21/01/2022
Em tempos de intolerância, é extremamente importante reforçamos o combate à injustiça e qualquer tipo de preconceito. O dia de hoje, serve para alertar as pessoas sobre o problema da intolerância gerado pela desrespeito às diversas crenças existentes no mundo.
É sempre bom lembrar que somos um país laico, ou seja, o Estado Brasileiro não possui uma religião oficial, como acontecia até a Proclamação da República. Isso não significa que somos um país laicista, que é contrário à religião, mas que todas as expressões religiosas devem ser igualmente respeitadas e protegidas, assim como a opção de não ter nenhuma religião.
🤔 Como surgiu a data?
Há 20 anos, a Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum, faleceu em decorrência de um ataque motivado por intolerância religiosa. O atentado teve como alvo o terreiro de Candomblé, Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã em Salvador (BA). Em homenagem à Iyalorixá, a data foi instituída como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Segundo as estatísticas, a maior parte das vítimas de intolerância é composta por adeptos de religião de matriz africana. Os católicos (64,4% dos brasileiros) registram 1,8% das denúncias de intolerância, e os protestantes (22,2% da população) registram 3,8% das denúncias. Ao mesmo tempo, os adeptos de religiões de matriz africana (candomblé, umbanda e outras denominações), que, juntos, representam 1,6% da população brasileira, também representam cerca de 25% das denunciantes de crimes de ódio e intolerância religiosa.
Todos juntos, lutemos e exercitemos o direito de defender as nossas convicções e cosmovisões religiosas ou não religiosas, mas façamos isso com respeito e amor aos outros. Isso sim é liberdade. Isso sim é civilidade, justiça e diversidade! ❤