Marina Kiener

Marina Kiener

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Compartilho conteúdos focados em evolução pessoal, qualidade de vida e superação de desafios.

Sou especialista em psicopedagogia, com pós-graduação no Instituto Pichon-Rivière, MBA em neurociência e comportamento em andamento na PUC-RS e também sou estudiosa da Kabbalah há 20 anos.

22/05/2026

Nesta semana, estudamos a Parashá Nassô que significa elevar.

E o Shabbat nos convida exatamente para criar um espaço de maior conexão com a Luz, com as pessoas e com nós mesmos.

Ao nos reunirmos à mesa, compartilharmos as refeições e desacelerarmos a rotina, abrimos espaço para receber novas porções de alma. O espiritual e o físico deixam de parecer separados e começamos a perceber mais unidade naquilo que vivemos.

Que este Shabbat seja uma oportunidade de elevação, presença e paz verdadeira.

Shabbat Shalom🤍

21/05/2026

🌾 Shavuot 2026 começa na quinta-feira (21.05), ao anoitecer.

Na visão da Kabbalah, trata-se de uma abertura cósmica associada ao recebimento da sabedoria, um momento em que a consciência humana pode acessar um nível mais elevado de percepção, compreensão e alinhamento.

Após os 49 dias da Contagem do Ômer, chegamos ao ponto em que o recipiente construído ao longo da jornada pode receber uma nova porção de Luz. Por isso, os kabbalistas enxergam essa data como um dos períodos mais importantes do calendário espiritual.

Durante Shavuot, é costume estudar durante a noite, ler os Dez Enunciados, aprofundar-se na história de Ruth e refletir sobre o que significa viver de forma mais coerente com a própria alma. Não como teoria distante, mas como prática consciente no cotidiano.

Há também costumes ligados à festividade que carregam simbolismos profundos:

🌿 decorar a casa com flores e folhagens, lembrando o florescimento do Sinai;
🥛 consumir alimentos lácteos, associados à nutrição espiritual da Torá;
📖 permanecer em estudo na noite de Shavuot, no chamado Tikun Leil Shavuot, buscando refinamento interno e expansão da consciência.

Shavuot marca o encontro entre conhecimento e transformação. Porque receber a Torá, na leitura kabbalística, significa receber instruções capazes de reorganizar a forma como nos relacionamos com o desejo, com o tempo, com os outros e com a própria vida.

Chag Sameach! 🤍

15/05/2026

Como você reage quando o silêncio aparece?

Nesta semana estudamos a Parashá Bamidbar, que significa “no deserto”. Na visão kabbalística, o deserto não representa apenas um lugar físico. Representa um estado onde diminuem os excessos, as distrações e os ruídos que normalmente ocupam nossa atenção.

É interessante perceber que o povo saiu do Egito rapidamente, mas levou décadas atravessando o deserto. A escravidão física terminou antes da escravidão emocional.

O Zohar relaciona Bamidbar a Zeir Anpin, ligado às emoções e à estrutura interna que sustenta nossas escolhas. Por isso, essa parashá fala tanto sobre organização: as tribos, o Mishcan, as funções, os deslocamentos. Nada está aleatoriamente colocado.

Quando a Torá descreve cada tribo ocupando seu lugar, também está falando sobre a necessidade de organizar aquilo que existe dentro de nós.

Sem essa estrutura:
• reagimos impulsivamente;
• repetimos padrões;
• iniciamos mudanças sem conseguir sustentá-las.

O deserto revela justamente aquilo que normalmente evitamos perceber.

Bamidbar também traz um ensinamento profundo sobre libertação. Sair do Egito não era apenas mudar de lugar. Era deixar de manter vínculo interno com aquilo que aprisionava.

Nem toda ruptura representa liberdade.
Às vezes a pessoa apenas muda o cenário externo enquanto continua emocionalmente presa ao mesmo padrão.

A parashá dessa semana nos convida a observar: o que hoje ainda ocupa espaço dentro de nós sem possuir mais função na nossa caminhada?

Shabat Shalom🤍

08/05/2026

Nas parashiot Behar e Bechukotai, a Torah nos revela algo que vai muito além de leis agrícolas, ela nos entrega um mapa espiritual da abundância.

A cada sete anos, a terra para. Descansa. E nesse silêncio aparente, algo profundo acontece: a nossa conexão com a Fonte se intensifica.

Na Kabbalah, o número sete é uma estrutura. Assim como o Shabat encerra cada semana e eleva nossa frequência, o Shemitá encerra cada ciclo de sete anos e eleva a nossa consciência coletiva. Ambos nos ensinam que a abundância não nasce do controle, mas da confiança.

Esse ciclo está diretamente ligado ao conceito de unificação de Zeir ampim e malchut. As sementes, as raízes, a base de tudo que frutifica. Porque antes de qualquer colheita vem o plantio. E antes do plantio vem o refinamentodas intenções. É no espaço que criamos, dentro de cada semana, dentro de cada ciclo, que a Luz encontra abertura para fluir.

Quando nos permitimos parar, quando escolhemos confiar ao invés de acumular, ativamos o canal da Ohr Makif, a Luz Circundante que envolve, protege e expande tudo ao nosso redor. É a prosperidade que não depende do esforço bruto, mas da elevação de consciência.

O Shabat de hoje é essa oportunidade e deixe que a paz habite em você.

Cada Shabat vivido com plenitude é uma semente plantada no campo da sua vida. E toda semente plantada em solo de confiança... floresce em abundância.

Shabat Shalom uMevorach 🤍

04/05/2026

Em 2026, Lag BaOmer começa no entardecer de 4 de maio e termina no entardecer de 5 de maio.

Nesta data, celebramos o fim da peste entre os discípulos de Rabi Akiva, a revelação do Zohar e a elevação espiritual de Rabi Shimon Bar Yochai. Lag BaOmer é um dia de alegria e união, onde elevamos nossa consciência ao celebrarmos juntos.

Mais do que ações externas, Lag BaOmer é uma oportunidade de abrir espaço interno, alinhar-se com a Luz e reconhecer que a verdadeira conexão acontece quando nos sintonizamos com a Fonte.

Chag Sameach!✨️🤍

01/05/2026

Como suas palavras constroem o seu mundo?

Neste Shabat, estudamos a Parashá Emor (que significa “falar”), um convite para refletir sobre o poder da nossa fala. Emor nos lembra que a fala não é apenas som, mas construção de realidades.

No Shabat, esse poder da palavra se transforma em uma ponte de paz. Quando falamos com intenção de unir, de acalmar, de elevar, criamos um Shabat que não é apenas um momento no tempo, mas uma experiência de unidade.

Emor nos convida a fazer do Shabat a expressão da nossa fala mais elevada: aquela que aproxima, silencia conflitos e nos conecta à paz.

Shabat Shalom🤍

24/04/2026

Shabat Shalom🤍

Acharei Mot e Kedoshim nos conduzem a um ponto central na Kabbalah: a necessidade de estrutura para que a santidade possa se manifestar.

Acharei Mot apresenta o conceito de limite.
Não como restrição punitiva, mas como condição para acessar níveis mais elevados de consciência.

Kedoshim aprofunda esse caminho ao trazer uma instrução direta: "Sejam santos.”

No Zohar, santidade é compreendida como similaridade de forma com a Luz. Isso não se constrói no isolamento, mas na forma como a pessoa age, principalmente nas relações.

Por isso, a Torá conecta santidade a ações objetivas tais como honestidade, integridade, cuidado com o outro.

Portanto, é fundamental desenvolver a
capacidade de se conter antes de reagir para escolher a forma como irá agir.

Shabat cria o espaço para esse ajuste.
Um tempo de unificação, onde a conexão com a Luz acontece também no encontro com as pessoas.

Que este Shabat seja vivido com consciência nas relações. Com escolhas mais alinhadas e presença verdadeira em cada interação.

E você? Onde, hoje, a sua consciência é mais desafiada nas suas relações?

Shabat Shalom🕯🕯

10/04/2026

Na Parashá Shemini, aprendemos sobre o momento em que um espaço sagrado foi finalizado para trazer mais Luz ao mundo.

Da mesma forma, nós também temos a chance de “finalizar” etapas internas, corrigindo o que precisamos para crescer.

Ao nos prepararmos para o Shabbat, buscamos elevar nossa energia, criando uma sintonia com a paz e a abundância que o Shabbat oferece. Cada pequeno ajuste interno nos torna mais aptos a receber essa Luz.

Shabbat Shalom!🤍

01/04/2026

Pêssach começa ao pôr do sol de 1º de abril e vai até 9 de abril de 2026.

Mas antes de ser uma tradição antiga…
ele é um convite muito atual.
Pêssach relembra a libertação de um povo que viveu como escravo no Egito.
E essa história é contada, todos os anos, durante um jantar especial chamado Seder.

Na Kabbalah, o Egito representa tudo aquilo que nos aprisiona hoje,
medos, padrões repetitivos, pensamentos negativos, dependência da opinião dos outros.

Durante esses dias, existe também um símbolo muito forte: retiramos alimentos fermentados e comemos a matsá, um pão simples, sem fermento.

Por quê? Porque o fermento representa o ego inflado. E a matsá nos lembra de voltar ao essencial.

Pêssach é um convite para olhar para dentro e se perguntar:

O que ainda está me limitando?
O do que eu preciso me libertar?

Essa travessia não aconteceu só no passado.
Ela pode começar agora, dentro de você.

Chag Sameach 🤍

27/03/2026

Shabbat Shalom🤍

Na Parashá Tzav, há um ensinamento importante ligado a continuidade. O fogo no altar não podia se apagar.
Esse fogo não é apenas físico. Ele representa algo que precisa ser sustentado dentro de nós. A intenção que colocamos em cada ação, o estado interno com o qual nos movemos, a qualidade do que entregamos ao mundo.

Existe uma tendência de automatizar. Fazer por obrigação, por hábito, por repetição. E, aos poucos, aquilo que antes tinha significado perde força.

Tzav vem nos lembrar que não é apenas o que fazemos, mas como fazemos.
Cada ato pode ser vazio ou pode ser preenchido. E o que preenche é a consciência que colocamos nele.

Quando nos conectamos com o amor que existe no nosso coração, até as ações mais simples ganham outra dimensão. Um cuidado, uma palavra, uma escolha cotidiana deixam de ser apenas tarefas e passam a beneficiar o entorno.

Sustentar esse estado exige constância. Exige lembrar, ao longo do dia, de retornar para dentro e reacender esse fogo.

O Shabbat chega como esse momento de reconexão. Um espaço para restaurar essa chama, para lembrar que a verdadeira transformação não está em fazer mais, mas em fazer com mais verdade.

Hoje, observe: como você tem executado suas ações?

Que possamos, neste Shabbat, reacender esse fogo interno e permitir que cada gesto seja sustentado pelo amor que já existe dentro de nós.

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