19/04/2016
6a SEMANA MISSIONEIRA ABRE NESTA TERÇA-FEIRA, 19 DE ABRIL, DIA DO ÍNDIO
6a SEMANA MISSIONEIRA DO RIO GRANDE DO SUL COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA, DIA DO ÍNDIO
Os promotores da Semana Missioneira do Rio Grande do Sul solicitam a divulgação dos atos e promoções que ocorrerão durante este evento que visa a lembrar os extraordinários acontecimentos que deram origem ao povo gaúcho e que são considerados como a primeira saga fundante do Rio Grande do Sul.
Para tanto, repassam abaixo um resumo dos fatos e, em anexo, a programação da 6a Semana Missioneira, que se inicia nesta terça-feira, 19 de abril, Dia do Índio, e prossegue até o dia 25 de abril.
OS SETE POVOS DAS MISSÕES,
PRIMEIRA SAGA FUNDANTE
DO RIO GRANDE DO SUL
Três sagas determinaram a origem, o caráter e a cultura do povo gaúcho e do Rio Grande do Sul: a catequização do povo guarani pelos jesuítas, a Guerra dos Farrapos e as correntes imigratórias. A primeira saga – a extraordinária história dos Sete Povos das Missões – é o tema da Semana Missioneira do Rio Grande do Sul, celebrada todos os anos, de 19 a 25 de abril, pelo Instituto Pró Memória de Sepé Tiaraju (IPMST), com o apoio de entidades públicas e privadas.
INÉDITO
UM DESCENDENTE DE GUARANIS
LEVADOS COMO ESCRAVOS
PARA SÃO PAULO NO SÉCULO 17
PARTICIPA DA SEMANA MISSIONEIRA
Na abertura da programação da 6a Semana Missioneira do Rio Grande do Sul, HOJE, dia 19 de abril, será feito um desagravo aos indígenas guaranis que habitaram os primeiros povos missioneiros instalados pelos jesuítas no território do atual Rio Grande do Sul, a partir de 1626, e que foram destruídos pela a ação dos bandeirantes em busca de mão de obra escrava. Especialmente para a ocasião do desagravo e para acompanhar o desenvolvimento das atividades da 6a Semana Missioneira, virá de São Paulo a liderança guarani Isaque Augusto Martin, descendente dos guaranis levados daqui no século 17 para trabalhar como escravos nas fazendas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Embora essa primeira tentativa de implantação do projeto de catequização na margem esquerda do rio Uruguai, que chegou a ter duas dezenas de aldeamentos, só tenha durado até 1638, foi nesse período que o padre Cristóvão de Mendoza y Orellana introduziu o gado bovino, a ovelha e o cavalo no território (1634). Orellana foi trucidado um ano depois por índios a mando dos bandeirantes.
Após a batalha de Mbororé (1641), em que os guaranis (usando armas de fogo pela primeira vez) derrotaram os bandeirantes, os povos missioneiros transmigraram para a margem direita do rio Uruguai, onde permaneceram por 40 anos. Ao retornarem perceberam que o gado e os cavalos que haviam deixados na fuga tinham se multiplicado nos campos, tornando-se uma grande riqueza, que juntamente com a erva-mate, promoveram o progresso dos Sete Povos fundados nesta segunda fase, com estâncias e vacarias que ocupavam quase todo o território do atual Rio Grande do Sul.
No entanto, esse progresso foi interrompido pelo Tratado de Madri (1750), em que Espanha cedia a Portugal o território dos Sete Povos em troca da Colônia de Sacramento. Por esse tratado, os povos missioneiros deviam migrar para o outro lado do rio Uruguai, levando o que pudessem, mas abandonando suas casas, igrejas, estâncias e ervais. Com a demora em promover a transmigração, foi iniciada a demarcação das terras, o que ocasionou uma guerra de guerrilhas por parte dos indígenas, liderada por Sepé Tiaraju, resultando no massacre dos missioneiros em 1756, início da derrocada das missões.
OS SEIS OBJETIVOS
DA SEMANA MISSIONEIRA
DO RIO GRANDE DO SUL
1) Promover atos comemorativos à saga missioneira.
2) Divulgar a história dos vencidos.
3) Resgatar a cultura guarani missioneira.
4) Dar conhecimento à população gaúcha dessa importante herança.
5) Desfazer equívocos históricos.
6) Apoiar os remanescentes indígenas para que possam viver dignamente,
inclusive com a demarcação de suas terras.