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Barracão Fantoche e CIA
A ESCOLINHA BARRACÃO FANTOCHE & CIA reabrirá em FEVEREIRO/2012. Não percam!
Por enquanto estamos apresentando Teatro de Sombras - peça: "O RATINHO CIDADÃO E UM SONHO DE NATAL NA AMAZÔNIA" - Dia 14/12 as 20hs - Teatro Hélio Melo.
16/04/2020
Breve estarei em nova residência em Canoa Quebrada. Poderei iniciar uma nova fase. A meta é que antes de 1 ano estaremos produzindo com a participação da comunidade com Reciclagem, Teatro de Bonecos e de Sombras e muita leitura com brincadeiras
Janet Marion Chernela, nos conhecemos em 1982, quando eu fiz 19, aliás, foi exatamente no meu aniversário. Você me presenteou com um cartão postal da Big Aplle. Nos vimos depois apenas, talvez, duas ou tres outras vezes mas foram contatos tão significativos que ainda hoje parece que o tempo não passou. Nossa amizade é uma delícia.Compartilho essa publicação para que vc possa saber o que andei fazendo no Acre durante longos, incríveis e inspiradores, desafiadores 30 anos . Atualmente moro em Natal,mas jamais deixarei de estar ligada e lutar pela Amazônia, esse continente imenso, cheio de singularidades.
12/10/2017
Novo impulso na parceria do Barracão com a Comunidade Caminho do Sol
Ozi Cordeiro sua vida e a história do Barracao são quase uma só. Agora vou iniciar o capítulo sobre como eram as atividades com o público que apostou na escola. Foram amigos e conhecidos que levaram seus filhos ao Barracão. Confiaram e creio que não se arrependeram : Jane Maria Vilas Bôas, Tânia Vasconcelos, Iris Tavares, foram as mais presentes por anos. Minha gratidão a elas. Aguardando depoimentos.
História de Meninos do Acre
Barracão Fantoche, era uma vez um espaço para o sonho e a infância a oeste do Brasil
Vou começar de algum ponto, pois bem sei que essa história sempre vai nos remeter a um fato anterior que não pode ser negligenciado. Contar a história de uma Escola de Arte no Oeste do Brasil, no Acre, vai nos fazer abrir bastante esse leque. Sei que poderei me alongar, mas jamais me perder. O Barracão Fantoche está bem sedimentado na minha memória e ainda encontra aquela dose de esperança pulsando, na expectativa de que ele finalmente seja encampado pelas mãos que preparam o futuro.
Minha primeira vinda ao Acre foi numa viagem de teatro. Nessa época, 1982, eu estava com 19 anos e já estava cursando Letras. Gostei muito daqui e passei a passar todas as férias (84, 85, 86) ou dava um jeito de vir em algum Congresso de Teatro ou algo afim. Nascida em Eirunepé, creio ter me identificado com a cultura local. Era como se em outra vida eu tivesse deixado aqui uma missão. Não esperei concluir o curso em Manaus. Mudei-me em 1987.
Recebi toda acolhida pela família Farias e claro, pela família da Edunyra. Fui me empenhando cada vez mais na área de Arte Educação, que já havia iniciado em Manaus com algumas montagens de Teatro com jovens nas Mostras de Teatro Estudantil da Seduc/Am.
Fiz alguns trabalhos em instituições como SESI,SESC e colégios particulares mas sempre ficava uma convicção de que precisava ter meu próprio espaço se quizesse trabalhar seriamente com Arte Educação, sem as distorções ignominiosas a que são submetidos os professores de arte Brasil afora.
O primeiro impulso para me alçar independente veio com a maternidade. Não me sentia bem deixando minha filha o dia inteiro numa creche, perdendo a oportunidade de cuidar e lhe dar o melhor na fase mais determinante na vida de um ser humano. Saí do Sesi em 94.
Comecei a desenhar um espaço de Escola de Arte num galpão cedido pelo Colégio Moderno, da família da Edunyra. Mas os sonhos grandes vêm acompanhados de grandes obstáculos.
Em agosto desse mesmo ano, sofri um grave acidente e passei todo o ano e inicio de 95 num hospital.
Ainda em 95, reiniciei as atividades. Agora, o galpão do Colégio, que havia sido desmontado, para dar espaço às ampliações do mesmo, e a Edunyra me cedeu a madeira, construiu um outro, menor, onde dei início a essa magnífica caminhada de proporcionar a muitas crianças e jovens de Rio Branco as mais diversas vivências pelo mundo mágico da Arte Educação.
Gostaria de fazer algumas reflexões antes de falar cronologicamente da Escola. Creio que já estão situados, vcs que estão interessados nessa história. Como seria bom se pudéssemos unir o público e o privado em algumas áreas. Nesse país, essas duas áreas se confundem muito bem quando se trata de golpes espúrios, de apropriação indevida de corrupção mesmo. Passei muitos anos tentando fazer da história da arte educação aqui no Acre, uma história de parceria nesses dois setores.
Quando eu ainda acreditava na mudança que as esquerdas tanto propalavam, sempre estava em busca de algum gestor que pensasse numa via onde a Arte Educação fosse acionada de forma decisiva numa grande ação. Antes de sofrer o acidente, eu estava realizando o Projeto Mala de Laitura na Secretaria Municipal de Cultura( esse projeto foi iniciado no Sesi, sob a orientação de um primo da Jane Vilas Boas, Maurício....que tinha criado a ideia e implantado na ilha do Bananal (MT).
Aguardava o momento que realmente seríamos acolhidos com a atenção merecida. Esperava que chegasse o dia, quando os gestores precisassem de ferramentas de melhor qualidade na área da Educação, que nossa equipe estaria apta a disseminar os núcleos de leitura pelos bairros de Rio Branco. Mas esse dia nunca chegou e hoje sabemos os verdadeiros motivos de não chegar....
CONTINUA NA MINHA PAGINA OZI CORDEIRO
Muito contente com a possibilidade de reativar atividades no Barracão com as crianças e com apoio de uma vizinha que está se formando na área da educação. O tempo é um senhor caprichoso.
27/07/2017
Caixinha de papelão com papel reciclado. Ana Lucia Abrahim ainda essa semana sai o texto sugerido por vc. Gostaria também de contar com alguns depoimentos de pessoas que foram parte dessa história. Jane Maria Vilas Bôas, Tania, Iris Tavares, Thales Vasconcelos(marque sua mãe por favor) Mayara Bichara, E muitas outras que espero venham voluntariamente. Fiquem à vontade, inclusive para falar sobre os problemas, até porque eu passei uma fase complicada (sequelas do acidente) e que não fossem vcs, talvez eu tivesse fracassado.
Pra quem ainda não sabe; tenho uma chacara no Acre e há anos trabalho como arte educadora na comunidade. Parceiros serão bem vindos no novo Brasil que surge dessa lavaçao
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