15/07/2026
O final do corredor se transformou em um verdadeiro Hipermercado com frutas de verdade, carrinhos de brinquedos, pulseiras, anéis de plástico, lápis, borracha, elástico e enfeites de cabelo, óculos de festa e uma linda livraria. Com cestinhas em mãos e caixa registradoras, os alunos foram desafiados a gerenciar um orçamento de R$46 reais (cédulas impressas R$ 2,5,10,20 e moedas de R$1,00) expectativa era palpável: o que daria para comprar com aquele valor? Ao iniciarem as "compras", a primeira reação foi de observação dos itens e valores. Andando pelas prateleiras improvisadas, pensando no custo final. Foi aí que a magia da aprendizagem aconteceu. Ao chegarem ao caixa, o momento da verdade: a soma dos preços superou, em muitos casos, o limite dos 46 reais.
A reação mudou instantaneamente para uma concentração profunda. "Quanto custa isso? E se eu
tirar este item?, perguntavam. Vi rostinhos sérios, decidindo entre
um item que queriam muito ou dois menores que somados cabiam no bolso. A caixa registradora,
com seu som característico, tornou-se o centro de negociações sobre valores e escolhas.
No final, a satisfação de conseguir realizar a compra dentro do limite estabelecido foi evidente.
Mais do que apenas adquirir produtos, as crianças aprenderam, na prática, que o
dinheiro é um recurso finito e que cada escolha traz uma renúncia. Foi um momento de vivência
real, onde a economia deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma habilidade palpável do dia a dia.