26/05/2022
Diante de uma perda que pode ser de um emprego, de um ideal, de uma posição, de uma relação, de um ente querido, de um objeto, normalmente é aí que experimentamos o luto.
Cada pessoa experimenta o luto de uma forma diferente, mas o que normalmente surge em primeiro lugar é a tristeza, a angústia da perda. Esse sentimento pode oscilar, às vezes mais, às vezes menos, mas está lá, presente de alguma forma.
Experimentamos ainda a falta de energia, de disposiçao de realizar até mesmo simples atos cotidianos.
Temos também o retraimento dos investimentos psíquicos, A pessoa, no momento da angústia do luto se retrai, se sentindo extremamente vulnerável e se fecha, não tendo vontade de socializar.
Há a falta de apetite, seja por comida ou por, simplesmente, viver. Há uma escuridão na vida da pessoa que está de luto.
Mas junto ao luto poderá haver o inverso que pode ser uma espécie de euforia, de agitação.
É muito importante que evitemos a psicopatologia do luto, vale reservar para o mesmo um lugar que não seja de doença, de distúrbio ou transtorno.
Não que não possa acontecer dessa forma, mas é importante dizer que o luto tem uma função psíquica, ou seja, ele é necessário diante da perda, para que haja ocorrência de uma experimentação, uma permissão do sujeito para sentir o luto.
O TEMPO DO LUTO
Não há um tempo certo, vale dizer que no processo, a pessoa passa por um reordenamento dos seus investimentos libidinais e daquilo que foi perdido.
Isso é trabalhoso e demenda muita energia.
Vale dizer ainda que a motivação desse processo todo do luto não é apenas a perda de alguém ou algo que nos é muito precioso, mas também com a nossa relação de falta do que foi perdido.
Afinal, ocupamos um lugar, uma função diante de alguém que não está mais presente. É assim que surge a nossa própria relação com a falta.