TSH alto, mas T4 normal: precisa tratar? Depende de três fatores: o nível do TSH, a idade do paciente e a presença de critérios clínicos específicos.
A indicação é absoluta quando os níveis estão acima de 10 mcUI/ml, mas em valores inferiores a decisão depende diretamente da idade e de marcadores específicos.
Para pacientes com TSH entre 7 e 10 mcUI/ml, o tratamento é recomendado para menores de 65 anos ou para idosos que apresentem sintomas muito sugestivos, como mialgia e cansaço excessivo. Já nos casos de TSH abaixo de 7 mcUI/ml, a levotiroxina é considerada apenas em pessoas com menos de 65 anos que apresentam bócio, sintomas claros ou anticorpos anti-TPO em altos títulos.
O manejo clínico exige cautela na dosagem. No quadro subclínico, a dose inicial sugerida é baixa, entre 25 a 75 μg/dia. Em contrapartida, no hipotireoidismo franco em pacientes jovens e saudáveis, pode-se iniciar com a dose plena de 1,6 μg/kg/dia. O sucesso terapêutico deve ser monitorado exclusivamente pelo TSH, reavaliado a cada 6 a 8 semanas até a estabilização do quadro.
Esse caso é realidade no seu consultório, né? Já envia para aquele colega que também pode ter dúvida.
TelessaúdeRS
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Programa Nacional de Telessaúde Brasil Redes - Atenção Primária à Saúde
0800 644 6543 - Atendimento a dúvidas clínicas de profissionais de saúde da APS de todo o Brasil, das 8h às 20h. O Programa Telessaúde Brasil Redes é uma ação nacional que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecno
12/06/2026
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08/06/2026
A Portaria GM/MS nº 11.211/2026 republica a lista consolidada de 53 doenças, agravos e eventos de saúde pública que devem ser notificados por serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional.
Para o profissional na ponta, essas mudanças reforçam a necessidade de atenção aos fluxos de notificação específicos de cada território, especialmente para os novos agravos incluídos.
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Atenção: este conteúdo é destinado para profissionais da saúde.
A Portaria SCTIE/MS nº 13 atualiza os critérios de rastreamento de diabetes mellitus no SUS:
O ponto central é a universalização a partir dos 35 anos: toda pessoa nessa faixa etária deve ser rastreada, independente de sintomas ou fatores de risco. Abaixo dessa idade, a indicação segue critérios objetivos baseados em sobrepeso ou obesidade associados a condições clínicas específicas.
Fatores de risco que indicam rastreamento de diabetes mellitus tipo 2 em indivíduos assintomáticos e não gestantes:
➡️Parente de 1º grau com diabetes
➡️Histórico de doença cardiovascular
➡️Estilo de vida sedentário
➡️Dislipidemia (HDL, colesterol < 35 mg/dL ou triglicerídeos > 250 mg/dL)
➡️Síndrome do ovário policístico
➡️Acantose nigricans
➡️Doença hepática esteatótica
➡️Hipertensão arterial sistêmica
➡️Pré-diabetes em exame prévio
➡️Histórico de diabetes mellitus gestacional ou parto de um bebê com peso > 4 kg
➡️Terapia antipsicótica
➡️Apneia obstrutiva do sono
➡️Privação crônica do sono
➡️Ocupação laboral em turno noturno
➡️Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISC) alto ou muito alto
➡️Grupos como gestantes, pessoas vivendo com HIV/aids, pacientes com fibrose cística e transplantados entram em uma categoria própria com indicação de rastreamento independente da idade.
A glicemia de jejum segue como método principal. A periodicidade, que varia entre 1 e 3 anos conforme o resultado e o perfil de risco, é o que organiza o seguimento sem sobrecarregar a agenda.
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Por que a ondansetrona pode não resolver a náusea nos pacientes em cuidados paliativos?
A náusea é um sintoma sindrômico e multifatorial. Para um manejo assertivo, é preciso identificar a causa e aplicar a solução correspondente:
1. Constipação intestinal: se o paciente apresenta fezes endurecidas ou redução da frequência evacuatória, a náusea é decorrente da estase intestinal. A solução é o uso profilático de laxantes irritativos (bisacodil ou sene) e osmóticos (lactulose ou polietilenoglicol). Avaliar necessidade de extração manual ou uso de enemas se impacto f***l
2. Gastroparesia: comum em pós-operatórios, doenças metabólicas ou Parkinson. Neste caso, escolha os procinéticos, como metoclopramida ou domperidona, para estimular o trânsito intestinal.
3. Efeito adverso de opioides e quimioterapia: aqui a náusea tem um mecanismo central que envolve receptores serotoninérgicos. A ondansetrona é a primeira escolha.
4. Hipertensão intracraniana ou metástase em SNC: náuseas causadas por edema cerebral ou inflamação peritumoral. O tratamento é a dexametasona, para reduzir o processo inflamatório.
5. Obstrução intestinal maligna: nos casos de suboclusão, utilizam-se procinéticos e ajuste da dieta. Já nos casos de obstrução completa, utilizam-se escopolamina) para reduzir secreções e opioides para controle da dor. A dexametasona é útil em ambos os casos para reduzir o edema da alça intestinal.
6. Causas indiretas (dor e ansiedade): muitas vezes a náusea é um sintoma secundário à dor intensa ou a quadros de ansiedade antecipatória. O ideal é tratar a causa base.
Antes de qualquer droga: fracionar refeições, preferir alimentos frios ou em temperatura ambiente e manter a cabeceira elevada após comer para auxiliar o esvaziamento gástrico.
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Muitas vezes, a técnica é impecável, mas falta o essencial: a comunicação clara e a coragem de dizer a verdade.
Ouvir que uma doença é terminal e que a pessoa amada "não vai voltar ao normal" é doloroso. A falta de uma comunicação sobre a terminalidade pode gerar angústia. Mas, quando os familiares e o paciente entendem, o foco se desloca da cura para um suporte digno.
Um simples "Eu tô contigo" pode mudar completamente a relação com seu paciente.
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17/03/2025
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02/03/2025
🚨Atenção🚨
O TelessaúdeRS estará fechado nos dias 3 e 4 de março devido ao feriado de Carnaval.
Retomaremos o atendimento normalmente no dia 5 de março (quarta-feira), pela manhã.
Agradecemos a compreensão!
27/02/2025
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