11/12/2020
Práticas restaurativas contra a violência
Implantar práticas restaurativas na escola tem como propósito dialogar com uma outra maneira de fazer justiça: uma justiça restaurativa.
Por que?
A justiça convencional não atende adequadamente aos desafios por uma sociedade mais justa, com igualdade, liberdade, ternura, democracia, beleza.
A justiça restaurativa não se baseia nos pilares da punição, da culpa, da perseguição, mas, ao contrário, baseia-se na responsabilidade, no encontro, no diálogo, na reparação de danos, na horizontalidade, na coesão.
As práticas restaurativas propõem rever as práticas escolares que fazem exclusão e ruptura do tecido social.
As práticas diárias da comunicação não-violenta, de justiça social, de ética do cuidado na escola são práticas que transformam.
Dados de escolas que aplicam as práticas restaurativas apontam um fortalecimento de conexões positivas entre estudantes envolvidos em um conflitos, favorecendo os aspectos relacionais, pedagógicos, narrativas e o contexto onde vivem, em contraposição a uma lógica formal e abstrata.
As práticas restaurativas trazem benefícios não somente para os alunos, mas para todas as pessoas de uma escola.