Incidência e prevalência parecem só dois conceitos da epidemiologia… mas, na prática, são formas diferentes de entender um mesmo problema de saúde 🧠
Enquanto a incidência acompanha o surgimento de novos casos ao longo do tempo, a prevalência mostra quantas pessoas estão vivendo com aquela condição em um determinado momento.
Ou seja, de um lado a gente entende o “fluxo” da doença…
e, do outro, o tamanho real desse problema na população 📊
E é justamente essa diferença que permite ir além dos números. Porque, quando a gente observa só novos casos, consegue entender o risco e a dinâmica de uma doença. Já quando olha para o total de pessoas afetadas, passa a enxergar o impacto que aquilo tem no sistema de saúde e na vida das pessoas.
Por isso, esses indicadores são essenciais no planejamento em saúde 🏥 Eles ajudam a prever demandas, organizar serviços, distribuir recursos e até orientar estratégias de prevenção.
Se quiser se aprofundar mais sobre esses conceitos, a referência está aqui embaixo 👇
National Library of Medicine.
Statistics Teaching Resources (Incidence and Prevalence).
Grupo de Pesquisa EPI DCH
Um grupo de pesquisa em epidemiologia da reabilitação das deficiências e comorbidades. Trazemos ciência acessível para TODOS 🔍
Você sabia que cientistas podem discordar uns dos outros? ⁉️
A discordância entre cientistas pode acontecer por vários motivos:
📚 Diferenças nos métodos utilizados
📶 Interpretação dos dados
❓Ou complexidade dos fenômenos estudados
Em muitas áreas da ciência, especialmente quando o conhecimento ainda está em desenvolvimento, é comum que existam debates e diferentes hipóteses sendo testadas.
Essas discussões fazem parte do processo científico e contribuem para que os resultados sejam constantemente avaliados, replicados e aperfeiçoados.
Com o tempo, esse processo ajuda a fortalecer as evidências e a construir consensos científicos mais sólidos.
Entender que a ciência funciona por meio de questionamentos, te**es e revisões é essencial para compreender como o conhecimento científico evolui.
📝Se quiser aprofundar, dá uma olhada nas referências e segue a gente para aprender mais
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37507343/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30730902/
🧠 A deficiência não é exceção, ela faz parte da vida
A deficiência costuma ser tratada como algo raro.
Mas a realidade é diferente: ela faz parte do curso da vida humana.
Diversos fatores podem levar ao desenvolvimento de deficiências ao longo da vida.
Pensando nisso, nosso grupo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul estuda a epidemiologia das deficiências e da disfagia buscando compreender melhor esses fenômenos e suas comorbidades.
👥Produzir conhecimento científico também é aproximar a ciência da sociedade e ampliar o debate em saúde pública.
💬 Na sua opinião, ainda falamos pouco sobre a deficiência na saúde pública?
08/03/2026
Se as mulheres são maioria na educação,
por que ainda são minoria nas decisões?
No Brasil:
• 51,5% da população são mulheres
• Mais da metade das pessoas com ensino superior são mulheres
• 55% dos estudantes de mestrado e doutorado são mulheres
Mas quando olhamos quem decide, o cenário muda:
• 37% dos cargos de gestão
• 29% das posições executivas
• 15% das lideranças corporativas
• 15% das cadeiras no Congresso
Isso não é apenas uma questão de equidade.
É também uma questão de qualidade das decisões.
Pesquisas em gestão e economia mostram que equipes diversas tomam decisões mais robustas, analisam riscos com mais cuidado e produzem soluções mais inovadoras.
Organizações com maior diversidade de gênero na liderança tendem a apresentar:
• melhor desempenho institucional
• maior capacidade de adaptação
• ambientes de trabalho mais colaborativos.
Na ciência acontece o mesmo:
mais diversidade amplia perguntas, melhora a interpretação dos dados e fortalece a relevância social do conhecimento produzido.
Ou seja:
incluir mais mulheres nas decisões não é apenas justo — é inteligente para a sociedade.
Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos as conquistas das mulheres e lembramos que sociedades mais fortes são aquelas em que mais vozes participam das decisões.
✨ Aqui no .dch olhamos para a sociedade através dos dados — especialmente quando falamos de deficiência, saúde e ciência.
📌 Salve este post para lembrar desses números quando alguém disser que já existe igualdade de oportunidades.
E queremos te ouvir:
você acha que a diversidade muda a qualidade das decisões?
Conta para a gente nos comentários. 👇
Fontes:
IBGE. Estatísticas de Gênero;
IBGE. PNAD Contínua;
INEP. Censo da Educação Superior;
CAPES. GeoCAPES – dados da pós-graduação no Brasil;
Grant Thornton. Women in Business Report;
McKinsey & Company. Diversity Wins: How Inclusion Matters.
🔁 Se esse tema te fez refletir, compartilhe este post. Conversas também transformam sociedades.
💬 “Sempre foi assim.”
💬 “Todo mundo faz.”
💬 “Vi no WhatsApp que funciona…”
Na saúde, o senso comum pode parecer inofensivo, mas não é!
Neste reels, falamos sobre os riscos de tratamentos sem evidência, das promessas milagrosas e das decisões baseadas mais em opinião do que em ciência.
Cuidar da saúde exige mais do que boa intenção. Exige informação confiável, reflexão e responsabilidade.
👉 Esse conteúdo te fez pensar? Conta pra gente nos comentários.
👉 Conhece alguém que precisa ouvir isso? Compartilhe.
👉 Discorda de algo? Opine. A ciência também avança com debate. Aqui no nós amamos e incentivamos o compartilhamento respeitoso de ideias.
Sair da bolha faz parte do cuidado em saúde. Vamos conversar?
16/02/2026
É Carnaval!
🎭 O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do Brasil.
Nesses dias de folia, você percebeu se ele é, de fato, acessível para todas as pessoas?
♿ Afinal, a exclusão não está na deficiência.
🚧 As barreiras que excluem: falta de acesso adequado nos locais, comunicação limitada, que não considera a diversidade e a falta de planejamento que não leva em conta todos as demandas das pessoas.
Se a cultura é um direito, o acesso a ela também deve ser.
👉 Queremos te ouvir:
• O que não pode faltar em um Carnaval inclusivo? Você já viu ou viveu uma experiência positiva de carnaval inclusivo? Conta pra gente como foi!
• Que barreiras você já percebeu (ou viveu) na folia?
• O que precisa mudar urgente?
💬 Conta pra gente nos comentários.
Essa conversa também é parte da transformação que queremos ver por toda parte.
Carnaval para todos não é utopia.
É responsabilidade coletiva! 🌈🎶🪅
Vamos juntos espalhar essas ideias?!
-DCH
12/02/2026
11 de fevereiro se comemora o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência e te convidamos nesta data para celebrar não apenas conquistas, mas, também, a permanência e ampliação dos espaços de mulheres e meninas nas ciências.
Nós do .dch consideramos que a ciência e a tecnologia são bens fundamentais de uma sociedade que honra o conhecimento, o progresso e o bem comum.
No entanto, entendemos que esse avanço só é verdadeiro quando reconhece e respeita as pessoas que o constroem.
Meninas e mulheres sempre fizeram parte da ciência, mesmo quando a história tentou silenciá-las ou apagar a sua contribuição.
Garantir e reconhecer o lugar e as contribuições das nossas cientistas, hoje e no futuro, é um compromisso com a justiça, com a relevância do saber e com a visão de um mundo melhor.
Esse é um compromisso inegociável que cada um de nós deve ter e ensinar para os nossos.
Você já tinha pensado nisso? Já tinha se dado conta que grande parte das facilidades do nosso dia a dia são fruto de pesquisa e muitas dessas pesquisas incluíram mulheres e meninas liderando os grupos de pesquisares ou fazendo parte deles?
Compartilha esse post se esse tema fez sentido para você e conta pra gente alguma história ou curiosidade sobre meninas e melões na ciência.
*Que cada menina saiba: a ciência também é seu caminho, e nele há espaço, respeito e reconhecimento.*
29/01/2026
👁️ Você já parou pra pensar quantas pessoas vivem com perda de visão na nossa região?
Não é pouca gente:
Na América Latina e Caribe, são cerca de 30 milhões de pessoas!
Desse total, mais de 3,8 milhões de pessoas são cegas e 26,6 milhões convivem com perda moderada ou grave da visão.
Esse quantitativo representa quase 9% do total de pessoas com baixa visão ou cegueira no mundo.
📉 E não é só porque a população está envelhecendo.
São causas também:
• diabetes mal controlado
• dificuldade de acesso a exames, óculos e cirurgias
• problemas que poderiam ser tratados, mas não são
👀 Perder visão não é só “enxergar menos”.
É ter mais dificuldade para se deslocar, trabalhar, estudar e se cuidar.
📊 Quando a epidemiologia ajuda a olhar para esses números, ela deixa um recado claro:
isso é um problema coletivo, de saúde pública.
👉 Se esse dado te surpreendeu, salva o post
👉 Compartilha com alguém da saúde, da educação ou da gestão
👉 Me conta nos comentários: você imaginava que o número era esse de pessoas vivendo com desafios para enxergar? Você conhece alguma história de alguém com diabetes ou outras causas na vida adulta para perda da visão?
📌 Informação boa é aquela que circula e ajuda a gente a cuidar melhor das pessoas, hoje e no futuro.
Na próxima semana apresentaremos um trabalho inédito do nosso grupo e responde a seguinte pergunta:
Como as desigualdades regionais influenciam a relação entre fragilidade e disfagia no Brasil?
Se trata da dissertação de mestrado da Fga. Marina de Macedo Aquino (.aquino), orientada pela Profa. Dra. Bárbara Goulart (), no PPG Epidemiologia da UFRGS.
📊 O estudo analisa dados da população brasileira a partir de 50 anos de idade do ELSI-Brasil, entre 2015 e 2019 para compreender a associação entre graus de fragilidade e disfagia autorreferida em adultos brasileiros, destacando disparidades regionais — um tema central para pensar envelhecimento, cuidado e políticas públicas.
📆 15 janeiro de 2026
📍 Auditório Mário Rigatto – Faculdade de Medicina da UFRGS (Rua Ramiro Barcelos, 2400 Porto Alegre, RS)
⏰ 13h
A ciência avança quando é compartilhada. Esperamos vocês para esse importante momento do nosso grupo de pesquisa.
DesigualdadesRegionais ELSIbrasil DeficiênciaEComorbidades SaúdeColetiva UFRGS
27/12/2025
O EPI-DCH deseja um 2026 com saúde, paz e bons encontros.
Esse é um espaço aberto para toda a comunidade: estudantes, profissionais de saúde, de educação, pais, cuidadores, pessoas com deficiência e interessados no tema.
Agradecemos a sua confiança e companhia em nosso canal de comunicação nas redes sociais e te convidamos para seguir participando por aqui deixando as suas dúvidas, comentários e sugestões.
Somos um grupo de pesquisa e extensão de uma universidade federal brasileira e o nosso único objetivo nas redes sociais é compartilhar o conhecimento científico de pesquisas e estudos da forma mais compreensível e aplicada para espalhar o conhecimento o máximo possível.
Para todos!
Ajude também a divulgar o material que o nosso grupo produz, pois toda a informação é verificada, com fontes científicas citadas nas legendas e sempre totalmente gratuita.
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