13/08/2026
À primeira vista, esse CV nem parece ruim.
E é justamente aí que mora o problema: muitos erros de um CV acadêmico não estão no inglês ou na formatação. Estão na forma como você escolhe e apresenta as informações da sua trajetória.
No post, eu corrigi alguns dos pontos que vejo bastante, mas ainda f**aram outros. Por exemplo: “Scientific Initiation” é uma tradução literal de “iniciação científ**a” que eu não funciona em inglês. Para essa experiência, termos como Undergraduate Research ou Undergraduate Research Project comunicam melhor o que você fez para quem está fora do sistema acadêmico brasileiro.
Outro ponto é a seção de *Skills* cheia de soft skills soltas como “hardworking”, “proactive”, “organized” e “team player”.
No CV acadêmico, prefiro que suas experiências demonstrem essas qualidades. Se você quer mostrar que tem liderança, por exemplo, conte que liderou uma equipe ou projeto. A evidência diz muito mais sobre você do que o adjetivo.
Também prestaria atenção à quantidade de informação. Mais recente e mais relevante = mais detalhe. Experiências que têm pouca relação com a vaga podem ser resumidas ou até omitidas.
Se uma vaga pede uma técnica que você domina, essa informação precisa estar fácil de encontrar. Se uma experiência antiga tem muito mais relação com aquele projeto, ela pode ganhar mais espaço.
No final, um bom CV acadêmico precisa facilitar a vida de quem está lendo e deixar claro, rapidamente, o que você fez, o que investigou e quais foram os seus resultados.
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