Nossa Horta

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Nossa horta: construir, cuidar, trocar, aprender. Extensão Cederj/UFRJ - NIG

Photos from Nossa Horta's post 17/05/2024

A banana tem sua origem remota atribuída a Ásia e atualmente é cultivada em várias
regiões do planeta. O Brasil é o segundo maior produtor de banana do mundo, ficando
atrás somente da Índia.
No entanto, por conta da utilização de técnicas inadequadas de colheita e pós colheita
há um grande desperdício dessa fruta e o uso da banana verde surgiu como alternativa
para a redução da perda nas produções.
Mas não para por aqui! A utilização da banana verde na alimentação tem muitos
benefícios para a saúde, continue lendo esse post para descobrir!
A grande quantidade de fibras, vitaminas, minerais e amido resistente são responsáveis
por inúmeros benefícios como a prevenção de câncer de colón, aumento do bolo f***l,
prevenção de diverticulite e hemorroidas, diluição de compostos tóxicos, prevenção de
doenças crônicas, aumento de efeito saciedade, diminuição de sobrepeso e obesidade.
A banana verde é consumida principalmente na forma de biomassa e com ela é possível
fazer bolos, massas e até mesmo usar como emulsificante.
O que você achou? Que tal inserir esse alimento na sua alimentação?

Referências Bibliográficas
FREITAS, M. C. J.; TAVARES, D. Q. Caracterização do grânulo de amido de bananas.
Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 25, n.02, p. 217-222, 2012.
OLIVEIRA, C., R.; SANTOS, M., B.; SANTOS, M., F., G. O Potencial da Biomassa de
Banana Verde na Simbiose Intestinal. Revista ciência e sociedade Macapá, n.1, v. 1.,
jan. – jun. de 2016
VALLE, H. F.; CAMARGOS, M. Y, Nós temos banana. São Paulo: Editora Senac, 2004.

Alunos:
Texto: Larissa Hiorrhas
Pesquisa: Elaine Nasser
Foto: Izadora Sthephanie
Arte para publicação e story: Jennyfer Hoffman
Edição e revisão do texto: Jennyfer Hoffman

Photos from Nossa Horta's post 02/04/2024

A palavra mandala significa “círculo” em sânscrito e, universalmente, simboliza a integração e a harmonia. Assim como a proposta da horta mandala: reproduzir na agricultura a integração e harmonia da natureza!

Esse modelo de horta teve origem na década de 70, na Austrália, pelo ambientalista Bil Molisson, junto ao movimento de permacultura. A horta mandala utiliza os espaços físicos de forma mais eficiente e reforça que um agroecossistema produtivo pode ser sustentável e também trazer benefícios econômicos, ambientais e socais, podendo inclusive ser uma complementação de renda familiar (Lessa et
al, 2021). Além disso, ela dispensa uso de agrotóxicos através do plantio em consórcio com plantas companheiras e repelentes, ou seja, permite uma interação benéfica entre as espécies cultivadas controlando as pragas (Anvisa, 2011).

Para os pequenos agricultores, esse sistema de produção apresenta excelentes resultados e é desenvolvido através de novas alternativas de trabalho como o sistema PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) que é um modelo de tecnologia social que atua apoiando e fortalecendo a agricultura familiar. Ele apresenta baixo custo e incentiva a policultura: cultivo de vários tipos de plantas em um mesmo terreno (Sebrae, 2010).

Outro ponto muito benéfico da horta mandala é a proteção do solo pela diversidade de plantas cultivadas:
plantas diferentes → necessidades diferentes → consumo de nutrientes diferentes

Sua construção tem como base um elemento funcional no centro e os canteiros circulares de horta ao redor. Vários elementos podem ser utilizados no centro:- mandala com galinheiro
- mandala com lago de peixes
- mandala com círculo de bananeiras- mandala com compostagem
Em geral, nos canteiros mais próximos do centro são cultivadas plantas hortaliças e medicinais. Os canteiros seguintes podem ser destinados ao cultivo de plantas como milho, feijão e frutíferas. E no último canteiro é feito o cultivo de cercas vivas e quebra-ventos para proteção do sistema.

E ai, que tal conhecer um pouco mais desse modelo de plantio?

Texto: Natália Couto
Arte: Talitha Landes

Referências bibliográficas:ANVISA. Cartilha sobre agrotóxicos: série trilhas do campo. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, DF: 2011. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/agrotoxicos/publicacoes/cartilha-sobre agrotoxicos-serie-trilhas-do-campo-1.pdf/view. Acesso em 08 de novembro de 2023.

DROSDOSKI, Sandro Daniel; et al. A prática de horta mandala na educação ambiental. Revista Educação Ambiental em Ação [online], vol. 12, nº 47. Disponível em: https://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=1735>. Acesso em 10 de abril de 2023.

LESSA, Ana Carolina Vilar; et al. Guia de produção de uma horta mandala agroecológica para escolas sustentáveis. Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE: 2021. Disponível em: file:///C:/Users/couto/Downloads/ANA_CAROLINA_VILAR_LESSA-Produto.pdf. Acesso em 10 de abril de 2023.

SEBRAE. Cartilha do produtor rural: produção agroecológica integrada e sustentável (PAIS). Brasília, DF: 2010. Disponível em: https://pt.slideshare.net/siqueiradamata/cartilha-pais. Acesso em 10 de abril de 2023.

Photos from Nossa Horta's post 27/03/2024

Sabia que além de encantar com sua beleza e perfume muitas plantas são utilizadas na medicina caseira? Quem nunca ficou resfriado, teve dor na barriga e preparou um chá ou xarope utilizando plantas, muitas vezes, retiradas do próprio quintal ou jardim?

O uso das plantas para fins medicinais é uma das mais antigas práticas da humanidade e, muitos desses conhecimentos, são passados de geração em geração.

A Organização Mundial da Saúde (OMS, 1998) já reconhece e recomenda o uso terapêutico das plantas medicinais. Almeida (2011) aborda em seu livro os efeitos dessas plantas que apresentam compostos químicos que atuam em funções biológicas, incluindo as defesas do organismo contra diversas doenças. As propriedades podem ser digestivas, cicatrizante, antimicrobiana, anti-inflamatória, analgésica, sedativa, antidepressiva, calmante, ansiolítica, antioxidante, entre
outras.

É muito comum pensarmos que tudo que é natural não faz mal.
Mas fique atento!
É muito importante conhecer as plantas e as partes a serem utilizadas bem como a forma de preparo, quantidade e tempo de uso, pois a utilização incorreta ou excessiva delas pode ocasionar malefícios à saúde. As plantas com propriedades emenagogas, por exemplo, apresentam em sua composição substâncias como alcaloides, flavonoides, e cumarinas que podem causar aumento do fluxo menstrual, além de provocar hemorragia e/ou ab**to em mulheres grávidas (Silva; Santana, 2018).

As plantas medicinais também são usadas como fitoterápicos na produção de medicamentos, cosméticos e produtos de higiene ou simplesmente como plantas ornamentais. Elas podem ser nativas, como a marcela-do-campo (Achyrocline
albicans) que é originária do Brasil ou podem ser exóticas, quando introduzidas em um lugar onde não ocorriam antes, como a babosa (Aloe vera) que tem origem africana mas é encontrada no Brasil.

Referências bibliográficas:

ALMEIDA, Mara Zélia. Plantas Medicinais [online]. 3rd ed. Salvador: EDUFBA, 2011, 221 p. Disponível em: https://static.scielo.org/scielobooks/xf7vy/pdf/almeida-9788523212162.pdf. Acesso em: 03 de outubro de 2022.

CEPLAMT. Plantas medicinais e fitoterápicos. Centro especializado em plantas aromáticas, medicinais e tóxicas: UFMG. Disponível em: – PLANTAS MEDICINAIS
E FITOTERÁPICOS (ufmg.br). Acesso em 30 de setembro de 2022.

ROCHA, Luiz Paulo Bezerra da; et al. Uso de plantas medicinais: História e relevância. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, v. 10, n. 10, 2021. DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v10i10.18282. Acesso em: 03 de outubro de 2022.

SILVA, A. C. A da; SANTANA, L. L. B. de. Os riscos do uso de plantas medicinais durante o período gestacional: uma revisão bibliográfica. Acta toxicol. Argent., Ciudad Autónoma de Buenos Aires, v.26, n.3, p.118-123, 2018. Disponível em: http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1851-37432018000300004. Acesso em 05 de outubro de 2022.

→ Participaram dessa pesquisa: Gabriela Morais; Jorleide Alves; Natália Couto; Nathalia Fonseca; Luciana Santos; Lucíola Rangel; Talitha Landes; Thaynara Bittencourt.

Photos from Nossa Horta's post 16/10/2023

Ei, que tal batermos um papo sobre a pitanga, essa frutinha deliciosa e muito poderosa?

Para começar, você sabia que ela é da família das goiabas, do araçá, da jaboticaba, do cambuci e de outras deliciosas frutas que adoramos e outras que nem conhecemos? Pois é, elas pertencem à família botânica Myrtaceae! Essa família é caracterizada por plantas lenhosas, arbustivas, como a pitangueira, ou arbóreas. Suas flores são geralmente brancas, como a flor da pitanga, mas também podem ser vermelhas. E olha só que interessante: as flores dessa família são capazes de se autofecundar, igualzinho a pitangueira!
Legal né?! Quer descobrir mais sobre a pitanga? Então continue lendo!
A pitanga é incrível por si só! Além de ser muito nutritiva ela é ecologicamente importante como colonizadora em áreas que necessitam de reflorestamento, bem como servem de alimento para os animais locais.
Mas não é só a fruta que é benéfica para a saúde. As folhas da pitangueira também são muito saudáveis, sendo utilizadas em chás e infusões para tratar problemas respiratórios, febre e até mesmo diabetes.
Essa frutinha poderosa é um verdadeiro tesouro de benefícios e merece um lugar especial na mesa, não é mesmo? E você, consome a pitanga? Conte pra gente!

HENRIQUE, Pedro. et al. O USO E O POTENCIAL DA PITANGA (Eugenia uniflora L.). [s.l.][s.d.]. Disponível em: <https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/576592/1/EVINCI03309.pdf>. Acesso em: setembro 2023.

MORAIS, Larissa Maria Fernandes; CONCEIÇÃO, Gonçalo Mendes da; NASCIMENTO, Janilde de Melo - Família Myrtaceae: Análise morfológica e distribuição geográfica de uma coleção botânica - AGRARIAN ACADEMY - Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.1, n.01; p. 2014 317

Produção do Feed:
Gabriela Rodrigues Morais
Beatriz Codeça Rozeno

Photos from Nossa Horta's post 28/09/2023

A planta da vez é o lírio-do-brejo (Hedychium coronarium J. Koening). Ela apresenta aroma e sabor similares ao gengibre, sendo até chamada de gengibre-do-brejo ou gengibre-branco.

Esta planta é utilizada na medicina popular para tratar dores, seja de cabeça ou dores mais intensas, ferimentos, infecções, inflamações e até reumatismo.

Além dos usos que mencionamos na postagem acima, o amido do lírio-do-brejo serve como alimento de animais de criação.

Esta planta também funciona minimizando impactos ambientais causados pela poluição, pois pode ser utilizada como biorremediadora no tratamento de esgoto.

Isso mesmo! Poderosa ela, não é?!

Já conhecia o lírio-do-brejo? Conta pra gente!

Produção do feed:
Gabriela Morais
Erick Jesus

Referência
MARTINS, M.B.G.1; CARAVANTE, A.L.C.1; APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.2 ; SOARES, M.K.M.2 ; MOREIRA, R.R.D.3 ; SANTOS, L.E.3 - Caracterização anatômica e fitoquímica de folhas e rizomas de Hedychium coronarium J. König (Zingiberaceae) – UNESP, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbpm/a/XJp8Q984SLHBMRqFGZcv4rH/?format=pdf&lang=pt Acesso em: Junho 2022.

Photos from Nossa Horta's post 11/09/2023

Olá, pessoal. Vocês sabem o que é Caulifloria? Estranhou o nome? Sem medo, não é difícil de entender! Caule = caule das plantas / Floria = flores.

Caulifloria é uma característica que ocorre em algumas árvores, onde as flores se instalam direto no caule ou na parte debaixo de ramos antigos. Sabemos que o caule ajuda na sustentação e para transporte de substâncias (água e sais minerais). Além disso, apresentam flores e frutos direto no caule. Tenho quase certeza que você já viu uma árvore de jabuticaba ou jaqueira. Elas são um ótimo exemplo de árvore com caulifloria."

Referência:

ALMEIDA, Marcilio de; ALMEIDA, Cristina Vieira de. Morfologia do caule de plantas com sementes. Coleção Botânica, 2, 2014.
FERRI, Mário Guimarães; DE MENEZES, Nanuza Luiza. Glossário ilustrado de botânica. NBL Editora, 1981.

Alunos responsáveis pelo post: Adriana Quimas Batista, Alexsander de Souza Barbosa, Beatriz Codeça Rozeno, Cintia Roberta da Silva, Geisa dos Santos Carvalho, Henrique de Araujo Dias, Julia Martins, Kátia Regina R. Cardoso, Larissa Gomes Genario, Silvana de Souza Costa.

Photos from Nossa Horta's post 05/09/2023
Photos from Nossa Horta's post 05/09/2023

Originária do Brasil, a ora-pro-nóbis é uma das únicas cactáceas com folhas verdadeiras. Você reconheceria essa planta só de olhar? Se não, com as informações a seguir, ficará mais fácil!
Arbusto lenhoso, de ramos longos e prostrados, que atingem até 4 metros de altura. Suas folhas carnudas variam entre o verde claro e o escuro, são simples, de formato elíptico, de lâmina plana e textura suculenta, podendo chegar a 12 cm de comprimento.
A ora-pro-nóbis floresce formando cachos, curtos e axilares, e produz frutos com sementes pretas. Seu caule é repleto de espinhos, por isso, essa hortaliça é muito utilizada como cerca viva. Em virtude de sua expressiva variabilidade genética, pode possuir caules com tons arroxeados a verde-claros, folhas mais claras ou mais escuras, além, de espinhos mais ou menos salientes e perfurantes.
Já sabemos que suas folhas são muito nutritivas e utilizadas na alimentação humana. Mas, você sabia que seus frutos desempenham um importante papel ecológico na natureza?
Pois é, eles são parte essencial da dieta de muitos animais frugívoros, já que essa planta frutifica em épocas secas, em que outras fontes de alimentos são raras.
Na natureza, portanto, acaba havendo uma relação de protocooperação entre a ora-pro-nóbis e os animais que se alimentam de seus frutos, afinal, enquanto os animais garantem sua nutrição, eles também acabam fazendo a dispersão das sementes da planta ao liberá-las nas fezes em outras regiões, assim há um benefício mútuo!

Gostou de conhecer mais sobre a ora-pro-nóbis? Você já consome essa hortaliça? Com que frequência? Conta pra gente nos comentários!

Participaram deste feed:
Gabriela Morais
Heloisa Marrocos
Jéssica da Silva

Referência:
EMBRAPA. Hortaliças não convencionais. Hortaliças tradicionais: ora-pro-nóbis. Brasília, DF: Embrapa Hortaliças, 2017. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/160991/1/f-ora-pro-nobis.pdf. Acesso em 10 jul. 2022.

Photos from Nossa Horta's post 02/08/2023

As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s) ou Plantas Alimentícias Tradicionais são plantas de alto valor nutritivo e contém várias estruturas com potencial comestível, como: caule, raiz, folha, flor, fruto, inflorescência, rizoma e semente. São plantas de baixo custo e fácil acesso, por se desenvolverem de forma espontânea em terrenos, quintais e calçadas.

Porém essas plantas, denominadas PANC’s não estão habitualmente presentes no cardápio do brasileiro e isso pode ser devido à falta de incentivo comercial e/ou pode ser devido à falta de conhecimento por parte da população, diminuindo a cultura dessas plantas (Ferreira, 2020).

Conhecer essas plantas é muito importante para o aproveitamento total de seus nutrientes, para quem quer transformar seu consumo em um hábito. Mas fique atento, nem toda planta pode ser consumida de forma desordenada. É importante conhecer a fundo qual planta pode ser consumida e qual a melhor forma de preparo.

Referência:
FERREIRA, K. B. Plantas Alimentícias não convencionais como possibilidades na merenda escolar. 2020. Monografia. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Departamento Acadêmico de Ensino. Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais. Ponta Grossa. 2020. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/23941/1/PG_COLIC_2020_1_06.pdf. Acesso em: 30 de setembro de 2022.
Grupo 7-Nossa Horta

Integrantes: Jacqueline de O. Beltrão; Jorginete Souza; Luan do N. Lima

Photos from Nossa Horta's post 27/06/2023

Bom diaa, hortences!!


Temos o orgulho de apresentar para vocês as oficinas que levaram “menção honrosa” na SIAC.

Aproveito e deixo aqui meu agradecimento à todos que participaram e se dedicaram nessa semana bastante corrida e de muita tensão!! Vocês são incríveis e voam muito alto❤️

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