✨ Eu tenho um sonho.
Quero que tudo o que estudei e vivi até aqui se transforme em algo útil para duas grandes missões:
1.Formar profissionais de saúde mais preparados ,transformando o conhecimento técnico em segurança e impacto real no atendimento.
2. Despertar consciência e bem-estar nas mulheres.
Em tempos de excesso de informação e barulho na internet, meu compromisso é fazer com que a ciência e a prática de verdade cheguem e auxiliem a qualidade de vida na saúde feminina.
Será que conseguimos ? Deixe seu ❤️ se você também acredita no poder do conhecimento que transforma.
transformando o conhecimento técnico em segurança e impacto real no atendimento.
Profª Josueida Carvalho
Ciência Feminina | Saúde da Mulher
14/08/2026
Leiam até o final e reflitam como cada um de nós pode contribuir para prevenção da saúde sexual feminina 🦋Como conduzir a consulta:
1. Comece pela queixa, sem julgamento
“Quero entender melhor essa dor. Quando ela acontece: antes, durante ou depois da penetração?”
“Há quanto tempo acontece?”
“A dor faz você evitar ou interromper a relação?”
“Existe secura, ardência, medo ou tensão durante a relação?”
Isso permite investigar causas ginecológicas e se***is da dor, sem reduzir tudo ao contexto conjugal.
2. Amplie a pergunta para a experiência sexual
Em um momento de privacidade, pergunte:
“Você sente que pode dizer não a uma relação sexual quando não deseja?”
E depois:
“Quando você diz não, como seu parceiro reage?”
Essa segunda pergunta é muito importante. Ela pode revelar pressão, coerção, ameaça, medo ou outras formas de violência que muitas vezes não são reconhecidas pela própria mulher.
3. Explore a sobrecarga
Ela tem 29 anos, dois filhos e trabalha em três turnos. Pergunte:
“Como você tem se sentido com toda essa rotina?”
“Você consegue descansar?”
“Como está seu desejo sexual?”
“Você sente que precisa ter relação mesmo quando está cansada ou não deseja?”
Aqui, a consulta deixa de olhar apenas para o sintoma e passa a compreender a mulher dentro do contexto em que aquele sintoma acontece.
Muitas mulheres chegam falando de dor, falta de desejo ou desconforto sexual, mas talvez ainda não tenham percebido que determinadas situações vividas dentro da relação também precisam ser nomeadas e acolhidas.
AGOSTO LILÁS TAMBÉM COMEÇA NA CONSULTA GINECOLÓGICA.
Porque algumas violências não deixam marcas visíveis.
Elas aparecem nas respostas, nos silêncios e nas perguntas que quase nunca são feitas.
Foi por isso que aprendi, na prática, que promover saúde sexual também é uma forma de prevenção da violência.
Neste Agosto Lilás, meu convite é para que nós, profissionais de saúde, aprendamos a fazer perguntas que talvez nunca tenham sido feitas.
E para você, mulher:
se alguma dessas perguntas mexeu com você, talvez seja importante olhar para essa resposta com carinho e sem culpa.
Você tem direito ao não.
Tem direito à escolha.
Tem direito ao prazer sem medo.
Tem direito a uma sexualidade vivida com respeito e autonomia.
Porque cuidar da saúde da mulher é também ajudá-la a reconhecer que seu corpo, sua sexualidade e suas escolhas pertencem a ela.
Agosto Lilás é o mês da conscientização.
Mas por aqui esse cuidado acontece o ano inteiro.
Conhecer. Reconhecer. Romper o silêncio. Escolher.
10/08/2026
DIA DOS PAIS. 🤍
Nem todos tiveram as mesmas oportunidades.
Alguns tiveram pais presentes.
Outros tiveram pais ausentes.
Alguns ainda têm seus pais vivos.
Outros convivem apenas com as lembranças.
Há quem tenha recebido bons exemplos.
Há quem tenha precisado aprender, justamente, o que não queria repetir.
E existem histórias em que o amor não foi demonstrado da maneira que gostaríamos. Porque muitos pais também não foram ensinados a serem pais.
Hoje, mais do que idealizar a figura paterna, talvez possamos olhar para cada história com mais humanidade.
Porque, de alguma maneira, recebemos a oportunidade de existir.
E, dentro da realidade que cada um recebeu, podemos escolher o que levar adiante:
o que agradecer,
o que ressignificar,
o que perdoar,
o que aprender
e, principalmente, o que não repetir.
Honrar a vida não significa negar as dores.
Significa reconhecer a nossa história e transformar aquilo que recebemos em consciência para construir uma história diferente.
Que neste Dia dos Pais possamos honrar não apenas quem esteve presente, mas também a oportunidade de existir e tudo aquilo que, de alguma maneira, essa relação nos ensinou.
Toda vez que olho um exame especular, eu lembro que não estou diante apenas de um diagnóstico.
Estou diante de uma mulher.
Uma mulher que, muitas vezes, já usou pomadas, comprimidos, mudou de médico, seguiu todas as orientações... e, ainda assim, a candidíase voltou.
A Candida albicans é responsável por cerca de 80% dos casos de candidíase vaginal. Mas enxergar o fungo não basta.
É preciso enxergar quem está por trás dele.
🌿 Como está sua alimentação?
🌿 Como anda seu nível de estresse?
🌿 Você tem conseguido descansar?
🌿 Seu corpo está tentando dizer algo há muito tempo?
Sim, o tratamento medicamentoso é importante e, muitas vezes, indispensável. Mas, quando cuidamos apenas da infecção e ignoramos os fatores que podem favorecer seu desequilíbrio, o ciclo pode se repetir.
Na minha prática, eu acredito que cuidar da saúde íntima é, antes de tudo, acolher a história de cada mulher.
Porque nenhuma mulher quer apenas “tratar uma candidíase”.
Ela quer voltar a viver sem medo da dor, da coceira, do desconforto e da frustração de ver tudo recomeçar.
✨ O seu corpo não é seu inimigo. Ele pode estar pedindo para ser ouvido com mais atenção, respeito e cuidado.
💜 Me conta nos comentários: você já sentiu que trataram apenas o seu exame, mas esqueceram de cuidar de você?
Qual profissional de saúde você quer ser... ou por quem você gostaria de ser atendido? 💙
Existe uma grande diferença entre fazer perguntas porque o protocolo exige e fazer perguntas porque você realmente deseja compreender a pessoa à sua frente.
Um profissional pode seguir um checklist impecável e, ainda assim, não enxergar quem está por trás dos sintomas.
O outro olha nos olhos, escuta com atenção, contextualiza a história, compreende a realidade do paciente e entende que cada resposta carrega uma experiência de vida.
A técnica é indispensável.
Mas a empatia é o que transforma conhecimento em cuidado.
Como professora, uma das minhas maiores preocupações é formar profissionais que saibam muito, mas que também saibam acolher.
Porque ninguém deseja ser apenas mais um atendimento.
Todos desejam ser vistos, ouvidos e respeitados.
A enfermagem, a medicina e todas as profissões da saúde vão muito além de protocolos. Elas exigem presença, sensibilidade e humanidade.
✨ Afinal, qual profissional você está escolhendo ser?
💬 Me conta nos comentários: qual atitude de um profissional da saúde fez você se sentir verdadeiramente acolhido(a)?
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