06/12/2025
Ser mulher é lidar com mil demandas e ainda tentar ficar inteira.
É resolver, cuidar, pensar em tudo e, no meio disso, proteger um espaço que ainda seja meu.
É aprender a dizer não, escolher melhor e parar de me diminuir pra caber.
É entender que me cuidar não é luxo, é necessidade.
Ser mulher não é dar conta de tudo.
É parar de me abandonar para, enfim, viver a minha vida do meu jeito, no meu tempo.
03/12/2025
A autenticidade não chegou na minha vida como um “estalo”, chegou como desconforto. Quando olho para trás, vejo que eu era treinada para sobreviver agradando. A diferença é que hoje eu não quero mais só sobreviver.
A gente se descreve como intensa, verdadeira, sincera, mas continua aceitando relações que não conversam com isso.
A transição do “engole tudo” para o “falo mesmo” foi necessária em muitos contextos e isso mexe em coisas muito concretas, como com quem você se relaciona, que trabalho aceita, que conversas mantém, que convites recusa.
Se você quer aprofundar esses pilares comigo, com exemplos concretos, bastidores, exercícios práticos e método aplicados ao cotidiano, eu aprofundo esse tema na minha assinatura paga aqui no Instagram.
Você anda vivendo mais como protagonista da própria história ou como personagem bem comportada no roteiro dos outros?
02/12/2025
O jeitinho que mando em mim é diferente.
Esse post-it azul é meu jeito de não depender totalmente da memória.
Deixo o livro em cima da mesa e escrevo exatamente o que preciso fazer com ele: o trecho, o prazo, o próximo passo.
Assim, cada vez que olho, não penso ‘preciso ler mais’, eu sei o que ler e até quando.
Você pode fazer igual:
– escolha o livro que está empacado;
– coloque um post-it na capa com uma micro-meta (página, capítulo ou data);
– deixe em um lugar visível.
É organização simples com menos cobrança abstrata e mais tarefa concreta anotada à vista.
01/12/2025
Eu não precisei “superar” o medo de aparecer. Precisei parar de fortalecê-lo com a ilusão de que tudo precisava sair impecável.
Aprendi que o cérebro reage à autoexposição como se fosse risco real: ele ativa alarmes, cria cenários de rejeição e empurra a gente para um controle exaustivo, como se cada detalhe evitasse o desconforto.
Só que essa vigilância custa caro. Ela nos distancia da naturalidade que cria vínculo de verdade, daquela sinceridade que a gente sente quando alguém não está performando, está só sendo.
Descobri que a simplicidade é um trabalho interno. Ser genuína exigiu mais de mim do que tentar parecer perfeita.
E, curiosamente, foi exatamente isso que me trouxe calma.
22/10/2025
Presença não é estar por perto.
É estar junto com o tempo, com o corpo, com o olhar.
Presença é movimento, atitude e muitas vezes desconforto.
Presença é cuidado, atenção, companhia, carinho.
As redes sociais reduziram distâncias, mas não conseguem substituir o toque, o abraço, o cafuné, o cuidado.
Presença é se incluir no processo.
22/10/2025
Durante muito tempo, eu confundia profundidade com dificuldade.
Achava que um texto bom era aquele que exigia esforço, que me deixava exausta, mas parecia inteligente.
Só que com o tempo percebi que quanto mais um texto dificulta o acesso, menos ele me transforma.
Hoje, aprendi a reconhecer o que me leva fundo sem pesar.
Leitura leve não é leitura rasa, é leitura que abre caminho sem me obrigar a escalar uma parede.
Esse carrossel é sobre esse antes e depois de quem segue buscando profundidade, mas agora com menos peso e mais critério.
04/07/2025
Reler Clarice sozinha é uma travessia.
Reler Clarice com um grupo de mulheres é um espelho coletivo.
O livro não mudou, mas eu mudei. Sempre mudo.
Lóri, hoje, me parece menos frágil e mais corajosa.
Ulisses continua sendo aquele cara meio que misterioso que quer, a todo custo, fazer Lóri se enxergar, se conhecer, se valorizar.
É por isso que criei o clube: para a gente ler com mais alma e menos pressa.
Para encontrar sentido, mesmo nas entrelinhas.
Se você está lendo, ou já leu, me conta:
Qual parte já te fez parar e respirar fundo?
04/07/2025
Tem pensamento que, se vira fala, rende briga.
Se vira e-mail, rende demissão.
Se vira tweet, rende processo.
Mas se vira texto a gente ajeita, edita, alivia, floreia.
Ou não.
Porque na escrita tudo cabe: o grito, o silêncio, a piada atravessada e a poesia depois do caos.
Eu escrevo para não explodir.
Escrevo porque prefiro metáforas a boletins de ocorrência.
✍️ E você? O que escreveria hoje se pudesse dizer tudo?
03/07/2025
Chá da noite, silêncio e um livro aberto. Nada de extraordinário. Só paz.
03/07/2025
Estava tudo lindo no papel: horário, prioridade, meta, mas aí veio o imprevisto, o cansaço, a adolescente, a vida acontecendo.
E adivinha?
Ainda assim, está tudo bem.
Planner não é prisão.
É só um mapa e até os mapas mudam quando chove.
📎 Salva esse post pra quando seus dias saírem do planejado.
02/07/2025
Às vezes a foto é tirada no reflexo do espelho, mas o foco tá no fundo — na estante que me acompanha, me bagunça, me reorganiza.
Ali tem livro começado, ideia guardada, sublinhado que virou texto.
Ali tem tudo que me ajuda a lembrar de quem eu sou, mesmo nos dias em que quase esqueço.
📚✨
Você também tem um cantinho que segura sua memória?
02/07/2025
O silêncio nem sempre é vazio.
Às vezes, ele é pausa. É respiro.
Outras vezes, é só barulho guardado por dentro.
Aprendi que escutar o próprio silêncio pode ser o primeiro passo para escutar a si mesma — de verdade.
📖 “O silêncio é um texto fácil de ser mal interpretado.” — Martha Medeiros
Se esse carrossel falou com você, comenta um “eu” ou compartilha com alguém que anda precisando escutar o que o silêncio quer dizer.