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◇Curso e Treinamento Profissional
♡Terapias Integrativas Complementares
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GOVINDAM ADI PURSHAM 27/03/2024

Therapia Holística 🧠🌿💞 Diário Insights

GOVINDAM ADI PURSHAM Chanting of Lord Krishna.From the hymns of Lord Brahma(ancient sanskrit prayer)Govindam adi-purusam tam aham bhajamiVenum kvanantam aravinda-dalayataksamBarh...

27/03/2024

Casa Buddhi convida a todos para nosso evento inaugural GRATUITO que será realizado dia 28/04 das 09:30 ás 17hs.

▫️ Abertura do evento com um Chá da manhã cortesia onde faremos a apresentação do espaço e das práticas terapêuticas disponíveis pra atendimento com agendamento e em breve também no modelo de formação profissional pra quem busca uma nova especialização em uma área que tem crescido muito atualmente.

▫️O espaço em breve estará disponível também pra locação pra eventos terapêuticos, feiras, exposições, rodas de conversa, dia de SPA e autoconhecimento feminino, e muito mais.

▫️Em seguida teremos uma aula de Yogaterapia Integrativo e Meditação Mindfullness com Prof. & Terapeuta Holística Gisele - Nayana Jyoti.

▫️Dando continuidade com este dia maravilhoso abriremos uma roda de conversa livre com a Psicóloga Juliana Valverde sobre saúde mental e a importância das terapias integrativas complementares aliada ao tratamento médico e a psicanálise clínica. Dentre vários temas abordaremos falaremos sobre depressão, ansiedade, dependências e autismo.

▫️Faremos uma pausa pra alimentação (Á venda no local) e para conhecermos os expositores e seus produtos e/ou serviços.

▫️Retornaremos as atividades com as práticas das terapias gratuitas: Massagem Shiatsu expresso, Auriculoterapia, Reiki, Alinhamento de Chakras, Cromoterapia, Atendimento psicológico Psicanalítico.

▫️ E pra finalizar esse evento lindo e marcante vamos todos confeccionar nosso próprio bastão de insenso natural que será uma das lembranças aos nossos participantes.

▫️ Atenção expositores interessados a taxa única de participação é de apenas $30,00 basta clicar no link abaixo pra tirar suas dúvidas e efetuar sua inscrição. GARANTA JÁ SUA VAGA.

Incrições Patrícia whatsapp:
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▫️Fiquem de olho em nossas publicações para mais informações sobre os profissionais participantes ao longo desse dias.

Dúvidas Gisele WhatsApp: https://wa.me/5521998851178
Gisele Teixeira & YogaterapiaAyurvedica

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Neurofisiologia da Aprendizagem e Múltiplas Inteligências - UN2 - Vídeo 04 18/06/2023

- Múltiplas inteligências e multidisciplinares na Educação - Diário Insights

O MODELO DO CÉREBRO TRIÚNICO EM INTERFACE COM A PSICANÁLISE E OUTRAS TEORIAS TRIPARTITES DA MENTE
Por DORIVAL GARBINATO JUNIOR
Ijuí – RS
2018

AGRADECIMENTO E DEDICATÓRIA
Agradeço o apoio e a atitude de meus pais Dorival Garbinato e Vera (Friedrich) Garbinato, sempre presentes ao longo de
minha vida, competentes e hábeis em equilibrar seus sistemas instintivo, emocional e lógico-racional (e espiritual) em seu
casamento de 52 anos, nas relações profissionais e sociais e na família. A eles dedico este trabalho.

O MODELO DO CÉREBRO TRIÚNICO EM INTERFACE COM A PSICANÁLISE E OUTRAS TEORIAS TRIPARTITES DA MENTE

Trabalho de Conclusão do Curso de
Psicologia – Departamento de
Humanidades e Educação – Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, apresentado
como requisito parcial para a obtenção do
título de Psicólogo.
Orientadora: Professora Mestre Ana Maria de Souza Dias

At any time in the past people have had views of how the universe works which was for them definitive, whether it was based on myths or
research, and at any time those views they held were altered by changes in the body of knowledge.
(In: “The Day the Universe Changed”,
documentary by James Burke, 1985).

(...) dentre as referências mais recorrentes a
Freud, estão a Bíblia, Goethe e Shakespeare. (In: “Psicanálise e literatura: fundação e função, Eduardo Melo França, 2014, p. 266).
O ser humano é muito complexo para que uma única teoria possa explicá-lo por inteiro. (In:
“Psicopatologia do comportamento organizacional: organizações desorganizadas, mas produtivas”, de Cecília Whitaker Bergamini e Rafael Tassinari, 2008, p. 39).

(...) a mente não é uma coisa simples; ao
contrário, é uma hierarquia de instâncias
superiores e subordinadas, um labirinto de
impulsos que se esforçam, independentemente um do outro, no sentido da ação, correspondentes à multiplicidade de instintos e de relações com o mundo externo, muitos dos quais antagônicos e incompatíveis (...) para ter um funcionamento adequado é necessário que a mais elevada dessas instâncias tenha conhecimento de tudo o
que está acontecendo e que sua vontade penetre em tudo, de modo que possa exercer sua influência. (In: “Uma dificuldade no caminho da psicanálise”, Sigmund Freud, 1996 [1917], p. 151).

RESUMO
A temática deste trabalho focaliza “O modelo do cérebro triúnico em interface com a
psicanálise e outras teorias tripartites da mente”. A questão fundamental que orienta
a investigação é: “Afinal, o que querem os humanos?” Trata-se de uma pesquisa
bibliográfica sobre a etiologia dos conflitos internos que acometem os humanos e
que nos levam a tomarmos decisões irracionais sem sabermos o motivo.
Descrevemos conceitos da Teoria do Cérebro Triúnico (1990 [1970]), de Paul D.
MacLean, e da teoria psicanalítica (mais especificamente freudiana e lacaniana),
com ênfase no estudo de artigos sobre a aplicação do modelo macleaniano à
psicologia infantil, sobre as hierarquias neurais e mentais e sobre uma outra
proposta de integração entre a psicanálise e a neurologia. Investigamos a
possibilidade da integração da Triune Brain Theory (1990 [1970]) com a psicanálise
e com outras teorias triárquicas da mente localizadas nas psicologias, nas
literaturas, nas mitologias, nas filosofias e nas religiões. Com o auxílio da ferramenta
hermenêutica, abordamos mais detidamente o novo rumo integrativo que
vislumbramos no horizonte das diferentes teorias, que pode ajudar homens e
mulheres (e até crianças) a lidar melhor com seus conflitos intrapsíquicos inerentes a
todos nós, humanos. A título de exemplo dessa visão conciliadora, apresentamos a
perspectiva de um psicoterapeuta brasileiro sobre o tratamento das fobias e dos
medos. A resposta parece estar na própria pergunta – como sempre – porque
sabemos que não sabemos bem ao certo o que queremos. Agora (após Freud e
MacLean) sabemos ao menos que há razões bem reais para essas flagrantes
contradições, incoerências e incongruências internas que carregamos conosco na
condição de seres mortais (onto e filogeneticamente). De posse dessas informações
privilegiadas, cabe a nós valorizarmos muito mais em nossas decisões essa
instância racional de que somos dotados e que ainda é muito influenciável por drives
de nossos centros cerebrais mais antigos e voltados aos instintos básicos e às
emoções mamíferas.
Palavras-chave: Cérebro Humano. Evolução. Mitologia. Literatura. Religião.
Filosofia. Neurologia. Psicologia. Psicanálise. Cérebro triúnico. Teorias tripartites da
mente.

Bem, a Teoria do Cérebro Triúnico (do Cérebro Trino, do Cérebro Triuno ou
dos Três Cérebros), originalmente denominada em língua inglesa The Triune Brain
Theory, de Paul Maclean, (1990 [1970]), aliada a outras teorias que serão citadas
no presente trabalho, pode ajudar a esclarecer esses aparentes mistérios.
Resumidamente: nosso cérebro é composto por três camadas que foram
sobrepostas ao longo de uma demorada evolução sobre a Terra: o cérebro reptiliano
(físico, ou reptilian brain – R-Complex), o cérebro mamífero (emocional, ou paleomammalian brain – lymbic system), o cérebro lógico-racional (neocórtex, ou
neomammalian brain).

1.1 As bases neurobiológicas da conduta humana, o jogo entre o cérebro
instintivo-emocional e o cérebro racional
Há uns nove anos tomamos contato com a teoria do cérebro triúnico4 (ou trino), de Paul MacLean (1990 [1970]), que fala sobre a evolução, no estilo darwiniano, de três cérebros que foram sobrepondo-se uns aos outros, a partir do mais primitivo: o reptiliano (instintivo, físico), incluídos nele o cerebelo, o tronco encefálico e o sistema reticular.
Na origem, o modelo da serpente5
(espinha dorsal e um micro cérebro, útil
mais para a luta/fuga, sobrevivência, alimentação, procriação/sexualidade). Ele lida
com as funções (conhecidas das neurociências) do cerebelo e adjacências: muitas delas do sistema nervoso autônomo parassimpático (respiração, frequência
cardíaca, etc.), como escreve a pediatra Inés Merino Villenueve6 (2016), em seu
artigo “Una nueva vacuna: la vacuna del autoconocimiento. Bases neurobiologicas
de la conducta humana. El juego entre el cerebro instintivo-emocional y el cerebro
racional”.

4 Referência à obra de MACLEAN, P. D. The triune brain in evolution: role in paleocerebral functions.
New York: Plenum Press, 1990.
5 Aliás, curiosamente, na Bíblia Sagrada (Gênesis 3,15), há menção a Maria pisando sobre a serpente (talvez no sentido da espiritualidade e da racionalidade imperando sobre a irracionalidade?); serpente essa que, portanto, já consta da história bíblica sobre o paraíso e a origem do homem e da mulher. (BÍBLIA, 2001).

Diz Robert Lent em seu livro “Cem Bilhões de Neurônios”:
Finalmente, outras regiões [...] sabidamente participam de diferentes aspectos da memória implícita: o cerebelo parece relevante para os
comportamentos associativos de condicionamento clássico, e o corpo
estriado participa da aprendizagem motora de hábitos comportamentais. (LENT, 2001, p. 675).

O cerebelo [...] ocupa cerca de um quarto do volume craniano no homem, e contém cerca de 80% do total de neurônios do cérebro, o que dá uma ideia de sua importância funcional. Tudo indica que a evolução brindou o
cerebelo com a maior taxa de crescimento dentre as regiões cerebrais: embora seja o córtex cerebral a região que mais cresceu em volume, é o cerebelo o que mais cresceu em número de neurônios. (LENT, 2001, p.
452).

Após esse “cérebro” primitivo originário, o segundo desenvolveu-se como
um cérebro emocional (o sistema límbico): do qual fazem parte a amígdala, o
hipocampo, o tálamo, o hipotálamo, entre outros componentes. É o cérebro dos
mamíferos, que permite a formação de grupos (estabelecimento de vínculos), dada a
emotividade requerida para esse tipo de aglomerado animal, como é o caso dos
mamíferos inferiores, por exemplo, e de vários outros bandos de animais. Ele ajuda
a trabalhar e a mediar o que se passa no meio exterior com o que se passa no
interior do organismo (permite socialização). (VILLENEUVE, 2016).

Escreveram sobre o tema, em 2002, os autores Bear, Connors e Paradiso na obra “Neurociências: desvendando o sistema nervoso”: O termo sistema límbico foi popularizado em 1952 pelo fisiologista americano Paul MacLean. De acordo com MacLean, a evolução de um sistema límbico permitiu aos animais experimentarem e exprimirem emoções, além de tê-los emancipado do comportamento estereotipado ditado pelo tronco encefálico. (BEAR, 2002, p. 587).

Esses dois “cérebros” formam um sistema instintivo-emocional e ajudam a
garantir a sobrevivência (VILLENEUVE, 2016).

6Inés Merino Villeneuve: Pediatra. CS Colmenar de Oreja. Madrid. España.

Fazemos essa observação, apesar de que, neste estudo, procuramos ver esses conflitos a partir das perspectivas filo e ontogenéticas com base no triune brain – ou seja: a partir dos conflitos intracranianos do próprio indivíduo que, depois, se refletem nos conflitos grupais da espécie humana; diferentemente do que nos parece ter sido a tentativa do Doutor Freud de transportar para as culturas e comunidades (sobrepondo o âmbito coletivo e social ao indivíduo) toda a responsabilidade por essa neurose coletiva, ao afirmar que:
(...) não temos nós justificativa em diagnosticar que, sob a influência de
premências culturais, algumas civilizações, ou algumas épocas da civilização – possivelmente toda a humanidade – se tornaram neuróticas?
(...). (FREUD, 1997 [1929], p. 110).

Pode ser que a neurose de todos nós, humanos, decorra, então, da própria
constituição triárquica de nossos cérebros evoluídos.

Boas questões, em vocabulário psicanalítico, para a meditação da comunidade estudiosa do psiquismo humano.
A psicanálise também é uma teoria tripartite da mente. Resumidamente, Freud apoiou seu aparelho psíquico, na sua versão final,
nos três conceitos: Id, Ego e Superego (lembrando que ele inicialmente escreveu
sobre o inconsciente, o pré-consciente e o consciente, concepções triárquicas muito
semelhantes àquela da perspectiva macleaniana, antes referida) – FREUD, 1996
[1932]).

A primeira concepção freudiana sobre a estrutura e o funcionamento psíquicos foi apresentada na obra “A interpretação dos sonhos”, em 1900. O inconsciente é composto por conteúdos ausentes do campo atual da consciência e reprimidos por censuras internas e tem suas leis próprias de funcionamento (não há, por exemplo, noções de passado e presente). No pré-consciente estão conteúdos acessíveis à consciência. Já o consciente, por sua vez, é o sistema que recebe simultaneamente informações do mundo interior e exterior, destacando-se a
percepção, a atenção e o raciocínio.

O Id é obscuro e inacessível, é caos e caldeirão de pulsões, inconsciente,
desorganizado, luta para satisfazer necessidades pulsionais, observa o princípio do prazer, nele há impulsos contrários lado a lado (contradição), é atemporal, não
reconhece julgamento de valores (bem ou mal), ele despreza a qualidade do que é
catexizado (ideias). (FREUD, 1996 [1932]).

O Id é obscuro e inacessível, é caos e caldeirão de pulsões, inconsciente,
desorganizado, luta para satisfazer necessidades pulsionais, observa o princípio do prazer, nele há impulsos contrários lado a lado (contradição), é atemporal, não
reconhece julgamento de valores (bem ou mal), ele despreza a qualidade do que é
catexizado (ideias). (FREUD, 1996 [1932]).

“O Ego é, afinal, apenas uma parte do Id, uma parte que foi adequadamente modificada pela proximidade com o mundo externo, com sua ameaça de perigo.” (FREUD, 1996 [1932]).

Da percepção do externo surge a consciência (e o Ego age como escudo protetor contra estímulos do ambiente). Sua função é fazer relação entre o mundo externo e o Id (para este não se destruir satisfazendo suas pulsões de modo cego). Tem função de teste da realidade, exclui os excessos das forças internas de
excitação do Id e controla o acesso à motilidade deste. É um mediador entre a
necessidade e a ação, usando a experiência para destronar o princípio do prazer
(que domina o curso dos eventos no Id) e substituí-lo pelo princípio da realidade.
Tem noção de tempo. Combina e unifica processos mentais – o Ego evolui da
percepção dos instintos para o controle deles. Às vezes, o cavaleiro (Ego) só guia o cavalo31 (Id) por onde este quer ir (“situação não propriamente ideal”, nas palavras de Freud). O Ego serve a três senhores ao mesmo tempo (severos, ameaçadores, perigosos): o mundo externo, o Superego e o Id. E tenta harmonizá-los em seus sempre divergentes reclamos e exigências incompatíveis
(como mediador). Desta pressão, surge ansiedade (moral: do Superego – confinado;
realística: do mundo externo – repelido; ou neurótica: das paixões fortes do Id –

Essa referência ao cavalo e seu guia será retomada novamente, mais adiante, neste trabalho, nas palavras de Platão, de Arthur Koestler e na figura do mítico Centauro.

pulsões). O Ego usa em sua mediação a razão e o bom senso32. O Ego admite sua
fraqueza. (FREUD, 1996 [1932]).
O Superego tem origem na longa dependência dos pais (e em sua influência moral, severidade) e no Complexo de Édipo (conflito pai, mãe e filho). Tem função proibidora e punitiva, de consciência (fazer o que dá prazer gera remorsos), de manter o ideal, de auto-observação (preliminar da atividade de julgar). É uma instância severa e “observadora” do Ego. Exige deste certos padrões de conduta, sem importar-se com suas dificuldades em mediar o meio externo e os imperativos do Id. Se tais padrões não são obedecidos, o Superego33 pune o Ego com culpa e sentimentos de inferioridade (FREUD, 1996 [1932]).

São funções do Superego a moral e os ideais, decorrentes da internalização das proibições, dos limites e da autoridade – essa instância tem como conteúdo exigências sociais e culturais:
O ego e, posteriormente, o superego são diferenciações do id, o que demonstra uma interdependência entre esses três sistemas, retirando a ideia de sistemas separados. O id refere-se ao inconsciente, mas o ego e o
superego tem, também, aspectos ou “partes” inconscientes. [grifo nosso]. (BOCK, 1999, p. 52).

Ego e Superego são diferenciações do Id e têm partes inconscientes.
Ego e Superego podem ter evoluído a partir do Id? Poderá a instância denominada por Freud como Superego estar conectada, no ser humano, à presença do neocórtex (neomammalian brain) – ou ao sistema lógico-racional, na terminologia
adotada por Villeneuve (2016)?

Para Freud, o Superego está atrelado à culpa, e essa instância estaria presente em todos os seres humanos. Mais adiante neste trabalho, questionamos, com outros autores, se essa onipresença da culpa na mente dos Homo Sapiens é de fato universal. Talvez existam gradações de sentimento de culpa (a partir do zero, por exemplo, em criminosos cruéis e insensíveis à dor alheia). Talvez a formação de um Superego decorra da constituição do sistema lógico-racional (neocórtex), que em

nosso cérebro é mais evoluído do que nos demais mamíferos, como já vimos antes.
Talvez ele seja (um pouco) mais evoluído naqueles indivíduos da espécie que, pela
educação (familiar ou formal), apropriaram-se de uma competência intelectual “superior” (superior apenas no sentido do desenvolvimento de estrito respeito ao
próximo e às regras morais de convivência em sociedade) – naqueles cidadãos que
sofrem ao acreditar que, por seus atos ou omissões, podem eventualmente ter
causado danos aos direitos dos outros; cuja postura é contrária àquela dos indivíduos que permanecem fixados num estágio evolutivo (egoísta) mais primitivo, sem sentir culpa (ou sentindo-a em doses ínfimas), e preocupados em “levar vantagem em tudo”, como sugere a publicamente notória “lei de Gerson” brasileira, ou seja, a malandragem e o “jeitinho” (DAMATTA, 1991, p. 94-105).

Voltaremos ao tema da “universalidade” do Superego no capítulo seguinte.
Tais conceitos encontramos melhor detalhados na Conferência # # , “A
dissecção da personalidade psíquica”, na obra freudiana “Novas conferências introdutórias sobre psicanálise”. (FREUD, 1996 [1932]).

32 Interessante notar (como abordaremos mais adiante) que Freud vai modificando as “localizações” dessas instâncias em seu aparelho psíquico ao longo dos anos: em ilustração do modelo mais
recente, ele posiciona o Superego como “lateral” ao Ego e ao Id, invadindo os domínios das outras
duas instâncias. (FREUD 1996 [1932]).
33 Este termo “Super-Ego” também tem curiosa relação com a teoria macleaniana, pois poderia ser
traduzido literalmente como “Sobre-Ego”. Assim, teríamos Id – Ego – Sobre-Ego. Instâncias sobrepostas umas às outras? Réptil – Mamífero – Intelectual (reptilian brain – paleomammalian brain – neomammalian brain).

Link🧠🌿UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
DHE – DEPARTAMENTO DE HUMANIDADES E EDUCAÇÃO CURSO DE PSICOLOGIA

Link vídeo Unifatecie 🧠🌿

Neurofisiologia da Aprendizagem e Múltiplas Inteligências - UN2 - Vídeo 04

7 hábitos para desenvolver a Inteligência Emocional 18/06/2023

Saber lidar com as nossas emoções é o desafio da humanidade neste milênio, em
especial, aquelas que estão intrinsecamente ligadas nas relações que temos com as outras
pessoas.

Acredita-se que o QE – Quociente Emocional, tem maior valor competitivo, no que se refere ao diferencial competitivo nas organizações do que o fator de QI. Até porque, mais do que saber ou ter conhecimento, é necessário saber utilizá-lo com eficiência, sendo a QE reconhecida como sabedoria e QI apenas inteligência.

Dizem que inteligência é reconhecer que tomate é uma fruta e sabedoria é não
a coloca numa salada de frutas. A inteligência emocional transcende a condição apenas
de entender a relação das relações afetivas, e perpassa pela forma de como lidar com o
impacto que nosso jeito de ser tem na organização do outro.

A ideia básica na proposição de Goleman é que não seria possível pensar a inteligência somente por meio de seu componente racional, mas que seria de fundamental importância considerar também as questões emocionais envolvidas na tomada de decisões. Assim, nas decisões, seria importante não somente “ser racional”, mas também “pensar com o coração”
e levar em conta aspectos da intuição. Alcançar esse tipo de inteligência exigiria treinamento, persistência e esforço, uma vez que ela não é herdada, não é genética (AMARAL, 2007)

Aqui surge a divergência na forma de pensar a relação do fator genético sobre a inteligência. O que antes era preponderante para a condição de um ser superdotado, agora não encontra relevância, à considerar que para muitos que possuem um QI elevado, têm em contrapartida tem um QE minimizado, seja por considerar-se muito superior aos outros, ou pela deficiência de repertório de como lidar com as relações sociais.

Antunes (2015) ressalta que é possível afirmar com segurança que a inteligência
de um indivíduo é produto de uma carga genética que vai muito além da de seus avós,
mas que alguns detalhes da estrutura da inteligência podem ser alterados com estímulos significativos aplicados em momentos cruciais do desenvolvimento humano.

A delimitação da “inteligência humana” enquanto objeto de investigação assume desde logo dois pressupostos: o da existência de um conceito de “inteligência não
humana”, daquelas que estão ligadas a condição de adaptação e funcionalidade. Por
exemplo, ao conectar seu celular a rede wifi, é uma forma de executar a “inteligência
não humana”. Também há outro pressuposto que é a do reconhecimento do “carácter
único” da inteligência humana, no quadro da enorme diversidade biológica, que integram
as predisposições específicas do humano, que se aplica muito para lá da descrição do
potencial cognitivo humano.

Muitas utilizações da palavra “inteligência”, ou do adjetivo “inteligente”, na linguagem comum, e em particular na qualificação de objetos inanimados, remetem para esta noção de funcionalidade decorrente da adequação às exigências externas: a “inteligência”definindo-se pela flexibilidade na resposta adaptativa às circunstâncias, ou seja, pela eficácia da relação funcional do objeto num contexto. (MIRANDA, 2002).

Isso é percebido pelo resultado das ações comportamentais que demonstramos,
após um longo processo neurológico que ocorre utilizando-se de processos superiores
complexos, como atenção, percepção, aprendizagem e memória.

Segundo Antunes (2015) a inteligência é, um fluxo cerebral que nos leva a escolher
a melhor opção para solucionar uma dificuldade e que se completa como uma faculdade para compreender, entre opções, qual a melhor; ela também nos ajuda a resolver problemas ou até mesmo a criar produtos válidos para a cultura que nos envolve.

Em busca de conseguir quantificar e mensurar o QI – Quociente de Inteligência, os te**es foram utilizados como ferramentas com normas de referências desenvolvidas
para avaliar o funcionamento cognitivo de um indivíduo. Assim como todas as medidas
com normas de referências, eles sempre vão conter algumas margens de erro (HARRIS,
1983 apud AMARAL, 2007, p. 88). O uso dos te**es de Ql caminhou junto com a crença
de que a inteligência era herdada, passada de uma geração para outra e de acordo com
essa perspectiva, cada indivíduo portanto, nascia com uma determinada ‘quantidade’ de
inteligência; assim, seria possível elaborar te**es para qualificar e classificar as pessoas em relação a sua inteligência (SMOLE,1999).

Foram os pesquisadores Alfred Binet e Théodore Simon, que deram início a testagem
psicológica com o intuito de atender as necessidades da seleção escolar da época, tendo como objetivo identificar as crianças que não se beneficiaram dos programas públicos, ondeesperava-se desenvolver uma avaliação imparcial de checagem das atitudes escolares.

Os trabalhos de Binet e Simon logo foram bastante questionados, especialmente
porque os te**es não apresentavam a condição de fidedignidade daquilo que propunham de avaliar a capacidade do indivíduo adulto, e pelo fato de partirem do estudo de crianças com deficiências. Na verdade, eles buscavam construir uma “escala métrica da inteligência” para identificar nas escolas as crianças denominadas de retardados “perfeitos”, ou seja, aqueles que seriam suscetíveis de frequentar as classes chamadas de “aperfeiçoamento”, e que conseguiriam se adaptar. (AMARAL, 2007).

1. CONCEITO DE INTELIGÊNCIA
Conta a história que certa vez, num vilarejo havia um rapaz que todos faziam piada.
Um belo dia um homem se aproximou dele e lhe apresentou duas moedas, uma de 50
centavos e outra de 5 centavos e pediu para que ele escolhesse. O rapaz pegou a de 5
centavos, e o homem riu da sua atitude. No dia seguinte o homem reuniu diversas pessoas
e teve a mesma atitude e o rapaz repetiu a ação.

A passaram dias, semanas e meses, sempre o homem fazia-lhe a proposta, e o rapaz pegava a moeda de 5 centavos. Um certo dia, o homem já injuriado, perguntou ao
rapaz. “-Mas você é muito b***o! Você não sabe que a moeda de 50 centavos tem mais
valor que a de 5?” E o rapaz disse: “– Sim eu sei que é.”. E então por que você não a pega
logo?” replicou o homem. Então o rapaz abriu um sorriso e disse tranquilamente. “- Por que
o dia que eu pegar a de 50 centavos, o senhor para de me dar moedas!”

Essa ligeira história, é nosso ponto de partida para dialogarmos sobre inteligência e
o quanto ela é representada nas pessoas, e o que elas fazem com a capacidade que tem.
Partindo da epistemologia da palavra “inteligência” sua origem está na junção
de duas palavras latinas: inter = entre e eligere = escolher, que no seu sentido mais amplo, significa a capacidade cerebral pela qual conseguimos penetrar na compreensão das
coisas escolhendo o melhor caminho. A formação de ideias, o juízo e o raciocínio são
frequentemente apontados como atos essenciais à inteligência. A inteligência é resumida pelo pequeno dicionário ilustrado brasileiro da língua portuguesa como “a faculdade de compreender”. (ANTUNES, 2015).

Desde da década de 30, quando se pensou em quantificar a inteligência por meio de escalas de quociente, muitas figuras ilustre receberam a classificação como forma de enaltecer sua trajetória ou feitos, dentre eles estão Einstein, Da Vinci, Michelangelo, Steven
Spielberg e Santos Dumont.

A menção ao QI, sempre esteve atrelado a um potencial que dá ao sujeito “superpoderes”, e o é colocado num pedestal como alguém completamente bem resolvido e contemplado,
o que se sabe que não tem disso, toda a verdade. Pelo contrário, pessoas que apresentam um QI (Quociente de Inteligência) alto, tendem a desenvolver uma QE (Quociente Emocional) abaixo do esperado, o que compromete outras áreas do desenvolvimento. Isso implica em minimizar a potencialidade das habilidades das IM (Inteligências Múltiplas).

No entanto, como entender melhor o QI ou QE, e a relação com a forma de pensar
e compreender o sujeito? As especificações e detalhamento de cada um deles e como
podemos aplicar no dia a dia, em especial no ambiente educacional, será tratado nesta
Unidade. Está preparado(a) para viajar nas teorias das inteligências e desvendar os desdobramentos das múltiplas inteligências no âmbito educativo? Sim. Então vem comigo.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
D812n Duarte, Frank
Neurofisiologia da aprendizagem e múltiplas inteligências /
Frank Duarte. Paranavaí: EduFatecie, 2021.
82 p.: il. Color.

1. Educação. 2. Inteligências múltiplas. I. Centro Universitário
UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância. III Título.
CDD : 23 ed. 370.152

Link de pesquisa🧠🌿
file:///C:/Users/gisel/OneDrive/Documentos/UNIFATECIE%20Aluna%20Gisele/PSICOPEDAGOGIA%202022/2023/NEUROFISIOLOGIA%20DA%20APRENDIZAGEM

7 hábitos para desenvolver a Inteligência Emocional 🚀 Curso: Liderando com Inteligência emocional - https://courses.impactplayer.com.br/liderando-com-inteligencia-emocional/00:00 Inteligência emocionalO que é...

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