05/12/2019
A disfunção femoropatelar (DFP) é uma das desordens mais comuns no joelho, tendo como sintomatologia dor difusa na face anterior do joelho, geralmente ao longo do aspectro medial da patela, podendo também ser diagnosticadas dores retropatelar e na face lateral. Alguns sinais que podem estar presentes no quadro são: crepitação patelar, edema e bloqueio articular.
Esses sintomas ocorrem devido a alterações estruturais ou biomecânicas da articulação, que se exarcebam em atividades como descer/subir escadas, sentar por longos períodos, agachar ou ajoelhar, resultando em aumento na compressão femoropatelar.
A etiologia da DFP não está totalmente esclarecida, porém pode estar relacionada com alterações biomecânicas , destacando-se os desequilíbrios estáticos (mau alinhamento patelar, aumento do ângulo Q, patela alta ou baixa, pronação subtalar excessica, rotação tibial, anteversão femoral, joelhos valgos ou varos, encurtamento do retinácula lateral, isquiotibiais e do tracto iliotibial). Já o desequilíbrio dinâmico se deve a uma desproporção de forças entre os músculos vasto medial oblíquo e vasto lateral, que altera a cinemática patelar e colabora para o aumento das forças de reação e compressão femoropatelares.
Com relação a escolha dos exercícios, os realizados em cadeia cinemática fechada (CCF) apresentam vantagem por gerarem cocontração de agonistas/antagonistas, proporcionando maior estabilização articular, menor carga de cisalhamento anterior da tíbia, aumentando força de compressão tibiofemoral e reduzindo a forças compressivas femoropatelares perto da extensão. Além do mais a propriocepção é um fator que influencia na seleção desses exercícios, pois acredita-se em um feedback mais eficiente graças as forças de compressão do corpo e o contato com o pé no chão, além da reprodução de movimentos mais comumentes executados no cotidiano (funcionalidade).
Dentro os exercícios em CCF, o agachamento é considerado o mais seguro e efetivo graças ao efeito estabilizador da cocontração do quadríceps e isquiotibiais, porém não devem extrapolar 50° de flexão, para não gerar excesso de força e pressão na articulação femoropatelar.
Fisio Mov. 2011 jan/mar;24(1):167-72
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