nível pré-silábico
A criança não faz correspondência entre sons e letras.
Nesta fase ela expressa sua escrita através de desenhos, rabiscos e letras usadas aleatoriamente, sem repetição e com o critério de no mínimo três. Outra característica desta fase é o "realismo nominal", expressão utilizada por Piaget para designar a impossibilidade de
conceber a palavra e o objeto a que se refere como duas realidades distintas.
Nível silábico:
A criança descobre a lógica da escrita, percebendo a correspondência entre a representação escrita das palavras e as propriedades sonoras das letras, usando, ao escrever, uma letra para cada emissão sonora.
Conflito que levará ao próximo nível: impossibilidade de ler silábicamente o que os outros escrevem (sobram letras).
Nível silábico-alfabético:
Caracteriza-se pela correspondência entre fonemas e grafemas, quando a criança compreende a organização e o funcionamento da escrita e começa a perceber que cada emissão sonora (sílaba) pode ser representada, na escrita, por uma ou mais letras.
A base alfabética da escrita se constrói a partir do conflito criado pela impossibilidade de ler silabicamente a escrita padrão (sobram letras) e de ler a escrita silábica (faltam letras).
Neste nível, a criança, embora já alfabetizada, escreve ainda foneticamente (como se pronuncia), registrando os sons da fala, sem considerar as normas ortográficas da escrita padrão e da segmentação das palavras na frase
Nível alfabético:
Segundo FERREIRO e TEBEROSKY (1991), "aqui a criança já compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba. Isto não quer dizer que todas as barreiras tenham sido superadas: a partir deste momento, a
criança se defrontará com as dificuldades da ortografia, mas não terá mais problemas de escrita, no sentido estrito.
Compartilhando o Saber
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Educação de jovens e adultos - deficientes mentais
Basoco
Todos necessitamos de apoio físico (semáforos, jornais), apoios criados por nós mesmos (agendas), ajudas sociais e culturais proporcionadas por pessoas ou instituições, as pessoas com atraso mental precisam destas ajudas e de nosso apoio de modo mais amplo, generalizado e intenso, e em geral de modo mais permanente.
(....)
A tarefa de educar não se limita aos objetivos acadêmicos, ...Educar é formar, orientar, promover e desenvolver a saúde, a emoção, a socialização, a comunicação, a generosidade, a solidariedade.
Educar e formar é uma tarefa de negociação compartilhada e não uma tarefa impositiva. É participar da construção permanente de pessoas.
Soares
Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente letrado. alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o letrado , o indivíduo vive em estado de letramento, é não só aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, mas que pratica a leitura, que responde socialmente às demandas sociais da escrita e da leitura.
Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
Não há docência sem discência
Ensinar exige rigorosa metódica
Ensinar exige pesquisa
Ensinar exige respeito aos saberes do educando
Ensinar exige criticidade
Ensinar exige estética e ética
Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo
Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação
Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática
Ensinar exige reconhecimento e assunção da identidade cultural
Ensinar não é transferir Conhecimento
Ensinar exige consciência do inacabado
Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado
Ensinar exige respeito à autonomia do ser educando
Ensinar exige bom senso
Ensinar exige humildade tolerância e luta em defesa dos direitos dos educandos
Ensinar exige apreenção da realidade
Ensinar exige alegria e esperança
Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível
Ensinar exige curiosidade
Ensinar é uma especifidade humana
Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade
Ensinar exige comprometimento
Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo
Ensinar exige liberdade e autoridade
Ensinar exige tomada consciente de decisões
Ensinar exige saber escutar
Ensinar exige reconhecer que a educação é ideologia
Ensinar exige disponibilidade para o diálogo
Ensinar exige querer bem aos educandos
Ciclos de Formação - Andrea Krug
Não pergunte ao aluno apenas o que aprendeu, pergunte o que viveram . " a resposta não está na chegada, está na travessia" G.Rosa
I ciclo - Infância - 6 aos 8 anos
II ciclo - Pré-adolescência - 9 a 11 anos
III ciclo - Adolescência - 12 a 14 anos
Forma de planejar
Complexo temático, planejamento de ensino por "complexos" proposto por Distak.
Professor Silvio Rocha da Emef Monte Cristo Propõe:
A partir de uma pesquisa sócio-antropológica:
- temas centrais são elencados
- conceitos são trabalhados nas áreas do conhecimento, interdisciplinarmente
- complexo temático é construído com toda a escola e cada ciclo, escolhe um desdobramento.
Formas de avanço:
Progressão simples = ok
Progressão com plano didático = atividades extras no próximo ano
Progressão com avaliação especializada= atendimento especializado na escola ou fora dela.
Avaliação:
Diagnóstica, processual, investigativa, coletiva e cotidiana
Idades-crises segundo Vigotsky são pós-natal, 1 ano, 3 anos, 7 anos, 13 anos, 17 anos e se caracterizam pela extinção do velho. E os interesses não se adquirem, se desenvolvem com base na personalidade.
Vigotsky resgata três teorias sobre a relação de aprendizagem e desenvolvimento:
1º entende aprendizagem e desenvolvimento enquanto independetes entre si.
2º entende aprendizagem e desenvolvimento como processos iguais, ambos baseados na associação e na formação de hábitos, sendo a instrução sinônimo de desenvolvimento
3º Todo desenvolvimento tem dois aspectos : maturação e aprendizagem
Ciclos de formação - uma organização do tempo escolar- Grupo Estudos de Desenvolvimento Humano - Elvira Souza Lima
Trabalhar com ciclos não significa dar mais tempo aos mais fracos e sim dar o tempo adequado para todos.
Ciclo pode ser visto como uma visão integrada da escola na vida da comunidade e na organização social. A educação por ciclos se justifica, segundo Wallon, pelo fato da educação ser adaptada ao homem e não aos interesses particulares e transitórios econômicos, políticos, nacionais, internacionais das ideologias arraigadas em preconceitos, nacionalidades ou culturas.
Os ciclos do Município de Porto Alegre se dividem em :
1º ciclo - 6, 7 e 8 anos
2º ciclo - 9, 10 e 11 anos
3º cicl - 12, 13 e 14 anos
Na implantação dos ciclos há que se pensar em:
Gestão
Currículo
Avaliação
Continuidade educativa
Formação de coletivos
Formação dos educandos
Um currículo para a formação humana precisa ser entendido na perspectiva do tempo. Noção de ciclos está ligado a uma valorização da formação global humana.
A Aprendizagem efetiva envolve processos mais complexos para a formação de conceitos e para o estabelecimento de conexões estáveis entre as informações.
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 (*)
Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o Decreto nº 6.571/2008, os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE.
Parágrafo único. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular da rede pública, conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior, sendo contemplada:
a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública;
b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública;
c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituição de Educação Especial pública;
d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Indagações sobre currículo
Devido a peculiaridade do conhecimento formal, o trabalho com o educando não pode se restringir a transmitir o conhecimento, mas deve incluir, também, formas de apropriação do conhecimento posto.
Toda criança se desenvolve ou não indo a escola. O que é de domínio do desenvolvimento humano não deixa de acontecer se a criança não for à escola. ou se ela for e se encontrar em uma situação de não aprendizagem.
Turmas de progressão - a inversão da lógica da exclusão
As três diferentes formas de progressão :
- Simples
- com plano didático-pedagógico de apoio
- com avaliação especializada
Essas formas refletem a concepção que permeia toda a proposta dos ciclos de formação : a busca constante reorganização curricular, da participação de todos, do respeito ao lugar em que a escola se encontra, do contexto de desenvolvimento dos educandos em cada faixa-etária, das necessidades de avanço diante dos limites observados e da constante postura da ação-reflexão sobre o cotidiano escolar.
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