16/01/2021
Já tem um tempo que me pedem um post sobre este tema, TDAH.
E venho, ao longo de minha caminhada clínica, me dedicando e mergulhando em diferentes literaturas e abordagens a cerca de estudos científicos que enriquecam minha prática e colaborem com minha dinâmica diante desta especifidade.
Não esgotarei aqui minha abordagem, pois este é um tema que deve ser, cada vez mais esclarecido à nossa sociedade, porém, a busca por uma fundamentação teórica se torna imprescindível para a validação destas informações.
Ainda existem pessoas que pensam ser uma bobeira, coisa da atualidade, rótulos desnecessários...
O que dificulta, e muito, este diagnóstico.
O TDAH não é um transtorno novo, sempre existiu, porém, hoje possuímos diagnósticos e ferramentas que são capazes de minimizarmos os danos e tornar este, funcional apesar de suas demandas, que são reais.
O TDAH não é uma doença e sim um transtorno neurobiologico. Existe uma diminuição nas substâncias químicas existentes em nossos neurotransmissores, noradrenalina e dopamina, além de apresentar uma diferenciação anatômica cerebral, um pouco menor no córtex pré frontal, tornando este funcionamento mais lento e disfuncional.
O córtex pre frontal é responsável pela impulsividade, foco, atenção e planejamento.
Sendo assim, falando de maneira prática, o indivíduo que possui o TDAH, possui dificuldades em manter-se concentrado, pois tudo que está acontecendo no ambiente também é absorvido por Ele, lhe
causando uma confusão mental e consequentemente a não retenção das informações necessárias.
Este indivíduo consegue manter-se focado somente no que lhe causa prazer e despreza as demais atividades, causando a dificuldade em seu processo de aprendizagem.
Estas relações, na fase adulta são minimizadas, pois criam estratégias para conseguirem, tornando-se funcionais. Mas, o mesmo não acontece com as crianças, que costumam reagir com irritação e negação a tudo que se refere a Escola.
Tais dificuldades prejudicam, não somente suas notas mas sua relação social e destroem sua auto estima.
Esta é uma, pequena, introdução à cerca de um tema tão atual e presente, não só em crianças mas em adolescentes e adultos também.
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