14/09/2019
Espaço onde ocorrem manifestações políticas, local de cruzamento de estações de ônibus e BRT e importante área de circulação do Recife, a praça do tem sua origem nos anos 1920. É bem verdade que onde existe o quartel do Derby já havia funcionado, desde o final do século XIX, o Mercado Coelho Cintra, empreendimento do industrial Delmiro Gouveia, tido como o primeiro “shopping center” do Brasil, pois contava com Cassino, hotel, entre outras atividades. Entre essas atividades, destaca-se o Recreio Derby, às margens do Capibaribe, entre a Capunga e a Madalena, onde as pessoas iam para jogar boliche, bilhar e assistir às regatas. O local também foi palco para a primeira partida de futebol oficial, em 1905, ocorrida no Recife: contra o English Eleven, um time formado pelos funcionários de companhias inglesas instaladas na capital pernambucana.
Em 1924, o mercado, que havia sido incendiado a mando de Rosa e Silva anos antes, foi reformado e passou a abrigar o quartel da polícia militar. Em frente ao quartel, a enorme praça, com colunas em estilo dórico, jarros e espelho d’água. Sua construção marca um período em que houve reformas urbanas no Bairro do Recife e a construção da Avenida Boa Viagem. Planejada aos moldes da cidade higiênica, a praça também tinha por objetivo promover a criação de um novo bairro e atrair novos moradores. Assim, também houve a construção de canais, aterramento de alagados, instalação de trilhos de bondes e abertura de ruas que ligavam a Boa Vista ao novo bairro do Derby. Do bairro da Capunga até o Derby são calçadas ruas e praças foram arborizadas e embelezadas, como o Parque Amorim. Terreno higienizado e valorizado para os novos moradores. Não foi à toa que também houve a construção da Faculdade de Medicina do próximo à Praça (onde hoje é o Memorial de Medicina de Pernambuco - UFPE) e a construção da maternidade do Derby, a primeira do Recife. Mas esta f**a para uma próxima postagem.