29/11/2024
Você já percebeu que alguns nomes de lepidópteros parecem ter saído de um filme de terror? Este quadro traz algumas curiosidades desses leps com nomes inusitados.
Alguns esfingídeos já apareceram em publicações anteriores do LaPeL, como Oryba kadeni, Manduca dalica anthina, Enyo ocypete, Adhemarius daphne daphne. Eles são facilmente reconhecidos pelo seu corpo mais robusto e as asas anteriores alongadas. Também não é a primeira vez que apresentamos uma história sombria desta família, já que a famosa Acherontia atropos virou capa para o filme “O silêncio dos Inocentes”, que está presente no nosso quatro “Lepidópteros na Arte & Cultura”.
Cocytus é um dos 33 gêneros de Sphingidae que ocorre no Brasil, com registro de seis espécies em território nacional, das quais três possuem nomes sombrios, incluindo Cocytus lucifer, C. mephisto e C. beelzebuth. É difícil dizer ao certo o que levou os autores a proporem esses nomes quando descreveram essas espécies. Como essas espécies não causam mal aos seres humanos, talvez a escolha dos nomes pode ter sido pelo fato dessas mariposas serem noturnas e por suas características físicas relacionadas à coloração escura e ao seu tamanho grande. A Cocytius lucifer, por exemplo, possui cerca de 15 centímetros de envergadura alar (distância de uma ponta da asa a outra). Além disso, é uma espécie extremamente importante na polinização de várias plantas, tais como o pequizeiro (Caryocar brasiliensis), a unha-de-vaca (Bauhinia holophylla) e a petúnia selvagem (Ruellia humilis).
Ou seja, antes de sair julgando o lepidóptero pelo seu nome e querer matar o animal por medo, que tal aprender um pouco mais sobre ele e entender o seu papel na natureza e contribuições para a sociedade?!
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