Letrônica

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Revista LETRÔNICA
Revista Científica do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS

A Revista Letrônica é uma publicação em fluxo contínuo do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS e tem por objetivo a divulgação de trabalhos inéditos
produzidos no campo dos estudos da Linguística e da Literatura e suas interfaces. A Letrônica publica artigos científicos, resenhas acadêmicas e entrevistas nos seguintes idiomas: português, inglês, espanhol, francês e italiano. Cada edição

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✨CHAMADA DE TRABALHOS v. 18, n. 1, 2025✨

O DESENVOLVIMENTO DA LEITURA E ESCRITA (A)TÍPICA EM MONOLÍNGUES E BILÍNGUES À LUZ DA PSICOLINGUÍSTICA

A aprendizagem e o desenvolvimento da leitura e escrita representam marcos significativos no processo educacional e cognitivo de um indivíduo. Essas habilidades linguísticas não apenas possibilitam a comunicação e a compreensão do mundo, mas também desempenham um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e no sucesso acadêmico. No contexto globalizado, multicultural e multilíngue em que vivemos, compreender como essas habilidades se desenvolvem em contextos monolíngues e bilíngues torna-se ainda mais importante.

No que tange ao desenvolvimento da leitura e da escrita, diversos fatores influenciam o processo de aquisição dessas habilidades. Dentre estes fatores, destaca-se a importância da consciência fonológica, que envolve a capacidade de segmentar e manipular os sons da fala. Segundo Snowling e Hulme (2013), o nível de consciência fonológica de crianças em período de alfabetização é considerado um fator preditor do sucesso na leitura. Além disso, a compreensão das relações entre letras e sons, conhecida como consciência fonêmica, desempenha um papel crucial no processo de decodificação da linguagem escrita. Após a fase de decodificação, destaca-se a importância da exposição a uma ampla variedade de textos e materiais de leitura que serão fundamentais para o desenvolvimento do vocabulário e da compreensão textual.

Faz-se importante ressaltar que no contexto bilíngue, o desenvolvimento da leitura e escrita pode ser influenciado por fatores adicionais, como a relação entre as línguas em contato e a quantidade de exposição a cada língua. Com o crescente aumento no número de escolas bilíngues, crescem também as demandas por pesquisas na área de Psicolinguística sobre biliteracia (alfabetização em duas línguas) que considerem as peculiaridades da realidade brasileira (Azevedo et al., 2024). Para Alves e Finger (2023), a expressão ‘biliteracia’ designa não apenas o mero domínio da leitura e da escrita construído em duas línguas diferentes, mas, antes disso, o desenvolvimento de capacidades cognitivas e linguísticas de representação do mundo e de representação do pensamento que envolvem o repertório linguístico completo do sujeito, ou seja, que ocorre a partir de suas duas línguas, em variados contextos e intenções comunicativas.

Como visto, o desenvolvimento da leitura e escrita em contextos monolíngues e bilíngues tem sido um campo de interesse crescente na Psicolinguística. A leitura e a escrita

são habilidades fundamentais para o sucesso acadêmico e profissional, e compreender como essas habilidades se desenvolvem em indivíduos monolíngues e bilíngues (a)típicos é essencial para informar políticas educacionais inclusivas e eficazes.

Com base no exposto, espera-se examinar as teorias e pesquisas atuais na Psicolinguística relacionadas ao desenvolvimento típico/atípico da leitura e escrita em crianças, adolescentes e adultos que estão imersos em ambientes monolíngues e bilíngues. Tópicos como consciência fonológica, compreensão textual, estratégias de leitura e escrita, o impacto da transferência linguística, as vantagens cognitivas do bilinguismo, estratégias eficazes para promover a biliteracia e o envolvimento de mecanismos cognitivos como a memória de trabalho e as funções executivas, além de estratégias de intervenção baseadas em evidências científicas para apoiar esses alunos e promover o sucesso acadêmico serão abordados neste volume.



ORGANIZAÇÃO:
Dra. Aline Fay de Azevedo (PUCRS/InsCer - Porto Alegre, RS, Brasil)
Dra. Valeria Abusamra (UBA/CONICET - Buenos Aires, Argentina)
Dra. Elena Ortiz Preuss (UFG - Goiânia, Brasil)

DATA DE SUBMISSÃO: de 01/02/2025 até 15/05/2025

Informações sobre a submissão: https://tinyurl.com/yc7ryddk

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✨CHAMADA DE TRABALHOS v. 18, n. 1, 2025✨

AS NARRATIVAS DE FILIAÇÃO NA CONTEMPORANEIDADE

Celebramos em 2025 os 50 anos de publicação do importante livro de Philippe Lejeune: Le Pacte Autobiographique (Seuil, 1975), obra que marcou uma inflexão nas pesquisas sobre a autobiografia. O teórico que transformou os estudos sobre as escritas de si e direcionou os holofotes para um gênero, até então desprestigiado, nunca cessou de revisitar e modificar suas noções. Assim como as reflexões de Lejeune, o seu objeto de pesquisa também se constrói em permanente transformação. Meio século depois da publicação do texto seminal do teórico, vivemos uma era em que as escritas de si ocupam uma posição central dentro das produções literárias, sendo permanentemente reconfiguradas. No contexto francófono, a publicação e a boa recepção do Dictionnaire de l’autobiographie. Écritures de soi en langue française, em 2017, sob a organização de Françoise Simonet-Tenant, refletem o fôlego dessa modalidade literária.

No dossiê “Narrativas de filiação na contemporaneidade”, buscamos reunir artigos em torno de obras movidas pela indagação, ou mesmo investigação sobre a ascendência como estratégia de autocompreensão. Trata-se de narradores que investigam uma ancestralidade da qual se sentem herdeiros, em geral problemáticos; falam do outro para, na verdade, falar de si, operando um deslocamento. “O relato do outro – pai, mãe ou tal antepassado – é o desvio necessário para chegar a si, para se compreender nessa herança: a narrativa de filiação é um substituto da autobiografia” (Viart, 2009, p. 80).

Desde meados da década de 1990, Dominique Viart forjou o termo “narrativa de filiação” [récit de filiation] para destacar um número considerável de publicações que abarcam a temática da filiação, da herança e da transmissão, mobilizando estratégias recorrentes. De Annie Ernaux a Leila Sebbar, Maryse Condé e Annette Wieviorka, ou ainda Pierre Michon, Dany Laferrière, Émmanuel Carrère ou Édouard Louis, a narrativa de filiação tornou-se uma das manifestações autobiográficas mais recorrentes na atualidade. No contexto brasileiro, podemos pensar, por exemplo, nos nomes de Tatiana Salem Levy, Julián F**s, Adriana Lisboa, José Henrique Bortoluci, Gabriel Abreu, Noemi Jaffe, Conceição Evaristo, Salim Miguel e muitos outros e outras.

As narrativas de filiação dizem respeito a uma tendência ampla que, apesar de contemplar variações narratológicas distintas, podem ser consideradas como um fenômeno de época, presente em diferentes regiões do mundo globalizado, reunindo tanto textos referenciais como ficcionais. Nesse vasto espectro, encontramos muitas obras inseridas em contextos históricos marcados pela violência extrema, como o da Shoah, os genocídios, as ditaduras hispano-americanas, a escravidão ou a despossessão advinda da colonização. As figuras parentais aparecem também no cerne de obras que problematizam a mobilidade social e os conflitos enfrentados por narradores trânsfugas de classe.

O dossiê busca contribuir para a reflexão sobre as narrativas de filiação como modalidade recorrente das escritas de si, a partir de década de 80 do século XX e, sobretudo, no primeiro quarto do novo século. Busca pensar, ainda, nas reverberações das narrativas de filiação na literatura como um todo, não apenas nas escritas de si, mas impactando inclusive as tendências da ficção contemporânea e ensejando os “romances de filiação”.

ORGANIZAÇÃO:

Dra. Ana Maria Lisboa de Mello (UFRJ-CNPq - Rio de Janeiro, RJ, Brasil)
Dra. Clara Lévy (Université Paris 8 - Paris, França)
Dra. Laura Barbosa Campos (UERJ - Rio de Janeiro, RJ, Brasil)

DATA DE SUBMISSÃO: de 01/02/2025 até 15/05/2025

Para referências e outras informações: https://tinyurl.com/mpnn4jvb

05/02/2024

O que acontece quando a família lê para as crianças?

RESUMO: Neste artigo, o nosso foco centra-se no papel da família, enquanto promotora da leitura e da educação literária, junto das crianças. Daremos também atenção a alguns programas de formação para a família, que visam dotá-la de conhecimentos e de competências para o fomento da leitura e da educação literária. Os objetivos deste breve trabalho são compreender a importância da família na promoção, junto das suas crianças, da leitura e da educação literária e conhecer alguns programas de formação para a família, enquanto mediadora de leitura. O trabalho assenta numa metodologia de pesquisa bibliográfica e de pesquisa documental. Os resultados da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental apontam para um entendimento, cada vez mais consistente, da família como mediadora e promotora da leitura e da educação literária e para a existência, no âmbito de distintas instâncias, do foro público e privado, de programas de formação para a família.

Palavras-chave: Família, Educação literária, Leitura, Mediador de leitura, Formação

Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44179 📚

01/02/2024

Representação da violência psicológica contra a criança e sua superação em Corda bamba, de Lygia Bojunga

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo investigar a representação da violência contra a criança na obra de literatura infantojuvenil Corda bamba (2018), de Lygia Bojunga. Compreende-se a violência como toda ação que aniquila ou reduz a dignidade de alguém, aspecto que, fazendo parte da relação entre indivíduos, presentifica a concepção de identidades. Como a criança, em sua relação com o adulto, é visualizada como um outro, concebe-se a violência contra esse grupo social a partir da perspectiva da constituição identitária. Sob esse ângulo, analisa-se Corda bamba (2018), narrativa em que a violência psicológica contra a criança e a negação de sua identidade se manifestam sob um falso véu de cuidado e de proteção. O artigo demonstra que Lygia Bojunga lança mão de estratégias narrativas e do simbolismo da linguagem para compor seu texto, o qual, ainda que possibilite interpretações diversas, exige um posicionamento do leitor diante do tratamento dispensado à criança, transformando-se em objeto de conhecimento e de reflexão sobre a realidade representada.

Palavras-chave: Cultura, Literatura, Violência psicológica, Identidade, Criança

Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44269 📚

29/01/2024

Literatura infantil e juvenil brasileira e HIV/Aids: uma história ainda pouco contada

RESUMO: Este trabalho objetiva apresentar um panorama historiográfico da literatura infantil e juvenil brasileira que tematiza o HIV/Aids, pois se constata um apagamento desses textos literários em diferentes produções teórico-críticas brasileiras sobre o tema. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico e documental, com o intuito de localizar textos literários que foram publicados de modo impresso. A partir disso, constatou-se que predominam os textos ficcionais e em prosa sobre a temática, com ênfase nos livros direcionados ao público jovem. Ademais, verificou-se que a relação entre esses sistemas literários e o espaço escolar é intrínseca, uma vez que muitos textos foram produzidos dentro desse contexto. Nesse sentido, a pesquisa tem como base os postulados de Bessa (1997, 2002), Moriconi (2020), Sousa (2015a, 2015b, 2016), Fonseca (2019, 2020, 2022), Elman (2012), Silveira e Silveira (2016, 2019), Lajolo e Zilberman (2007), Gross, Goldsmith e Carruth (2010), entre outros.

Palavras-chave: Literatura infantil, Literatura juvenil, HIV/Aids. Brasil.


Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44304 📚

25/01/2024

Ressignificando o grito da independência por meio da literatura infantil: possíveis relações entre “Independência ou morte”, de Pedro Américo (1888), Independência ou morte!, de Juliana Faria (2006) e o romance histórico contemporâneo de mediação

RESUMO: O objetivo deste artigo é apresentarmos um estudo comparativo das relações estabelecidas entre o quadro Independência ou Morte (1888), de Pedro Américo e a narrativa híbrida de história e ficção infantil Independência ou Morte! (2006), de Juliana de Faria. Na diegese analisada, destaca-se como uma das personagens o próprio Pedro Américo, quem explica detalhes de sua obra pictórica que não correspondem ao discurso oficial. Nesse sentido, o estudo das relações entre o discurso historiográfico, a literatura infantil e a pintura possibilitam que o jovem leitor tenha acesso, desde os anos iniciais, a análises que visam à ampliação de conhecimentos, principalmente, sobre o uso da linguagem. Dessa maneira, podemos corroborar o potencial do texto literário, especialmente o híbrido de história e ficção infantil, na formação de um leitor literário já desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Ancoramos nossas reflexões nos pressupostos de Lima (2006), Palermo (2013), Samoyault (2008), Mendoza Fillola (1994), Fleck (2017), entre outros. Consideramos que as narrativas híbridas de história e ficção brasileiras produzidas para leitores infantis podem revisitar o passado, localizando elementos ou espaços que nos dão a possibilidade de ressignificar a história tradicional, além de colaborar, de forma concreta, na ampliação de conhecimentos.

Palavras-chave: Literatura infantil, Pintura, Formação do leitor literário, Narrativas híbridas de história e ficção


Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44316 📚

22/01/2024

Imagens e palavras na literatura infantil e juvenil afro-brasileira: desconstruindo preconceitos

RESUMO: Construída no espaço escolar, a relação fraterna entre dois adolescentes, Anderson e Fabinho, é fortalecida pelos saberes do candomblé, na obra Modupé, meu amigo, de Stefania Capone e Leonardo Carneiro (2015), com ilustrações de Victor Tavares, selecionada para este artigo. Há o cuidado, na obra, em desconstruir os preconceitos no desenrolar da narrativa e destacar vocábulos específicos das religiosidades de matrizes africanas, contribuindo para a compreensão mais ampla de sua presença em nossa língua e cultura. A releitura de vocábulos de origem banta, na obra Falando Banto, de Eneida D. Gaspar (2011), também ilustrada por Victor Tavares, e a criação de novas palavras, como a poética lúdica de Caderno de Rimas de João (2016) e Cadernos sem rimas da Maria (2018), de Lázaro Ramos, ambos ilustrados por Mauricio Negro, preenchem instantes preciosos de leitura e escuta literárias, enquanto significantes e significados são desenraizados da língua cotidiana brasileira e deslizam pelos vãos da linguagem literária. Neste artigo, pretende-se analisar, nessas obras, a linguagem verbal e não verbal e o modo como contribuem para descontruir preconceitos. Destacam-se, no debate, os estudos de Stuart Hall (2006, 2016), Sanara S. Rocha (2018) e Grada Kilomba (2019).

Palavras-chave: Literatura afro, Infantojuvenil, Preconceito

Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44326 📚

19/01/2024

📚 CHAMADA v. 17, n. 1, 2024 📚

ESTAS NÃO SÃO HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS – REPRESENTAÇÕES DA INFÂNCIA NA LITERATURA, NO AUDIOVISUAL E NAS ARTES

Desde a invenção da infância na modernidade (Ariès, 1978), acompanhamos uma transformação na forma e no status da presença e da representação de crianças em narrativas de diferentes linguagens, as quais, da mesma forma que a própria noção de infância, variam conforme seus contextos geopolíticos, socioculturais e econômicos, e sofrem mudanças com o passar do tempo, havendo assim uma multiplicidade de infâncias. Nesse sentido, propomos este dossiê como um espaço para a confluência de discussões teórico-críticas a respeito das representações da infância na literatura, no audiovisual e nas artes, oriundas de perspectivas e campos do saber diversos. Interessam-nos reflexões a respeito de como essas representações interseccionam diferentes marcadores identitários (de classe, gênero, sexualidade, raça/etnia, etc.) à experiência de ser criança. E, também, sobre de que modo essas representações e as narrativas que as comportam – criadas em sua quase totalidade por pessoas adultas – articulam o adultocentrismo hegemônico, recorrendo, ou não, à participação de crianças em seus engendramentos. Como a alteridade da infância resiste nessas narrativas? Mas, sobretudo, desejamos que as discussões apresentadas para este dossiê nos ajudem a compor uma reflexão coletiva em relação à forma como as representações da infância interpelam as violências, as desigualdades, as vulnerabilidades e as precariedades, que assolam globalmente esse período específico da vida humana, e quais suas implicações quando pensamos em construir um mundo que abrace a todas as infâncias.

ORGANIZAÇÃO:
Dra. Janaína de Azevedo Baladão (PUCRS - Porto Alegre, RS, Brasil)
Dra. Rosângela Fachel de Medeiros (UFPel - Pelotas, Brasil)
Dra. Silvia Elizalde (CONICET / IIEGE, FFyLL-UBA – Buenos Aires, Argentina)

DATA DE SUBMISSÃO: de 01/02/2024 até 01/05/2024

Link: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/announcement/view/716

Photos from Letrônica's post 19/01/2024

📚 CHAMADA v. 17, n. 1, 2024 📚

CONTRADISCURSOS DE RESISTÊNCIA EM DIFERENTES AMBIENTES DE INTERAÇÃO

Sob a perspectiva dialógica, todo discurso pode ser considerado um contradiscurso, já que responde a discursos outros, sejam eles presentes, passados e/ou futuros, evocando já-ditos e não-ditos. Põem-se em cena relações de alteridade discursivamente concretizadas, animando o estudo das particularidades pelas quais locutores se contrapõem mutuamente ao defender distintos pontos de vista sobre o mundo. Considerando que vivenciamos variadas crises (sociais, econômicas, políticas etc.) as quais impactam, direta ou indiretamente, as relações eu e outro, este dossiê busca dar visibilidade às investigações sobre os contradiscursos de resistência, que respondem ativamente a discursos intolerantes, autoritários e discriminatórios, dentre outros, em diferentes ambientes de interação. Tendo como respaldo teórico abordagens discursivas e suas interfaces, esperam-se respostas para as seguintes questões: De que modo os contradiscursos de resistência se constituem? Que mecanismos discursivos são adotados para retomar e refutar o discurso outro, ressignificando-o nesse processo? Como a tecnologia interfere na produção dos sentidos? Que contribuições as pesquisas apontam para a (re)configuração social? Interessa, pois, reflexões que iluminem o tenso diálogo entre os discursos e seus contradiscursos de resistência em ambientes digitais, laborais, educacionais etc., de modo a colaborar, de modo mais amplo, para a promoção de uma ética da resistência, observável em contradiscursos emancipatórios e em práticas sociais contemporâneas voltadas ao exercício responsável da cidadania, da igualdade de gênero, da democratização da saúde, da acessibilidade urbana inclusiva, dentre outras visadas à defesa dos direitos humanos e à preservação do meio ambiente.

ORGANIZAÇÃO:
Dra. Glória Di Fanti (PUCRS - Porto Alegre, RS, Brasil)
Dr. Juan Manuel López Muñoz (Universidad de Cádiz - Cádiz, Espanha)
Doutorando Eduardo da Silva Moll (PUCRS - Porto Alegre, RS, Brasil)

DATA DE SUBMISSÃO: 01/02/2024 a 01/05/2024

Link: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/announcement/view/715

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📚 APPEL À CONTRIBUTIONS v. 17, n. 1, 2024 📚

DISCOURS DE RÉSISTANCE DANS DIFFÉRENTS ENVIRONNEMENTS D’INTERACTION

D’un point de vue dialogique, tout discours peut être considéré comme un contre-discours dans la mesure où il répond à d’autres discours, qu’ils soient présents, passés ou futurs. En évoquant simultanément du déjà-dit, du non-dit et de l’à-dire, les contre-discours constituent un objet d'observation privilégié des particularités à travers lesquelles les locuteurs défendent des vérités opposées sur le monde. Considérant que nous vivons diverses crises (sociales, économiques, politiques, etc.) qui impactent, directement ou indirectement, les interactions quotidiennes, ce dossier cherche à donner de la visibilité aux recherches sur les contre-discours de résistance, notamment ceux qui agissent de manière responsable face aux discours intolérants, autoritaires et discriminatoires, dans différents environnements d'interaction. En prenant comme support théorique les approches discursives et leurs interfaces, nous nous posons les questions suivantes : Comment se constituent les contre-discours de résistance ? Quels mécanismes discursifs sont adoptés pour reprendre et réfuter l’autre discours, lui donnant ainsi un nouveau sens au cours de ce processus ? Comment la technologie influence-t-elle un tel processus ? Comment la recherche en sciences du langage participe-t-elle à la (re)configuration sociale ? Cela dit, nous donnons la bienvenue à des études qui éclairent le dialogue tendu entre les discours et leurs contre-discours de résistance dans des environnements numériques, professionnels, éducatifs, etc., avec pour ambition de promouvoir une éthique de la résistance , observable dans les contre-discours émancipateurs et dans les pratiques sociales contemporaines visant l'exercice responsable de la citoyenneté, l'égalité des genres, la démocratisation de la santé, l'accessibilité urbaine inclusive, ainsi que la défense des droits humains et la préservation de l'environnement.

ORGANISATION :
Glória DI FANTI (PUCRS - Porto Alegre, RS, Brésil)
Dr. Juan Manuel LÓPEZ-MUÑOZ (Universidad de Cádiz - Cádiz, Espagne)
Eduardo da Silva MOLL (Doctorant - PUCRS - Porto Alegre, RS, Brésil)

DATE LIMITE : 01 Mai 2024

Lien: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/announcement/view/715

18/01/2024

A tematização das religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras, através da presença dos orixás, na narrativa infantil negro-brasileira contemporânea:
uma análise de As férias fantásticas de Lili (2018), de Lívia Natália, à luz das perspectivas decoloniais

RESUMO: Este artigo apresenta uma discussão em torno da tematização das religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras, através da presença dos orixás, na narrativa infantil contemporânea negro-brasileira, seguindo a orientação teórica das epistemologias decoloniais, objetivando analisar a importância dessa ancestralidade divinizada na possibilidade de contribuir para o respeito à diversidade religiosa, especificamente a iourubana, tomando como corpus de análise a obra As férias fantásticas de Lili (2018), da escritora negra Lívia Natália. Portanto, intentou-se contribuir com as discussões contemporâneas sobre a tematização, o respeito e a tolerância ancoradas na realidade de serem as religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras e suas especificidades pouco tematizadas no universo da literatura infantil.

Palavras-chave: Literatura Infantil Negro-brasileira Contemporânea, Religiões de Matrizes Africanas e Afro-brasileiras, Orixás, Férias fantásticas de Lili, Decolonialidade.

Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44331 📚

15/01/2024

A função materna nos contos de fadas: uma leitura do Complexo de Édipo nas obras dos Irmãos Grimm e de Charles Perrault

RESUMO: Este artigo tem a pretensão de atentar sobre alguns aspectos latentes em contos de fadas, nas versões produzidas pelos Irmãos Grimm e por Charles Perrault, e vistos sob a perspectiva da Psicanálise, na leitura de Bruno Bettelheim (1980). Fareos uma análise de alguns dos contos dos autores acima, sob o olhar de Bettelheim, o qual, seguindo os passos das teorias freudiana e lacaniana, investe no Complexo de Édipo, para relacionar as três fases desse complexo, manifestadas nas personagens de “Branca de Neve”, “Cinderela”, “Príncipe Sapo”, “A Moça dos Gansos”, “João e Maria”, “As Fadas”, “Rapunzel”, “Pequeno Polegar” e “Chapeuzinho Vermelho”. Trata-se de uma análise bibliográfica, cujo objetivo é o de permitir uma reflexão sobre a possível identificação das crianças com as personagens desses contos, de modo a lhes facilitar sua imersão no mundo, a partir das informações inscritas, segundo Lacan, no Imaginário, no Simbólico e no Real, estruturas que, além de não desprezarem os conceitos freudianos, conseguem ampliá-los.

Palavras-chave: Contos de fadas, Figuras maternas, Complexo de Édipo.

Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/letronica/article/view/44311 📚

14/07/2023

A utopia possível: Estela sem Deus de Jeferson Tenório como romance de formação

RESUMO: Estela sem Deus, obra de Jeferson Tenório, narra a história de Estela, uma menina negra de treze anos, cuja infância não pode ser plena, pois desde cedo precisa lidar com as responsabilidades do mundo do trabalho e da sobrevivência. A trama acompanha o desenvolvimento da personagem, dos treze aos dezesseis anos, durante o final da década 1980 e o início da década de 1990. Discriminação racial, violência de gênero, preconceito social, miséria são alguns dos contornos definidores de sua trajetória. Neste trabalho, propomos uma análise da obra relacionando-a ao conceito de Romance de Formação, o Bildungsroman (MORETTI, 2020; LUKÁCS, 2000, PINTO, 1990), espaço metáfora (GULLÓN, 1980), Utopia (BENTIVOGLIO, 2020), e o Bildungsroman feminino (PINTO, 1990). Nosso objetivo é caracterizar como a personagem passa por uma jornada de transformação durante a narrativa, o que caracterizaria um Bildungsroman. Entretanto, Estela, por ser uma jovem mulher negra, não realiza uma jornada de finalização perfeita, com contornos utópicos, como no romance de formação clássico. A proposta de ler essa história como um romance de formação de uma jovem negra apresenta um potencial de aproximação da obra com jovens leitores, permitindo um diálogo com os contemporâneos estudos de literatura juvenil brasileira.

Palavras-chave: Romance de formação, Literatura Juvenil, Bildungsroman, Utopia, Temas Fraturantes



Acesse em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/index.php/letronica/article/view/44214 📚



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