26/07/2014
Partida
Alexandre Moret
Quando alguns se foram, eu ainda não os conhecia bem. Drummond, em 17/08/1987; Rubem Braga, em 19/12/1990; Fernando Sabino, em 11/10/2004.
Quando Saramago, em 18/06/2010, faleceu, lamentei, pois este já fazia parte do meu caminho de leitor. Aquele que abriu tantos olhos, fechou os seus. Moacyr Scliar, o qual tive a grata alegria de ouvi-lo pessoalmente, também deixou um espaço vazio no mundo das letras.
Há alguns meses, em 17/04/2014, foi a vez do “fantástico” García Márquez. Este deixará uma solidão que ultrapassará os cem anos, certamente.
E agora, em menos de uma semana de julho de 2014, o reino das palavras perde três ilustres habitantes: João Ubaldo Ribeiro, dia 18, Rubem Alves, dia 19 e Ar**no Suassuna, dia 23. Cada qual com seu estilo, guiando-nos por essa jornada chamada Literatura, dando-nos chaves de tesouros incomensuráveis, satisfazendo nossa necessidade de reflexão, fantasia e cultura. Resta-nos a saudade e a tristeza de saber que, de agora em diante, não teremos mais novos mundos criados por esses mestres da linguagem.
Esses autores se vão, mas suas obras ficam, como um presente para todos nós. Eles criaram vários mundos, que podemos (e devemos) visitar e revisitar o máximo possível, pois cada vez que adentramos esses espaços literários temos a oportunidade de seguir sempre por caminhos diferentes. Caminhos que nos ajudam a conhecer mais sobre o comportamento humano e, por conseguinte, a nós mesmo.
Estes autores jamais serão substituídos. Suas obras perdurarão. Estarão sempre vivos em nossos olhos, mentes e corações leitores. Por isso que os escritores, pertencentes ou não à Academia, merecem ser chamados de imortais.
Foi um privilégio ter sido contemporâneo desses caras. É um prazer apresentá-los a meus queridos alunos.