A CEO do Vozes da Educação, Carol Campos, esteve em Brasília, no Ministério da Educação, a convite da professora Zara Figueiredo, para conhecer e dialogar sobre a iniciativa “Escola do Hip Hop”, projeto inovador desenvolvido pelo MEC que propõe a integração entre cultura, arte e educação no ambiente escolar.
A proposta parte de evidências consistentes que demonstram como práticas culturais e artísticas podem contribuir signif**ativamente para a melhoria do clima escolar, o fortalecimento dos vínculos comunitários e o desempenho dos estudantes.
Reconhecer as múltiplas linguagens presentes nos territórios e nas juventudes é também ampliar possibilidades de aprendizagem, pertencimento e participação dentro da escola.
O Vozes da Educação segue acompanhando e fortalecendo iniciativas que promovam uma educação mais inclusiva, conectada à realidade dos estudantes e comprometida com a transformação social. 📚✨
Vozes da Educação
Nosso trabalho é ouvir, acolher, ressoar e apoiar as diversas vozes da educação, tendo como ponto de partida a realidade do chão da escola.
A gente tá em Washington, D.C. acompanhando de perto um evento promovido pela Brookings Institution ( )— uma das instituições mais respeitadas globalmente quando o assunto é pesquisa e desenvolvimento de políticas públicas. E é claro que a educação está entre as pautas centrais que eles discutem!
Ontem, o dia foi dedicado a ouvir parceiros de mais de 23 países. Aprendemos muito sobre o que tem sido feito mundo a fora, ouvimos os desafios de outros territórios e propusemos alternativas que já estamos desenvolvendo no Brasil.
Ver o junto dessas instituições, que estão transformando a educação de forma global, enche nosso coração de orgulho 🌍
Mesmo com realidades tão distintas, o que a gente vê são desafios muito parecidos. Todo mundo, de alguma forma, está tentando responder a mesma pergunta: como transformar os sistemas educacionais para que os alunos sejam positivamente impactados?
Por isso, se você acredita na transformação pela educação, f**a com a gente por aqui.
11/03/2026
O caso recente em Copacabana reacendeu um debate urgente: como a escola deve agir diante de atos violentos cometidos por seus estudantes, mesmo que fora do ambiente escolar?
A primeira coisa é ter duas certezas: 1) não é porque a situação ocorreu fora da unidade escolar que a escola não deve se implicar no fato, e 2) um protocolo com fluxos claros de encaminhamento, ajuda a escola a saber como, quando e de que forma agir. Mesmo que o ato de violência tenha ocorrido fora dos muros da escola, se a vítima estiver frequentando as aulas ela poderá dar alguns sinais. Quando a escola sabe o que fazer, ela entende que apoiar signif**a agir com prontidão.
Outro ponto importante é que escola não é polícia. Sendo assim, não compete à escola investigar crimes. Seu trabalho é acolher a vítima, escutar sem julgamentos, acionar a rede de apoio, encaminhar o caso para as autoridades responsáveis e monitorar possíveis desdobramentos.
Do mesmo modo, não cabe à escola trabalhar os eventuais traumas advindos da violência, mas a escola pode, e deve, ouvir. Educadores, em geral, tem muito contato com seus estudantes e podem perceber quando algo errado. Nessas situações, vale chamar a família e sugerir um tratamento realizado por um profissional competente. A diferença entre ignorar um sinal e acolher uma criança machucada, pode mudar a vida de uma menina.
Falar sobre violência contra meninas também é responsabilidade da educação.
08/03/2026
Hoje, no Dia Internacional da Mulher, um dado chama atenção na educação brasileira:
Mais de 80% dos professores da Educação Básica são mulheres.
Mas, em toda a história do Ministério da Educação, apenas uma mulher ocupou o cargo de ministra.
O nome dela é Esther de Figueiredo Ferraz.
Advogada, professora e intelectual, Esther fez história ao assumir o Ministério da Educação em 1982, rompendo uma barreira em um espaço tradicionalmente dominado por homens.
A educação brasileira tem rosto feminino.
Mas ainda há um longo caminho para que essa presença também se reflita nos espaços de decisão.
Neste 8 de março, mais do que celebrar, vale refletir:
Quando o topo da liderança na educação deixará de ser exceção para as mulheres?
💜 Educação também é lugar de poder.
05/03/2026
Quando falamos em emergências climáticas na educação, muita gente ainda reduz o debate a “dias letivos perdidos”.
Mas a realidade é muito mais profunda: estamos falando de aprendizagem interrompida, de concentração afetada, de insegurança alimentar, de deslocamentos forçados e de impactos emocionais que atravessam o desempenho acadêmico dos estudantes.
Cada enchente, cada seca, cada evento extremo deixa marcas que não aparecem apenas no calendário escolar; elas aparecem nas trajetórias de vida.
Educação nas emergências não é pauta do futuro. É a urgência do presente.
Precisamos discutir políticas públicas, infraestrutura resiliente e estratégias pedagógicas que garantam continuidade da aprendizagem mesmo diante das crises.
Afinal, proteger a escola é proteger o futuro. 🌎📚
Por conta das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira, nossa CEO Carol Campos deu uma entrevista ao programa Noite Total, da Rádio CBN.
Ela falou sobre o papel das escolas em momentos de emergência e enfatizou que abrir as portas como abrigo é um gesto de solidariedade e pode ser fundamental em situações críticas.
No entanto, precisamos refletir sobre o que isso signif**a a longo prazo.
Quando a escola deixa de ser espaço de aprendizagem para se tornar abrigo, ainda que temporariamente, há uma ruptura profunda no senso de rotina, tanto das crianças quanto dos adultos.
E rotina, sabemos, é estrutura, é previsibilidade, é segurança emocional. Em contextos de crise, especialmente para as crianças, manter referências estáveis faz toda a diferença.
O ideal é que a cidade esteja preparada para que as escolas possam continuar sendo escolas. Que existam políticas públicas, infraestrutura e planejamento urbano capazes de proteger a população sem comprometer o espaço educativo.
A educação não pode ser sempre o recurso emergencial da cidade. Ao contrário: ela precisa ser prioridade estrutural.
A entrevista completa está disponível no canal da Rádio CBN no YouTube, no programa do dia 27/02.
25/02/2026
Ontem, Juiz de Fora e outros municípios mineiros foram profundamente afetados pelas chuvas. Agora, as escolas estão funcionando como abrigos, e muito em breve, vamos precisar discutir o retorno às aulas. No entanto, quando falamos em volta às aulas após tragédias climáticas, nosso olhar precisa ir para muito além da continuidade pedagógica. Voltar depois de uma crise signif**a lidar com vidas atravessadas por perdas, deslocamentos, medo e incerteza. Em situações assim, a escola se apresenta como ponto de reencontro, de acolhimento e de reconstrução coletiva.
Vale lembrar sempre que:
Antes do conteúdo, vem o cuidado.
Antes da avaliação, vem a escuta.
Antes da cobrança, vem a segurança emocional.
Educação nas Emergências exige previsibilidade, apoio aos educadores, flexibilização das práticas e compreensão de que cada estudante volta diferente depois de uma tragédia. Reabrir a escola é muito mais do que um ato administrativo; reabrir a escola signif**a reconstruir vínculos.
🔎 Acompanhe o Vozes da Educação para fortalecer o debate sobre Educação nas Emergências no Brasil.
23/02/2026
As escolas de Nova York amanheceram fechadas por causa de uma nevasca extrema. Mas, para que essa organização fosse possível, foi necessária uma boa dose de planejamento.
Nos Estados Unidos, os calendários escolares já preveem dias extras para emergências. Quando uma situação climática ou emergencial exige fechamento das escolas, esses dias são compensados ao final do ano letivo. Nada de sábados letivos. Nada de decisões de última hora. Ao contrário: tudo planejado com antecedência. Afinal, previsibilidade gera segurança em toda a comunidade escolar.
A comparação com o Brasil levanta reflexões importantes:
📚 Aqui, temos 200 dias letivos obrigatórios.
📅 Lá, são cerca de 160.
Mas o ponto central não é apenas a quantidade de dias, e sim como cada rede organiza suas prioridades, seu contexto e sua capacidade de resposta. Educação nas emergências exige planejamento, clareza nas decisões e, sobretudo, flexibilidade.
Vamos refletir juntos?
O que esse modelo nos ensina?
Será que algo assim faz sentido para a realidade brasileira?
12/02/2026
Construir escolas resilientes é fortalecer comunidades, garantir continuidade das aprendizagens e assegurar que crianças e adolescentes não fiquem para trás.
👉 Siga o Vozes da Educação para refletir e construir caminhos para uma educação mais justa, segura e preparada para os desafios do nosso tempo.
11/02/2026
Quando uma crise acontece, seja ela climática, sanitária ou social, a educação é profundamente impactada. A interrupção das aulas, os danos às escolas e o abalo emocional de estudantes e educadores revelam o quanto os sistemas educacionais também são vulneráveis.
Mas a educação não pode ser tratada como algo secundário nesses contextos. A escola é espaço de proteção, de acolhimento e de reconstrução de rotinas. É onde vínculos são preservados, informações que salvam vidas circulam e trajetórias podem continuar, mesmo diante das adversidades.
Falar sobre Educação nas Emergências é falar sobre planejamento, prevenção, responsabilidade coletiva e compromisso com os direitos de crianças e adolescentes. É reconhecer que garantir o acesso à aprendizagem também é uma forma de resposta às crises.
👉 Siga o **Vozes da Educação** para fortalecer uma educação que protege, acolhe e transforma.
21/02/2025
📢 Vamos refletir sobre limites? 📢
Muitos educadores ainda acham que é importante estabelecer regras rígidas. E sim, aqui nós acreditamos que regras são MUITO IMPORTANTES.
No entanto, será que faz sentido impedir crianças de irem ao banheiro ou saírem para beber água durante as aulas - especialmente nessa época de calorão?
Será que ganhamos “autoridade” ou “respeito” dos nossos alunos quando damos limites tão rígidos? Ou será que respeito, limite e autoridade a gente ganha quando estabelecemos regras mais flexíveis, que se adaptem às necessidades de cada um?
Nosso cérebro precisa de pausas e nosso corpo precisa de movimento para aprender.
O que você acha dessa perspectiva?
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