19/08/2023
Ana Gabriel nos deixou... cedo demais.
Choramos e rimos hoje... porque é impossível pensar na Ana sem sorrir!
Nosso grupo encolheu absurdamente hoje. Mas segue enorme, porque tu nos tornou enormes com tua presença, com teu riso, com teus saberes.
Obrigada, querida amiga, professora, antirracista, estudiosa, engraçada, afetuosa, cheia de parentes e de festas, de compromissos e comprometimentos.
Vai nos fazer falta... todos os dias.
O Canjerê já não será o mesmo. Mas o Canjerê já não é o mesmo desde tua primeira presença.
Uma pequena passagem: algumas de nós, fazendo um tour independente pelos Territórios negros, depois de estudar o livro da Daniele Vieira Machado entramos no Quilombo do Areal da Baronesa. Meio sem jeito, com a sensação de estar invadindo a morada das pessoas.. Era sábado, início de noite, a calçada cheia de jovens dançando funk, com uma senhora sentada no meio e uma criança brincando na volta... Já íamos saindo de fininho quando alguém grita: SORA!!!!
Simplesmente, TODOS, os jovens da roda tinham sido alunos da Ana! Já formados, um casal formado no ensino médio, tinha até filhos!
E todos lembravam dela! Os olhos deles brilhavam? Sim, mas os dela brilhavam ainda mais. O que de melhor poderia querer uma professora???
Saímos de lá com muitos abraços, carinho, emocionadas, e com o livro que conta a história do quilombo, entregue pela mãe, maravilhosa, secretaria do Quilombo.
Que dia lindo! Que dia abençoado! Eita, Ana, que mulher!
Vai brilhar em outras paragens, amiga querida. Obrigada por tanto.
Seguimos na luta, te guardando no coração.