Marina Kiener

Marina Kiener Compartilho conteúdos focados em evolução pessoal, qualidade de vida e superação de desafios.

Sou especialista em psicopedagogia, com pós-graduação no Instituto Pichon-Rivière, MBA em neurociência e comportamento em andamento na PUC-RS e também sou estudiosa da Kabbalah há 20 anos.

🌿 SUCOT, OS USHPIZIN, AS SEFIROT E A OR MAKIF Sucot nos conduz à Sucá, uma estrutura simples e temporária que cria um es...
25/09/2026

🌿 SUCOT, OS USHPIZIN, AS SEFIROT E A OR MAKIF

Sucot nos conduz à Sucá, uma estrutura simples e temporária que cria um espaço para receber uma dimensão de Luz que ultrapassa os limites habituais do nosso vaso.

Em 2026, inicia no entardecer do dia 25 de setembro.

Na Kabbalah, essa Luz é associada à Or Makif, a Luz Circundante. Ela envolve o vaso e aponta para aquilo que ainda estamos desenvolvendo capacidade para receber.

Durante os sete dias, recebemos os Ushpizin, os sete convidados elevados. Cada dia traz uma qualidade específica da Árvore da Vida.

1º dia | AVRAHAM | CHESSED
Amor, generosidade e expansão. A força de compartilhar e ampliar a capacidade de dar.

2º dia | ITZCHAK | GEVURÁ
Força, limite e discernimento. A capacidade de estabelecer limites e direcionar a energia.

3º dia | YAAKOV | TIFERET
Harmonia e equilíbrio. A integração entre Chessed e Gevurá, encontrando uma medida adequada entre dar e receber.

4º dia | MOSHE | NETZACH
Perseverança e superação. A força para avançar diante dos obstáculos e permanecer ligado ao propósito.

5º dia | AHARON | HOD
Humildade, reconhecimento e gratidão. A capacidade de reconhecer a Luz e compreender o próprio lugar na relação com o outro.

6º dia | YOSEF | YESOD
Conexão e fundamento. A energia que estabelece vínculos e conduz aquilo que foi construído para a manifestação.

7º dia | DAVID | MALCHUT
Receptividade e manifestação. Malchut recebe e expressa aquilo que foi elaborado nas etapas anteriores.

A alegria ocupa um lugar central em Sucot. A festividade é chamada de Zman Simchateinu, “o tempo da nossa alegria”.

A alegria cria uma condição favorável para receber a Luz, compartilhar, fortalecer os vínculos e participar conscientemente da construção coletiva.

Sucot reúne, assim, três movimentos importantes. A Or Makif nos envolve, os Ushpizin nos conduzem pelas qualidades das sefirot e a Simchá favorece nossa capacidade de receber e compartilhar.

Que cada dia de Sucot seja uma oportunidade para reconhecer a qualidade que estamos sendo convidados a desenvolver.

Shabat Shalom🤍
Chag Sucot Sameach! 🌿

arvoredavida simcha tikun

20/09/2026
E  se retornar não fosse recuar?Jonas sabia o que precisava fazer e fugiu.Embarcou num navio em direção oposta, desceu a...
20/09/2026

E se retornar não fosse recuar?

Jonas sabia o que precisava fazer e fugiu.

Embarcou num navio em direção oposta, desceu ao porão e dormiu.

Mas no fundo do mar, dentro do peixe, ele parou de fugir e retornou.

Não para trás, mas para a própria essência.

Teshuvá é isso. A gente revive uma experiência, vê onde o ego se atrapalhou, onde se desconectou, onde podia ter agido diferente. É um processo de depuração. A partir do que se aprende, o desejo se modifica. E um desejo que se modifica muda a forma como a gente recebe a Luz.

Jonas não fugiu da Teshuvá. Ele chegou a ela dentro do peixe.

Em Yom Kippur, se lê a história de Jonas durante o serviço sagrado. Este ano, começa ao anoitecer de domingo, 20 de setembro, e encerra ao anoitecer de segunda-feira, 21 de setembro. 25 horas de Teshuvá.

O que em vocês ainda está no porão do navio?

Tem coisas que a gente ouve mil vezes e que ainda assim não entende.Moisés está no fim da vida. Sabe que não vai pisar n...
18/09/2026

Tem coisas que a gente ouve mil vezes e que ainda assim não entende.

Moisés está no fim da vida. Sabe que não vai pisar na terra prometida pela qual conduziu o povo por décadas. Poderia usar seus últimos momentos para mais uma lei, mais uma instrução, mais uma tentativa de ser ouvido.

E ele escolhe fazer uma canção.

A Parashá de Haazinu pede que essa canção seja ouvida com os ouvidos inclinados, em total atenção. O Zohar ensina que há uma qualidade de escuta que vai além do simples ouvir. Uma escuta que nos conduz ao discernimento profundo, à compreensão da intenção daquilo que está sendo dito e da forma como é recebido. E o que germina a partir disso é o próprio entendimento, atribuído à sefirah de Biná.

Estamos num período muito propício para o processo de Teshuvá. Teshuvá é o retorno a si mesmo. A gente revisita uma experiência, não para ficar presa nela, mas para ver onde o ego se atrapalhou, onde a Luz não entrou com toda a sua potência. Quando se olha com clareza para isso, o desejo que viveu aquela experiência se transforma. Um desejo transformado muda a forma como a gente recebe a Luz. De oculta, ela passa a revelada. Esse é o retorno, para o que já havia dentro da gente, e que a experiência ajudou a acessar.

Porque quando Moisés escolhe fazer uma canção, ele nos convida a entrar em ressonância com uma frequência que eleva a consciência para esse encontro.

Qual o entendimento que você acha que precisa ter, e que você ainda não conseguiu alcançar?

Shabat Shalom 🤍

O que você queria ter realizado neste ano e ainda não realizou? Muita gente repete as mesmas promessas a cada réveillon....
11/09/2026

O que você queria ter realizado neste ano e ainda não realizou?

Muita gente repete as mesmas promessas a cada réveillon. A Kabbalah olha para isso de um jeito bem concreto.

Hoje, sexta-feira, 11 de setembro, ao pôr do sol, começa Rosh Hashaná, o ano novo do calendário kabbalístico. Rosh quer dizer cabeça. Hashaná, do ano. São dois dias, até o anoitecer de domingo, 13. E neste ano eles caem junto com o Shabat, o dia semanal de maior conexão com a Luz.

A cabeça comanda o corpo. Do mesmo jeito que uma manhã confusa contamina as horas seguintes, o que a gente vive agora dá o tom dos próximos 365 dias.

Os sábios ensinam que é nesse momento que os livros se abrem. Cada escolha, cada palavra, cada intenção dos últimos doze meses entra em avaliação.

Isso assusta na primeira vez que a gente escuta.

A Kabbalah fala de preparo. Esse preparo se chama Teshuvá, o retorno para a própria essência. Eu estou indo para um julgamento, mas já fiz o meu "tema de casa". Olhei onde fui reativa, onde me desconectei, onde o meu ego atrapalhou. Nesse processo não existe espaço para culpa.

Segundo os mestres da Kabbalah, nesses dias uma Luz nova precisa descer para o próximo ciclo. O que chama essa Luz é o desejo de cada um de nós.

É para isso que existe o Shofar, o chifre de carneiro tocado nessa data. Um som sem palavras, que acorda o desejo mais profundo e rompe as cascas que travam a chegada da Luz, as klipot.

Desta vez, por causa do Shabat, o Shofar espera. Ele soa só no domingo. E a Kabbalah explica que o próprio Shabat faz esse trabalho.

A pausa faz o papel do som.

E o que isso tem a ver com o que você ainda não realizou?

Quando foi a última vez que você parou antes de recomeçar?

Quando olha para o que viveu até aqui, você se acusa ou se prepara?

Quando o Shofar tocar no domingo, qual desejo ele vai encontrar em você?

Você costuma fazer um balanço do ano antes de planejar o próximo? Responde com sim ou não.

Salva esse post para reler antes do segundo dia de Rosh Hashaná.

Shabat Shalom e Shaná Tová Umetuká 🤍🍎🍯

Que sejamos todos escritos no Livro da Vida.

Nomear um padrão, uma aluna soube fazer, mas transformar, não... Ela disse uma frase que resume essas duas parashiot ( N...
04/09/2026

Nomear um padrão, uma aluna soube fazer, mas transformar, não... Ela disse uma frase que resume essas duas parashiot ( Nitzavm e Vayelech) melhor do que qualquer explicação técnica que eu desse.

Ela passou anos sabendo exatamente de onde vinha o desprezo que sentia desde criança, sabia até reconhecer quando ele se repetia disfarçado, no trabalho, nas relações, em países diferentes.

Um dia ela me disse uma coisa que guardo até hoje. "O grande trabalho não é o perdão que todo mundo fala. É conseguir reescrever a história, zerar as contas com tudo aquilo que a gente construiu a partir daquela dor."

Zerar as contas. Antes do início de um novo ciclo , é disso que Nitzavim fala.

Nessa parashá, o povo está de pé diante de D'us, prestes a renovar a aliança. E ali aparece uma frase que ecoa há gerações. A escolha está diante de você. Vida ou morte, bênção ou maldição. Escolhe a vida.
É um convite pra parar de fingir que a escolha não existe.

No Zohar, existe uma distinção que considero uma das mais importantes do ano. Teshuvá pode nascer da dor ou pode nascer do amor. Quando nasce da dor, a pessoa foge do erro por medo de repeti-lo. Quando nasce do amor, a pessoa se aproxima de quem já é capaz de ser.

Ela não “zerou as contas” com raiva do passado. Zerou por amor ao que estava construindo depois dele. Hoje pessoas que não falavam com ela estão sorrindo, e situações que antes irritavam se diluem fácil.

Logo depois de Nitzavim vem Vayelech. Moshê entrega a liderança a Yehoshua, e o povo se prepara pro Hakhel, aquele momento em que todos se reúnem pra ouvir a Torá junto, ou seja, através da unidade.

Teshuvá por amor é mais fácil quando tem gente perto lembrando você de quem está escolhendo ser.

Que conta você ainda carrega, esperando o momento certo pra “zerar”?

Guarda esse post se ele te ajudou. Conhece alguém prestes a entrar num ciclo novo carregando o de trás?
Manda pra essa pessoa.
A
Shabat Shalom 🤍

Essa é a Elisa, que me belecava quando eu era bebê em Moçambique, esse jeito de carregar criança enrolada num pano. Atrá...
03/09/2026

Essa é a Elisa, que me belecava quando eu era bebê em Moçambique, esse jeito de carregar criança enrolada num pano. Atrás de nós, o oceano Índico, onde nasceu minha visão cosmopolita de mundo. Talvez por isso o que uma aluna me disse ficou tanto tempo reverberando em mim.

Ela mora fora do Brasil há dez anos. Já construiu casa, negócio, casamento, uma vida inteira com as próprias mãos. Ainda assim, outro dia, numa conversa, ela resumiu um sentimento antigo de que queria ficar onde está e finalmente pertencer ali.

Quando ela chegou lá, tudo que ela era no Brasil deixou de valer. O cargo, a fala rápida, o jeito de resolver as coisas sozinha. De repente não sabia a língua direito, não entendia os costumes, não conseguia se explicar. Virou adulta e criança ao mesmo tempo.

Ela passou anos escolhendo entre duas saídas ruins. Aproximar-se só de brasileiras tão perdidas quanto ela, onde ninguém tirava ninguém do buraco. Ou ficar sozinha, sem se sentir parte de canto nenhum.

A mudança começou com uma pergunta simples. Será que essa história de que não existe gente boa pra se conectar aí é verdade, ou é uma crença trazida na mala? Ela pensou um pouco e admitiu que hoje, já enraizada, tem amizade com brasileiras e com gente de lá também. A escassez nunca foi do lugar. Era da fase.

Na Kabbalah existe um princípio chamado Arvut. Fala de colaboração mútua, de como a gente se conecta com o outro, nunca sozinho e nunca competindo por espaço. Pertencimento.

Eu entendo isso de um jeito bem pessoal. Nasci na Suíça, morei em Moçambique, São Paulo e Porto Alegre. Aprendi cedo que casa não é um ponto fixo no mapa. Talvez por isso que goste tanto de me conectar com brasileiras que moram no exterior.

Hoje, isso é uma das razões pelas quais escolho trabalhar com grupos, onde esse tipo de pertencimento se desenvolve com facilidade, entre pessoas com afinidade real na forma de pensar e sentir a vida.

E você, onde quer que esteja hoje, o que espera pra finalmente se sentir parte?

Guarda esse post se ele nomeou algo que você não tinha colocado em palavras. Conhece alguém morando fora que precisa ler isso? Manda pra ela.

31/08/2026

Ontem encerrei o primeiro ciclo do grupo Mentoria Fome da Alma, e uma frase ficou comigo, "da escravidão pra Terra Prometida ninguém sai num passo só."

Salva pra lembrar disso na próxima vez que a mudança parecer lenta demais.

Em que etapa você está?

Duas pessoas podem fazer exatamente o mesmo trabalho, com o mesmo empenho, e receberem resultados completamente diferent...
28/08/2026

Duas pessoas podem fazer exatamente o mesmo trabalho, com o mesmo empenho, e receberem resultados completamente diferentes. Por que isso acontece?

A Parashá Ki Tavô, que significa quando entrares, começa com essa pergunta escondida atrás de um mandamento simples. Ao entrar na terra, cada pessoa deveria levar ao Templo os primeiros frutos da colheita, os bicurim, como reconhecimento de que todo sustento vem de D´us.

O detalhe que chama atenção aparece em quem tinha só um pé daquela espécie de fruta. Mesmo assim, precisava doar aquele fruto. Era declarar confiança na abundância antes de ter qualquer garantia de que outros frutos viriam.

O Zohar lê esse gesto como uma forma de elevar o nosso nível de confiança na Luz e de mudar a mentalidade. O sustento é um acordo com a própria consciência sobre quanto se acredita merecer, não uma equação de esforço. Quem só multiplica trabalho sem rever essa crença continua girando na mesma roda, ano após ano.

Reconheço esse movimento na minha história. Depois da minha separação, decidi construir sozinha o que hoje é meu projeto, sem estar mais debaixo da asa de ninguém. Descobri, nesse processo, que sempre tinha acreditado precisar de alguém para ser alguém.

Aprender a receber pelo que eu já era, e não pelo tanto que eu trabalhava, foi a parte mais difícil de toda a mudança.

Estamos no mês de Elul, tempo de rever o que ainda planejamos merecer, o quanto estamos dispostos a mudar, e fazer o processo de tikun para aumentar a conexão com a Luz. Quanto você já decidiu que tem direito de receber, antes mesmo de qualquer esforço a mais no mundo físico?

Shabat Shalom 🤍

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Porto Alegre, RS

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