Ser mãe pode ser uma das experiências mais lindas da vida — e também uma das mais intensas, contraditórias e enlouquecedoras.
Entre o amor, a exaustão, a culpa, a entrega e a transformação, existe uma mulher tentando sustentar, todos os dias, a versão de si que consegue existir naquele momento.
Talvez a maternidade não precise ser perfeita para ser extraordinária.�Talvez o mais humano seja enxergar não a mãe idealizada… mas a mãe possível.
Feliz dia das mães 💐
Chris Ganzo - Psicóloga e Psicanalista
Psicanálise com textura humana para atravessar momentos de crise. Clínica • 40 anos de experiência
08/05/2026
“Quem há de gabar o toco senão a coruja?”
As mães tendem a enxergar os filhos através de uma lente própria — uma visão inevitavelmente atravessada pelo amor, pelo investimento narcísico e pelas idealizações maternas.
As “Lunettes” de Julio Le Parc ajudam a pensar essa experiência: lentes que alteram, deslocam e transformam aquilo que é visto.
A maternidade também produz essa outra visão d@ filh@. E, em certa medida, isso é necessário: a mãe precisa idealizar para sustentar o vínculo, cuidar, apostar naquele filho.
Mas toda lente também distorce. Quando a imagem idealizada se cristaliza, @ filh@ deixa de poder existir para além daquilo que a mãe vê nele.
No processo de cura, a questão não é deixar de amar, mas desidealizar sem destruir o vínculo — permitir que @ filh@ apareça como sujeito real, para além da imagem construída sobre ele.
🤍
Nos conta nos comentários o que esse tema desperta em você 👇
06/05/2026
Durante muito tempo, nos ensinaram que educar é corrigir, ajustar, endireitar, como se amar fosse consertar.
Mas relação não é oficina. É encontro.
E você, vai conSertar ou conCertar seus filhos?
Comenta aqui 👇 compartilhe ou mande para uma mãe que você ama 💛
…é sobre o encontro que transforma e nutre 🤍
23/04/2026
Dia Mundial do Livro! Celebremos quando algo é mundial, não porque sejam poucas as coisas universais, mas, tristemente, porque temos poucos olhares nessa direção. Olhamos para o nosso umbigo incessantemente e temos simpatias muito particulares e parciais. O que escapa de nossa pequena visão imediata é como se não existisse!
Os livros podem nos trazer esse universo universal, humano, singular e plural ao mesmo tempo.
Os livros que escrevi nasceram desse lugar. Em parceria com minha irmã Denise Aerts, publiquei livros como *A felicidade possível*, *A vida como ela é* e *A arte de se fazer feliz*. Neles, reunimos reflexões sobre autoconhecimento, saúde emocional e a tentativa contínua de construir uma vida com mais consciência, equilíbrio e propósito.
Meu tema tem sido a felicidade. É uma categoria universal e particular para cada um de nós. Todos necessitamos nos sentirmos felizes de algum modo, uma certa paz, um certo contentamento, uma certa luminosidade que aponta um mundo possível.
Os livros estão disponíveis em chrisganzo.com.
A felicidade não pode ser um ponto de chegada, mas sim, um exercício — algo que se faz no cotidiano, entre pequenas escolhas. Desejo que a leitura de nossos livros sejam isso: um gesto simples que, com o tempo, muda alguma coisa de lugar dentro e fora de nós, nos tornando um pouco mais universais.
❤️
10/04/2026
Eu e minha equipe gostamos muito dessa imagem, ela nos é especialmente querida.
Entrevidas (1981), de Anna Maria Maiolino, é uma performance realizada no Brasil em um período marcado pela ditadura militar. Nela, a artista caminha lentamente entre ovos espalhados pelo chão, num gesto de extrema atenção.
Caminhar entre objetos tão frágeis como os ovos não é apenas um gesto: é uma forma de atenção extrema ao mundo, onde cada passo carrega a possibilidade do irreversível.
Há uma precisão quase silenciosa nesse deslocamento. O corpo não apenas atravessa o espaço — ele o escuta. Cada movimento acontece como se o chão precisasse ser constantemente reencontrado, passo a passo. Há a necessidade de refazê-lo continuamente, no ritmo do corpo, do risco e da atenção.
Na prática clínica, penso que é isso que também se faz. Ao longo do tempo, pela escuta e pelo cuidado, vai-se construindo algo que não está pronto de antemão — algo que precisa ser sustentado e reencontrado a cada encontro. É nesse movimento contínuo de construção e reencontro que o o trabalho clínico se torna um lugar de troca, um chão possível em meio ao caos.
08/04/2026
08/04/2026
Encontros que atravessam o tempo 🤍
Há 40 anos eu acompanhei a vida de Lélia e da sua família. Por muitos anos, acompanhei cada passo, cada história dos filhos, e aquele trabalho marcou minha vida profundamente.
Alguns dias atras, passando pela placa de Paverama, pensei: “Um dia quero voltar, quero encontrá-la, ver como ela e os filhos estão.”
No domingo, de volta a Porto Alegre, não resisti: meu carro entrou no acostamento e eu decidi seguir até a cidade.
Procurei referências antigas, perguntei às pessoas na estrada e finalmente cheguei. Entrei em um restaurante e, de costas para a porta, vi uma mulher… e imediatamente soube: era Lélia.
Um grito, um abraço, olhares que carregavam décadas de histórias compartilhadas. Reencontrei também o Rodrigo, que conheci quando tinha sete anos e hoje administra o posto da família.
Passei a tarde na casa dela, colocando as histórias em dia, e minha gratidão e amor por essa família só cresceram.
Recebi uma foto dela com Rodrigo, e não consigo deixar de sorrir. Uma mulher ativa, à frente do seu tempo, que deixou marcas profundas na comunidade e no meu coração.
Lélia, obrigada por tudo. 🙏💛
Encontros que atravessam o tempo 🤍
Há 40 anos eu acompanhei a vida de Lélia e da sua família. Por muitos anos, acompanhei cada passo, cada história dos filhos, e aquele trabalho marcou minha vida profundamente.
Alguns dias atras, passando pela placa de Paverama, pensei: “Um dia quero voltar, quero encontrá-la, ver como ela e os filhos estão.”
No domingo, de volta a Porto Alegre, não resisti: meu carro entrou no acostamento e eu decidi seguir até a cidade.
Procurei referências antigas, perguntei às pessoas na estrada e finalmente cheguei. Entrei em um restaurante e, de costas para a porta, vi uma mulher… e imediatamente soube: era Lélia.
Um grito, um abraço, olhares que carregavam décadas de histórias compartilhadas. Reencontrei também o Rodrigo, que conheci quando tinha sete anos e hoje administra o posto da família.
Passei a tarde na casa dela, colocando as histórias em dia, e minha gratidão e amor por essa família só cresceram.
Recebi uma foto dela com Rodrigo, e não consigo deixar de sorrir. Uma mulher ativa, à frente do seu tempo, que deixou marcas profundas na comunidade e no meu coração.
Lélia, obrigada por tudo 🙏💛
Encontros que atravessam o tempo 🤍
Há 40 anos eu acompanhei a vida de Lélia e da sua família. Por muitos anos, acompanhei cada passo, cada história dos filhos, e aquele trabalho marcou minha vida profundamente.
Alguns dias atras, passando pela placa de Paverama, pensei: “Um dia quero voltar, quero encontrá-la, ver como ela e os filhos estão.”
No domingo, de volta a Porto Alegre, não resisti: meu carro entrou no acostamento e eu decidi seguir até a cidade.
Procurei referências antigas, perguntei às pessoas na estrada e finalmente cheguei. Entrei em um restaurante e, de costas para a porta, vi uma mulher… e imediatamente soube: era Lélia.
Um grito, um abraço, olhares que carregavam décadas de histórias compartilhadas. Reencontrei também o Rodrigo, que conheci quando tinha sete anos e hoje administra o posto da família.
Passei a tarde na casa dela, colocando as histórias em dia, e minha gratidão e amor por essa família só cresceram.
Recebi uma foto dela com Rodrigo, e não consigo deixar de sorrir. Uma mulher ativa, à frente do seu tempo, que deixou marcas profundas na comunidade e no meu coração.
Lélia, obrigada por tudo. 🙏💛
Psicanálise com textura humana para momentos de crise.
Quando tudo parece demais — falta ar, excesso de peso, tentativas que não funcionam — é aí que meu trabalho começa.
Antes de revisitar o passado, cuidamos do presente: dar forma ao que está confuso, sustentar o que vacila e criar um chão possível.
Minha abordagem é humana, prática e direta. Um espaço firme e acolhedor, onde combinamos conversa, consciência e pequenas ações para recuperar presença, clareza e direção.
A crise não é fracasso. É ponto de virada.
Para iniciar, entre em contato por DM ou pelo link disponível na bio.
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