24/12/2024
Final de Ano e a Beleza das Sementes
No final deste ano, recebi uma caneca especial de uma aluna também especial. Nela, havia uma mensagem marcante, daquelas que se agarram à alma e nos fazem pensar: “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”
As palavras de Henfil me acompanharam nesses últimos dias do ano, como se fossem uma bússola para a alma. Refleti sobre a importância das sementes. Não apenas das que plantamos na terra, mas daquelas que depositamos na vida, nas pessoas, nos sonhos. A semente é a promessa de algo maior; é o princípio de tudo. Sem ela, nada começa.
Percebi, então, que a intenção é como a semente: pequena, às vezes invisível, mas carregada de possibilidades. Não há como separar intenção de ação. Toda ação tem sua origem em uma intenção, mas o contrário também é verdadeiro — muitas vezes, o que nos magoa não é a ação em si, mas o que estava nas entrelinhas, o que foi dito sem palavras.
Este ano, desejo que nossas sementes sejam boas, que carreguem as melhores intenções e que possamos enxergar além das aparências. Que valorizemos as sombras que nos protegem, as flores que embelezam o caminho e até as sementes que, ainda ocultas, nos fazem sonhar.
Que, acima de tudo, a ressurreição esteja sempre presente — não apenas como renascimento, mas como a capacidade de transformar dores em aprendizados e recomeçar, com fé, um novo ciclo.
Um final de ano cheio de boas sementes para todos nós.
Deise Margareth