01/03/2026
Hoje tive a oportunidade de estar no local em que estão os arquivos de Husserl, pai da Fenomenologia. Além de ser a base dos meus estudos no doutorado, continuam a influenciar as minhas pesquisas, agora no campo da Inteligência Artificial.
Como escrevi na Teoria da Valoração Crimino-Fenomenológica, em 1916, Husserl tem a oportunidade de continuar seu trabalho como docente, mas desta vez na cátedra de Filosofia da Universidade de Freiburg, Alemanha, substituindo Heinrich Rickert, onde permanecerá até se aposentar. É nessa oportunidade que Martin Heidegger irá ter mais contato e influência de Husserl.
Em face da sua origem judaica, Husserl sofre uma série de perseguições com a ascensão da Alemanha Nazista, por ocasião da deflagração da Segunda Guerra Mundial. Então, ele é proibido de ministrar aulas e
de deixar o país sem autorização. Por volta de 1936, Husserl contrai uma inflamação nas pleuras (pleurisia), situação a qual o deixa extremamente debilitado. Vem a falecer em 27 de abril de 1938.
É por volta deste ano, também, que as obras e o legado de Husserl sofrem a ameaça de destruição pelos nazistas, principalmente em virtude da
sua morte e da ausência de um curador específico.
Então, por intervenção do franciscano e filósofo belga Herman Leo van Breda, as cerca de 40.000
(quarenta mil) páginas de manuscritos taquigrafados de Husserl são levadas para um local na Universidade de Louvain, na Bélgica, ambiente no qual
foram criados os “Arquivos de Husserl”, no Instituto Superior de Filosofia, na mesma Universidade.
Falar de Fenomenologia Pura é falar de retorno às origens e às coisas mesmas.
Que dia…