nega-se a si mesmo (2 Tm 2:13). Esta segunda nos traz um entendimento ainda mais amplo sobre Deus, de que Ele tem de mostrar a Sua Glória quando se comunica com o homem, e assim foi ao longo do Antigo e Novo Testamentos.
Por quê cada dia surgem mais pessoas “decepcionadas com Deus”? A única conclusão que chegamos é que, cada dia mais, as mensagens vinda dos púlpitos, e encontradas em livros cristãos são extremamente antropocêntricas, onde Deus f**a resumido a um acessório de grande utilidade (às vezes nem isso), um gênio da lâmpada, pronto para fazer sua vida melhor, quando esta não é a proposta do Evangelho de Cristo. No Evangelho de Cristo há virtude no sofrimento, nas perseguições, nas injúrias, nas tribulações. Existe uma cruz a se carregar. Paulo se gloriava nas fraquezas (2 Co 12:9), enquanto a igreja tem se preocupado em formar um império poderoso, para reinar aqui nesta terra, repleta de coisas temporais, que não levaremos para o Novo Céu e a Nova Terra.
Como podemos dizer, assim como Paulo escreve aos filipenses, que a nossa Pátria está nos céus? Como, se uma boa parte da igreja nem sequer é conduzida a ansiar pela volta do seu Salvador e Senhor? Se é que Ele realmente é seu Senhor e Salvador.
Muitos me apedrejam por ter tal posicionamento, mas a Palavra não me permite ter outro. Talvez precise sim demonstrar mais amor e mais Graça, mas minha indignação contra essas coisas me conduz a me posicionar assim, ainda que saiba que a ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1:20).
Termino este texto com uma pergunta:
SERÁ QUE DEUS PRECISA DESCER PRA CORRIGIR AS LOUCURAS QUE SUA IGREJA TEM FEITO ?

Não há um sábio sequer entre nós para julgar no meio da irmandade ? (1 Co 6:5)
"Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa." Romanos 2:24. Será que eu não poderia aplicar essa passagem à igreja contemporânea ? Meditemos.

Quero, pra finalizar, deixar uma observação: Quando falo IGREJA, me refiro a instituições, e não à NOIVA IMACULADA que comparecerá diante do Cordeiro no Grande Dia. E essa grande Noiva Imaculada encontra-se distribuída por inúmeras denominações espalhadas pelo mundo afora.

Graça e Paz!

28/11/2017

"Quando, na década de 30, no primeiro século, mataram Jesus, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Quando, algumas décadas depois, mataram quase todos os apóstolos, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Quando, no final do século terceiro, o Imperador Diocleciano promoveu a mais prolongada perseguição contra os cristãos, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Quando, no século quarto, os persas e os godos perseguiram os cristãos, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Quando na península arábica pré-islâmica, no século sexto, os cristãos foram massacrados, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Quando, no século vinte, a União Soviética procurou eliminar as crenças religiosas, inclusive a cristã, não mataram sua mensagem. O evangelho sobreviveu.

Hoje tem uma onda de "defesa do evangelho". Muito estranha, por sinal. Gente que destila ódio e pega em arma para defender a fé. Logo o evangelho, que sobreviveu a tudo o que se pode imaginar.

Sei que há um lugar para as discussões dogmáticas, formulação de credos e confissões. De qualquer forma, a maior defesa do evangelho - se é que há algo que faça jus à expressão - é a sua vivência; sua encarnação.

A verdade da fé não precisa de advogado.
A Verdade se fez advogado.
É o evangelho que nos defende; não o contrário."

Rev. Daniel Guanaes

Photos 29/03/2017

Alguns homens não entendiam como Jesus recebia fraudadores e devedores à mesa. Achavam que isso revelava seu caráter - ou falta de caráter.

Pra explicar, Jesus conta uma estória. Uma estória, por sinal, que além de ser um escândalo, não faz muito sentido:

Uma mulher tem dez moedas. Perde uma. Pára tudo, acende uma vela e faz faxina na casa. Quando encontra a moeda que perdeu, chama as amigas e faz uma festa para celebrar.

Escândalo.

Jesus, judeu do primeiro século, conta uma estória e dá protagonismo a uma mulher.
Jesus, judeu do primeiro século, conta uma estória para explicar um movimento religioso e social (o fato de comer com fraudadores e devedores) e ilustra com a atitude de uma mulher.
Jesus, judeu do primeiro século, quer explicar os movimentos de Deus na acolhida dos desprezíveis, e o compara a uma mulher.

E mais.

A mulher perde uma moeda e pára tudo para procurar. Até aí tudo bem. Afinal, por menor que seja a moeda, só quem conhece o extrato de sua conta bancária sabe a falta que uma moeda faz.

O que não faz sentido é ela reunir as amigas e fazer uma festa para comemorar o encontro da moeda perdida. Consegue imaginar alguém fazendo um bolo pra comemorar uma moeda de pequeno valor que foi achada?

O mais genial dessa estória é a forma como Jesus a começa: Qual é a mulher que tendo perdido uma moeda, não pára tudo, procura, e quando acha faz festa? Quem ouve sem prestar atenção até pensa que a resposta seja: Claro! Toda mulher faz isso!

A resposta? Nenhuma mulher faz isso!

Mas é exatamente isso que Jesus quer provocar nos que o questionam. A percepção de que seu amor é subversivo; de que ele não necessariamente dá valor ao que todo mundo dá valor, só porque todo mundo dá valor.

Acho que é Jesus ensinando que fraudadores e devedores eram bem vindos à sua mesa, porque quem uma pessoa está em processo de ser é tão importante quanto quem uma pessoa hoje é.

Jesus sabe que mudar é difícil. E é por isso que ele celebra as pequenas transformações que acontecem na vida das pessoas mais insignif**antes.

Jesus tem razão. Deus é como uma mulher diferente de todas as mulheres.

Por Rev Daniel Guanaes
IPB Recreio dos Bandeirantes.

Photos 11/12/2016

No imaginário humano, Deus sempre esteve revestido de força, poder e beleza. Até que uns homens da Palestina resolveram contar a sua versão da história. Disseram que uma mulher, desposada de um carpinteiro de Nazaré da Galiléia, deu à luz um menino. O salvador da humanidade.

Para eles, Deus chegou assim:

Na periferia do mundo.
Numa família pobre.
Na estrebaria.
Entre os animais.

Deus.

Sem força.
Sem beleza.
Sem poder.

O recado está dado. Já se pode rejeitar a idéia de que Deus se identif**a com os homens na sua força e grandeza. Ao chegar da forma que chegou, o Eterno revela sua escolha de se identif**ar conosco em nossa vulnerabilidade.

Por Reverendo Daniel Guanaes.

Photos 26/07/2016
Photos 13/06/2016

A verdade dita com amor revela maior compaixão, ainda que seja dura!

24/03/2016

"Foi de uma adolescente que ouvi a frase que acredito exprimir a lógica pós-moderna no tocante à moralidade: A única coisa errada é dizer ao outro que o que ele faz é errado.

Na religião cristã, chama-se o erro de "pecado". A frase que ouvi da menina, contextualizada ao vocabulário cristão, seria: O único pecado é dizer ao outro que o que ele faz é pecado.

Chatta'ah, no hebraico, ou hamartia, no grego, (as palavra que são traduzidas por 'pecado') aparecem 342 vezes no Antigo e Novo Testamentos.

Alguns podem argumentar que é um tema tratado em demasia.

Acho fundamental.

Porque hoje "a única coisa errada é dizer ao outro que o que ele faz é errado", ao leitor contemporâneo a ideia de "pecado" parece retrógrada e obsoleta.

Não é!

É necessária (ainda que não se queira chamá-la de pecado, e se dê a ela outro nome) para a sobrevivência de qualquer cosmovisão - exceto o niilismo.

Sim.

Qualquer compreensão de mundo que defenda a necessidade de um sentido para a existência precisa de noções de certo e errado. Só onde o pessimismo é contumaz, e o destino é o aniquilamento que faz sentido dizer que pecado (ou erro) não existe.

A ideia de pecado, portanto, é um elemento balizador da consciência humana. Ela salva a humanidade do caos que se estabelece quando a moral é reduzida ao campo da subjetividade.

Um mundo em que a única coisa errada é dizer ao outro que o que ele faz é errado é como uma bomba-relógio em contagem regressiva, prestes a explodir a qualquer momento."

Por Rev Daniel Guanaes
IPB Recreio.

Photos 28/02/2016

Reflitamos!

04/01/2016

"Porque não invocar o Seu nome?
Porque correr para esta ou aquela pessoa, quando Deus está tão perto e ouvirá o nosso fraco chamado?
Porque sentar e inventar planos e traçar esquemas?
Porque não ir imediatamente ao Senhor e lançar-me sobre Ele, e o meu fardo comigo?
Aquele que prossegue em frente sem se distrair é o melhor corredor _ porque não corremos de uma vez para o Deus vivo?
Em vão buscaremos livramento em qualquer outra parte. Mas em Deus o acharemos; pois temos a Sua promessa que é garantida.
Não preciso perguntar se posso ou não invocá-lO, pois a expressão “todo aquele” inclui a mim também. Ela se refere a qualquer pessoa que invocar a Deus.
Sigamos portanto, a direção do texto e imediatamente invoquemos ao Senhor que fez a promessa.
Se o problema é urgente e não vemos como obter livramento, Aquele que fez a promessa achará caminhos e maneiras de cumpri-la.
Nossa parte é obedecer ao seu mandamento; não nos cabe dirigir Seus conselhos.
Eu sou seu servo, não seu inquiridor.
Eu O invocarei, e Ele me salvará."
C. H. Spurgeon

04/01/2016

“Será que um homem que ama o seu Senhor estaria disposto a ver Jesus vestindo uma coroa de espinhos, enquanto ele mesmo almeja uma coroa de louros? Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto nós esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões, em meio a aplausos? Não seja tão fútil em sua imaginação. Avalie o preço; e, se você não estiver disposto a carregar a cruz de Cristo, volte à sua fazenda ou ao seu negócio e tire deles o máximo que puder, mas permita-me sussurrar em seus ouvidos: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
CHARLES HADDON SPURGEON

Photos 04/01/2016

Por Rev. Daniel Guanaes.

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