Ocupação Educadora

Ocupação Educadora OCUPAR PARA GARANTIR! Contra o desmonte da Escola Pública! Pela reestruturação do SEPE! Pela unificação das lutas! O SEPE deve funcionar... pra luta!

Ocupar pra garantir

Passada a eleição para o SEPE, na qual oito chapas apresentaram candidaturas, a Chapa Quente, nº 6, cumpriu um importante papel. Trouxe à baila uma voz sufocada de parte da categoria contra o processo de desmonte da educação pública, já combatido em sucessivas greves. Mas trouxe também um clamor por mudanças na nossa própria organização sindical, que está burocratizada e afast

ada das bases. Fizemos parte da Chapa Quente como independentes, e agora, com a atuação na direção do SEPE Central, de núcleos e regionais, nós nos reunimos enquanto coletivo Ocupação Sindical, justamente para dar seguimento aos princípios do programa da chapa. Entendemos que os demais coletivos que a compunham foram parte fundamental desse processo, e apesar de não estarmos mais reunidos sob uma mesma chapa, vamos continuar a ter uma relação próxima, até pelos nossos compromissos. Manteremos sempre o chamado a camaradas do Comitê de Mobilização da regional 9, do Alicerce (ambos reunidos na nova Frente de Oposição Classista), da CST e do Coletivo Lagos Revolução, para a construção de um campo classista para o SEPE, oferecendo ao conjunto da categoria alternativas às políticas dos grupos majoritários atuais. E entendemos mais: essa eleição pode ser um marco inicial de um processo de mudanças no SEPE. Demais forças no sindicato também apostaram em renovação, outros grupos minoritários da esquerda também têm demonstrado interesse nas mudanças. Ademais, as duas greves passadas nos deixaram em uma posição difícil, mas o ímpeto de quem se levantou em 2013 e 2014 não sumiu. Aprendendo com nossos acertos e erros, devemos voltar a ocupar o nosso sindicato, as nossas escolas, no combate ao desmonte da escola pública – e para isso a organização sindical é a única saída. Sabíamos, desde o início, que a ocupação de cargos na máquina burocrática seria uma tática ousada, com grandes riscos e potencialidades. Mas, se o fazemos, é para assumir a responsabilidade de dar respostas aos anseios de mudança que nossa categoria tanto exprime, e que entendemos que podem ser contempladas pelo nosso programa. O que mais se fala é que o sindicato não funciona, que as assembleias são intermináveis e confusas, que o jornal ou o site não são o que se espera, que certos setores do SEPE não atendem à categoria... Entendemos que é preciso botar o sindicato para funcionar – mas sempre com o foco de mobilizar a categoria contra os ataques dos governos a nós e à própria educação pública. Viemos, portanto, para denunciar a falta de transparência, para evitar golpes e manobras, para trazer essa voz sufocada de parte da categoria, e mesmo para melhorar as relações com os próprios funcionários do sindicato, que acabam no meio de um fogo cruzado. Mas viemos, sobretudo, para propor políticas, articular novas ações, abrir espaço para demais militantes fora dos quadros da direção. Atuar em um sindicato não é o mesmo que atuar no Estado, especialmente no SEPE, que pode ter inúmeros problemas, mas têm uma história de lutas. Uma política classista, portanto, deve sempre levar em conta que o sindicato é um espaço político da classe trabalhadora, devendo-se buscar sempre a situação de luta política em que se encontra a classe para pensar a posição do sindicato. E agora, mais do que nunca, está claro que o ataque à educação pública se dá justamente na opressão sobre o nosso trabalho. A Escola Pública está sendo desmontada – a ideologia do controle sobre o nosso trabalho

É muito importante ter em vista um horizonte estratégico para não se perder em disputas nos espaços políticos. E nosso horizonte maior aponta para os projetos dos governos para a área da educação pública. Por todos os estados do Brasil, nas três esferas de poder, os projetos para a educação têm apontado sempre para a perda da autonomia e controle do trabalho. Desde o estabelecimento de metas quantitativas, de avaliações externas e pagamento de bônus – que visam controlar nossas salas de aula e subornar profissionais da educação para que reprovem menos – ao fim das eleições para as direções escolares e na ideologia gerencial das secretarias, vemos um mesmo intuito. Esse mesmo processo ocorre com a Reestruturação das escolas na rede municipal , e nas seleções para cargos de coordenação, orientação e direção que têm ocorrido na rede estadual, fracionando e subornando parte de nossa categoria com cargos e gratificações. Nos projetos de lei ‘Escola sem Partido’, que visam o controle ideológico; nas parcerias com instituições privadas; nos projetos de escolas diferenciadas, também com suas gratificações; no impedimento da organização de estudantes, ou nas iniciativas de fazer com que os grêmios estudantis sejam ‘parceiros’ das direções...
São diversas frentes, mas todas partes de um mesmo quadro: o desmonte da escola pública e o controle do nosso trabalho. Essa escola – onde profissionais entravam por concurso, e depois tinham a sua autonomia garantida, fossem quais fossem as suas ideologias e origens sociais, desde que atuando sob parâmetros éticos e profissionais; onde as direções e equipes pedagógicas eram eleitas pela comunidade escolar; onde a comunidade ao redor podia encontrar até mesmo um espaço de organização; onde a organização política de estudantes era estimulada – essa escola pública está sendo literalmente desmontada. No lugar dela, estão criando uma imensa fábrica de índices de aprovação e de qualidade do ensino, onde apenas se ensina a fazer provas, inviabilizando-se o debate político, desde a sala-de-aula até mesmo ao próprio momento de planejamento pedagógico. E não existe luta mais importante para nós, nesse momento. O papel do SEPE na conjuntura atual

Vivemos tempos conturbados. Afora todo o peso da crise política e econômica, dos fantasmas reacionários que estão se tornando reais, não podemos negar que a consciência da necessidade das lutas sociais está aflorada – em diversas partes do mundo, inclusive. Para quem milita desde o período do refluxo dos anos 90, pós-queda do Muro de Berlim e do bloco soviético, quando se instaurou a ideologia que nega alternativas ao capitalismo, é bem sensível a retomada da consciência e das lutas, assim como do ímpeto de se pensar em novas formas de organização, mesmo com todos os tropeços. Porém, ao menos no que tange ao campo da educação pública no Rio de Janeiro, esse período pode ser o momento preciso de uma virada histórica. Mesmo diante de todo o quadro de dificuldades por que passamos, dentro e fora de nossas escolas e de nossos sindicatos, o momento histórico nos colocou tarefas pesadas, mas que temos todo o poder de enfrentar. Nosso sindicato tem uma história e é referência no cenário nacional. Não foi a toa que a greve de 2013 foi um dos grandes movimentos que conseguiu sair das jornadas daquele ano confuso, em que todos os campos políticos tentaram pautar as ruas, sem conseguir. O SEPE não conseguiu pautar, também, mas a greve de 2013, mesmo com todos os seus problemas, mostrou como as ruas podem ser tomadas por um projeto político claro: a negação da política educacional dos governos atuais. É preciso que esse sindicato apresente novamente um horizonte estratégico de lutas. O cenário político atual está clamando por alternativas. Nossos eixos de atuação:

Somos um coletivo plural, temos diferenças entre nós. Mas isso não impediu que ficássemos unidos, pois definimos claramente nossos eixos principais de atuação:

A luta contra o desmonte da Educação Pública e o controle do nosso trabalho

A reestruturação de nosso sindicato, apontando para uma gestão mais aberta

A inserção do SEPE no contexto maior das lutas sociais no Rio de Janeiro e Brasil

14/03/2026
28/02/2026

🌧️🤝 Campanha de Solidariedade – SEPE Rio das Ostras e Casimiro de Abreu

As chuvas intensas atingiram Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, deixando famílias em situação de vulnerabilidade. Neste momento difícil, a solidariedade da nossa comunidade é fundamental.

A partir de segunda-feira (02/03), o SEPE inicia a arrecadação de doações.

📍 Local de entrega:
Sede do sindicato
Alameda Casimiro de Abreu, 292, 2º andar, sala 08
Nova Esperança – Rio das Ostras

📞 Informações: (22) 99999-0426

🛒 Estamos arrecadando:
Alimentos não perecíveis
Água potável
Roupas e agasalhos
Artigos de higiene
Colchões (inclusive infláveis)
Ração para animais
Fraldas
https://www.instagram.com/p/DVRlhTgEduN/?igsh=dzdwNGV2bXhrOWRz

15/01/2026

⚠ O Sepe vê com assombro a confirmação da suspensão de verbas do FUNDEB no Estado do Rio de janeiro por culpa do descaso e da irresponsabilidade do governador Cláudio Castro. Castro, que já provou diversas vezes para a categoria que não gosta e não tem nenhum compromisso para com a escola pública e os profissionais e alunos que nelas trabalham e estudam, desta vez ultrapassa os limites do razoável e por não cumprir o calendário do Novo FUNDEB e criar o chamado Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Educacional (ICMS Educacional) no prazo determinado pela legislação aprovada no Congresso em outubro de 2020, levou o Ministério da Educação e o da Fazenda a publicarem a exclusão dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro da divisão do VAAR (Valor Aluno Ano Resultado).

O VAAR é uma complementação financeira da União ao FUNDEB e é uma das inovações do Novo FUNDEB. Ela não é automática e funciona como um incentivo para redes de ensino que demonstram melhoria na gestão e resultados educacionais, focando na redução das desigualdades entre diferentes grupos (raça, renda, etc.). Ele premia a evolução na aprendizagem e atendimento escolar, com base em condicionalidades e indicadores de desempenho, diferente das outras complementações do FUNDEB que são mais automáticas.

A sanção foi publicada no dia 29 de dezembro de 2025 e já vale para o ano de 2026, com uma perda estimada no valor de R$ 117 milhões. Se o impasse persistir, a previsão é de que, em 2027, as perdas totais atinjam a cifra de R$ 700 milhões em dinheiro que poderia ser investido na melhoria e valorização do magistério e da educação dos alunos fluminenses.

Deste modo, Cláudio Castro, que já se sobressaía entre os demais governadores por ser um dos que pagam um dos menores pisos salariais do país, agora passa a ser o governante do único estado brasileiro que não aprovou o ICMS Educacional até hoje e, portanto, o responsável pela verdadeira hecatombe que desabará sobre os municípios neste ano, já que os recursos provenientes do FUNDEB são uma importante fonte de recursos para as prefeituras gerirem as suas redes escolares municipais.

Um dos princípios que norteiam o Novo FUNDEB, aprovado em agosto de 2025 no Congresso, após muita luta dos educadores contra as manobras do então governo Bolsonaro para atacar o Fundo Nacional da Educação Básica, é o chamado ICMS Educacional. Trata-se de um adicional concedido a estados e municípios que alcançarem melhores índices de gestão educacional e reduzirem as desigualdades. O prazo dado para os estados se adaptarem às novas determinações foi de dois anos, a partir de 2020.

Segundo o governo federal, dois anos depois da criação do Novo FUNDEB, em 2022, somente Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda não tinham aprovado o ICMS Educacional em seus legislativos. Mas Minas Gerais, que chegou a perder recursos do Fundo em 2023, corrigiu o problema e ficou regularizado em 2024. No Rio de Janeiro um projeto chegou a tramitar na Alerj - Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e não vingou e o estado teve que garantir a manutenção dos repasses do Fundo na Justiça. A pandemia foi utilizada como um dos motivos para a não promulgação da nova lei.

Assim, apesar das determinações do novo FUNDEB e dos alertas e da ameaça de corte dos repasses, nada foi feito no Rio de Janeiro. No ano passado, em outubro, a Comissão Intergovernamental de Financiamento do FUNDEB (CIF) fez um alerta para o problema e a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro - Seeduc RJ apontou uma perspectiva de solução do problema até o dia 15 de novembro do mesmo ano.

Dessa maneira, como podemos verificar agora, tanto o govenador como a ALERJ e a SEEDUC se mantiveram omissos e a Educação em todos os 92 municípios do estado sofrerá as consequências de tamanha falta de compromisso e descaso do governo do Estado.

O Sepe lembra que o Estado do Rio de Janeiro se encontra em penúltimo lugar no IDEB (26º lugar), um dos principais índices de aferição do FUNDEB em relação ao rateio das verbas oriundas do ICMS Educacional. O governador Cláudio Castro tem feito uso de políticas midiáticas e superficiais para tentar mascarar o fracasso da sua política educacional. Como exemplo da implantação de medidas deste tipo, tivemos agora no final de 2025 a questão da implementação da aprovação automática como tentativa desesperada e midiática do govenador para sair dos últimos lugares do IDEB.

O sindicato convoca a categoria a se manter atenta e pronta para continuar lutando contra este governo e seus ataques e omissões no que diz respeito à Educação pública, gratuita e de qualidade e à valorização dos profissionais que trabalham nas escolas das redes públicas no estado do Rio de Janeiro.

21/11/2025
24/10/2025

*Nota à População e à Categoria: A Greve é Legítima e a Luta Continua!*

A decisão do Desembargador Ricardo Couto de Castro de decretar a ilegalidade da greve, e ameaçar com descontos salariais e multa diária ao sindicato e seus diretores não nos surpreende. Era uma resposta esperada de um governo que, historicamente, se nega ao diálogo.

Em momentos difíceis é muito importante destacar o histórico de nossa luta.

Desde que o atual prefeito tomou posse, o Sepe tenta abrir caminhos de diálogo. Protocolamos um total de 09 ofícios pedindo audiência, todos sem resposta do executivo municipal.

No dia 10/07/2025 realizamos uma assembleia online, com boa participação da categoria, que diante das constantes negativas de negociação aprovou o estado de greve.

Apenas no mês de maio fomos recebidos pela secretária de educação, Marcele Mattos, que infelizmente mostrou um grande desconhecimento de nossa pauta, por diversas vezes protocolada e amplamente divulgada e debatida com a categoria ao longo dos últimos anos, além de mostrar pouca autonomia para tomar decisões sem a presença do prefeito. Foi pedido prazo até o mês de agosto para respostas e uma possível nova reunião com a prefeitura.

Passado esse prazo e mais uma vez não havendo resposta por parte do executivo municipal, realizamos uma nova assembleia no dia 10/09, em que definimos uma greve de 24 horas no dia 01 de outubro, no sentido de cobrar uma audiência de negociação com o prefeito. É muito importante destacar este ponto para demonstrar que estamos lutando, neste momento, apenas para abrir uma mesa de negociações com o executivo municipal, e este se nega constantemente a receber a entidade representativa dos e das profissionais da educação.

Além disso, apenas a aprovação da data de nossa greve fez a prefeitura se movimentar e encaminhar para a câmara dos vereadores um projeto de lei incluindo (sem reconhecer o tempo de trabalho desde a data da posse) 15 dos 16 cargos da educação que estavam fora do nosso PCCV, mas ainda excluindo nesse processo o cargo de Auxiliar de Creche.

Na greve de 01 de Outubro, o procurador da cidade, depois de muita pressão da categoria, com quase 1000 pessoas na porta da prefeitura, nos informou, por e-mail, que no dia 23 de outubro, finalmente, teríamos nossa reunião com o prefeito, às 10 horas da manhã. A categoria entendeu que seria importante uma nova greve neste dia para mostrar seu grau de insatisfação, seu apoio e legitimando a comissão que participaria desta reunião.

Fomos, então, surpreendidos que, no dia e horário marcados pela administração municipal, os portões da prefeitura estavam trancados. Nenhuma justificativa foi dada. Simplesmente ignoraram os trabalhadores e trabalhadoras da educação de Rio das Ostras e também de outras categorias do serviço público da cidade que se somaram ao nosso ato.

Neste sentido consideramos absurda a decisão da prefeitura de judicializar, sem nenhuma negociação prévia com a categoria, nossa greve. Esta atitude só demonstra o caráter autoritário e antidemocrático da atual administração que não cumpre nem mesmo a própria palavra.

Queremos deixar claro: não vamos arredar o pé! Seguiremos firmes na luta pelas pautas da categoria! O belíssimo ato de ontem foi apenas mais um, de muitos que virão.

A batalha agora se dará em duas frentes: nas ruas e na Justiça. Nosso departamento jurídico já atua para garantir na esfera judicial a reposição de quaisquer valores descontados. Os diretores deste sindicato e, a entidade como um todo, não irão se acovardar diante de multas ou intimidações. Nossa greve é justa, legal e cumpriu todos os ritos necessários.

Convocamos toda a categoria a intensificar o diálogo com a sociedade. É fundamental conversar com as famílias, com os colegas de trabalho e com os responsáveis pelos alunos, explicando como as condições precárias de trabalho influenciam diretamente no adoecimento dos profissionais, que sofrem assédio, até mesmo por adoecer. Falar abertamente sobre a nossa realidade é a nossa maior arma.

Nossa luta é justa, e não aceitaremos a criminalização do nosso movimento!

Seguiremos mobilizados, cobrando o que é nosso por direito!

O Sepe somos nós, nossa força e nossa voz.

https://www.instagram.com/p/DQMtN6QEUDm/?igsh=MXM0NjM0MDFkNmxwcQ==

23/10/2025

Endereço

Rua Campo Do Albacora, Nº 75 - Loteamento Atlântica
Rio Das Ostras, RJ
28890-000

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