O IMADIN incentiva a literatura em suas mais diversas formas de expressão, inspirado no legado da escritora Maria Dinorah. Maria Dinorah:
Professora por formação, jornalista por carisma, contadora de histórias, ativista cultural e escritora, Maria Dinorah Luz do Prado (1925-2007) foi uma das primeiras figuras da Literatura Infantil e Infantojuvenil no Rio Grande do Sul a dedicar-se tanto à criação artística quanto ao desenvolvimento de sua arte e à aproximação dos autores e suas obras aos seus leitores e às escolas. Nascida em Porto Alegre, em 13 de maio de 1925, passou sua juventude em Torres (RS), voltando à região metropolitana em 1938. Foi alfabetizadora, formou-se em Letras pela Faculdade Portoalegrense de Filosofia, Ciências e Letras em 1967, tendo trabalhado como professora de Português e alfabetizadora até o ano de 1989. Foi ainda Coordenadora do Setor de Promoções Culturais da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul nessa época. Obteve o grau de Mestre em Literatura de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1978, com a dissertação A literatura infantil de Erico Verissimo, orientada pelo professor Guilhermino Cesar . A produção literária de Maria Dinorah se inicia em Alvorecer (1944) e acontece, de forma esporádica, em mais duas obras: No tempo e na vida (1952) e Seara de Luz (1962). Depois disso, a autora publicou, em intervalos de tempo bastante curtos, mais de cem títulos até a virada do século XX. A maioria de seus livros é de poesias e de Literatura Infantil e Infantojuvenil, mas Maria Dinorah flertou também com os paradidáticos, como em Educando para o trânsito e O trânsito vai à bicholândia, e com a crítica literária em O livro infantil e a formação do leitor e O livro na sala de aula: uma alternativa em educação e leitura . Vários prêmios, títulos e homenagens foram-lhe dirigidos: o Prêmio Guararapes, da União Brasileira de Escritores/SP, pelas obras A fábrica das gaiolas, Solidão e mel, Uma e una; o Prêmio Jorge de Lima, pelo livro Geometria de sombra, em 1992, livro que também rendeu o Prêmio Jabuti no mesmo ano. A Associação de Críticos de Arte, a Fundação Nacional Livro Infantil e Juvenil, o Instituto Piaget (Lisboa) e a Feira de Bolonha (Itália) estão entre as entidades que reconheceram a grandeza de sua produção. A escritora teve ainda a honra de ser a primeira mulher escolhida como Patrona da tradicional Feira do Livro de Porto Alegre em sua 35ª edição no ano de 1989. Com grande atuação na imprensa, Maria Dinorah assinou colunas de crítica literária por anos e colaborou com jornais de diferentes cidades brasileiras, como Folha da Tarde, Diário da Tarde, Jornal do Comércio, Correio do Povo, Lidador, Zero Hora, sendo, inclusive, criadora de suplementos dirigidos ao público infantil. Em 1988 e 1989 organizou e apresentou o Programa Viva o Livro, da Rádio Feplam/RBS, em Porto Alegre, no qual comentava a produção de Literatura Infantil no País. Sua obra está situada, por sua recepção e pela história literária sul-rio-grandense, entre as publicações de Literatura Infantil de maior êxito junto ao público, especialmente o escolar, tendo sido, talvez, a autora gaúcha mais produtiva e mais lida pelo público infantil.