Parteria Urbana

Parteria Urbana

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Cursos com bases em evidências científicas e nos preceitos da humanização do parto e nascimento, tanto no âmbito hospitalar como domiciliar.

Uma mulher com gestação de baixo risco pode ter como ambiente para dar à luz a sua própria casa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece o domicílio como um local adequado e seguro para o nascimento, em função dos bons resultados obstétricos e por favorecer o resgate da fisiologia do parto, desde que seja opção da mulher e que ela e sua família recebam um cuidado seguro no momento do parto.

Grupo Cefapp - Centro de Formação, Aperfeiçoamento Profissional e Pesquisa - Sede: 81 3221.9354... 15/07/2016

Capacitação em Parteria Urbana 2016 - Turma 5
Quando o coração bate mais forte no peito por um projeto que transforma realidades.

Ajuda a (re) construir profissionais, a reverem suas práticas, a terem contato com as melhores evidências no atendimento a partos e nascimentos e estágio em atendimento ao parto domiciliar planejado.

Possibilita acesso a partos dignos pelas mulheres / famílias, nascimentos com respeito e amor.

Já é a quinta edição

Grupo Cefapp - Centro de Formação, Aperfeiçoamento Profissional e Pesquisa - Sede: 81 3221.9354... "Fiz o curso de Punção Venosa com as Professoras Girlene e Raphaela, é incrível a forma como elas nos passam o conteúdo. Valeu muito a pena. "

Photos 06/05/2016

Olha que lindeza!!

Convite aberto! Vagas limitadas e gratuitas...esperamos vocês!

Em comemoração ao dia da parteira e a semana da enfermagem!

Publico: Profissionais/ acadêmicos/ gestantes
Vagas gratuitas e limitadas!
Inscrições 988134686

06/05/2016

ALUNOS GRADUAÇÃO

NOTÍCIA BOA!!

Segunda edição do Projeto Acolhendo quem Acolhe da UPE em parceria com o Grupo Cefapp Recife e Statera Cursos.


Projeto de extensão que vem contribuindo para a transformação da assistência ao parto e nascimento no CISAM.
Aberto para graduandos de diversos cursos e Instituições de Ensino Superior Público e Privado. Vagas limitadas.
INFORMAÇÕES NO EDITAL.

http://www.upe.br/noticias/1068-upe-divulga-edital-do-projeto-de-extensao-acolhendo-quem-acolhe-2

UPE divulga edital do projeto de Extensão Acolhendo Quem Acolhe UPE divulga edital do projeto de Extensão Acolhendo Quem Acolhe Detalhes 04 Mai 2016 A Universidade de Pernambuco (UPE) disponibiliza o edital do projeto de extensão "Acolhendo Quem Acolhe" do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam/UPE). As inscrições serão realizadas nos dias 25 e 26 d...

Photos 10/12/2015

Finalizando a teoria da Capacitação em Parteria Urbana - Turma 4. Recife/PE

Nesta sexta-feira a queridíssima Juliana da Costa, da Equipe Hanami de Florianópolis/SC, vem trazer sua experiência e as evidências no cuidado à mulher no pós-parto.

Sábado pela manhã Dan Gayoso compartilha todo seu saber sobre métodos não farmacológicos para alívio da dor.

A tarde um encontro sensível com as Parteiras Tradicionais, vem Dôra de Pankararu, D. Prazeres e D. Terezinha de Jaboatão dos Guararapes, D. Edith de Palmares, alunos preparem os lencinhos...as narrativas são fantásticas. Muita força e muito amor.

Para fechar o domingo com chave de ouro Maiana Gomes com todas as suas alquimias para a alma!!

Photos from Parteria Urbana's post 17/11/2015

Neste final de semana teremos o IV Módulo da Parteria Urbana, ministrado por Ana Paula Caldas e Alexandre Coimbra Amaral.

Nos dias 20, 21 e 22 de novembro de 2015!

Photos from Parteria Urbana's post 26/10/2015

Relato de Parto LINDO!!! Vale muito a leitura.

"A Chegada de Maya

Por Waléria Andrade.

Durante a gestação de Maya fomos acompanhadas com muito carinho e dedicação pela Dra. Cinthia Kumoro que desde o primeiro instante apoiou meu sonho em ter meu parto humanizado e me ajudou me presenteando com todo seu cuidado, nela eu confiava, sabia que jamais iria me enganar, sabia que jamais iria “inventar” qualquer tipo de desculpa para marcar uma cesárea desnecessária, estava certa que se corresse tudo bem eu teria meu parto em casa de maneira respeitosa, humanizada e cheio de amor como sonhava. Dra. Cinthia pediu que procurássemos uma parteira chamada Tatiane Frank para nos esclarecer sobre o parto domiciliar. Marcamos pra conversar, eu e José fomos ansiosos ao encontro de Tati. José apoiava minha decisão, fazia questão de me acompanhar em tudo que fosse relacionado a gestação, mas ele não estava confortável com a ideia do parto domiciliar, estava inseguro. Depois de uma tarde conversando com a Tati voltei pra casa radiante de tanta felicidade, estava certa do que queria e Tati nos passava muita confiança, José tirou muitas dúvidas e Tati esclareceu tudo, meu sonho seria realizado! Daí então começamos a buscar informações frequentando as rodas DeMáter, nos empoderamos muito, conhecemos todos os prós e contras em ter um parto humanizado domiciliar planejado. Era exatamente isso que eu queria e José já estava confiante, empoderado. Eu não queria hospital, nem médicos, não queria ninguém mandando em mim, me mandando fazer força, colocando ocitocina sintética sem necessidade e fazendo a famosa episiotomia, onde estudos hoje provam que é quase cem por cento desnecessária principalmente depois que já tinha saído a cabeça da minha bebê, como passei quando parir minha mais velha. Dessa vez seria diferente eu queria parir em paz, com amor e respeito… Com 37 semanas fomos pra uma roda de gestantes DeMater durante nossas conversas comecei a sentir contrações dolorosas, Tati me olhava e eu disse que achava que Maya iria chegar. Ela pediu que eu fosse pra casa, descansasse, comesse e se as contrações tomassem ritmo eu ligasse. Chegamos em casa por volta das 22:30h e as contrações estavam vindo, José começou a marcar as contrações e percebendo que tinham ritmo resolvemos ligar pra nossa doula, doce e querida Ludmila e ela se encarregou de ligar pra Tati e veio pra minha casa, Lud chegou rápido logo em seguida chegou a Tati e depois o Gines e a Dani que vieram de João Pessoa para nos apoiar, José se apressava em encher a piscina e aquecer a água. Lud me dava massagens maravilhosas que me deixava mais confortável, eu estava sonolenta e entre uma contração e outra cochilava, até que conseguir dormir e as contrações foram embora, não evoluiu meu trabalho de parto e eu acordei toda chateada porque não parir. Mas Tati conversou me esclarecendo que tudo aquilo era normal e que quando fosse chegada a hora certa de Maya ela iria vir. Deixamos tudo como estava, a piscina no nosso quarto, a nossa cama na sala, porque eu achava que Maya iria vir logo. Mas se passaram mais 15 dias, estava preocupada porque queria parir e Maya não dava sinais, tinha um pavor enorme que me cercava, único medo muito grande que eu sentia era que meu parto não evoluísse natural e que eu precisasse ir pra cesárea, eu tinha pavor só de pensar nessa possibilidade. Então resolvi ler sobre o que eu poderia fazer para apressar as coisas e meu parto evoluir, estava com 39 semanas e 4 dias e sabia que poderia demorar até 42 ou mais, mas minha ansiedade não estava me deixando esperar, eu li que ter relações se***is ajudava, era mais de meia noite da quinta-feira dia 23/10/2014 quando eu acordei com fome, José preparou alguma coisa pra eu comer, fui as pressas tomar banho e resolvi namorar kkkkk…. Se isso apressava as coisas eu estava apressada kkkkk… Ataquei José e depois fomos dormir. Acordei com uma contração forte, olhei pro relógio da cozinha que ficava em frente ao banheiro eram 04:00h resolvi tomar um banho quente pra ver se passava, afinal eu tinha contrações constantemente, mas elas não tomavam ritmo. Fiquei no banho quente por 15 minutos e as contrações não passavam, resolvi acordar José, elas estavam fortes e vindo com frequência. Não queria sair do chuveiro, a água quente me fazia sentir bem, mas quando chamei José ele pediu que saísse do chuveiro caso minha bolsa rompesse eu não iria ver por conta do banho quente. Fui pro quarto e José resolveu marcar as contrações, eu dizia a ele que Maya iria nascer e ele precisava ligar para Tati, as contrações estavam muito constantes e muito intensas, José marcou 7 contrações em 10 minutos. Acordou Thiago (meu enteado) para nos ajudar a encher a piscina, mas eu sabia que não daria tempo… José apressou-se a ligar pra Tati (nossa querida, e amada parteira) e pra Lud (nossa doce e querida doula), Lud estava em outro parto e não pode ir, pediu que Drika fosse em seu lugar. Quando José estava falando com Tati pelo celular eu senti uma contração muito forte e me agachei no chão, senti algo quente descer, pensei que fosse a bolsa que houvesse rompido, mas não foi! Era sangue, um sangue vivo, meu colo se rompeu! e eu decidir ir pro chuveiro novamente, a água quente aliviava minhas dores e era lá embaixo do chuveiro que eu queria estar, minhas contrações estavam muito intensas e eu sabia que Maya estava chegando… José pegou no meu rosto e olhando nos meus olhos me pediu calma, que Maya iria chegar hoje. Eu olhando nos olhos dele respondi “amor, ela vai chegar agora!” Hahahaha… Eu sentia seus sinais, estava conectada demais com meu corpo e queria muito, muito mesmo parir e ver logo a carinha da nossa cria. Fui pro banheiro, liguei o chuveiro e coloquei a temperatura bem quente, pedi que José me desse uma cadeira pois eu queria me agachar e precisava de algo pra me apoiar, fiquei ali agachada e apoiada na cadeira, a cada contração um grito “aaaaaaiiiiiii” um chamado, “vêm Maya! Vêm filha!” E ela veio, obedeceu rápido ao meu chamado, em uma contração eu senti ela descendo e enquanto a cabeça dela descia vinha junto um calor tomando conta do meu corpo e eu sentia o “círculo de fogo” que vinha junto com sua cabecinha. José abaixou-se a olhar por entre minhas pernas, ele viu a cabecinha de Maya e como ele mesmo descreveu “viu aquela cabecinha descendo e girando de frente pra ele”. Eu só ouvia a voz de José mas não lembro em ter olhado pra ele nesse momento, eu estava em outro mundo, um mundo maravilhoso que me fazia transbordar de felicidade, ocitocina pura tomava conta de mim. José depois que viu a cabecinha de Maya por entre minhas pernas tomou um ar de autoridade falando pra mim o que fazer, então ele disse: “amor, a cabecinha dela está aqui amor! Vire pra mim! Vire pra mim amor que eu vou segurar ela” José ajoelhado ao meu lado no box apertado do banheiro com a mão entre minhas pernas na cabecinha de Maya me ajudava a girar com calma pra ficar de frente pra ele, eu estava ajoelhada apoiada na cadeira e José estava preocupado pq estava muito próxima ao chão. Obedeci ao pedido de José, girei devagar pra ficar de frente pra ele e sentia a cabecinha da minha Maya no meio de minhas pernas, e assim que girei já vem ela, a melhor das contrações, a contratação que trazia minha Maya. Eu lembro bem, me agarrei nos ombros de José e dei o último grito “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa” segundo José foi bem extenso esse grito kkkkk…. Era 05:15h quando minha Maya chegou lindamente direto para as mãos do seu papai que estava tenso com medo de não consegui segura-la, mas deu tudo certo e ele aparou nossa pequena e me entregou em seguida, posso sentir um pouco da emoção daquele momento em relatar meu parto. Sentei na cadeira que estava ali embaixo do chuveiro com minha cria linda em meus braços, enquanto a água caia sobre a gente eu à beijava, abraçava, chorava de tanta emoção. Nunca tinha vivido um momento mais lindo e intenso antes, era um prazer tão grande que eu sentia que não acho palavras para explicar. Pedi que José trouxesse uma fralda pra colocar em cima de Maya e ele saiu louco do banheiro, chorando, gritando, passando as mãos pela cabeça e dizendo: “meu Deus minha filha chegou! Em minhas mãos! Que coisa linda meu Deus!” Duda, nossa filha mais velha acordou, eu ainda estava sentada na cadeira do banheiro quando ela apareceu na porta olhando pra mim e eu falei: “olha filha, Maya chegou!” Ela pediu que José limpasse o sangue kkkkk… Thiago nos olhava de longe bem assustado kkkkk… Depois de 5 minutos chegou Tati, Honi (Honiely, parteira linda, uma querida amiga, umas das pessoas mais doce, carinhosa, cuidadosa que já conheci. Ela veio de Cascavel para nos dar todo seu apoio, cuidado e dedicação e fez muito mais que isso) e Dricka. Apesar de terem vindo muito rápido depois da ligação de José, Maya não quis esperar hahahaha… Tati foi atender outro parto, da querida Camila Apocalipse (Uma mulher incrível! Tive o prazer de conhecer ela e seu companheiro Teixeira nas rodas DeMáter). Mas Honi e Dricka ficaram me dando toda assistência e apoio necessário. Maya ficou nos meus braços, quietinha, acolhida, sentindo o calor do meu corpo, mamou na primeira hora de vida e não passou por nenhum procedimento desnecessário. Honi cuidou de mim com muito amor e carinho, serei grata eternamente a ela por tudo! Eu só iria dar o primeiro banho de Maya no dia seguinte como tem que ser, então Honi, pesou e mediu nossa pequena, nasceu com 49 centímetros e 3,150kg de pura gostosura! Eu me sentia bem, me sentia realizada. Quero agradecer a Deus por ter me abençoado com um parto tão lindo, pela certeza que meu corpo é perfeito e que eu sei parir! Agradeço ao meu companheiro, meu amor, meu marido, amante e amigo, José obrigado amor por sempre me apoiar, por estar ao meu lado em todos os momentos, por todo cuidado, por ser o melhor pai e parteiro kkkkk… Sou grata a equipe DeMáter e ao projeto Parteria Urbana onde nós fomos recebidos e acolhidos com muito amor e respeito, onde nos empoderamos e onde encontramos todo apoio necessário, em especial meu agradecimento vai pra Tati Frank e Honiely Palma. Agradeço a meus pais e minhas irmãs que apesar de nos acharem loucos, respeitaram e apoiaram nossa decisão. E por fim, agradeço a Maya por nos escolher e por me transformar em uma nova mulher. Te amo filha minha!

Pra Eternizar."

Photos from Parteria Urbana's post 20/10/2015

Um lindo Relato de Parto de Chiara

"A CHEGADA DE NAYRÁ

O dia 21 de Abril de 2015 não foi para mim um simples feriado, foi o dia em que minha vida mudou, se transformou de maneira radical…neste dia floresceu a flor mais linda do nosso jardim…Nayrá!
No dia 20/04 conversei com a equipe do trabalho que queria curtir as ultimas semanas de gravidez em casa com meu companheiro e aproveitar praias, cinemas etc (isso era o que tinha planejado...kkkk!).
Estávamos na lagoa de Itapoama aproveitando o feriado de Tiradentes com vários amigos e amigas. Dia lindo de sol e vontade de curtir, eu estava com 37 semanas e 6 dias e pensava que ainda faltava muito para nossa filha nascer (pensava eu!). Quando chegamos na lagoa me joguei logo na água, meu elemento preferido, e comecei a nadar. Me sentia bastante pesada, mas a lagoa estava linda e eu queria ficar mais um pouquinho. Quando sai da água decidi descansar na beira da lagoa, aí comecei a sentir uma dorzinha na barriga...tipo cólica menstrual mas bem mais leve. Tomei uma água e fiquei sentada, em pouco tempo as dorzinhas começaram a aumentar e a ficarem mais intensas...eu respirava fundo e me mantinha bem tranquila conversando com os amigos.
Conhecia aquela dor porque ao redor da 28 semana houve um prodromo, logo tinha me assustado pensando que podia ser um parto prematuro. Liguei para as parteiras e elas me tranquilizaram dizendo que era normal, que nem sempre indica o começo do trabalho de parto e que provavelmente era porque eu ainda praticava capoeira (pratiquei até o final do oitavo mês!) e me aconselharam a tentar desacelerar os ritmos de treinos mas que podia continuar a praticar.
Bom, voltando a lagoa...a dor começou a aumentar, eu dei um passeio sozinha na mata, respirei a fundo e pensei “não pode ser hoje, nada a ver, Nayrá vai nascer no começo de maio... e depois nem tem água em casa(em Olinda existe sérios problemas de racionamento e falta d’água)...essa dor deve ser o pródomo mesmo...de boa!”. Voltei para o grupo pensando que a dor iria embora e eu poderia curtir o resto do feriado com os amigos...
Nada disso!!! A dor aumentava, eu respirava fundo e sentia a barriga contrair. Chegou a hora de ir embora e meu marido e meus amigos estavam cada vez mais preocupados, eu tranquilizava todo mundo, dizia que eu estava bem e que tudo estava sob controle. Naquele momento dois amigos que estavam presentes, Luca e Juliana, disseram que qualquer coisa podíamos ir na casa deles que havia água, mas eu nem prestei atenção, ainda estava convencida que era somente um falso alarme e que não iria parir naquele dia. No caminho de volta pra o carro atravessamos a mata e aí eu senti uma contração de verdade, então me apoiei a uma árvore e pensei “acho que Nayrá não vai esperar maio não”.
Eram cerca de 17 horas quando começamos o caminho de volta para Olinda...a dor era cada vez mais intensa. Comecei a vocalizar, como tinham sugerido nas rodas e Sauba (meu companheiro) dirigia rápido, preocupadíssimo, falando “Chiara, vamos ligar para as parteiras, você vai parir aqui!!!”.
Eu sabia que tinha que ligar para Tati se tivesse 3 contrações em 10 minutos, então medimos e...tinha 3 contrações em 6 minutos!!!!! Caramba!!!! Tínhamos que chegar em casa, pensei “não pode nascer no carro não...temos que chegar em casa e ...tomara que a água tenha chegado” (tinha planejado o parto na banheira...inocente eu!). Conseguimos chegar em casa, desci do carro e corri para a caixa...que estava seca! Nossa, a casa estava uma bagunça! Podem imaginar depois de 8 dias sem água...consegui jogar uma água no corpo com um balde que ainda restava no banheiro e me sentei na cama, respirando fundo e continuando vocalizar e a dor aumentando...chegou Diana, a minha doula. Me lembro que olhei para ela e já me senti mais tranquila, não tinha preparado quase nada para o parto, ainda não tinha piscina, nem mala pra ir para o hospital, não tinha lavado a roupinha de Nayrá e não tinha separado o material para o parto domiciliar.
Mas agora já era, meu marido pegou uma mochila e jogou algumas coisas acaso, estava muito agitado e preocupado, naquele momento só lembrei de pegar meu documento de identidade e continuei as respirações.
Luca, Juliana e sua filha Árya (que nasceu em casa o ano passado), moravam bem próximos da nossa casa e decidimos ir para lá. Quando chegamos os amigos que estavam na praia estavam conosco, já estavam organizando tudo: tinham preparado a sala no segundo andar da casa onde fiquei e estavam preparando uma comidinha para mim. Luca já tinha inflado a piscina e estava enchendo d’água, quando Tati disse “deixa pra la Luca, não vai dar tempo ela vai parir antes”. Quando subi na sala pedi para Sauba estar comigo, não queria que ele saísse de perto de mim. A dor aumentava, eu controlava ela com as vocalizações. Lembro que Diana ascendeu as velas e pôs a música bem relaxante no fundo, como havia desejado e escrito no Plano de Parto. Aos pouco as parterias chegaram, os amigos iam busca-las na minha casa e traziam na casa de Luca. Cada vez que olhava pra elas me sintia mais forte, mais autoconfiante o sorriso delas me confortava e aqueles olhares amorosos me davam segurança.
Elas mediam minha pressão e o batimento do coração de Nayrá de vez em quando, depois deixaram que Sauba e Diana ficassem perto de mim o tempo todo. Eu ficava sentada na beira do sofá com as pernas bem abertas, a dor ainda era suportável e eu a cada contração abraçava Sauba que olhava nos meus olhos e sorria, se conectando profundamente comigo e nossa piccola.
A dor aumentava e eu tentava mudar de posição, fui na bola, depois sentei na banqueta. Abracei forte Sauba, nos beijamos e senti um prazer quase orgásmico...era a ocitocina que estava sendo liberada em mim, senti uma vibração no meu corpo todo...e a partir daquele momento fui me embora para outra dimensão...a partolândia (como chamavam nas rodas). As ondas chegavam que pareciam tsunames, nem tinha tempo de ir embora uma, que já voltava outra com mais intensidade. Sentei na banqueta e a bolsa estourou...saiu um liquido meio amarelado com bastante mecônio... voltei do transe e pensei “lascou-se...isso não é um bom sinal”, com toda a calma deste mundo as parteiras se aproximaram e mediram o coração de Nayrá, lembro que aquela batida ritmada me encheu de alegria, elas olharam pra mim e sorriam. Sabia que mesmo com presença de mecônio, se o batimento do coração estava regular não tinha com que se preocupar, assim voltei a me entregar a dor, voltei para aquele transe. A cada contração botava a mão na frente da minha va**na, pensado que Nayrá pudesse sair de um momento para outro. Gritava que nem reconhecia minha voz, apertava tanto Sauba que quase cheguei a estrangular ele, ainda bem que ele é capoeirista e circense também, então soube se defender kkkkk! (em seguida os amigos me contaram que todos os vizinhos da rua que escutavam meus gritos estavam nas janelas torcendo por mim!!!!).
Tudo estava indo muito rápido, de vez em quando Diana trazia uma fruta, um suco, lembro que estava com muita sede. Sentia calor, muito calor e pedi para ir debaixo do chuveiro (a energia do momento era tão forte que até o chuveiro elétrico quebrou!), me joguei de baixo do jato de água frio sentada na banqueta, com Diana que massageava minhas costas e Sauba que me segurava. Senti um pouco de alívio mas a dor era extremamente intensa. Senti o “circulo de fogo” queimando minha va**na e prcebi que Nayrá estava chegando, levantei, sai do banheiro e fui para o quarto, chegou uma contração fortíssima e eu senti a cabecinha dela que estava para sair...”meu Deus, a cabeça dela...peguem a banquetaaaaa!!” gritei, voltando da partolândia.
Sentei na banqueta e outra contração chegou...eu chamei minha filha: “Nayráááááááá”. Saiu a cabeça, e como um peixinho, logo o corpinho dela, às 20.39 (as primeiras contrações tinham sido na lagoa as 17horas da tarde!!!).
Nayrá foi amparada por mim e Sauba. Lembro que a botei logo no meu colo e ela chorou, aquele choro de vida...Grazie Grazie, agradeci logo ao Universo por esse presente e começamos todos a rir, eu e Sauba davamos grandes gargalhadas, não tinha lágrimas..só alegria por ter conseguido juntos dar a luz nossa piccola daquela forma tão amorosa, tão respeitosa, tão humana!!!
Que emoção tão forte, lembro do primeiro momento que ela mamou, que maravilha, que sensação gostosa sentir que ela estava logo se alimentando...de mim! Fluiu tudo de maneira tão linda que eu me senti em êxtase, as parteiras respeitaram nossos tempos: Nayrá não saiu de perto de mim, o cordão umbelical foi cortado somente depois que parou de pulsar e foi Sauba quem cortou. A placenta saiu com o tempo dela, demorou um pouco mas saiu graças também as palavras sábias de Juliana, uma das parteiras: “se despida dela Chiara, a Placenta já fez o seu trabalho, agradeça e a deixe sair”. Em seguida a placenta foi enterrada num vaso onde plantamos a planta de Nayrá: uma linda bouganville que a cada dia floresce no nosso quintal.
Nayrá ‘’chegou chegando’’, como se diz, em menos de 3 horas de trabalho de parto ela já estava nos nossos braços, chegou com o tempo dela com muita força, uma explosão de energia deixando mamma e papai sem palavras com o coração transbordando de amor e de felicidade.
Gratidão as forças do Universo e da Natureza para ter nos protegidos nesta passagem,
Gratidão a Nayrá, por ter nos ensinado que o amor não se planeja nem se controla...se acolhe de coração aberto! Grazie piccola por existir e fazer parte das nossas vidas!
Gratidão a Sauba Berg, meu companheiro e amigo sábio, por ter me apoiado nesta escolha do parto domiciliar e por me acompanhar sempre com amor e cumplicidade na cotidianidade da vida!
Gratidão a Diana de los Bosques, a minha doula, por ter me ajudado com sua alegria e suas mãos espertas com massagem e tanto carinho!
Gratidão a toda a equipe da Parteria Urbana: Tatianne Cavalcante Frank, Juliana da Silva Carvalho, Ludimila Cavalcante e Camila Sà e Benevides, as rodas do Demater e da Parteria Urbana, por ter acreditado em mim, possibilitando a realização deste sonho de poder doar a nossa filha um nascimento respeitoso e humanizado no calor dos nosso braços.
Gratidão a Luca Lombardi, Juliana engràcia Melo e Árya, por ter aberto as portas de sua casa para acolher nossa flor e a Lívia, Rodrigo Veràs e Sérgio por ter ajudado nessa corrida contra o tempo na preparação do parto.
E finalmente agradeço a minha família, que mesmo na Itália sempre apoia minhas escolhas, acreditam nas minhas capacidades: minha mãe, meu pai e minhas irmãs estavam presentes naquele 21 de Abril, de longe transmitiam luz e amor para irradiar nosso caminho!"

Photos 20/10/2015

E neste final de semana temos mais um módulo! Que será ministrado por Leila Katz e Tatianne Frank! O III Módulo será dado com o assunto de especificidades fisiológicas da parturição-mulher e bebê, identificando intercorrências/manobras resolutivas e Urgências e Emergências maternas na gestação, parto e pós-parto.

Photos 13/10/2015

Relato de parto de Sil Vieira, muito emocionante!

“Vieste na hora exata, Vieste com a natureza, Vieste a hora e a tempo, Vieste de olhos fechados num dia marcado, sagrado pra mim….Meu amor”
-Quem disse que uma gestação não pode ultrapassar de 40 semanas?
-Quem disse que 1 vez cesária, sempre cesária?
-Quem disse que bebes com circular de cordão não nasce de parto normal?
-Quem disse que mulheres magra e pequenas não podem parir bebes grandes?
-Quem disse que se a bolsa romper, tem que tirar o bebe as pressas?
-Quem disse que toda mulher precisa de ocitocina sintética para parir?
-Quem disse que a ¨dor do parto” é a dor da Morte? Se é que pode ser chamada de dor….
-Quem disse que placenta grau 3 é indicação para cesária?
-Quem disse que é obrigatório toque para acompanhar evolução de trabalho de parto?
Há procedimentos que não devem ser usados de rotina, pois o parto é algo fisiológico…escutei todo tipo de coisa, mas a informação é a base, paciência também e confiança, acreditar no seu corpo e no poder que Deus lhe deu.
Comigo foi assim….no dia em que o Brasil nasceu, dia 07 de setembro, e se tornou independente, nasceu também João Miguel, com 40, 3 semanas, as 9:52 da manhã, 3,700 kg, 52 cm, na água, num parto domiciliar e Nasceu uma nova mulher, independente de mitos e do sistema.
Tudo começou numa tarde de Domingo dia 06 de setembro as 16:00 horas, quando ao me deitar pra relaxar minha bolsa rompeu, confesso que tomei um susto com tanto aguaceiro, mas chamei manasses e me dei conta do que estava acontecendo, afinal estudei muito e me preparei bastante para esse dia, e o estava esperando com toda ansiedade do mundo, foi uma alegria imensa saber que estava chegando a hora. Quero dizer que apesar da preparação para um parto natural, nunca descartei a cesariana necessária em caso de emergência.
Depois que a bolsa rompeu ele esvaziou o quarto das crianças, onde iria montar a piscina e assim o fez, claro que sabíamos que podia demorar, podia demorar horas, dias….no momento estava sem dor, só contrações porem indolores, que já vinha sentindo desde das 30 semanas, liguei para a doula e comuniquei que a bolsa havia rompido e também para equipe que iria me acompanhar, Cida (doula) me disse que estaria vindo para minha casa.
Continuamos a vida como se nada tivesse acontecido, Manassés foi a igreja, pois estava escalado para levar a palavra de Deus, fiquei em casa eu e minha sogra, super tranquilas as 18:00 horas começaram as dores, fracas e pareciam ate cocegas, sim era apenas incômodos, que na verdade já vinha sentindo há uma semana, mas dessa vez vinha pegando ritmo, sempre dava se 15 em 15 minutos, as vezes 10 em 10, eu mesma comecei a monitorar com um aplicativo de celular.
As 20:00 horas Manassés chegou junto com Cida e eles começaram a monitorar junto comigo, as dores foram ficando frequentes, mas bem suportáveis, de 5 em 5 minutos e duração de 40 segundos, durante elas ficávamos em silencio e quando passava voltávamos a conversar e rir, eu pensei: - Nossa, isso dar pra passar de boa!, porém elas iam se intensificando, Cida me propôs tirar um cochilo, e eu consegui cochilar 1 hora. Me levantei, me hidratei, fui para o terraço contemplar a lua, Manassés Vieira me fazia massagens, me abraçava isso me dava muita segurança, ele sempre reversava com Cida. Fiquei na bola debruçada sobre o sofá e também sobre a mesa. Fui para chuveiro, levamos a bola e fiquei lá, água morna nas costas, aliviava bastante a sensação, na verdade queria dormir ali debaixo daquele chuveiro. Quando sai me lembro que troquei o top que estava usando, e dai adentrei num lugar a qual nunca teria conhecido antes porque me foi roubado no parto anterior, nesse momento não me lembro bem oque aconteceu, me disseram que dormi mais 1 hora, então já se era 5:00 da manha…
Chegou Renata (enfermeira/parteira), com aquela simpatia toda, lembro que auscultou os batimentos de Miguel e aferiu minha pressão, tudo ok! Logo depois lembro que Tatiane (enfermeira/ parteira) adentrou o quarto e com muito carinho me deu um beijo na testa,realmente um amor de pessoa. Logo Depois chegou Kezya (fotografa), a conheci naquele momento, tão discreta, que a sua presença lá no quarto não me fazia nem perceber de que tinha alguém me fotografando, obrigado! Logo depois chegou Waglania (enfermeira/ parteira) a qual posso dizer que foi minha segunda doula, sempre tão preocupada comigo.
Entrei na piscina, água quentinha, uma delicia, nesse momento estava sim no lugar chamado PARTOLANDIA, a ocitocina, Hormônio do amor era liberado com toda força, enquanto a endorfina, o Hormônio do Prazer me ajudava a relaxar, foi uma delicia conhecer essa sensação, o ambiente estava calmo, silencioso, escuro, apenas com uma luz fraca, parecia que estava mergulhando dentro de mim mesma, foi incrível, aproveitei cada segundo, pois sabia que ia passar.Manassés entrou na piscina e fez massagens nas minhas costas e aquilo me fazia sentir tão segura e tão amada, pois sabia que ele estava ali me ajudando, orando junto comigo, e buscando a presença de Deus.
Minha sogra, sempre me dando forças em palavras, era a terceira doula. Cida sempre se preocupando passando óleo de lavanda em mim, super relaxante. As parteiras vinham sempre auscultar os batimentos de Miguel para ver como estava o seu bem estar, o nosso bem estar. Recebi carinho de todos, palavras de incentivo, e posso dizer que meu trabalho de parto tem gosto de Sorvete de Delicia de abacaxi, sempre me alimentando, tomando sucos, água, sorvete e frutas, para não desidratar e me manter sempre firme. Durantes as contrações passei a sentir uns puxões, que não era voluntario, era algo que meu corpo fazia e eu me entreguei a isso. Toda vez que vinha uma contração eu pensava que era só mais 1, e que seria menos 1! e na minha cabeça sempre vinha a frase da Musica AGUENTA FIRME, que diz: - aguenta firme não desista, continue a lutar, as lutas e as dores acontecem, mas chega uma hora aonde elas tem seu fim…. E me vinha a palavra do Senhor que dizia; - porque Eu Sou o Senhor teu Deus te tomo pela mão e te ajudo! Eu sabia que Deus tinha me feito pra aquilo, eu sabia que era forte, porque ele me deu essa força, eu sabia que eu era capaz!
As horas se passaram e já era mais de 8 da manha ( acredito) e me perguntaram se eu não queria ir para a banqueta, falei que dentro da piscina eu não saia(kkk) então se eu não fui a banqueta, a banqueta veio a mim, colocaram a banqueta dentro da piscina e eu me sentei, fiquei um tempo nela e confesso que nessa hora eu pensei: -será que eu vou mesmo conseguir? Não pela dor, porque a dor achei o mínimo e sim pela minha impaciência mesmo, Foi quando minha sogra chegou pra mim e sempre dizia: - sim, você consegue, tem muita gente orando por você! Naquele instante na banqueta senti que ele estava descendo e resolvi tocar, sim era a cabecinha dele bem ali , falei que algo estava embaixo e perguntei se era o bebe, Cida me falou: - Sim, é ele! E me disse assim como uma linda flor se abre, deixe-se abrir também! Que palavra Cida, essa frase vai marcar minha vida, assim como você marcou. Sai da banqueta e sentei na piscina, todos estavam no quarto num total de 8 comigo, todos em silencio, o que apenas se escutava era o choro de Manassés, foi algo emocionante, Ninguém interferiu, enquanto trabalhava junto com meu filho, todos assistiam sem intervir na natureza de Deus, já não havia mais dor, apenas o que sentia era o famoso circulo de fogo, eu gritei que estava queimando tudo, mas sabia do que se tratava, que sensação arrebatadora, saiu a cabeça e foi visto que ele estava com o cordão enrolado no pescoço, veio a próxima contração e João Miguel nasceu…
MOMENTO ÚNICO, MARAVILHOSO, O MUNDO HAVIA PARADO E NÓS CONSEGUIDO
…….Tati desfez a circular e ele veio direto para o aconchego dos meus braços, eu gritei, gritei, gritei, tudo que não tinha gritado durante o trabalho de parto, MEU FILHO, MEU FILHO, MEU AMOR! Eu consegui! Nós conseguimos! Ele sugou no primeiro minuto de vida. A emoção tomou conta de todos, Vinícius com o sorriso nos lábios, Manasses chorava que nem uma criança, todos saíram e ficamos ali, nós 3, vendo cada detalhe do presente que Deus tinha nos dado, uma perfeição. Foi perfeito, foi lindo, foi além do que eu podia imaginar. Quero agradecer a Deus e a todos que se fizeram presente neste dia tão especial. Posso te dizer o sofrimento não está no parto e sim nas pessoas que estão ao redor e em como ele é tratado. Meu filho veio de uma maneira linda, sem intervenções, cheio de amor e carinho, não precisei de ocitocina sintética , não levei toque, no ambiente que me sentia segura, no aconchego do meu lar. Infelizmente perdi no primeiro parto por medo da bendita dor e falta de informação, mas digo tudo na vida serve para nosso aprendizado e hoje sou prova viva disso, e muito feliz, pois hoje tenho história pra contar. Hoje tenho 2 filhos lindos, que amo sem medidas, as coisas mais preciosas que o Senhor me enviou, Marcus Vinicius e João Miguel.
Ah quase me esqueci...muitas me perguntam: - e a dor? Sem anestesia? A sociedade está acostumada que a dor é sempre uma experiencia negativa e que devemos evitar. Na dor do parto por ser desconhecida por muitas, elas não querem nem sentir e preferem nem experimentar, pois bem, na minha concepção a dor do parto não é ruim, por mim nem deveria ser chamada de dor e sim de uma sensação intensa que vem como as ondas do mar, algo delicioso e prazeroso de se sentir, sim, falo de coração!
agradeço a Deus, sem ele nada disso teria sido possível. Ana Paula Araújo, que me auxiliou no pre natal, obrigada Ana, por sua simpatia e amor. Dr Suzely Aragão Renato Ramalho, que nos orientou e tirou duvidas na consulta que tivemos com ele, Dr. meu marido saiu outra pessoa depois dessa consulta viu? obrigado! Mikely e Erik que nos ajudou nesse dia, Cida Farias minha doula amada, Waglânia Frreitas, Renata Miranda Correia, Tatianne Cavalcanti Frank, Eneline Gouveia Pessoa, Zeza Vieira minha sogra, Kezya Souza, Isabela Menezes. obrigado gente!"

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