Rodrigo Fenner

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Mestre e doutorando pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. Autor do livro "Musculação: a revolução antienvelhecimento".

Photos from Rodrigo Fenner's post 21/12/2019

Última aula da pós graduação em Biomecânica do treinamento resistido funcional e corrida no ano de 2019!! a todos os alunos e professores que participaram e acreditaram nesse projeto!! Fechamento com chave de ouro com um super de aula sobre agachamento com o professor !!

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Photos from Rodrigo Fenner's post 20/12/2019

Na era da Internet, o uso constante de telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos podem desencadear alterações posturais em um grande número de pessoas. Uma das complicações mais encontradas da vida mecanizada atual é a síndrome da cruzada superior (SCS), que refere-se a um padrão específico de desequilíbrio muscular, cujo padrão postural caracteriza-se pelo aumento da lordose cervical, anteriorização da cabeça, ombros arredondados e alteração da posição escapular. De fato, Janda descreveu a SCS para introduzir o efeito da repercursão muscular da posição da cabeça em anteriorização (Magee, 2013). A anteriozação da cabeça resulta na diminuição da eficiência biomecânica dos elementos não contráteis da coluna cervical e faz com que os músculos do pescoço aumentem sua
atividade para proporcionar estabilidade. Foi demonstrado em pessoas com anteriozação da cabeça e ombros arredondados uma atividade elétrica de trapezio superior (TS) aumentada e serrátil anterior (SA) diminuída. A atividade reduzida do SA está associada a uma redução no controle escapular nos estados estáticos e dinâmicos. A atividade reduzida do SA é compensada pelo aumento da atividade do TS. Esse aumento da atividade da TS aumenta a inclinação anterior da escápula e eleva-a, levando a uma diminuição do espaço subacromial, aumentando a probabilidade de patologia no ombro. Os músculos flexores profundos do pescoço desempenham um papel fundamental na manutenção postural e se encontram fracos em indivíduos com a cabeça anteriorizada. Por outro lado, há um excesso funcional no TS, esternocleiodomastóideo (ECM) e elevadores da escápula que podem aumentar a força de cisalhamento e a carga compressiva na coluna cervical . Os exercícios corretivos foram relatados como um dos métodos mais eficazes para restaurar função, otimizando o sincronismo entre força e flexibilidade entre pares antagônicos.
Assim o estudo de Arshadi et al. (2019) avaliou 8 semanas de exercícios de alongamento (30 segundos com 5 segundos adicionais a cada semana), fortalecimento e estabilização em 30 homens com SCS, em três sessões progressivas semanais com duração de 50 minutos, comparando com um grupo controle. Passe para o lado para ver os exercícios →
A atividade eletromiográfica do TS, trapézio médio (TM), trapézio inferior (TI), SA e ECM foram registrados antes e após o protocolo. No final o grupo de intervenção obteve atividade basal do SA aumentada, do TS e SCM diminuídas, bem como diminuição das razões TS / SA e TS /I, mostrando que exercícios corretivos podem repercutir na melhora dos desequilíbrios funcionais musculares em indíviduos com SCS.

R. Arshadi et al. / Physical Therapy in Sport 37 (2019) 113e119

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Photos 18/12/2019

A tendinopatia patelar passa por um espectro de fases. A tendinopatia reativa começa como um agente não inflamatório como resposta a um tendão que se encontra extremamente sobrecarregado gerando um espessamento para resistir a um aumento de carga. À medida que ocorre uma sobrecarga contínua, ocorre o aumento da deposição de proteoglicanos no tendão que continua a engrossar, oriundo de matriz mais desorganizada. Tendinopatia degenerativa com excesso de desagregação da matriz e morte celular real em certas áreas do tendão ocorrem na condição mais crônica.

A TP está associado à dor na parte inferior da patela, devido a função repetitiva do quadríceps e do complexo tendão patelar. A TP tende a ser dose dependente e é exacerbada pelo uso excessivo, especialmente dos extensores do joelho e geralmente não se apresenta em estado doloroso em repouso.

Atividades que armazenam e liberam energia do tendão patelar são as mais dolorosas, como agachamentos profundos, saltos e aterrissagens.

O tratamento bem sucedido é altamente dependente do correto diagnóstico da condição do joelho, pois muitas vezes a TP pode apresentam características semelhantes à dor patelo femoral: inflamação do coxim de gordura infrapatelar, tendinopatia do tendão do quadríceps, plica sinovial e comprometimentos condrais patelares.

Vários fatores podem contribuir para o aparecimento da TP incluindo fraqueza ou atrofia muscular, postura do pé, controle motor diminuído e mecânica de corrida defeituosa. Diminuição de força e/ou atrofia no quadríceps, gastrocnêmio e abdutores do quadril são observados na TP. Esses déficits podem levar ao aumento da tensão no tendão devido à dependência de estruturas passivas em vez de ativas.

A fraqueza também pode levar a tensão focal no tendão devido a distribuição de força desigual. Evidências que apóiam o papel da postura do pé e do TP são conflitantes. Estudos analisaram a altura do arco com TP e apresentaram resultados variados.

Em termos de mecânica e treinamento de corrida, os sujeitos com TP tendem a pousar com um joelho mais rígido e podem utilizar um estratégia de extensão do quadril em vez de flexão do quadril na aterrissagem. Uma frequência maior e indivíduos iniciantes também são fatores que predispõe TP.

As progressões dos exercícios terapeuticos devem iniciar com isometria para fortalecimento e consequente alívio da dor. Terapia manual e mobilizacão tissular também são recomendados. Exercícios excêntricos também se demonstram eficazes, e maiores estudos devem ser realizados para aviliarem os efeitos da oclusão vascular nessa população.

Ann Transl Med 2019;7(Suppl 7):S249 | http://dx.doi.org/10.21037/atm.2019.04.08

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Photos 18/12/2019

A síndrome da banda iliotibial (SBIT) é também uma das mais comuns causas de lesão de excesso de treinamento em corredores. Uma revisão sistemática publicada no American Journal of Sports Medicine estimou uma incidência de até 12%, sendo o acometimento mais comum na parte lateral do joelho.

Com relação a etiologia da SBIT, existem duas teorias. A primeira que há um compressão anormal na banda distal na inserção no periósteo sobre o epicôndilo lateral causando a dor lateral no joelho. Essa é uma área abundante em tecido adiposo, vasos, nervos e corpusculos de Pacini. A segunda teoria seria que a fricção da parte posterior da banda iliotibial inflama pela trajetória sobre o epicôndilo lateral do fêmur na direção ântero posterior com a flexão de joelhos.

Fatores comuns para o diagnóstico da SBIT são dor e inchaço na lateral da articulação do joelho. A dor é reproduzida quando há uma extensão do joelho de 90° a 30° em um ponto de maior compressão no epicondilo lateral do femur. Essa condição pode ser observada no Teste de Compressão de Noble.

Estudos anteriores demonstraram associação entre a fraqueza de abdutores (glúteo médio e as fibras superiores do glúteo máximo) em corredores com SBIT. Análises biomecânicas também demonstraram um aumento da adução do quadril, rotação interna do joelho e rotação externa do fêmur em mulheres com SBIT comparadas com um grupo controle. Em homens, um aumento da adução de joelhos e rotação interna de quadril foram encontradas.

Diversos estudos associam a fraqueza de abdutores de quadril com a SBIT em corredores, sendo o fortalecimento deste grupo essencial para melhora nos quadros de dor e função. A fraqueza dos abdutores é responsável pela perda do controle ocasionando rotação interna do quadril em cadeia fechada. A ênfase do controle excêntrico desse grupo muscular é vital pois a tensão na banda iliotibial é maior na fase de desaceleração.

Um aumento na cadência também pode ser recomendado, pois o estudo de Heiderscheit et al. Mostrou uma redução na adução e no momento de rotação interna em até 10% o que poderia atenuar a tensão na BIT.

Os exercícios terapeuticos devem considerar cadeias cinemáticas abertas e fechadas, treinos pliométricos além de uma reeducação neuromuscular.

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Photos from Rodrigo Fenner's post 16/12/2019

O joelho é área mais acometida por lesões em corredores. As três principais lesões são síndrome da dor patelo femoral (SDPF), sindrome da banda iliotibial (SBIT) e a tendinopatia patelar (TP).

Nessa sequência de três postagens, irei abordar a SDPF e posteriormente os outros dois tipos de lesões mais comuns em corredores de acordo com a revisão dos autores Mellinger & Neurohr (2019). Deslize para o lado para ver a referência.

SDPF é a condição mais prevalente em corredores, com início gradual com dor anterior retro patelar quando o joelho é exposto a forças de sobrecarga e compressivas. A SDPF tem uma prevalência de 19-30% de corredoras do s**o feminino e 13-25% do masculino. A hipótese da dor patelo femoral é um mau posicionamento da patela no sulco troclear, havendo contribuição do mau alinhamento dos membros inferiores, desequelíbrios musculares, déficits de flexibilidade, hipermobilidade patelar, mecânica precária da corrida e excesso de atividade (treinamento).

Alguns fatores relacionados ao mau alinhamento: anteversão do colo do femur, geno valgo, joelho em hiperextensão, tíbia vara e pronação dos pés. O alinhamento patelar, formato e a congruência articular também são fatores de predisposição a dor.

Com relação aos desequilíbrios musculares tanto a discrepância de força entre as fibras oblíquoas do vasto medial (VMO) e o vasto lateral, banda iliotibial e retinácula lateral na articulação do joelho, quanto o décrescimo de força excêntrica de abdutores e rotadores externos do quadril, podem aumentar as forças compressivas da patela no sulco troclear na corrida.

Com relação a flexibilidade, o déficit de flexibilidade de flexores de quadril e quadríceps, além dos músculos da banda iliotibial e isquiotibiais colaboram para um aumento da compressão patelar.

Com relação a mecânica da corrida, indivíduos com maior SDPF tem uma maior desnivelamento pélvico na corrida e um consequente aumento da força de reação do solo.

Oa deficits biomecânicos podem ser avaliados em atividades funcionais como agachamentos, agachamentos unilaterais, descida do step (step down), marcha e a corrida propriamente dita.

Outros fatores também mostram estar associados a SDPF como excesso de treino, tempo de recuperação inadequado entre os treinos, tempo de sono insuficiente, nutrição inadequada.

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Photos 12/12/2019

A síndrome do impacto no ombro (SIO) consiste na condição mais comum de dor no ombro e um problema músculo-esquelético persistente. Pesquisas sugerem que a função do ombro está relacionada à postura torácica, mas não se sabe se a postura torácica está associada a SIO.

O objetivo do estudo de Hunter et al. (2019) foi investigar se existe uma relação entre a SIO e a postura torácica. Foram avaliadas a postura da coluna torácica de 39 participantes com SIO e 39 controles pareados por idade, s**o e braço dominante. Foi utilizada a medida do ângulo de Cobb modificado a partir de uma radiografia lateral em pé. A amplitude de movimento torácico (ADM) também foi medida por meio um inclinômetro. As diferenças entre os grupos foram comparadas usando te**es t. A relação entre postura torácica e ADM torácica foi determinada com regressão linear.

Participaram 20 mulheres e 19 homens com SIO (idade média de 57,1 anos, DP 11,1) e 39 controles pareados por idade, s**o e braço dominante (idade média de 55,7 anos, DP 10,6). Indivíduos com SIO apresentaram maior cifose torácica e extensão torácica menos ativa. A maior cifose torácica foi associada a menor ADM de extensão (ou seja, mais flexão ao tentar extensão total).

O estudo porém cita como limitações o fato de apresentar dados transversais que podem demonstrar apenas associação e não causalidade. As medidas radiográficas e as medidas do inclinômetro não foram cegadas. Os indivíduos com SIO apresentaram maior cifose torácica e menor ADM de extensão do que os controles saudáveis ​​de idade e s**o. Esses resultados sugerem que os terapeutas podem considerar abordar a coluna torácica em pacientes com SIO.

Phys Ther 2019 Dec 11.

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Photos 11/12/2019

A inserção combinada dos tendões dos músculos sartório, grácil e semitendinoso, cerca de 5cm distalmente da porção medial da articulação do joelho, forma uma estrutura que se assemelha a membrana natatória do ganso, por isso anatomistas denominarem pata de ganso, ou do latim, pes anserinus. São músculos flexores do joelho e tem um ação secundária na rotação interna da tíbia, protegendo o joelho contra rotação e um estresse em valgo.

A bursa anserina, chamada também de bursa intertendinosa, é uma das 13 bursas ao redor do joelho e se localiza abaixo do pes anserinus e geralmente não se comunica com a articulação do joelho.

A distinção entre bursite e tendinite anserina é clinicamente difícil, devido a proximidade dos tecidos, porém não é significante, pois o tratamento é o mesmo para ambas as condições. Pela dificuldade de distinção do diagnóstico entre bursite ou tendinite, o termo síndrome anserina é utilizada para caracterizar o quadro.

A síndrome tem sido evidenciada em corredores de longas distâncias e em portadores de diabetes mellitus em grandes proporções.

A etiologia inclui também traumas, retração da musculatura posterior da coxa, exostose óssea, irritação da plica suprapatelar, lesão do menisco medial, pé plano, geno valgo, infecção e reação a corpo estranho.

O diagnóstico pode ser baseado nos sintomas como dor na face medial do joelho ao subir e descer escadas, sensibilidade a palpação na área da inserção e inchaço local. Para diagnóstico diferencial é utilizado exame de imagem.

A síndrome anseriana é mais frequente em mulheres com sobrepeso e artrite de joelhos. Acredita- se que a síndrome ocorra mais em mulheres pela pelve mais larga, com resultante angulação do joelho, impondo mais pressão na inserção da pata de ganso.

O tratamento se baseia no repouso e crioterapia para casos agudos. A utilização de um travesseiro entre as coxas ao dormir pode ser indicada. A perda de peso é obrigatória se a obesidade estiver presente. Tratamento de condicões associadas como desvio de joelho, pé plano e controle do diabetes não podem ser esquecidos.

O exercícios devem ser prescritos seguindo as etapas da fisioterapia, principalmente os alongamentos dos músculos que os tendões formem a pata de ganso. Os alongamentos podem promover uma redução importante da tensão sobre a bursa anserina.

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CISTO DE BAKER

O cisto de Baker, ou cisto poplíteo, mostra-se como um aumento do volume na região posterior do joelho. Estes cistos foram descritos pela primeira vez por Adams em 1840, mas se popularizaram pela descrição de Baker em 1877. Baker descreveu primeiramente que a formação do cisto decorre de acúmulo de líquido na bursa do tendão do semimembranoso, havendo comunicação entre este e a articulação, contudo, com fluxo de líquido em um sentido único, em direção ao cisto, limitado por uma válvula. Após a descrição de Baker, diversos estudos descreveram os cistos poplíteos e observaram a localização do mesmo entre a cabeça medial do músculo gastrocnêmio e o tendão do semimembranoso.

O cisto de Baker na infância é raro e muitas vezes descoberto por acaso e sem antecedentes traumáticos. Nos adultos, há associação com lesões intra-articulares, sendo as mais frequentes as lesões meniscais (menisco medial 82% dos casos e lateral em 38%) e a osteoartrite.

Pacientes com cisto de Baker referem a presença de massa ou tumorização na região posterior do joelho, podendo causar dor e sensação de pressão na região posterior do joelho em adultos, os sintomas geralmente são mais intensos na extensão de joelhos durante a realização de atividades físicas. Na maioria das vezes as queixas clínicas não se relacionam ao cisto, mas ao problema associado a ele (lesões meniscais e osteoartrite).

Ocorrendo a rotura do cisto de Baker, o quadro consiste em dor abrupta e intensa na região posterior do joelho e panturrilha. O quadro é confundido com trombose venosa profunda, pois em ambos os casos ocorre aumento do volume e empastamento da panturrilha.

O tratamento geralmente deve ser direcionado à patologia intra-articular. O cisto em si, na maioria dos casos, não demanda tratamento e tende a regredir após o tratamento da lesão associada.
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Rev Bras Ortop. 2011; 46(6):630-33

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A modalidade de dança do estilo Hip Hop está se tornando cada vez mais popular sendo realizado em uma variedade de ambientes e fundido com outros estilos de dança.

Existem poucas pesquisas sobre esse estilo de dança principalmente relacionando a incidência de lesões mais prevalentes. Assim, o objetivo do grupo de estudos de Jubb et al. (2019) foi registrar e avaliar os padrões e diagnósticos de lesões de dançarinos de hip hop que se apresentaram em uma clínica de lesões de dançarinos no Royal National Orthopaedic Hospital (RNOH) em Londres durante um período de 5 anos.

Dos 800 pacientes que compareceram à clínica, 73 (28 homens e 45 mulheres) se identificaram como dançarinos de hip hop. A idade média desses dançarinos foi de 26,1 anos (± 6,59 anos). A maioria era profissionais (49%), seguido por alunos (31,5%).

O local mais comum de lesão foi o joelho (36%), seguido pela coluna lombar (19%) e tornozelo e pé (15%). O local da lesão parece ter sido influenciado pelo sub-estilo de hip hop que o dançarino executou.

Houve diferenças de gênero nas lesões no joelho; dançarinos do s**o masculino apresentaram predominantemente lesões meniscais (45%) e dançarinas do s**o feminino principalmente dor femoropatelar (60%).

Todas as lesões lombares estavam no nível L5 / S1. Esses resultados são comparáveis ​​a estudos anteriores que investigaram lesões em dançarinos de hip hop. São necessárias mais pesquisas para explorar a etiologia da lesão, desenvolver medidas de prevenção de lesões e aumentar a conscientização sobre as complexidades da lesão nessa população de dança.

J Dance Med Sci 2019 Dec 15; 23(4):145-149.

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Photos 05/12/2019

A disfunção femoropatelar (DFP) é uma das desordens mais comuns no joelho, tendo como sintomatologia dor difusa na face anterior do joelho, geralmente ao longo do aspectro medial da patela, podendo também ser diagnosticadas dores retropatelar e na face lateral. Alguns sinais que podem estar presentes no quadro são: crepitação patelar, edema e bloqueio articular.

Esses sintomas ocorrem devido a alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, que se exarcebam em atividades como descer/subir escadas, sentar por longos períodos, agachar ou ajoelhar, resultando em aumento na compressão femoropatelar.

A etiologia da DFP não está totalmente esclarecida, porém pode estar relacionada com alterações biomecânicas , destacando-se os desequilíbrios estáticos (mau alinhamento patelar, aumento do ângulo Q, patela alta ou baixa, pronação subtalar excessica, rotação tibial, anteversão femoral, joelhos valgos ou varos, encurtamento do retinácula lateral, isquiotibiais e do tracto iliotibial). Já o desequilíbrio dinâmico se deve a uma desproporção de forças entre os músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral, que altera a cinemática patelar e colabora para o aumento das forças de reação e compressão femoropatelares.

Com relação a escolha dos exercícios, os realizados em cadeia cinemática fechada (CCF) apresentam vantagem por gerarem cocontração de agonistas/antagonistas, proporcionando maior estabilização articular, menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando força de compressão tibiofemoral e reduzindo a forças compressivas femoropatelares perto da extensão. Além do mais a propriocepção é um fator que influencia na seleção desses exercícios, pois acredita-se em um feedback mais eficiente graças as forças de compressão do corpo e o contato com o pé no chão, além da reprodução de movimentos mais comumentes executados no cotidiano (funcionalidade).

Dentro os exercícios em CCF, o agachamento é considerado o mais seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da cocontração do quadríceps e isquiotibiais, porém não devem extrapolar 50° de flexão, para não gerar excesso de força e pressão na articulação femoropatelar.

Fisio Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72

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TURMA 2020 - INSCRIÇÕES ABERTAS -

Photos 04/12/2019

Fascite Plantar (FP) consiste na causa mais comum de dor na área plantar dos pés e rigidez principalmente durante o período da manhã. Alguns estudos relataram alguns fatores de risco para a FP como limitada dorsiflexão da articulação do tornozelo, excesso de uso, IMC elevado, baixa absorção de choques e postura dos pés. A limitada dorsiflexão da articulação do tornozelo pode ser ocasionada pela rigidez dos músculos do tríceps sural é relatada como causa primária da fascite plantar, assim o tratamento fisioterapeutico tem se baseado na mobilização articular e em exercícios de alongamento para melhorar a amplitude de movimento (ADM) da articulação do tornozelo, contudo, os estudos de Van Leeuwen et a. (2016) e Pollack et al. (2018) não observaram relação direta entre a PF e limitada ADM do tornozelo.

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Sendo que a FP está associada com a má postura dos pés, alguns exercícios de fortalecimento são direcionados para correção de uma excessiva pronação/ supinação, porém esses exercícios podem acarretar em um estresse nos tecidos moles e na FP. Estudos recentes tem demonstrado uma correlação entre um baixo arco plantar (pronação) e um arco plantar elevado (supinação) com a fraqueza de músculos abdutores do quadril, já que os mesmos exercem uma importante função na biomecânica dos membros inferiores.

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Os músculos abdutores do quadril contribuem para estabilidade postural nos planos sagital e frontal, para a biomecânica da marcha e estabilidade do tornozelo, incluindo a função de dissipar o pico de pressão no calcanhar e antepé, e a sua fraqueza pode resultar pode ocasionar um excesso de função na musculatura flexora plantar, o que pode aumentar consideravelmente a carga na fascia plantar.

O estudo de caso Lee et al (2019)mostrou melhoras na associação do fortalecimento dos músculos do abdutores do quadril, em uma voluntária com o arco plantar elevado e dores nas regiões do calcanhar, lombares e pélvicas após 3 meses de intervenção, com desaparecimento do desconforto em um ano de seguimento. Assim recomenda-se fortemente na terapia da FP investigar fraqueza dos músculos abdutores do quadril e prescrever exercícios de fortalecimento para aliviar a pressão/carga nos pés aliviando sintomas e melhorando a biomecânica dos membros inferiores.
(Lee et al. Medicine (2019)98:26)
PÓS GRADUAÇÃO EM BIOMECÂNICA DO TREINAMENTO RESISTIDO, FUNCIONAL E CORRIDA

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