31/01/2026
𝗧𝗲𝗺 𝗮𝗹𝘂𝗻𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗶𝗿𝗮 𝗻𝗼𝘁𝗮𝘀 𝗮𝗹𝘁𝗮𝘀 𝗼 𝗮𝗻𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼
𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗻𝗼 𝗘𝗡𝗘𝗠.
A escola entrega o conteúdo.
O aluno estuda.
Quando isso não se sustenta até o final,
𝗿𝗮𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲́ 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼.
Costuma ser dificuldade em
𝘀𝘂𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗮𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼,
𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮𝗿 𝗮𝗻𝘀𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗺𝗽𝗲𝗻𝗵𝗼,
𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝗿 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼
𝗲 𝘂𝘀𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝘁𝗲́𝗴𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗯𝗮𝘀𝗲𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗲𝘃𝗶𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀,
𝗻𝗮̃𝗼 𝗲𝗺 𝗮𝗰𝗵𝗶𝘀𝗺𝗼𝘀.
𝗘𝘀𝘀𝗮𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝘁𝗿𝗲𝗶𝗻𝗮́𝘃𝗲𝗶𝘀.
𝗖𝗲𝗿𝗲𝗯𝗿𝘂𝗺.
28/11/2025
A prática docente exige compreensão do que sustenta o aprender. Atenção, memória, motivação e regulação emocional formam a base neurobiológica do processo, mas esses conhecimentos raramente fazem parte da formação inicial do professor.
O Synapsis é a formação docente da Glia que integra neurociência e prática pedagógica. Cada aula apresenta um conceito científico e uma aplicação direta em sala, garantindo que o professor desenvolva clareza, direção e repertório para agir com intenção.
A formação também inclui um eixo socioemocional voltado para autorregulação e correlação, fortalecendo tanto o bem-estar do professor quanto a qualidade da aprendizagem dos alunos.
O objetivo é simples: aproximar ciência e sala de aula de forma técnica, consistente e aplicável.
Para conhecer o Synapsis entre em contato pelo link da bio ou acesse nosso site.
05/11/2025
Nos dados da pesquisa que venho conduzindo, 32% das famílias afirmam que o tempo de tela se torna mais difícil de controlar justamente nos fins de semana.
O problema é que o cérebro não se “desliga” na segunda-feira.
A hiperconectividade dos dias livres atravessa a semana de aulas, alterando o ritmo biológico, a atenção e a capacidade de autorregulação.
O resultado é o que muitos professores observam em sala:
alunos cansados, distraídos e com dificuldade de se engajar — mesmo em atividades que gostam.
Essa é a prova de que o desafio não é apenas pedagógico.
É ambiental e familiar.
A escola precisa de famílias reguladas, tanto quanto as famílias precisam de escolas conscientes.
🧠 É nesse ponto de encontro que entra o conceito de segurança cognitiva:
a proteção do cérebro como base para qualquer forma de aprendizagem.
📍 É sobre isso que aprofundo na palestra Telas, Foco e o Cérebro na Era da Hiperconectividade. (Link na bio)
04/11/2025
As escolas estão tentando resolver um problema que já não cabe só dentro delas.
E esse talvez seja o ponto cego de toda a discussão sobre o uso de telas.
📱 A Lei 15.100 limitou o celular nas salas de aula, entrega educação midiática e professores, já sobrecarregados, acumulam horas de formação sobre o assunto a fim de repassar aos alunos. Mas o cérebro das nossas crianças continua exposto a estímulos sem pausa, agora, dentro de casa.
Falar sobre isso exige cuidado: não é sobre culpa, é sobre consciência.
E o que está em jogo não é só segurança digital, é segurança cognitiva.
🎥 Na palestra Telas, Foco e o Cérebro na Era da Hiperconectividade, eu explico como a hiperconectividade afeta o desenvolvimento e o que famílias e escolas podem fazer para proteger a atenção.
👉 Assista à palestra completa pelo link da bio.
30/10/2025
Quando mães e pais descrevem seus desafios com telas, os dados contam a mesma história, e ela é cada vez mais urgente.
Reúno aqui, os dados parciais da pesquisa que venho desenvolvendo junto às famílias brasileiras sobre como lidamos com o uso de telas em casa. Já são 131 respostas. E sigamos! Precisamos equilibrar em todas as regiões do país!
🕐 51,1% das famílias dizem que os finais de semana são o momento mais difícil de controlar o uso de telas.
🌙 35,9% apontam a hora de dormir como um ponto crítico.
💬 E quase metade relata mudanças claras no comportamento e no humor das crianças.
Esses números não são apenas estatísticas, são sinais concretos de que precisamos reconstruir as rotinas e os vínculos dentro de casa.
É a partir dessas respostas que o FOCAR está sendo construído: um projeto que nasce da escuta e da ciência, para transformar dados em práticas reais de equilíbrio digital.
🔎 A pesquisa continua aberta.
Leva menos de 4 minutos e ajuda a moldar soluções para famílias de todo o país.
Link nos stories e na bio.
Em breve trarei mais insights sobre a pesquisa e sobre o FOCAR, cujos principais elementos eu explico na palestra online que se encontra no site!
Glia Neurociência Educacional • Proteja o foco. Conecte com consciência.
22/10/2025
O primeiro dia do 10º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet trouxe dados potentes sobre os efeitos da hiperconectividade e o papel da autorregulação cerebral nesse cenário.
Ver tantas pessoas e instituições reunidas em torno da infância digital — do debate à ECA Digital — mostra que a proteção online é, acima de tudo, um esforço coletivo entre ciência, política pública, tecnologia e educação.
O que mais me marcou foi perceber como os desafios digitais — IA, apostas, redes e desinformação — estão todos atravessados pela mesma questão: a capacidade do cérebro de se autorregular em um ambiente de estímulo constante.
A neurociência pode e deve estar nessa conversa.
Sem segurança cognitiva, a segurança digital f**a incompleta. E essa conversa envolve famílias e escolas.
E é impossível falar de proteção integral sem reconhecer o esforço multissetorial que culminou na aprovação da ECA Digital — um trabalho que não nasceu de um dia pro outro, nem de uma ação isolada, mas das mãos de inúmeras pessoas e instituições comprometidas com a infância.
Hoje, ver tantas delas reunidas nesse simpósio reforça que a cooperação entre ciência, política pública, tecnologia e educação é o caminho possível.
Parabéns ao , .br e pela curadoria, pelos dados, e pela continuidade dessa agenda que impacta diretamente o futuro cognitivo e emocional das próximas gerações.
Amanhã sigo acompanhando o evento e trago mais reflexões por aqui.
19/10/2025
Não dá pra formar pensamento crítico em cérebro hiperconectado. Educação midiática começa em cérebro integrado.
A gente está tentando ensinar crianças e adolescentes a pensar criticamente, filtrar informações e reconhecer manipulações online. E isso é ótimo, mas…
Esquecemos de perguntar:
🧠 o cérebro deles está pronto pra isso?
Desde a pandemia, esses jovens vivem em estado de hiperconectividade:
➡️ Estímulo constante,
➡️ Recompensas imediatas,
➡️ Pouco espaço para pausa, tédio ou reflexão.
É só olhar para as salas de aula. Para as nossas casas.
O resultado?
Um cérebro em alerta, com funções executivas prejudicadas, foco, autorregulação, planejamento e tomada de decisão.
E aqui entra o ponto central:
Não existe educação midiática sem segurança cognitiva.
Porque ninguém pensa criticamente em estado de dopamina constante.
Se a gente quer formar leitores críticos, cidadãos digitais conscientes e jovens capazes de navegar no caos informacional,
precisamos proteger também o funcionamento do cérebro deles, não só o que entra pelas telas.
🔐 Segurança digital e segurança cognitiva precisam caminhar juntas.
📌 Salva esse post se você trabalha com educação ou parentalidade.
💬 Me conta: você já tinha parado pra pensar nisso?
18/10/2025
Protegemos o acesso. Mas esquecemos o cérebro? 🧠
A gente entendeu que proteger crianças e adolescentes online é urgente.
Mas tem uma parte dessa proteção que quase ninguém nomeia:
📌 A segurança cognitiva.
Porque não basta saber o que seu filho vê na internet.
É preciso entender como o cérebro dele reage a esse ambiente hiperconectado.
⚠️ Enquanto a segurança digital cuida do acesso, dos dados, dos perigos explícitos…
A segurança cognitiva cuida daquilo que acontece por dentro:
– no foco,
– na ansiedade,
– na tolerância ao tédio,
– na forma como a atenção e a aprendizagem se organizam.
📊 No Brasil, mais de 90% das crianças e adolescentes usam internet diariamente, muitas desde os 6 anos.
E desde a pandemia, essa exposição só aumentou.
Mais tempo de tela. Mais estímulo. Mais impacto.
📍E os efeitos disso já estão aparecendo:
Um estudo publicado em 2023 mostrou que crianças com maior tempo de tela apresentaram menor ativação em áreas cerebrais responsáveis pelo controle inibitório, ou seja: menos capacidade de sustentar a atenção e controlar impulsos (Frontiers in Cognition, 2023).
É por isso que eu defendo:
🔒 Segurança digital e segurança cognitiva são os dois lados da proteção infantil no mundo conectado.
Uma protege de fora pra dentro.
A outra, de dentro pra fora.
🎓 Como neurocientista e educadora, esse é o ponto em que atuo.
Porque educar no mundo de hoje é entender que o cérebro também precisa de proteção.
🔖 Salva esse post e compartilha com quem trabalha com educação, saúde ou tecnologia pra infância ou com famílias que estão na busca pelo equilíbrio em casa.
📚 Fontes principais:
– TIC Kids Online Brasil (Cetic.br, 2021)
– Human Rights Watch (2023)
– Frontiers in Cognition (2023)
– ABCD Study / NIH (2024)
16/10/2025
Quando o uso de telas acontece sozinho, atrás da porta do quarto, o cérebro infantil entra em modo automático.
Os circuitos de autocontrole simplesmente se desligam e a noção de tempo vai junto.
Mas basta trazer o uso para um espaço compartilhado: sala, cozinha, mesa de jantar, que o comportamento muda. Sabia disso? 😃
A presença de outras pessoas ativa áreas do cérebro ligadas à autoconsciência social: aquela capacidade de se observar, se regular e entender os limites do outro.
👉 Estar por perto, sem vigiar, é o que ensina o cérebro a se autorregular. A gente acha que proibir, LIMITAR TEMPO… são as únicas formas de lidar com o desafio com as telas em casa. Saber sobre o cérebro nos amplia as as possibilidades.
É mais sobre criar contextos certos que favorecem o vínculo e o FOCAR! 🔎
💬 Conta aqui: faz o teste! No quarto sozinhos ou na sala com vocês e veja se há diferença. Me contem depois como foi e o que fizeram.
Referências:
Shenhav, A. et al. (2013). The expected value of control. Neuron.
Blakemore, S.-J. (2018). Inventing Ourselves: The Secret Life of the Teenage Brain.
Orben & Przybylski (2019). Screens, teens, and psychological well-being. Psychological Science.
15/10/2025
já passou da hora, seu filho ainda está no celular,
você pede pra desligar, e o que era pra ser uma boa noite vira uma discussão.
Mas o que parece simples — “é só largar o telefone” —
não é tão simples assim.
Depois de horas de estímulo, o cérebro do adolescente ainda está em alerta.
O sistema de recompensa segue ativo,
mesmo quando a tela já está fora do alcance.
E isso faz com que ele não consiga desligar de verdade.
Não é falta de limite, nem desinteresse.
É um cérebro ainda em desenvolvimento tentando lidar com excesso de estímulo, e sem repertório pra pausa.
O equilíbrio vem quando o ambiente ajuda.
Luz mais baixa, silêncio, rotina previsível.
O equilíbrio começa quando a gente entende que o controle não funciona, mas o contexto, sim.
Com adolescentes, impor raramente ajuda. O que muda é negociar pequenas pausas possíveis: combinar horários, deixar o celular longe da cama, testar um ritual curto de desligamento.
Referências
Cain & Gradisar (2010); Exelmans & Van den Bulck (2016); Kuhn et al. (2019); Turel et al. (2018); Montag et al. (2021); Hale & Guan (2015); Carter et al. (2016); LeBourgeois et al. (2017); Hysing et al. (2015); Lemola et al. (2015); Mindell & Owens (2015); Fuligni et al. (2022); Richardson et al. (2023).
Por que o cérebro não desliga depois da tela?
Talvez essa cena te soe familiar:
já passou da hora, seu filho ainda está no celular,
você pede pra desligar, e o que era pra ser uma boa noite vira uma discussão.
Mas o que parece simples — “é só largar o telefone” —
não é tão simples assim.
Depois de horas de estímulo, o cérebro do adolescente ainda está em alerta.
O sistema de recompensa segue ativo,
mesmo quando a tela já está fora do alcance.
E isso faz com que ele não consiga desligar de verdade.
Não é falta de limite, nem desinteresse.
É um cérebro ainda em desenvolvimento tentando lidar com excesso de estímulo, e sem repertório pra pausa.
O equilíbrio vem quando o ambiente ajuda.
Luz mais baixa, silêncio, rotina previsível.
O equilíbrio começa quando a gente entende que o controle não funciona, mas o contexto, sim.
Com adolescentes, impor raramente ajuda. O que muda é negociar pequenas pausas possíveis: combinar horários, deixar o celular longe da cama, testar um ritual curto de desligamento.
Referências
Cain & Gradisar (2010); Exelmans & Van den Bulck (2016); Kuhn et al. (2019); Turel et al. (2018); Montag et al. (2021); Hale & Guan (2015); Carter et al. (2016); LeBourgeois et al. (2017); Hysing et al. (2015); Lemola et al. (2015); Mindell & Owens (2015); Fuligni et al. (2022); Richardson et al. (2023).
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