28/04/2026
A autoimagem na infância começa a se formar muito antes de a criança conseguir se descrever com palavras. Ela se constrói nas relações, nas experiências e, principalmente, nas formas de expressão que a criança encontra para falar de si.
O desenho é uma dessas linguagens. Ao desenhar a si mesma, a criança não busca representar “como é de verdade”, mas como se percebe, como se sente, o que considera importante em si. Às vezes destaca o sorriso, outras vezes o tamanho do corpo, as cores, os detalhes — cada traço carrega signif**ado.
Esse processo é uma forma potente de autoconhecimento. A criança observa o próprio corpo, reconhece características, organiza ideias sobre quem é e começa a construir sua identidade. Ao mesmo tempo, ao compartilhar seus desenhos, ela também se coloca no mundo, se comunica e se vê no olhar do outro.
Valorizar esses registros é reconhecer que a autoimagem não é algo pronto — ela está em construção. E quanto mais a criança tem espaço para se expressar com liberdade, sem padrões ou correções, mais segura ela se sente para ser quem é.
Desenhar-se é, muitas vezes, o primeiro passo para se reconhecer. ✨
24/04/2026
A composteira, dentro da escola, é muito mais do que um espaço de descarte — é um lugar de transformação, consciência e aprendizado vivo.
Quando as crianças participam da construção e do cuidado com a composteira, elas acompanham de perto o ciclo dos alimentos: o que antes era resto se transforma em vida, em terra fértil, em possibilidade de recomeço. Esse processo torna visível algo essencial — tudo está conectado.
Mais do que aprender sobre sustentabilidade, elas vivenciam uma educação sustentável. Observam o tempo das transformações, compreendem o impacto das suas ações e desenvolvem uma relação mais consciente com o consumo, o desperdício e o cuidado com o meio ambiente.
A composteira ensina sobre responsabilidade, paciência e pertencimento. Ensina que cuidar do mundo também é cuidar do que fazemos todos os dias.
E quando a criança participa desse processo desde cedo, ela não apenas aprende — ela se forma como alguém que reconhece seu papel na construção de um futuro mais consciente e equilibrado. 🌱
22/04/2026
Na segunda-feira, o Grupo Memórias se deparou com um encontro inesperado: um maracujá verde, caído no chão. O que poderia passar despercebido, aqui virou investigação.
Como será que ele está por dentro? Dá pra comer? Eles são iguais?
As perguntas surgiram antes mesmo de qualquer resposta — e foi justamente nelas que a experiência começou.
Ao abrir a fruta, o grupo se aproximou, observou, tocou, comparou.
“Profe, ele faz cosquinha”, disse Sofia ao explorar o maracujá sem sementes.
“Será que se apertar f**a uma geleia?”, questionou Martim, atento à textura.
“Dá pra brincar de montar de volta bem direitinho”, sugeriu, convidando a colega para continuar a descoberta.
Uma fruta que ainda não estava madura se transformou em um campo de investigação, onde cada criança pôde experimentar, levantar hipóteses, testar ideias e construir sentidos a partir da própria vivência.
Porque na infância, perguntar é um movimento natural.
E estar disponível para escutar, sustentar a curiosidade e caminhar junto nas descobertas é o que dá profundidade às experiências.
Seguimos assim: entre perguntas, descobertas e pequenas grandes investigações que nascem do cotidiano.
16/04/2026
Plantar é mais do que colocar uma semente na terra. 🌱
É acompanhar o tempo, cuidar, esperar, observar e se envolver com cada transformação.
Aqui, as crianças plantam, regam, observam crescer, colhem e, muitas vezes, se alimentam do que cultivaram. Nesse processo, constroem vínculo com a natureza, compreendem de onde vem o alimento e desenvolvem cuidado, responsabilidade e pertencimento.
Entre terra nas mãos e olhos curiosos, elas aprendem que tudo tem seu tempo — e que crescer também é um processo.
13/04/2026
Nessa Sexta dia 10 que passou, na mesa de experiências, as crianças puderam manusear a tesoura, explorando essa ferramenta com curiosidade e entusiasmo.
Algumas ainda estão em processo de aprendizagem, desenvolvendo a coordenação e a forma correta de segurar, mas todas demonstraram muito interesse e empolgação ao utilizar a tesoura. Foi um momento de descobertas, concentração e exploração das habilidades.
10/04/2026
1º Bazar Pirlimpimpim 🧡
Crescem rápido… e as roupas f**am para trás.
Que tal dar novos caminhos para o que já não serve mais?
Vem aí o nosso Bazar!
Uma oportunidade de renovar o guarda-roupa, garimpar peças especiais e fortalecer a economia circular.
Roupas, calçados e achadinhos cheios de história, tudo com cuidado e afeto.
Participe, compartilhe, reaproveite!
Local: Escola Pirlimpimpim
Todos serão bem vindos, esperamos por vocês!
07/04/2026
Gelo e Ervas: uma experiência que convida o corpo inteiro a participar.
Ao tocar o frio, observar o derreter, sentir os aromas e manipular os elementos, a criança não apenas explora — ela investiga, compara, percebe mudanças e constrói relações entre o que sente e o que acontece. A experiência multisensorial amplia as formas de conhecer o mundo, integrando tato, olfato, visão e movimento em um mesmo percurso.
Mais do que uma proposta, é um encontro com a natureza em sua forma mais sensível: o tempo do gelo que se transforma, o cheiro das ervas que se revela, a curiosidade que conduz a descoberta.
É nesse tipo de vivência que o aprendizado deixa de ser abstrato e passa a ser sentido, vivido e signif**ado pela própria criança.
02/04/2026
O Grupo Experiências é formado por crianças de 3 anos e meio a 5 anos, uma fase em que as crianças ampliam suas perguntas, suas ideias e suas formas de compreender o mundo.
Aqui, elas têm espaço para investigar, imaginar e construir.
Investigar o mundo ao seu redor, fazer perguntas, observar a natureza, os animais, as histórias e as pessoas.
Imaginar através do faz de conta, das histórias, dos desenhos, das construções, das fantasias e das brincadeiras simbólicas.
E construir não só com blocos, argila e materiais, mas construir pensamentos, amizades, autonomia, combinados e sua própria identidade.
O Grupo Experiências é esse lugar onde a infância pode ser vivida com tempo, natureza, brincadeira, imaginação e relações que dão sentido a tudo que é vivido na escola.
30/03/2026
No Grupo Vivências, que atende crianças de 1 ano e 10 meses a 3 anos e meio, o aprender acontece principalmente através das relações, das descobertas e das experiências do dia a dia.
É nessa fase que o relacionar-se ganha muita força: com outras crianças, com os adultos, com os espaços, com a natureza e com tudo o que está ao redor. É convivendo, observando, imitando, tentando, errando e tentando de novo que as crianças vão construindo sua autonomia, sua linguagem e sua forma de estar no mundo.
Aqui, valorizamos o brincar, o tempo de cada criança, as experiências no pátio, o contato com a natureza, as artes e as pequenas descobertas que, para eles, são sempre grandes conquistas.
26/03/2026
Grupo Ninho – de 4 meses a 1 ano e 9 meses
No Grupo Ninho, cada gesto é importante, cada descoberta é grande e cada bebê é olhado em sua individualidade.
Aqui, o tempo é mais lento, o colo é presente, a escuta é atenta e a rotina acontece com sensibilidade e flexibilidade, respeitando os ritmos de cada criança.
Entre colo, brincadeiras, primeiras explorações com água, areia, tintas naturais, texturas e natureza, os bebês vão construindo vínculos, pertencimento e confiança no mundo ao seu redor.
O Ninho é o começo de tudo.
É onde sentir, descobrir e vivenciar acontecem pela primeira vez fora do colo da família — mas ainda com muito colo, cuidado e afeto.
20/03/2026
Aqui na escola, as crianças plantam, acompanham o crescimento, colhem e se alimentam do que cultivam.
Vivenciam o tempo da natureza, criam vínculo com o alimento e compreendem, na prática, de onde ele vem.
Mais do que plantar, elas participam de todo o processo 🌿