28/06/2017
EFEITO MOZART, O QUE É ?
Tudo começou quando, em 1991, Dr. Alfred A. Tomatis afirmou que a música de Mozart é benéfica para melhorar problemas como dislexia, deficit de atenção, autismo e dificuldades motoras. Embora tenha sido o primeiro a usar o termo “Efeito Mozart”, ele nunca afirmou que ouvir esse compositor aumenta a inteligência, que é como o termo se popularizou.Em 1993 os pesquisadores Rauscher, Shaw e Ky realizaram um estudo; eles dividiram universitários em três grupos. Um grupo ouviu uma sonata de Mozart (Sonata para dois pianos em Re Maior), outro grupo ouviu música relaxante e o terceiro ouviu silêncio. O resultado do experimento foi que houve um aumento do raciocínio espaço-temporal nos estudantes que ouviram Mozart.Popularmente, as pessoas interpretaram esse resultado como: “a música de Mozart te deixa mais inteligente”. Em 1997, Don Campbell escreveu um livro (“The Mozart Effect: Tapping the Power of Music to Heal the Body, Strengthen the Mind, and Unlock the Creative Spirit”) em que afirma que ouvir Mozart aumenta temporariamente o QI e produz diversos outros benefícios mentais. A seguir, escreveu outro livro (“The Mozart Effect For Children” – O Efeito Mozart para crianças) em que afirma que ouvir essas músicas desenvolve a inteligência e criatividade das crianças.Essa teoria para crianças foi muito bem aceita, tanto que em 1998 o governador da Georgia, Zell Miller, gastou 105.000 dólares em um projeto que dava um cd de música erudita para cada bebê recém-nascido. A “sabedoria popular” foi mais além e algumas pessoas começaram a recomendar as músicas para grávidas, pois as 60 batidas por minuto de algumas das músicas coincidiriam com as batidas do coração do feto e isso teria efeito positivo sobre ele.Além das questões de raciocínio e inteligência, um estudo feito em 2007 mostra que a música de Mozart ajuda a controlar crises epilépticas. Esse estudo cita também outros compositores como Bach.