Nebrics
O NEBRICS se propõe a realizar estudos econômicos sobre os países participantes do grupo dos BRIC
O NEBRICS se propõe a realizar estudos econômicos sobre os países participantes do grupo dos BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os temas da pesquisa estarão relacionados, principalmente, com comércio, finanças, produção e políticas econômicas destes países, além de temas relacionados à integração econômica e ao desenvolvimento econômico.
13/05/2024
O Fórum Civil do BRICS é uma plataforma que reúne representantes da sociedade civil dos países BRICS nas suas mais variadas vertentes de atuação. O objetivo principal deste fórum é promover o diálogo e a cooperação buscando soluções conjuntas para desafios globais e regionais. O Fórum Civil do BRICS busca fortalecer a participação da sociedade civil na formulação de políticas e na promoção do desenvolvimento sustentável nos países do BRICS e além. Os documentos de posição com as sugestões formuladas nos debates dos representantes da sociedade civil dos países BRICS são encaminhados aos chefes de Estado para serem incorporados na declaração final do encontro de Cúpula do agrupamento.
A convite da presidência da Federação Russa no BRICS, o NEBRICS será o facilitador das discussões e debates na sociedade brasileira. Como parte deste papel, o NEBRICS está comprometido em garantir uma plataforma inclusiva e participativa, que permita a representação de uma ampla variedade de vozes e perspectivas dentro do contexto brasileiro. Esta oportunidade não apenas fortalece o papel do Brasil dentro do BRICS, mas também proporciona um espaço crucial para a sociedade civil brasileira se envolver ativamente nas discussões sobre questões globais e regionais.
O processo do Fórum Civil do BRICS terá início com um encontro virtual, onde serão apresentados os 9 grupos temáticos de discussão e será fornecido um panorama da visão brasileira sobre os tópicos em pauta. Este evento inicial servirá como ponto de partida para uma série de dois encontros por grupo temático de discussão, nos quais os participantes terão a oportunidade de aprofundar suas análises, compartilhar experiências e propor soluções para os desafios identificados. Após esses encontros temáticos, o processo culminará em um encontro final com os delegados designados de cada grupo de discussão, no qual serão elaboradas as recomendações da sociedade civil brasileira com base nos documentos produzidos por representantes da sociedade civil de todos os demais países BRICS. Essas recomendações serão debatidas no processo de elaboração do documento final do Fórum Civil do BRICS que está programado para ocorrer na Rússia em julho de 2024.
08/12/2023
| Paquistão busca adesão ao BRICS, apesar do obstáculo da Índia
O Paquistão solicitou formalmente a adesão ao BRICS, o agrupamento de economias emergentes, em um contexto no qual o organismo está progressivamente ganhando o status de bloco líder do Sul Global.
Mumtaz Zahra Baloch, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, confirmou o “pedido formal”. “Acreditamos que, ao aderir ao BRICS, o Paquistão pode desempenhar um papel importante na promoção da cooperação internacional e do multilateralismo inclusivo.”
Durante a cúpula dos BRICS na África do Sul, em agosto, a popularidade do grupo foi evidenciada, com ao menos 40 países demonstrando interesse em aderir. Muitos analistas consideram que os BRICS desafiam a ordem mundial dominada pelos EUA em importantes decisões políticas.
O presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado do Paquistão, Mushahid Hussain Sayed, esteve na África do Sul para participar de eventos à margem da cúpula de liderança. “O mundo está caminhando para o regionalismo e para a cooperação visando a conectividade”.
Salma Malik, professora associada da Universidade Qauid-e-Azam em Islamabad e especialista em assuntos estratégicos, disse à Al Jazeera que “...uniões regionais, econômicas e culturais seriam benéficas para o Paquistão”.
Reiterou também que “Este é um momento de multilateralismo. Você é melhor ouvido em pequenos blocos e pode expressar preocupações maiores objetivando construir um consenso comum sobre várias questões importantes”.
Visando garantir apoio para sua adesão, o Paquistão está concentrado em dialogar com China e Rússia. Pequim e Islamabad mantém boas relações, especialmente devido ao financiamento chinês no país. Mas o apoio da Rússia, que sediará a próxima cúpula dos BRICS, será crucial.
Por fim, Muhammad Faisal, um analista de política externa, enfatizou que “O caminho para Islamabad será bastante desafiador e complexo. A adesão do Paquistão é particularmente impactada pela oposição indiana, motivada por questões históricas e pela relação Índia-China”.
Disponível em:
Pakistan seeks BRICS membership, despite India roadblock The grouping, which criticised Israel for the Gaza war this week, is increasingly seen as a leader of the Global South.
04/12/2023
| COP28: De olho em Belém, Brasil quer união global em torno da meta de 1,5°C | Agencia Publica | Anna Beatriz Anjos
Em entrevista à Agência Pública, o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE, defendeu o protagonismo do Brasil na COP-28, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que neste ano ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Para o embaixador, o Brasil busca liderar as discussões e apresentar propostas que possam ajudar o mundo a cumprir a meta de 1,5°C de aquecimento global, já bastante comprometida segundo análise recente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Assinado em 2015 por 195 países, a meta de 1,5°C é um dos objetivos do Acordo de Paris, que estabelece aos países a necessidade de tomar medidas para limitar o crescimento da temperatura do planeta a 1,5°C ou ao menos 2°C em relação aos patamares pré-industriais.
Na COP28, a ênfase das negociações tem sido aprovar o primeiro balanço global do Acordo de Paris, que avaliará o progresso dos países na implementação de suas metas. Para o embaixador, a COP28 é “uma oportunidade para o mundo tomar medidas para corrigir a rota”.
O balanço global constitui documento fundamental para o êxito da COP30, em 2025, que será realizada em Belém. Até lá, os países devem renovar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e submeter novas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa.
O papel do Brasil, para Corrêa Lago, é procurar soluções para destravar as negociações, em particular sobre financiamento climático. Lembra que compromissos mais ambiciosos só serão possíveis se os países ricos aumentarem o volume de recursos aos países em desenvolvimento.
O embaixador destacou que “todos temos consciência de que não vamos [...] ter NDCs mais ambiciosas em Belém se os recursos financeiros não vierem de maneira muito mais clara, transparente e efetiva”. Ou seja, “os recursos financeiros são a chave para desbloquear a ambição”.
Leia a entrevista na íntegra:
COP28: Brasil quer união sobre meta de 1,5°C de aquecimento Negociador-chefe diz à Pública que país volta a se pautar pela ciência nos esforços para conter o aquecimento global
20/11/2023
| Perspectivas para as relações sino-brasileiras no novo mandato presidencial | Centro Brasileiro de Relações Internacionais - CEBRI
Segundo o documento, as relações sino-brasileiras têm se mostrado cada vez mais complexas e relevantes, abrangendo uma gama de temas, incluindo meio ambiente, economia de baixo carbono e segurança alimentar.
Nesta visão, as robustas relações econômicas podem ser fortalecidas, sobretudo por meio de sinergias em setores estratégicos, redução de assimetrias comerciais e de investimento e maior presença de entidades brasileiras na China.
O desenvolvimento sustentável aparece como central para ambos os países. A China pode ser um parceiro em diversas frentes, incluindo os objetivos de reindustrialização, aquisição e desenvolvimento de tecnologias e fomento à construção de uma matriz energética limpa.
O documento se divide em eixos temáticos e aborda, respectivamente, o diálogo político e as relações diplomáticas, a parceria comercial, o desenvolvimento e a economia digital e a inovação.
As recomendações são diversas. Na esfera política, destaque para menções às instituições multilaterais, às iniciativas chinesas, ao BRICS e ao diálogo China-CELAC, além de espaços e mecanismos bilaterais, como a COSBAN e o Fundo Brasil-China.
No setor de energia, é sugerido que Brasil e China podem aproveitar oportunidades no mercado de créditos de carbono e explorar formas de cooperação em transição energética, incluindo investimentos em renováveis e produção de hidrogênio verde.
As recomendações também sugerem o fortalecimento da parceria no setor agropecuário, com foco em segurança alimentar e sustentabilidade, em especial por meio da atração de investimentos, promoção do comércio bilateral e agregação de valor às exportações.
Além disso, é enfatizada a importância de acompanhar os investimentos chineses na América Latina e estabelecer entendimentos comuns sobre reorganização produtiva e cooperação no desenvolvimento de cidades inteligentes.
Por fim, o documento sugere que Brasil e China devem cooperar para erradicar a pobreza, promover a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável na América Latina, bem como catalisar o desenvolvimento global por meio de instituições como o NDB e o AIIB.
Acesse o relatório completo aqui:
Perspectivas para as relações sino-brasileiras no novo mandato presidencial Relatórios
14/11/2023
| Artigo de Opinião📝BRICS+: bloco do Sul Global ou vitória diplomática da China? | Artigo por: Luiza Peruffo e André Cunha | Link: https://jornalggn-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/jornalggn.com.br/geopolitica/brics-bloco-do-sul-global-ou-vitoria-diplomatica-da-china/amp/ | Segue o fio por: Gabriela Ferreira Chagas Reis
Na semana passada foi publicado no , um artigo de opinião sobre a expansão do BRICS, escrito pelos professores da prof. Luiza Peruffo, que é coordenadora da linha de pesquisa sobre Governança Econômica Global no NEBRICS, e o prof. André Cunha.
O artigo dos professores faz uma breve recapitulação de como o bloco se desenvolveu ao longo de seus anos de existência, bem como de quais fatores contribuíram para que o agrupamento chegasse à expansão.
Em seguida, o texto analisa se a posição do grupo expandido e o seu desejo comum de busca pela multipolaridade significa que o BRICS+ é um fórum econômico ou se estaria se movimentando em direção a um bloco de segurança antiocidental.
Por fim, os professores fazem um balanço do processo de expansão do BRICS como um todo e verificam se a ampliação está relacionada à agenda geopolítica chinesa, e se, portanto, significa uma vitória diplomática da China. Vale a pena a leitura!
BRICS+: bloco do Sul Global ou vitória diplomática da China? A identidade dos BRICS está associada ao desejo de construir espaços alternativos àqueles dominados pelas potências tradicionais
03/11/2023
Carlos Renato Ungaretti e Mauricio Levien, pesquisadores do NEBRICS, abordaram o tema da expansão do BRICS e destacaram a centralidade da questão energética!
O ingresso de seis novos membros no BRICS despertou atenção e gerou amplas repercussões entre analistas de Relações Internacionais. A questão energética pode ser fator explicativo para compreender a entrada dos novos membros do BRICS, guardando implicações importantes para o futuro da geopolítica energética.
Com o acréscimo da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Irã, o BRICS+ incluirá três dos maiores exportadores de petróleo e dois dos maiores importadores, China e Índia. A ampliação do grupo impactará no crescimento da participação do BRICS na produção de petróleo global de 20,4% para 43,1%.
O maior peso do BRICS+ no mercado global de energia potencialmente produzirá a criação de mecanismos para liquidar transações fora do alcance financeiro do G7, cujas intervenções via sanções no contexto da guerra na Ucrânia desestabilizaram o mercado global de energia.
O BRICS+ também apresenta dotações energéticas que o colocam em um papel de maior influência sobre a transição energética. Com o ingresso de novos membros, o agrupamento passa reunir parceiros importantes na produção de energias renováveis e minerais críticos, sobretudo.
Seguidos pela China, cujos investimentos em transição energética somaram US$546 bilhões apenas em 2022, outros países do BRICS+ têm ampliado seus investimentos em renováveis e gradualmente incorporado as energias eólica e solar em seus sistemas de energia.
Os países do BRICS+ respondem por cerca de metade da capacidade renovável instalada globalmente. A representação para energia hidrelétrica é de 48%, bem como de 49% e 47% para as energias eólica e solar, respectivamente.
Com a entrada da Argentina, o BRICS+ também passam a reunir três dos cinco maiores produtores de lítio, mineral utilizado para produção de baterias aplicadas em dispositivos eletrônicos e veículos elétricos.
Além do lítio, o BRICS ampliado ainda terá 72% das reservas de terras raras, bem como 75% do manganês, 50% do grafite, 28% do níquel e 10% do cobre, potencializando sua posição nas cadeias produtivas associadas ao desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono.
O BRICS+ tende a exercer influência na trajetória de transição energética, cujos contornos sugerem tanto a coexistência entre fontes fósseis e renováveis quanto o frágil equilíbrio entre os competição geopolítica, segurança energética e sustentabilidade ambiental.
A Centralidade da Energia na Expansão do BRICS – NEBRICS A Centralidade da Energia na Expansão do BRICS NEBRICS 03/11/2023 0 Análise Nebrics, Artigos de opinião Carlos Renato Ungaretti* Maurício Levien** Introdução O ingresso de seis novos membros no BRICS, formalizado na mais recente Cúpula realizada na África do Sul, despertou atenção entre an...
01/11/2023
| Trade Profiles (2023) 📕 | Por: 🌎 | Disponível em: dlvr.it/SyBt4P | Segue o fio por: Guilherme Rasador
A OMC disponibilizou no dia 31/10 o relatório Trade Profiles de 2023, publicação anual que organiza dados para o comércio internacional de produtos e serviços para 197 economias.
Reunimos alguns dados referentes aos países membros do BRICS (🇧🇷 🇷🇺 🇮🇳 🇨🇳 🇿🇦), como posição no ranking global de comércio, participação da pauta exportadora e importadora agregada, balança corrente e aplicações para propriedade industrial.
Ranking global de comércio – A 🇨🇳 foi o maior exportador global de produtos em 2022 e o terceiro em exportações de serviços. A 🇨🇳 também se destacou como o segundo maior importador de produtos e serviços.
Balança corrente – 🇮🇳, 🇧🇷 e 🇿🇦 registraram déficits em suas balanças correntes, enquanto 🇨🇳 e 🇷🇺 registraram superávits, com destaque para o recorde histórico da 🇷🇺 em razão das exportações de combustíveis em 2022.
Importações – 🇨🇳 e 🇮🇳 destacaram-se na importação de combustíveis e minérios, enquanto 🇧🇷, 🇷🇺 e 🇿🇦 concentraram importações de manufaturados.
Exportações – 🇨🇳 e 🇮🇳 destacaram-se na exportação de manufaturados, enquanto a 🇷🇺 concentrou 50% em combustíveis e minérios. Por sua vez, o 🇧🇷 concentrou 73% de suas exportações em produtos primários (agrícolas e combustíveis e minérios).
Propriedade industrial – Em 2021, a 🇨🇳 registrou 4,5 milhões de aplicações de propriedade industrial entre aplicações para patentes, trademarks e aplicações de design industrial.
De modo geral, verifica-se a manutenção das dinâmicas tradicionais associadas às suas pautas exportadoras, constrições estruturais e idiossincrasias próprias, bem como suas complexidades e desafios na condição de países em desenvolvimento.
24/10/2023
| Como a China Subiu a Escada?| Link: https://open.spotify.com/episode/6N7gxAzKO983bUDVMxBldi?si=17280a186bd24c44
No mais recente episódio do Podcast Chutando a Escada, o anfitrião Filipe Mendonça teve uma conversa esclarecedora com o Professor Diego Pautasso sobre a estratégia de desenvolvimento econômico adotada pela China.
Diego Pautasso tem Pós-Doutorado em Estudos Estratégicos Internacionais (2018), Doutorado (2010) e Mestrado (2006) em Ciência Política e Graduação (2003) em Geografia pela UFRGS. Professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (UFRGS), do Centro de Estudos da América Latina e Caribe da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sudoeste (Sichuan/China) e da Especialização em Relações Internacionais (UFRGS-Comando Militar do Sul). Atualmente é professor de Geografia do Colégio Militar de Porto Alegre. É autor do livro "China e Rússia no Pós-Guerra Fria" e co-autor de "Teoria das Relações Internacionais: contribuições marxistas".
O episódio destaca momentos cruciais na ascensão da China, desde seu notável crescimento econômico até os eventos mais recentes relacionados à disputa tecnológica com os Estados Unidos na indústria de semicondutores, bem como a posição da política externa chinesa em relação à Palestina.
O professor também analisa o crescimento chinês abordando fatores fundamentais, como as estratégias de internalização de tecnologia, transferência de conhecimento e desenvolvimento de escalas produtivas, entre outros.
O episódio é muito importante para entender os debates sobre a ascensão econômica da China e seu modelo particular de desenvolvimento focado no Estado. Além do podcast, recomendamos também o livro do Professor, intitulado "China e Rússia no Pós-Guerra Fria". Definitivamente, uma leitura que vale a pena conferir!
Por Thais Araripe
Como a China subiu a escada? Listen to this episode from Chutando a Escada on Spotify. A China subiu a escada? Conversamos com o pesquisador Diego Pautasso (UFRGS) sobre a estratégia de desenvolvimento econômico chinesa. Aperte o play! The post Como a China subiu a escada? appeared first on Chutando a Escada.
18/10/2023
| Perspectivas sobre o 3º Fórum do Cinturão e Rota | Notícia: e Hora do Povo | Links: https://bitly.ws/XCm6, https://bitly.ws/XCma, https://bitly.ws/XCmi e https://bitly.ws/XCmr | Segue fio por: Gabriela Ferreira Chagas Reis
Ocorreu nos últimos dois dias (17/10 e 18/10), o 3º Fórum do Cinturão e Rota em Pequim, marcando o décimo aniversário do lançamento da iniciativa, que busca promover o desenvolvimento através de investimentos em infraestrutura para a integração econômica transcontinental.
Contando principalmente com a presença de líderes de economias emergentes, o fórum é dedicado à discussão geral sobre as perspectivas da iniciativa para o desenvolvimento, além de promover encontros diplomáticos paralelos, e encontros de CEOs e outras associações civis.
A participação de delegações de mais de 140 países é enfatizada pelo Global Times como um "voto de confiança à força econômica, influência política e credibilidade da China para orientar a recuperação global e ajudar o mundo a superar os seus desafios" por parte da comunidade internacional.
Além dos líderes em exercício, muitos antigos líderes e figuras não governamentais também compareceram ao fórum. Como o Secretário Geral da ONU António Guterres, e uma delegação de especialistas franceses que se reuniram com oficiais governamentais chineses de alto escalão.
A presença mais destacada foi de Vladimir Putin, presidente da Rússia, que compareceu a um evento internacional apenas pela segunda vez desde que o mandado de prisão em seu nome foi expedido pelo TPI. A importância da cooperação bilateral sino-russa também foi enfatizada.
Em termos de conquistas e perspectivas da iniciativa, destaca-se que o governo chinês publicou recentemente um extenso relatório sobre a sua implementação. O documento afirma que a BRI torna os países participantes mais atraentes para negócios globais.
Alguns exemplos são o aumento nos fluxos de investimento direto transfronteiriço para o Sudeste Asiático e a Ásia Central, regiões em que grande parte dos Estados aderiram à iniciativa.
Neste sentido, o IED para o Sudeste Asiático atingiu 17,2% do total global em 2022, totalizando um aumento de 9% do que representava em 2013. Enquanto a geração de empregos somou 420 mil vagas nos países situados ao longo da rota nestes anos.
Destaca-se também que na terça (17), mais de 300 representantes da China e do exterior assinaram acordos na Conferência de CEOs da BRI este ano, um recorde. Os negócios abrangem desde inteligência artificial, biomedicina, e agricultura moderna até serviços financeiros.
Em suma, estas perspectivas demonstram a força que a iniciativa chinesa pode ter no processo de liderança do desenvolvimento dos emergentes. Percebe-se uma movimentação mais ativa na política externa chinesa neste sentido, o que é corroborado pelas suas ações no BRICS.
Neste contexto, o especialista Huang Renwei ressalta que para compreender a natureza da iniciativa, é necessário entender que seus principais membros são do Sul Global, alinhando a iniciativa com "a tendência de ascensão" destes mercados.
Em outras palavras, a natureza da iniciativa está ligada à intenção de diminuir as barreiras ao desenvolvimento do Sul Global, sobretudo, a partir do investimento em infraestrutura permanente que conecte a China e estas nações ao mercados globais de forma eficiente.
Portanto, é importante acompanhar quais os próximos passos da iniciativa para compreender as ações da China como um possível líder do processo de desenvolvimento e das novas dinâmicas do Sul Global.
Xi meets world leaders in Beijing as BRF kicks off; China’s massive diplomatic event attracts global attention - Global Times Chinese President Xi Jinping met with world leaders who came for the third Belt and Road Forum for International Cooperation (BRF) in Beijing on Tuesday, and more and more heads of state, government leaders and officials, as well as leaders of international organizations have arrived in China’s ca...
16/10/2023
Escrito por Rafael Abrão, Giorgio Romano e Igor Fuser, o Nebrics sugere a leitura do artigo "The Brazilian Hydrocarbon Dilemma: Did Brazil Hit the Big Ticket Too Late?"
O debate sobre transição energética geralmente coloca os países produtores de petróleo como “perdedores” em um futuro marcado pela predominância de energias limpas, enquanto prevê aos países importadores líquidos de energia uma posição potencialmente menos vulnerável
Questionam os autores se o caso de um país com uma matriz energética limpa e que recentemente descobriu um volume significativo de recursos fósseis pode ser classificado como perdedor na dinâmica da transição energética
Em um contexto de profundas mudanças para países produtores de petróleo e empresas desencadeadas pela transição global em direção às fontes renováveis, o Brasil se consolida como potência exportadora de petróleo devido ao descobrimento de recursos offshore no Pré-Sal
O artigo examina se e como os recursos do Pré-Sal afetam a transição para energias renováveis no Brasil, bem como observa como o petróleo se tornou um dos principais produtos exportados pelo país em um contexto de discussões sobre os caminhos para a transição energética.
O artigo está disponível em:
The Brazilian Hydrocarbon Dilemma: Did Brazil Hit the Big Ticket Too Late? Hydrocarbon producers are often portrayed as the “losers” in a transition to renewable sources. The losers are those countries that remain trapped in the production of oil and gas, while those that are currently net energy importers may occupy a more...
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