Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL

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Página de divulgação científica do Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera (LaPeL) do Museu Nacional-UFRJ Confira também o nosso perfil do Instagram: @lapel.mn

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 29/11/2024

Você já percebeu que alguns nomes de lepidópteros parecem ter saído de um filme de terror? Este quadro traz algumas curiosidades desses leps com nomes inusitados.

Alguns esfingídeos já apareceram em publicações anteriores do LaPeL, como Oryba kadeni, Manduca dalica anthina, Enyo ocypete, Adhemarius daphne daphne. Eles são facilmente reconhecidos pelo seu corpo mais robusto e as asas anteriores alongadas. Também não é a primeira vez que apresentamos uma história sombria desta família, já que a famosa Acherontia atropos virou capa para o filme “O silêncio dos Inocentes”, que está presente no nosso quatro “Lepidópteros na Arte & Cultura”.

Cocytus é um dos 33 gêneros de Sphingidae que ocorre no Brasil, com registro de seis espécies em território nacional, das quais três possuem nomes sombrios, incluindo Cocytus lucifer, C. mephisto e C. beelzebuth. É difícil dizer ao certo o que levou os autores a proporem esses nomes quando descreveram essas espécies. Como essas espécies não causam mal aos seres humanos, talvez a escolha dos nomes pode ter sido pelo fato dessas mariposas serem noturnas e por suas características físicas relacionadas à coloração escura e ao seu tamanho grande. A Cocytius lucifer, por exemplo, possui cerca de 15 centímetros de envergadura alar (distância de uma ponta da asa a outra). Além disso, é uma espécie extremamente importante na polinização de várias plantas, tais como o pequizeiro (Caryocar brasiliensis), a unha-de-vaca (Bauhinia holophylla) e a petúnia selvagem (Ruellia humilis).
Ou seja, antes de sair julgando o lepidóptero pelo seu nome e querer matar o animal por medo, que tal aprender um pouco mais sobre ele e entender o seu papel na natureza e contribuições para a sociedade?!

Siga o nosso perfil e saiba mais sobre a rica fauna de mariposas e borboletas que ocorrem no nosso país!

Ah, e não esqueça de compartilhar conosco caso conheça outros lepidópteros com nomes sombrios!

                            

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 14/11/2024

Hoje é dia de apresentarmos a nova integrante do lab, Alessandra Meireles ❤️

                              

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 03/10/2024



Festival Museu Nacional Vive - edição 2024

No domingo (01/09), aconteceu a 6ª edição do Festival Museu Nacional Vive, iniciativa do Museu Nacional/UFRJ e das instituições que compõem o Projeto Museu Nacional Vive. O LaPeL marcou presença coma exposição “Além de cores aladas: Conhecendo os lepidópteros”.

A exposição foi realizada na Tenda Científica e através de material expositivo e interação dialógica, o público foi convidado a conhecer a biodiversidade brasileira, por meio dos insetos da ordem Lepidoptera, popularmente conhecidos como borboletas e mariposas.

              

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 02/09/2024

Resposta do Quiz ❤️ (Publicação do dia 30/08)

1 - Automerella aurora
2 - Ancyluris meliboeus julia
3 - Philaethria wernickei
4 - Anartia jatrophae
5 - Anteos menippe
6 - Morpho menelaus
7 - Vanessa braziliensis
8 - Pantherodes pardalaria

Parabéns aos seguidores:




vasco

Pelos acertos 🎉🎉🎉

Saiba mais sobre os lepidópteros do quiz em nossas publicações indicadas no primeiro banner ❤️

              

30/08/2024

Adivinha quem é

Você consegue decifrar um lepidóptero apenas com detalhes da asa? 🤔

Nosso quadro é um jogo de adivinhação a partir daquilo que mais nos lembramos quando o assunto são as mariposas e borboletas. Suas belas asas 🦋

Compartilhe conosco suas suspeitas!

Uma dica! Todos estes lepidópteros já apareceram em alguma publicação do LaPeL aqui no insta ❤️

Na segunda-feira publicaremos o resultado do quiz 😉

                       

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 29/08/2024

No dia 19 de julho de 2024, o LaPeL marcou presença na colônia de férias “Estação Criança: férias no Museu Nacional”. A Profa. Thamara Zacca, em parceria com a técnica em assuntos educacionais da Seção de Assistência ao Ensino (SAE) do Museu Nacional, Patrícia do Desterro, desenvolveram a atividade “Imaginar e conhecer: a literatura em diálogo com a Ciência”. O público alvo dessa atividade foram crianças de 6 a 10 anos de idade. O objetivo foi apresentar as borboletas e mariposas brasileiras por meio de um diálogo entre a literatura e a Entomologia, possibilitando entender melhor a importância desses insetos para a Natureza e a Sociedade. A atividade foi dividida em várias etapas, das quais se destaca a leitura do livro “A Primavera da Lagarta” de Ruth Rocha, realizada pela Patrícia, e o bate papo da Profa. Thamara com as crianças, tirando dúvidas e trazendo curiosidades sobre as borboletas e mariposas. Por fim, tendo como trilha sonora músicas brasileiras que retratam borboletas em suas letras, as crianças tiveram espaço para soltar a criatividade por meio de pinturas e desenhos desses belos insetos.

              

26/08/2024

Hoje apresentamos outro incrível exemplar de lepidóptero da nossa coleção.🤩 A Dirphiopsis epiolina é uma mariposa da família Saturniidae (subfamília Hemileucinae) popularmente conhecida como “lagarta-da-bracatinga”.

Essa é uma espécie endêmica da Mata Atlântica, sendo registrada desde o estado do Rio de Janeiro até áreas adjacentes da Argentina. Como o nome popular sugere, os estágios larvais dessa espécie são conhecidos como pragas vorazes de bracatingas (Mimosa scabrella Benth.), ao menos pelo que se sabe, na região sul do Brasil. As lagartas dessa espécie vivem em bandos nas primeiras etapas do seu desenvolvimento, ou seja, possuem comportamento gregário. Na última fase do desenvolvimento larval, passam a se alimentar de plantas do sub-bosque, penetrando a camada superficial do solo para se empupar. As lagartas normalmente podem ser vistas entre os meses de janeiro a junho. Já os adultos emergem ao final de dezembro, com longevidade que varia entre 10 a 12 dias, entre fêmeas e machos, respectivamente.

📸:

Referências:
Pedrosa-Macedo et al. (1993). Pragas Florestais do Sul do Brasil. IPEF/SIF. 122 p.: il.
Schuler, C. A. B. (1995). Avaliação de danos causados por Dirphiopsis epiolina R. Felder em povoamentos de Bracatinga - Mimosa scabrella Bentham -, manejados pelo sistema tradicional, através de fotografias aéreas de pequeno formato. 208 f. Tese (Doutorado em Ciências Agrárias) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba.
Lemaire, C. (2002). The Saturniidae of America. Les Saturniidae Américains. Hemileucinae. Goecke & Evers, Keltern.

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 02/08/2024

Abrindo espaço para a nostalgia (alô Divertida mente 2!!), o nosso quadro 'Lepidópteros na Arte & Cultura' traz um dos personagens da série japonesa, 'Os Cavaleiros do Zodíaco', que ficou em exibição no Brasil entre os anos de 1994 e 1997 na antiga Rede Manchete.
🦋
Como o nome sugere, Myu de Papillon foi inspirado em lepidópteros. Toda a evolução do personagem faz uma analogia ao processo de metamorfose desse grupo de insetos. Na série, Myu aparece pela primeira vez em sua forma larval cujo ataque chamado 'erupção horrenda' faz uma analogia às propriedades urticantes que algumas lagartas de lepidópteros da vida real possuem. A segunda forma do Myu faz uma analogia a fase final de desenvolvimento das lagartas (também conhecida como 'fase de pré-pupa') e o seu ataque 'fios de seda' serve tanto para prender o seu oponente quando para ajudá-lo a passar para a sua terceira forma que assemelha-se a um casulo. Por fim, Myu se revela com sua aparência humana no estágio análogo à fase adulta dos lepidópteros. Nessa fase, Myu apresenta grandes e belas asas coloridas inspiradas nas borboletas da família Papilionidae. Essas borboletas são popularmente conhecidas como 'borboletas-rabo-de-andorinha', pois várias espécies possuem prolongamentos nas asas posteriores. 
🦋
Myu de Papillon aparece no episódio 121 (O ataque dos espectros) dos Cavaleiros do Zodíaco e é um dos espectros do exército de Hades. Utilizando o 'encantamento mortal', Myu evoca as borboletas do mundo dos mortos para atacar Mu de Áries, um dos cavaleiros de ouro. Mesmo ao se teletransportar, Mu não consegue escapar das borboletas (também referidas na série como fadas do inferno) que o perseguem. O contra-ataque de Mu utilizando o golpe 'rede de cristal' acaba sendo efetivo para prender Myu e suas borboletas em uma teia. Em seguida, Mu finaliza com o seu golpe mais poderoso, a 'extinção estelar' para teletransportar Myu e suas borboletas para o mundo dos mortos. 
🦋
E ai, gostou? Conta pra gente qual outro personagem de anime que você conhece e foi inspirado nos lepidópteros! 
***
Imagens:
https://saintseiya.fandom.com/
https://aminoapps.com/c/saintseiyagalaxy



01/08/2024

Carlos Antônio, membro do LaPeL desde 2022, conquistou recentemente sua vaga no mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Zoologia do Museu Nacional/UFRJ. Ficamos muito felizes com sua conquista e de ver a equipe se desenvolvendo!

                              

29/07/2024

Apresentamos mais um belíssimo lepidóptero da nossa coleção, a Mechanitis lysimnia, borboleta da família Nymphalidae, subfamília Danainae (Nymphalidae). 🦋

A espécie ocorre desde o México até a Argentina e, no Brasil, é bastante comum em todo o território nacional. Ela pode ser observada tanto em florestas quanto em áreas verdes em centros urbanos, tais como jardins e parques.

Popularmente, é conhecida como “borboleta-da-berinjela” 🍆 “maria boba” ou “maria mole”. O primeiro nome faz menção ao hábito alimentar das lagartas dessa espécie que se alimentam de plantas da família Solanaceae, da qual não só a berinjela faz parte, mas também o tomate, a batata e o jiló. Portanto, é fácil entender porque essa espécie é considerada de importância econômica, já que causa danos às plantações de solanáceas. Já os nomes “maria boba” ou “maria mole” se referem ao comportamento dessa borboleta que voa de forma lenta e próxima ao solo.

Assim como outras espécies de Danainae, a Mechanitis lysimnia possui toxinas em seu corpo que as tornam impalatáveis 🤮para potenciais predadores (ex.: aves e lagartos), sendo esta uma eficiente estratégia de defesa.

A beleza da espécie é lembrada não somente na fase adulta. mas também no estágio de pupa por ostentar tons metálicos e dourados durante o desenvolvimento.

📸: fa_bio_leal

Fontes:
Lordelo (1951) Contribuição ao conhecimento de alguns Ithomiidae brasileiros, predadores de Solanáceas (Lep., Rhopalocera). Anais da E. S. A. “Luiz de Queiroz”.
Melo & Freitas (2023) Immature stages of Mechanitis lysimnia nesaea (Nymphalidae: Danainae: Ithomiini). Trop. Lepid. Res.

Photos from Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera - LAPEL's post 05/07/2024

Tamanho é documento?
Conheçam os maiores e menores lepidópteros da nossa coleção! 📏
A mariposa da vez é a: Rhescyntis hippodamia hippodamia

Muitas espécies de mariposas da família Saturniidae chamam atenção por serem grandes.
Rhescyntis hippodamia hippodamia, é um ótimo exemplo de mariposa “gigante” que ocorre no Brasil.

Esse exemplar da coleção possui mais de 15 centímetros de envergadura alar (distância de uma ponta da asa a outra)

Conhece outro lepidóptero “gigante”?

Compartilhe conosco!

 

03/07/2024

Já tinha visto uma mariposa com padrões de coloração das asas que lembram uma vaquinha? 🤔

Vem conhecer mais esse belíssimo lepidóptero da nossa coleção! 🤩

Galethalea pica é uma mariposa da família Erebidae, subfamília Arctiinae. Essa espécie foi descrita em 1854, pelo entomólogo britânico Francis Walker, com base em exemplares coletados no estado do Rio de Janeiro. Pouco se sabe sobre a atual distribuição geográfica dessa espécie, mas parece estar restrita às áreas de Mata Atlântica das regiões sudeste e sul do Brasil. Esse exemplar da foto, por exemplo, é do Parque Nacional do Itatiaia (RJ).

Mesmo sendo uma mariposa muito bonita, informações sobre o ciclo de vida, plantas hospedeiras, comportamento e história natural dessa espécie ainda são escassas na literatura. Por isso, estudos faunísticos e taxonômicos ainda são muito relevantes para suprir essas lacunas de conhecimento! 😉

📸:

Fontes:
Teston JA & Corseuil E (2003) Arctiinae (Lepidoptera, Arctiidae) occurence in Rio Grande do Sul State, Brazil. Part III. Ctenuchini and Euchromiini.
Piovesan M et al (2014) Contribuição para o conhecimento da lepidopterofauna de Santa Catarina, Brasil
Nascimento et al (2016) Arctiinae (Lepidoptera: Erebidae) in the state of Rio de Janeiro, Brazil

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