06/08/2024
O transtorno de oposição desafiante (TOD) é um dos diagnósticos neuropsiquiátricos mais polêmicos. Ele está descrito no DSM V (o manual diagnóstico dos transtornos mentais) e é caracterizado por um comportamento desafiador, associado a um humor irritável, que ocorre de modo persistente, trazendo prejuízos a criança e a sua família.
São crianças que perdem a cabeça com frequência, tem dificuldade de respeitar figuras de autoridade, de lidar com a própria raiva, podem acusar os outros com frequência por seus erros, e, em alguns casos, serem vingativos.
A grande discordância que o diagnóstico causa, é pelo fato, de diferente de outros transtornos como o autismo, em que observamos sinais que não são vistos no desenvolvimento típico, o TOD, é caracterizado por características típicas da infância, em uma INTENSIDADE atípica. É semelhante a depressão. Todo mundo sente tristeza em alguns momentos, mas nem todo mundo passará por um quadro depressivo na vida.
O diagnóstico deve ser feito com cautela, por um neuropediatra ou psiquiatra infantil. É importante conhecer bem o comportamento esperado em cada faixa etária para se observar se ele está atípico.
A gravidade do quadro é estabelecida pelo número de ambientes que ela acomete. Se ocorre em apenas 1 (normalidade em casa), é considerado leve, 2 (casa e escola) moderado e 3, grave.
A causa do TOD não é totalmente bem estabelecida, mas é provável que ele ocorra por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
Importante lembrar que o diagnóstico não tem o objetivo de limitar aquela criança e sim, de traçar um ponto de partida para auxílio a família. São crianças que estão em sofrimento e precisam de ajuda.
O tratamento é comportamental, através da terapia feita com a criança e principalmente, do aconselhamento parental. Algumas crianças são mais difíceis de educar do que outras, é importante fortalecer as famílias para que consigam colocar os limites de forma assertiva.
O tratamento medicamentoso é reservado para casos graves, com sintomas muito intensos, ou quando o TOD ocorre em comorbidades com o TDAH.
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