12/02/2022
A música afeta o funcionamento do cérebro e são comprovadas alterações fisiológicas, tais como alterações no ritmo cardíaco, respiratório e elétricos cerebrais.
A música tanto afeta o cérebro como é afetada por ele, já que composições e interpretações musicais são frutos de planejamento, criatividade, sentimentos e inteligências, funções desempenhadas pelos lobos cerebrais, principalmente lobos frontais e pré-frontais.
Música, cognição e aprendizagem.
Segundo Antunha (2010), o início da experiência musical infantil é através da captação sensório – motora das vibrações atmosféricas que o cercam, as cantigas de ninar, as tonalidades dos sons que vão marcar sua vida adulta.
A sensação musical começa na criança com uma emoção de prazer puramente auditiva, a qual evolui integrando-se aos outros analisadores: táctil-cinestésico, visual e motor, compondo assim esquemas amplificadores que envolvem regiões integrativas do cérebro, desde a cóclea até as áreas pré-frontais, aí incluída a participação subcortical do hipocampo-memória, bem como os centros límbicos de recompensa: amígdala, septo e nucleus accumbens, facilitadores da produção de neurotransmissores como a dopamina, serotonina, noripinefrina e endorfina... (ANTUNHA, 2010 p. 238)
À medida que funções cognitivas vão se desenvolvendo no individuo, melhora-se a percepção musical, pois as percepções não é somente sensório-motora, mas passa a envolver outras sensações táctil-cinestésica, visual e motora.
Ilari (2003) traz o conceito de inteligência musical e diz que esta “pode ser definida como a capacidade de percepção, identificação, classificação de sons diferentes” (Antunes, 2002 et al Ilari, 2003). A inteligência musical incluiria também execução, canto, movimento composição, ou seja, o fazer música. A partir dos 3 anos de idade a criança já deve ser estimulada através de canto dança e jogos musicais, pois as áreas do cérebro que dominam a coordenação motora já permitem execução musical (Antunes, 2002 et al Ilari, 2003).