21/08/2026
DESORDEM TEMPOROMANDIBULAR (DTM)
Durante muito tempo, acreditava-se que o bruxismo era um problema puramente dental, resultado de má oclusão, restaurações mal ajustadas ou vícios de hábitos, como roer unhas. Mas a ciência moderna começou a revelar, por meio de estudos, que o bruxismo não nasce nos dentes, e sim no cérebro. Pesquisas recentes apontam que ele está diretamente ligado à hiperatividade do sistema nervoso central.
Em outras palavras, quando a mente não consegue relaxar, o corpo procura uma forma de liberar essa tensão, e os músculos da mandíbula, pescoço e cabeça acabam se tornando um ponto de descarga. O ranger involuntário dos dentes, especialmente durante o sono, pode ser entendido como uma espécie de reflexo físico de um cérebro em constante estado de alerta.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito no consultório por meio do exame físico e da história clínica do paciente, levando em consideração a abertura oral, a palpação da musculatura mastigatória e a presença de hábitos prejudiciais. Entre os exames de imagem, a ressonância magnética é considerada o padrão-ouro.
Diagnóstico diferencial
É importante diferenciar os quadros de dor muscular e de acometimento articular, sendo essa avaliação essencial para a indicação do tratamento mais adequado.
Tratamento
Não existe um tratamento único para a DTM. O tratamento pode envolver uma equipe multidisciplinar, composta por bucomaxilofacial, dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e médico.
Entre as possibilidades de tratamento estão as placas miorrelaxantes, a fisioterapia direcionada ao aparelho mastigatório e à região cervical e o uso de laser. Pacientes ansiosos também podem se beneficiar da psicoterapia. Além disso, a prática de atividade física auxilia na liberação do estresse diário e também contribui para a melhora do quadro.
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