18/04/2026
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Livros e Publicações Autorais
Uma página dedicada aos leitores cujo objetivo é levar informações sobre novos livros editados e publicações sobre diversos temas do cotidiano.
18/04/2026
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Lauro Fontes Canal Prof° Lauro Fontes
18/04/2026
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Lauro Fontes 6 likes. "Vestígios Dela"
NINGUÉM VIRA JACARÉ
Por Lauro Fontes
Lá na beira do igarapé,
num vilarejo esquecido,
vivia um tal de Zé
desconfiado e sabido;
dizia que essa vacina
era invenção de bandido.
Zé jurava pra vizinha,
com convicção na voz:
“Quem tomar esse negócio
vira bicho feroz!
Já ouvi dizer por aí
que nasce escama depois!”
O povo ria meio sem graça,
mas tinha quem acreditasse,
pois mentira quando espalha
vira verdade e se alastre;
e o medo, quando é grande,
faz a razão dar desgaste.
Foi quando dona Maria,
mulher de muito saber,
chamou Zé num canto e disse:
“Deixe disso, homem, e vê:
vacina salva é a vida,
não tem por que temer.”
“Ninguém vira jacaré,
isso é história inventada;
o que vira é o descuido
quando a doença é largada;
quem não cuida da saúde
paga conta atrasada.”
Zé coçou a velha barba,
ficou meio sem jeito,
viu que o medo que carregava
não tinha muito respeito;
era mais falta de rumo
do que verdade no peito.
Criou coragem num dia
e foi lá se vacinar;
saiu vivo, saiu rindo,
sem escama pra mostrar;
só ganhou foi mais saúde
e vontade de contar.
Hoje Zé bate no peito,
com orgulho do que é:
“Vacina salva é a vida,
não tem conversa qualquer;
e quem ainda duvida
não tá pensando de pé.”
11/04/2026
https://youtu.be/AwhHyKqbLqw?si=f59i5lMsGKzBzS12
Lauro Fontes Cangaceiro do Tempo
O TEMPO EM MIM
Por Lauro Fontes
Não tenho pressa. O tempo, esse velho conhecido, anda comigo pelas ruas desertas onde o homem esqueceu o próprio nome.
Sou o tempo que ficou nos olhos de quem sonhou e não partiu, sou o instante que não passa, sou o amanhã que ainda dorme em mim.
Não o tempo apressado das máquinas, mas o tempo que escuta o vento, que vê na queda da folha o milagre da permanência.
O homem, coitado, pensa-se finito, esconde sua eternidade sob o medo. Mas eu o vejo um clarão no barro, uma faísca de Deus.
O caos é apenas um ensaio do mal, uma máscara frouxa da noite. A fé, quando acende, é um sol que não se apaga.
E eu, com as mãos que o tempo não cansou, ainda as estendo, como quem oferece ao mundo um pouco do eterno que me habita.
A "OPERAÇÃO CONTENÇÃO" havia sido vazada. Isso é muito sério. 🙋🤔
O MÉTODO DA CRISE PERMANENTE
Por Lauro Fontes
Os acontecimentos recentes, do episódio de 8 de janeiro de 2023 à chamada “operação contenção”, não estão desassociados. São manifestações distintas de um mesmo método: a política da crise permanente.
Vivemos sob um sistema que aprendeu a transformar o caos em estratégia. Onde deveria haver mediação, há manipulação; onde deveria haver Estado de Direito, há o império da exceção legitimado pela retórica da segurança e da democracia.
O 8 de janeiro foi mais do que um dia de vandalismo e desordem institucional. Foi o ponto de virada de uma narrativa cuidadosamente construída: a de que somente um poder centralizado, vigilante e sem contestação pode proteger a nação de si mesma. Um golpe às avessas, não contra o Estado, mas em nome dele.
Da mesma forma, a “operação contenção” repete a fórmula: violência legitimada, corpos transformados em símbolos, e um discurso oficial que se alimenta do medo para reforçar a própria autoridade. O sistema se autoproduz por meio da catástrofe que diz combater.
Nos rostos dos que comandam o método, vê-se o mesmo traço de satisfação: o êxito de quem não busca apenas conter o crime, mas controlar o imaginário coletivo. Afinal, o poder mais absoluto não é o que reprime, é o que define o que é o mal, quem é o inimigo e quando o medo deve começar.
16/05/2025
______ESCOLHEMOS MUITO MAL
O curioso caso dos vereadores de Rio Branco
Na campanha, batem de porta em porta pedindo uma chance para servir ao povo. Prometem mudança, humildade, compromisso. Sentam no sofá, tomam café, fazem súplicas como se fossem mártires da política. Mas basta assumir o mandato para muitos se converterem em cúmplices de prefeitos e prestadores de serviços, fechando os olhos para os interesses da população. O que era promessa vira negociata. O que era esperança, vira falcatrua. A cadeira que deveria representar o povo se transforma em balcão de negócios.
No episódio do empréstimo aprovado às pressas, na surdina, o trombone não isenta nenhum. Nada justifica. Nem mesmo as oportunas ausências à sessão. A população foi enganada, mais uma vez.
Até quando?
PROJETO LEITURA
OBRA: A CRISE DO MUNDO MODERNO
AUTOR: RENÉ GUÉNON
CAPÍTULO: O CAOS SOCIAL
PARTE 7 DE 7
PROJETO LEITURA
OBRA: A CRISE DO MUNDO MODERNO
AUTOR: RENÉ GUÉNON
CAPÍTULO: O CAOS SOCIAL
PARTE 6 DE 7