conversasevivencias

conversasevivencias Cursos, palestras, workshops e ateliês de múltiplas linguagens.

Um espaço para pesquisa, estudos e reflexões sobre as culturas da infância, artes, estética, ética, educação e cotidiano.

Às vezes, uma pesquisa começa numa cena que poderia passar despercebida. O gesto se repete. O corpo se reorganiza. A cri...
07/09/2026

Às vezes, uma pesquisa começa numa cena que poderia passar despercebida.

O gesto se repete. O corpo se reorganiza. A criança procura apoios, experimenta relações, modifica estratégias.

O planejamento projetual começa quando o adulto não corre para dar uma resposta, mas transforma aquilo que observou em uma pergunta capaz de continuar vivendo no cotidiano.

Antes dos materiais, dos contextos e das propostas, há uma decisão fundamental: aprender a olhar .

Ateliê começa aí.

Percurso investigativo desenvolvido pela Atelierista de corpo e movimento Roberta De Simone na escola Tic Tic Tac Educação Infantil em contexto da mentoria/acompanhamento com Dani Mello.

PlanejamentoProjetual educaçãoinfantil

A argila, quando faz parte do cotidiano, deixa de ser apenas um material para “fazer coisas” e passa a ser uma linguagem...
04/09/2026

A argila, quando faz parte do cotidiano, deixa de ser apenas um material para “fazer coisas” e passa a ser uma linguagem para pensar, investigar e comunicar.

Oferecer argila com frequência não significa repetir uma atividade, mas permitir que as crianças retomem perguntas, aprofundem descobertas e façam o pensamento ganhar forma pelas mãos.

Na Mentoria ATELIÊ NA PRÁTICA, é esse olhar que exercitamos: aprender a reconhecer pensamento onde antes víamos apenas atividades.

Se esse também é um caminho que você deseja aprofundar, escreva ATELIERISTA que eu envio as informações.

“Minha escola não tem dinheiro nem espaço para ter um ateliê “Essa frase é a que mais ouço de professores que querem com...
01/09/2026

“Minha escola não tem dinheiro nem espaço para ter um ateliê “

Essa frase é a que mais ouço de professores que querem começar.

E eu entendo, porque aprendemos a imaginar o ateliê como uma sala ou espaço a parte, esperando momento e orçamento ideal para existir.

No entanto a Filosofia de Reggio, que inaugura a ideia do ateliê, surge no pós guerra, quando a Itália estava devastada pela guerra.

A Cultura do Ateliê não se faz por um espaço físico. Até porque cada lugar carrega uma singularidade.
Ateliê é antes de tudo um ESTADO de presença. Um jeito diferente de OLHAR para o espaço que já existe.

Um corredor, uma janela, um canto embaixo da escada. Tudo pode se tornar território de investigação, sem reforma, sem investimento financeiro, sem esperar o ano que vem.

O Guia Prático do Ateliê não ensina uma fórmula pronta. Ele desperta o olhar do atelierista. Com a cartografia do olhar você aprende a metodologia que os atelieristas utilizam para enxergar, no espaço que já existe, o território de pesquisa que ele pode se tornar.

Ele entrega os instrumentos práticos para você colocar em prática esse olhar hoje.

📍Link na Bio

O planejamento projetual é um percurso vivo, aberto ao inesperado, que tem como ponto de partida a escuta atenta do que ...
01/09/2026

O planejamento projetual é um percurso vivo, aberto ao inesperado, que tem como ponto de partida a escuta atenta do que as crianças fazem, dizem, imaginam e investigam.

Planejar, nessa perspectiva, não é antecipar todos os caminhos nem definir previamente onde se quer chegar.

É observar, interpretar e criar condições para que uma investigação possa continuar, ganhar profundidade e encontrar novos desdobramentos.

Neste carrossel, compartilho 6 movimentos que podem ajudar você a começar a planejar dentro de uma abordagem projetual.

31/08/2026

Mais do que um ateliê na escola é preciso viver a escola como um grande ateliê. E o que isso significa na prática?

Dia 2 de setembro, às 20h , eu convido você para uma aula aberta,gratuita , para conversarmos sobre A ESCOLA COMO UM GRANDE ATELIÊ, na prática.

Escreva EU QUERO que eu envio o link para você.

29/08/2026

O que transforma espaços cotidianos em territórios de pesquisas ?

O olhar

Quanto mais repertório temos, mais conseguimos perceber aquilo que antes passava despercebido — nas crianças, nos materiais, nos espaços e nas pequenas cenas do cotidiano.

O Guia Prático do Ateliê nasceu para isso: não para oferecer receitas, mas para ampliar possibilidades de pensar, escolher e construir, pouco a pouco, uma verdadeira cultura do ateliê.

Porque, às vezes, transformar a prática começa simplesmente por ver de outro modo.

Escreva GUIA e eu te conto como acessar.

Reggio Emilia não começa pelo ateliê.Começa pela imagem de criança.Uma criança competente, curiosa, capaz de produzir te...
26/08/2026

Reggio Emilia não começa pelo ateliê.
Começa pela imagem de criança.

Uma criança competente, curiosa, capaz de produzir teorias, construir sentidos e se expressar por muitas linguagens.

Nesse contexto, o ateliê não é apenas um espaço e o atelierista não é apenas quem organiza materiais.

Ambos se tornam dispositivos de escuta: ampliam a capacidade de adultos e crianças perceberem, investigarem e tornarem visíveis os pensamentos que atravessam o cotidiano da escola.

O ateliê é, portanto, uma estratégia que sustenta e potencializa uma imagem potente de criança.

Antes de perguntar “como montar um ateliê?”, talvez precisemos perguntar:

Que criança nossas escolhas revelam que acreditamos existir?

E se um dos maiores desafios da escola de infância não fosse a falta de tempo, mas o modo como aprendemos a organizá-lo?...
22/08/2026

E se um dos maiores desafios da escola de infância não fosse a falta de tempo, mas o modo como aprendemos a organizá-lo?

Tempo para chegar.
Tempo para observar.
Tempo para repetir.
Tempo para permanecer numa investigação.
Tempo para não precisar terminar porque o relógio mandou.

Na escola, quase sempre somos nós, adultos, que decidimos quando uma experiência começa, quanto tempo ela pode durar e quando precisa terminar.

Mas como fazer o tempo da escola trabalhar a favor do tempo da infância?

Essa é a conversa que proponho no novo texto do blog.

Inspirada pela mitologia grega , e também por estes dias que tenho vivido na Grécia. parto do mito de Cronos para pensar um dos grandes desafios da vida contemporânea e das instituições educativas: nossa relação com o tempo.

E é justamente aqui que a cultura do ateliê pode nos provocar.

Porque o ateliê não é apenas um lugar onde há materiais.

É uma cultura capaz de criar condições para que uma ideia tenha tempo de nascer, uma hipótese possa ser retomada, uma investigação permaneça aberta e diferentes pensamentos encontrem espaço para existir.

Talvez haja aí também uma dimensão profundamente democrática da educação.

✨ Para quem chegou recentemente por aqui: todas as semanas publico um novo texto no Conversas e Vivências, com acesso 100% gratuito, para aprofundarmos juntos questões das pedagogias participativas, da cultura do ateliê e das infâncias.

Você pode acessar pelo link da bio ou se inscrever no blog para receber os novos textos por e-mail.

E quero continuar essa conversa aqui:

Hoje, qual é o maior desafio que você encontra para respeitar o tempo das crianças na sua escola?

Rotina?
Horários muito fragmentados?
Pressa para cumprir o planejamento?
Interrupções constantes?
Tempo dos adultos diferente do tempo das crianças?

Me conta nos comentários.

Quero saber se essa reflexão também atravessa o seu cotidiano. 🌿

Acho chique viajar para encontrar perguntas.Vim à Grécia também por isso.Estou escrevendo sobre pedagogias democráticas ...
13/08/2026

Acho chique viajar para encontrar perguntas.

Vim à Grécia também por isso.

Estou escrevendo sobre pedagogias democráticas e senti que, para compreender algumas das ideias que atravessam as pedagogias participativas contemporâneas, precisava voltar no tempo.

Muito antes de Reggio Emilia.

Caminhar por Atenas tem me feito pensar sobre democracia, participação, diálogo e sobre uma ideia profundamente socrática que continua atravessando a educação: talvez conhecer não comece pela resposta, mas pela pergunta.

Antes de tantas explicações sobre o mundo, contamos histórias para tentar compreendê-lo. Demos nomes e rostos ao mar, aos ventos, à guerra, à sabedoria, ao amor, ao desconhecido.

Talvez seja também por isso que as teorias das crianças me interessem tanto.

Diante daquilo que ainda não compreendem, elas perguntam, imaginam, estabelecem relações, constroem hipóteses, narram.

Produzem sentidos

E aqui compreendi que a Cartografia do Olhar, que acabei de produzir para o GUIA PRÁTICO DO ATELIÊ , nasceu da necessidade de aprender a olhar antes de intervir.

Afastar-se.
Aproximar-se.
Mudar o ponto de vista.
Encontrar vestígios.
Fazer perguntas.
Colocar diferentes perspectivas em relação.

Penso que cartografar não seja confirmar o que vemos a primeira vista, mas permanecer diante do mundo com espanto e tempo suficiente para se interrogar… e se?

Minha viagem está apenas começando.

Acho chique partilhar ideias. E você?

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando conversasevivencias posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para conversasevivencias:

Atalhos

Compartilhar

Categoria