Rubro Veio

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"Fonte da vida e da história", este projeto tem como objetivo produzir e divulgar conhecimento histórico sobre Pernambuco.

Photos 16/03/2020

Nascida em Recife em março de 1877, Dona Santa é uma das mulheres pernambucanas que todos deveriam conhecer. Importante nome do carnaval, do maracatu e do candomblé, Dona Santa é um grande exemplo de resistência às perseguições que as manifestações culturais de origem africana sofreram no Brasil, utilizando, inclusive, os ensaios do maracatu para realizar cerimônias do candomblé. Rainha do Maracatu Leão Coroado e, posteriormente, rainha e dirigente do Maracatu Elefante, Dona Santa faleceu em 1962, legando ao Museu do Homem do Nordeste um riquíssimo acervo da Nação Elefante. Tem mais explicações de nos stories. Saca lá!

Photos 16/03/2020

O dia 8 de março vai muito além de flores e parabéns. Ao contrário de outras datas comemorativas, o Dia Internacional da Mulher não tem origem comercial, mas possui raízes históricas bem mais profundas.
De um modo geral, o 08/03 tem origem na luta pelos direitos das mulheres trabalhadoras, que já ocorria desde meados do século XIX e diversos fatos motivaram a criação desta data. Talvez o mais simbólico seja o que ocorreu em 25 de março de 1911, quando mais de uma centena de pessoas, a maioria mulheres entre 14 e 23 anos, morreram no incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York. O incidente revelou as penosas condições nas quais trabalhavam as mulheres, muitas delas imigrantes e pobres. Em 1910, a Internacional Socialista já havia proposto um Dia Internacional da Mulher para marcar a luta pela igualdade de direitos e pelo voto universal para todas as mulheres. Gradativamente essa data comemorativa passou a ser celebrada em vários países até ser oficializada, em 1975, pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional da Mulher. Dois anos depois o dia 8 de março teve seu sentido ampliado para Dia Internacional dos Direitos da Mulher e da Paz Internacional e desde então vários países incorporaram esta data aos seus calendários nacionais.

Pernambuco, berço de diversas revoluções, movimentos culturais e também de resistência, possui uma infinidade de mulheres que nos servem de exemplo em diversas áreas de atuação. Muitas delas foram silenciadas e não chegam a constar nos livros didáticos de História. Como consequência disto, a importância histórica dessas mulheres não é conhecida por muitos. Por isso, neste mês de março, iremos fazer uma série de postagens e stories sobre mulheres pernambucanas! Não deixa de acompanhar!

Arte da maravilhosa

Photos 16/03/2020

Você sabia que a frase “Meu país é Pernambuco “ foi a mais pura verdade há 203 anos atrás? Lutando a favor da liberdade, dos valores republicanos e contra o absolutismo do rei de Portugal , os revolucionários pernambucanos alcançaram a independência e a instalação de uma república. Fato é que se há um estado neste país que possa se orgulhar do seu passado, este estado é Pernambuco. Para além do nosso famoso bairrismo, se hoje desfrutamos de um feriado - Data Magna - é para lembrarmos da nossa história, do nosso vanguardismo e da nossa formação enquanto povo. Nossa revolução foi o único movimento libertário do período de dominação portuguesa que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo de tomada do poder. Fomos independentes e uma República antes mesmo do Brasil se tornar independente. Seja por conta da “ardência natural dos pernambucanos “, como falou o padre Dias Martins, ou por conta do “maligno v***r pernambucano “ , a ideia de revolução em Pernambuco esteve associada ao longos dos séculos à utopia de libertação, seja do colonizador, seja do opressor, representado ora pelo governante, ora pela região Sul, como na Guerra dos Mascates, Revolução de 1817, Confederação do Equador e Revolução Praieira. Viva Pernambuco! Viva o 6 de março de 1817!

Photos from Rubro Veio's post 16/03/2020

Árvore da vida, árvore do mundo ou mesmo árvore cósmica. O , árvore de origem africana, remonta a diversas mitos de criação entre vários povos africanos, e encontrou no Recife diversos locais para existir. Jardim Baobá, nas Graças, o baobá centenário do terreiro do Pai Adão, baobá da Praça da República, bairro de Santo Antônio, talvez o mais conhecido de todos, são alguns dos treze baobás tombados pela prefeitura do Recife. No Brasil, Pernambuco é onde mais se concentram os baobás no Brasil, chegando a mais de cem catalogadas. Reza, inclusive, a lenda que o baobá do livro “O pequeno príncipe” foi inspirado na árvore da Praça da República, em frente ao Palácio do Campo da Princesas. Fato que Saint-Exupéry realmente visitou nossa cidade, mas daí o baobá de “O pequeno príncipe” ser influência recifense talvez seja exagero por nossa conta.
Árvores altas - chegam a atingir trinta metros e ter o tronco com dez metros de diâmetro-, centenárias, testemunhas do passado da nossa cidade, mas sobretudo símbolos de resistência e da presença africana na formação da nossa sociedade, pois acredita-se que as primeiras árvores tenham sido trazidas por sacerdotes africanos e plantadas em locais específicos para o culto das religiões de matriz africana. Marca um amigo nos comentários e convida ele para fazer um tour pelos baobás do Recife! @ Baobá

Photos 16/03/2020

Está viva a polêmica: pernambucano não admite outro conterrâneo torcer para dois times de futebol. Torcer para um time do sul e outro nordestino é coisa de estado que não tem time para torcer. E essa polêmica é reacesa quando o Flamengo está em campo, como foi o caso deste sábado. O Sport Club do Recife, verdadeiro campeão de 1987, tem sua rivalidade com o Flamengo alimentada por vários recursos na justiça, que já reconheceu o Sport como único campeão brasileiro daquele ano. A disputa em torno deste tema se dá pelo fato de em 1987 o campeonato brasileiro ter se dividido nos módulos verde e amarelo. Pelo regulamento, os finalistas (Flamengo, Internacional, Sport e Guarani) de cada módulo deveriam se enfrentar num quadrangular final. Inter e Flamengo se recusaram a cumprir o regulamento, então Sport e Guarani se enfrentaram em 7 de fevereiro de 1988. Jogo vencido por 1-0 pelo Sport com gol de Marco Antônio. Título brasileiro para o rubro-negro da praça da bandeira. Sem discussão.

Photos from Rubro Veio's post 16/03/2020

Enquanto no Père-Lachaise e no Montparnasse, em Paris, estão sepultados nomes importantes como Simone de Beauvoir, Sartre, Baudelaire, Édith Piaf e Jim Morrison, no cemitério Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção, o conhecido Cemitério de Santo Amaro, descansam eternamente Chico Science, Joaquim Nabuco, Conde da Boa Vista e a menina sem nome. As formas como os seres humanos lidam com a morte e também como enterram seus entes queridos variam de acordo com o tempo e com o espaço. O Cemitério de Santo Amaro, por exemplo, teve as obras iniciadas em 1851 quando Pernambuco era governado pelo Conde da Boa Vista. O projeto foi do engenheiro francês Louis-Léger Vauthier e executado pelo engenheiro pernambucano Mamede Ferreira, numa época em que o surto de febre amarela matou tanta gente que não foi possível enterrar tantas pessoas nas capelas e igrejas, como era o costume da época. Assim, o cemitério se traduz numa forma higiênica de tratar os mortos e a própria morte, além de ser um retrato da sociedade pernambucana do século XIX com seus jazigos suntuosos feitos em mármore e decorados com estátuas de variadas formas.
Por abrigar diversas obras de artes e pela sua arquitetura, o tombamento de Santo Amaro foi recomendado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Assim, também se busca promover o turismo cemiterial, tal qual ocorre na Recoleta, em Buenos Aires, e nos dois cemitérios parisienses.
Fontes:
https://issuu.com/cultura.pe/docs/roteiro_santo_amaro
https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia
/2015/11/01/turismo-cemiterial-em-santo-amaro-ja-pensou-nessa-ideia-206078.php
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/cotidiano/2016/11/01/NWS,4691,70,449,NOTICIAS,2190-COM-VARIAS-OBRAS-ARTE-CEMITERIO-SANTO-AMARO-PODE-SER-TOMBADO-FACA-PASSEIO-VIRTUAL.aspx
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=526&Itemid=1 @ Cemitério de Santo Amaro

Photos 16/03/2020

MPF pede que Justiça obrigue Governo a acionar Plano Nacional de Contingência para Acidentes com Óleo. Já são ao menos nove estados do Nordeste atingidos em 140 pontos, de acordo com o Ibama.

Para o Ministério Público Federal, a União está sendo omissa ao protelar medidas protetivas e não atuar de forma articulada em toda a região dada a magnitude do acidente e dos danos já causados ao meio ambiente.

O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, afirma que já colocou o plano em prática.

Causas – Ainda não se conhece a origem do vazamento de óleo. Entre as hipóteses, estão o vazamento de tanque de resíduos de um navio, lavagem de tanques; problema de segurança que teria forçado o lançamento de óleo ao mar para evitar naufrágio de uma embarcação; navio com defeito no separador de água e óleo e naufrágio de navio clandestino.

Plano – O Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) tem objetivo de preparar o País para casos justamente como o que afeta a costa do Nordeste desde o mês de setembro.

O documento, bastante detalhado, descreve responsabilidades, diretrizes e procedimentos para o governo responder a vazamentos de petróleo com foco em “minimizar danos ambientais e evitar prejuízos para a saúde pública”. Texto com informações do MPF e Ibama
Imagens: TV Senado e Pernambuco em Foco

Photos from Rubro Veio's post 25/09/2019

Parafraseando o frevo de Luis Bandeira, podemos dizer que: quem é de fato bom pernambucano já assistiu Bacurau. E se assistiu, sabe que Bacurau é o nome de um pássaro noturno - e que quem nasce em Bacurau é gente. Mas sabia que Bacurau também era o nome da feira onde hoje é o Mercado da Madalena? Inaugurado em 1925 no bairro da Madalena, a construção dos mercados foram representativos do processo de modernização e higienização pelo qual passou o Recife nos anos 1920, principalmente na administração de Sérgio Loreto. Arejados, locais onde a luz natural tivessem acesso e instalação da rede elétrica eram aspectos desta modernização. O Bacurau e seus “casebres anti-higiênicos”, por outro lado, representavam “o visível estacionamento do seu progresso e o desolado aspecto de flagrante decadência que se notavam naquele bairro”, como a Revista de Pernambuco noticiou em agosto de 1925. Acionado o discurso civilizatório, o Mercado foi construído e também a Ponte da Torre e Avenida Real da Torre.
Atualmente, o Mercado é um importante centro de comércio, abriga a feira dos passarinhos e é um local vivo da boemia recifense. Entre cervejas e pratos da culinária pernambucana, o Mercado da Madalena faz parte da história e da memória dos moradores do bairro.
Fontes: NASCIMENTO, Bruno Nery do. Entre a “Mendigópolis” e o “Recife Novo”: reforma urbana, higiene e políticas de saúde para as mulheres no governo de Sérgio Loreto (Pernambuco, 1922 - 1926), dissertação, Revista de Pernambuco e Jornal do Recife (APEJE). @ Mercado da Madalena

Photos from Rubro Veio's post 14/09/2019

Espaço onde ocorrem manifestações políticas, local de cruzamento de estações de ônibus e BRT e importante área de circulação do Recife, a praça do tem sua origem nos anos 1920. É bem verdade que onde existe o quartel do Derby já havia funcionado, desde o final do século XIX, o Mercado Coelho Cintra, empreendimento do industrial Delmiro Gouveia, tido como o primeiro “shopping center” do Brasil, pois contava com Cassino, hotel, entre outras atividades. Entre essas atividades, destaca-se o Recreio Derby, às margens do Capibaribe, entre a Capunga e a Madalena, onde as pessoas iam para jogar boliche, bilhar e assistir às regatas. O local também foi palco para a primeira partida de futebol oficial, em 1905, ocorrida no Recife: contra o English Eleven, um time formado pelos funcionários de companhias inglesas instaladas na capital pernambucana.
Em 1924, o mercado, que havia sido incendiado a mando de Rosa e Silva anos antes, foi reformado e passou a abrigar o quartel da polícia militar. Em frente ao quartel, a enorme praça, com colunas em estilo dórico, jarros e espelho d’água. Sua construção marca um período em que houve reformas urbanas no Bairro do Recife e a construção da Avenida Boa Viagem. Planejada aos moldes da cidade higiênica, a praça também tinha por objetivo promover a criação de um novo bairro e atrair novos moradores. Assim, também houve a construção de canais, aterramento de alagados, instalação de trilhos de bondes e abertura de ruas que ligavam a Boa Vista ao novo bairro do Derby. Do bairro da Capunga até o Derby são calçadas ruas e praças foram arborizadas e embelezadas, como o Parque Amorim. Terreno higienizado e valorizado para os novos moradores. Não foi à toa que também houve a construção da Faculdade de Medicina do próximo à Praça (onde hoje é o Memorial de Medicina de Pernambuco - UFPE) e a construção da maternidade do Derby, a primeira do Recife. Mas esta f**a para uma próxima postagem.

Photos from Rubro Veio's post 03/09/2019

Muitas vezes passamos por esta avenida, sabemos o nome dela mas não conhecemos de fato quem foi ele. Estamos falando de Francisco Rosa e Silva, ou o Conselheiro Rosa e Silva. Durante o período inicial da República Oligárquica, fase da Primeira República no Brasil, o nome que mais simbolizava o poder político em Pernambuco era o de Francisco Rosa e Silva. Um ditado popular muito citado na época era “Quem tem o Rosa tem o norte do Brasil. Se tem o Rosa, ninguém se elege, contra o Rosa ninguém governa”. Esta liderança política chegou a ser chamado na época de “Napoleão do Norte”, participou da tomada de decisões nacionais, foi deputado federal, senador, ministro da justiça no Império e chegou ao cargo de vice presidente do Brasil entre 1898 e 1902. Na política pernambucana, exerceu uma influência incomparável no seu tempo, elegendo, por exemplo, seus aliados como governadores de Pernambuco por quase 20 anos. Para consolidação de tal hegemonia, um dos principais instrumentos de poder era o Jornal Diário de Pernambuco, adquirido pelo Conselheiro Rosa e Silva em 1901, e que, defendia seus interesses. Uma passagem importante deste período é o atrito entre Rosa e Silva e Delmiro Gouveia, investidor que construiu um grande mercado no Recife, espécie de “shopping” da época, e que hoje é o quartel do derby. Devido à disputas políticas entre estes líderes, o mercado foi incendiado a mando de Rosa e Silva. Contudo, este poderio do Rosismo entrou em decadência na polêmica eleição de 1911, quando houve uma interferência do governo federal através da Política Salvacionista, do presidente Hermes da Fonseca, apoiando em Pernambuco a eleição do general Dantas Barreto contra Rosa e Silva. Derrotado, o conselheiro entra em gradual declínio político.

Texto do queridíssimo
Imagens:
Fundaj - Biblioteca Local Físico: 620/83 OR
ANJOS, João Alfredo dos. A Revolução Pernambucana de 1911. @ Av. Rose E Silva

Photos 19/08/2019

Há 10 anos o historiador brasileiro tem um dia para chamar de seu. Foi aprovada, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional do Historiador. A escolha do dia, 19 de agosto, foi feita com o objetivo de homenagear o pernambucano Joaquim Nabuco, nascido na mesma data, no ano de 1849.
Detentor de uma rica formação acadêmica, Nabuco foi historiador, diplomata, político e jurista, porém foi o seu envolvimento com a causa abolicionista que elevou seu nome a um lugar de destaque na História. Em cartas, livros e discursos Nabuco condenava um regime cruel e desumano como foi a escravidão neste país.
Assim como Nabuco, que se inquietava com questões do seu presente, refletimos e lembramos a função do historiador na sociedade. A História é uma das formas de interpretar o passado e conhecer o passado é saber as diversas relações sociais, políticas e culturais possíveis para os seres humanos. Num presente em que muitos negam o passado, cada vez mais a função do historiador se faz necessária.


Fontes:
http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/39321-dia-do-historiador
http://www.anpuh-sc.org.br/noticias.htm
https://www.bn.gov.br/es/node/635

Photos from Rubro Veio's post 15/08/2019

Existiu até 1981, na Avenida Boa Viagem, um navio fora do mar. Era a Casa Navio. Construída para o ex-deputado e empresário Adelmar da Costa Carvalho -aquele mesmo que dá nome à Ilha do Retiro -, ela era inspirada na planta do navio Queen Elizabeth e contava com sala de reuniões, quartos, suíte, cinema, salão de jogos, restaurante e uma espécie de cabine de comando. Ia da Avenida Boa Viagem até a Navegantes, no trecho entre a Ribeiro de Brito e a Ernesto de Paula Santos. Chegou até mesmo a hospedar o presidente Juscelino Kubitschek quando ele esteve em visita ao , a ser registrado pela MGM (a do leão rugindo) em filme e a ser cartão postal da cidade do Recife.
Referência para os recifenses, ponto de encontro, beleza, importância por projetar Pernambuco… Nada disto foi capaz de evitar a demolição da em 1981. Localizado no número 4000 da Avenida Boa Viagem, a Casa Navio pereceu para que em seu lugar surgisse um novo edifício,”um monstrengo de arranha-céu, desaparecendo todo esse passado” (Diário de Pernambuco, 23/12/1980).
É importante refletir sobre a preservação do nosso patrimônio histórico. Há uma legislação de 1997 que visa à proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural e classif**a os Imóveis Especiais de Preservação (IEP) - hoje são 260 relacionados. Para se tornar IEP é necessário que seja um exemplar isolado de arquitetura para o patrimônio histórico, artístico e/ou cultural, assim como era a Casa Navio.
Enquanto imóveis que não foram incluídos na lista dos IEPs correm risco de serem demolidos e virarem farmácia, muitos imóveis especiais de preservação já estão em ruínas. Ausência de fiscalização e desinteresse pela história contribuem para culminar em projetos que em nome do progresso apagam características da nossa memória coletiva. Muitas vezes defendido em nome deste progresso, este vem sob o nome do “novo”, mas que de novo não tem nada. É, na realidade, um velho repetir de práticas homogeneizantes e muitas vezes segregadoras. @ Orla de Boa Viagem

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