OBECI - Paulo Fochi

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Comunidade de apoio ao desenvolvimento profissional idealizada e coordenada por Paulo Fochi Comunidade de Apoio ao Desenvolvimento Profissional

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 09/12/2025

Manifestamos nossa profunda preocupação com a série de projetos de lei, emendas e destaques em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que dispõem sobre a possibilidade de oferta do ensino domiciliar na Educação Básica, também conhecido como homeschooling.

O tema do ensino domiciliar é extremamente polêmico, carece de consenso e traz grande impacto para a proteção integral de bebês, crianças e adolescentes. O avanço dessa matéria pode ampliar desigualdades educacionais, dificultar a identificação de situações de abuso, negligência e violação de direitos, além de reduzir o espaço de fiscalização do poder público na garantia da prioridade absoluta de bebês, crianças e dos jovens.

A escola exerce papel essencial na educação e na proteção, convivência e detecção de riscos. Neste último, a escola é o ambiente mais efetivo do Sistema de Garantia de Direitos, identificando de forma sistemática violências e violações. Dados do Ministério da Saúde (Atlas da Violência 2025) indicam que a violência doméstica representa 67,8% dos casos entre crianças de 0 a 4 anos, 65,9% entre 5 e 14 anos e 48,4% entre 14 e 19 anos, sendo os familiares os principais agressores.

O homeschooling vai na contramão dos avanços da educação brasileira, como a expansão da educação em tempo integral e o combate à evasão escolar. Representa grande impacto para os entes subnacionais por conta da criação de obrigações hoje inexistentes na organização da educação pública, inclusive no Sistema Nacional de Educação recém aprovado e nos mecanismos de financiamento da educação do Brasil.

Expressamos nossa firme oposição diante da possibilidade de aprovação do homeschooling confiantes de que os parlamentares defenderão os direitos das crianças e adolescentes com prioridade absoluta. Contamos com a atuação decidida de seus mandatos rejeitar integralmente a aprovação do homeschooling em nosso País em quaisquer iniciativas legislativas.

Parlamentar, diga NÃO ao homeschooling! 📣

Leia o posicionamento completo assinado por 91 organizações da sociedade civil (link na bio do perfil )

05/09/2025

Hoje iniciamos um percurso de Minilab OBECI com quatro escolas de educação infantil, 2 no Rio Grande do Sul , 1 da Bahia e 1 do Pará **carcreche . Coordenados pelo professor e pelas coordenadoras pedagogicas da e da iremos conduzir um percurso de formação com as instituições que estão interessadas na Abordagem do OBECI.

Um começo bem interessante e animador de aprender a olhar para o cotidiano pedagógico e construir qualidade a partir da transformação dele.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Deleitar-se com um livro literário, apreciando as imagens, experimentando a prática social de passar as páginas do livro, concentrando-se na experiência sequencial das imagens que vão contando uma história, constitui uma das mais ricas e complexas experiências de aprendizagem que uma criança pode viver nos primeiros anos. Essa experiência literária mobiliza simultaneamente múltiplas competências cognitivas e emocionais. A apreciação estética das ilustrações desenvolve a sensibilidade visual e a capacidade de leitura de imagens, uma linguagem fundamental em nossa sociedade contemporânea. Cada detalhe observado, cada cor percebida, cada expressão facial interpretada contribui para a construção do repertório simbólico da criança. O manuseio físico do livro (segurar, abrir, virar páginas) desenvolve a motricidade fina e introduz gradativamente a criança nos códigos culturais da leitura: da esquerda para a direita, de cima para baixo, a sequencialidade temporal das páginas. Essas são aprendizagens culturais sofisticadas que preparam o caminho para a alfabetização futura. A concentração necessária para acompanhar a sequência narrativa das imagens desenvolve a atenção sustentada e a capacidade de construir sentido a partir de elementos conectados temporalmente. A criança aprende que existe um “antes” e um “depois”, que as ações têm consequências, que os personagens se transformam ao longo da história.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Pesquisar como as coisas funcionam, os fenômenos e os efeitos das ações sobre os objetos é uma atividade cognitiva fundamental que impulsiona o desenvolvimento do pensamento científico e da capacidade de compreender o mundo de forma cada vez mais complexa e organizada. Desde os primeiros meses de vida, a criança é uma pesquisadora nata. Quando um bebê deixa cair repetidamente um objeto, não está apenas fazendo um ato involuntário e desatento, está investigando a lei da gravidade, testando relações de causa e efeito, explorando sua própria capacidade de influenciar o ambiente. Essa curiosidade investigativa é o motor do desenvolvimento cognitivo. À medida que cresce, a criança refina suas estratégias de pesquisa. Ela aprende a formular hipóteses mentais: “O que acontece se eu colocar areia no funil?” “Por que essa engrenagem faz a outra se mover?” Cada experimento, cada tentativa, cada “erro” é uma oportunidade de construir teorias sobre como o mundo funciona. Essa atividade investigativa desenvolve múltiplas competências simultâneas: observação sistemática, pensamento lógico, capacidade de estabelecer relações, persistência diante de desafios e flexibilidade para revisar teorias quando os resultados não correspondem às expectativas. Nas pedagogias participativas, valorizamos e potencializamos esse modo da criança compreender o mundo, oferecendo materiais ricos, tempo suficiente para exploração e, principalmente, uma postura adulta que acolhe as perguntas e sabe sustentar as investigações dos meninos e das meninas como legítimas contribuições para a construção coletiva do conhecimento.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Socializar é uma aprendizagem importante e complexa que acontece nos primeiros anos de vida. O modo como a escola pensa os diferentes arranjos sociais permite que a criança vá aprendendo a se socializar de forma gradual e respeitosa, desenvolvendo competências relacionais cada vez mais sofisticadas. A socialização não é um processo natural que simplesmente acontece quando colocamos crianças juntas, ela requer intencionalidade pedagógica e a criação de contextos favoráveis. Quando a escola organiza diferentes configurações sociais (duplas, pequenos grupos, grandes grupos, momentos individuais) está oferecendo à criança múltiplas oportunidades de experimentar formas distintas de se relacionar. Em duplas, a criança aprende a negociar diretamente com um par, desenvolvendo habilidades de diálogo e reciprocidade. Nos pequenos grupos, experimenta dinâmicas mais complexas, como a formação de alianças, a mediação de conflitos e a construção coletiva de ideias. Nos grandes grupos, vivencia o desafio de se posicionar em contextos mais amplos, aprendendo a aguardar sua vez e a considerar múltiplas perspectivas. Os momentos individuais também são fundamentais nesse processo, pois permitem que a criança processe suas experiências sociais, desenvolva sua identidade e se prepare para novos encontros relacionais.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Auxiliar um amigo que precisa de ajuda é uma aprendizagem aprendida a partir da construção do eu, do nós e dos outros. Esse processo de desenvolvimento da solidariedade acontece em camadas sucessivas de complexidade, começando pela consciência de si mesmo como indivíduo capaz de agir no mundo. Inicialmente, a criança precisa construir uma identidade sólida: saber quem é, do que gosta, o que consegue fazer, quais são seus limites. Apenas quando se reconhece como um “eu” diferenciado é que pode perceber genuinamente o “outro” como alguém com necessidades, sentimentos e perspectivas próprias. Sem essa base identitária, o que parece ajuda pode ser apenas projeção ou imitação. A construção do “nós” emerge das experiências compartilhadas: br**cadeiras, projetos coletivos, momentos de alegria e dificuldade vividos juntos. É nessa dimensão grupal que a criança experimenta o sentimento de pertencimento e descobre que suas ações afetam o bem-estar coletivo. O “nós” cria um território emocional onde a ajuda mútua faz sentido. O reconhecimento dos “outros”, ou seja, aqueles que não fazem parte do grupo imediato, representa o nível mais sofisticado dessa aprendizagem. É quando a criança desenvolve empatia por pessoas diferentes dela, com outras culturas, necessidades ou características.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Apreciar um elemento da natureza, observando seus detalhes, sentindo sua textura, percebendo seu odor, sabor, compõem um conjunto de aprendizagens estruturantes para o estudo de qualquer fenômeno natural ou social. O ato de tomar posse de um objeto é o primeiro ato de conhecimento. Apreciá-lo desenvolve a capacidade de observação científica e a sensibilidade estética, duas competências fundamentais para a compreensão profunda do mundo. Quando uma criança segura uma folha, uma pedra, uma semente ou qualquer elemento natural, ela está exercitando múltiplas habilidades perceptivas simultaneamente. Cada sentido ativado (o tato que percebe rugosidade e temperatura, o olfato que capta aromas sutis, a visão que registra cores e formas, por exemplo) constrói uma rede neural rica de conexões que formará a base para futuras aprendizagens científicas. Esse processo de “tomar posse” não é gesto passivo, é uma investigação ativa onde a criança formula hipóteses mentais sobre o objeto. “Por que esta folha é áspera e aquela lisa?” “Por que esta pedra é pesada e aquela leve?” Essas perguntas internas, mesmo quando não verbalizadas, são os primeiros passos do pensamento científico e artístico. A apreciação estética também se desenvolve nesse processo: a criança aprende a perceber a beleza nas formas, texturas e cores da natureza. Essa sensibilidade estética é fundamental para formar pessoas que valorizem a arte, a cultura e protejam o meio ambiente. Nas pedagogias participativas, proporcionamos, materiais, tempo e espaço para que as crianças vivam essas experiências de forma pausada e profunda, compreendendo que a pressa é inimiga da observação qualificada e da construção de conhecimento significativo.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Cuidar de si, do outro e do mundo são aprendizagens construídas a partir de experiências concretas e significativas que acontecem na vida cotidiana. Essa tríade do cuidado não se desenvolve através de discursos ou lições morais, mas sim pela vivência cotidiana de situações onde a criança experimenta os modelos de cuidado pelos adultos e pode exercitar a responsabilidade, a empatia e o senso de pertencimento ao mundo. O cuidado de si emerge quando a criança aprende a reconhecer suas necessidades (sede, fome, cansaço, vontade de br**car) e desenvolve autonomia para atendê-las. Isso inclui desde habilidades práticas como se alimentar, se higienizar e organizar seus pertences, até a capacidade mais complexa de autorregulação emocional e de busca por ajuda quando necessário. O cuidado do outro se constrói através das relações cotidianas: quando uma criança consola um colega que se machucou, quando divide um brinquedo ou quando percebe que alguém precisa de ajuda. Essas experiências desenvolvem a capacidade de se colocar no lugar do outro e de agir de forma solidária. Já o cuidado do mundo se manifesta na relação com os espaços, materiais e seres vivos que fazem parte do seu entorno. Regar uma planta, organizar os brinquedos, economizar água ou separar o lixo são ações que desenvolvem a consciência de interdependência e responsabilidade ambiental. Além disso, aprender a aprecisar a beleza do mundo natural é uma das formas de criar conexão e cuidado das crianças com o mundo. Nas pedagogias participativas, além de pensarmos em contextos que as crianças possam se sentir cuidadas e experimentar modelos de cuidado positivos, documentamos e narramos as situações que evidenciem aprendizagens como essas.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Combinar regras em br**cadeiras, jogos de mesa ou nas ritualidades do cotidiano são aprendizagens vividas dentro das escolas. O convívio com as outras crianças é uma experiência civilizatória importante para os meninos e meninas. Aprendizagens como essa são uma espécie de laboratório de cidadania, onde as crianças experimentam na prática os fundamentos da vida democrática e da convivência social. Quando as crianças negociam regras (seja para uma br**cadeira no quintal, um jogo de tabuleiro ou mesmo para organizar a vida cotidiana) elas estão desenvolvendo habilidades essenciais como argumentação, escuta ativa, capacidade de ceder e de defender pontos de vista. Esse processo exige que saiam do egocentrismo natural da primeira infância e considerem perspectivas diferentes da sua própria. A experiência de combinar regras também desenvolve o pensamento hipotético-dedutivo: “Se fizermos assim, então acontecerá isso”. As crianças aprendem a antecipar consequências, a ajustar estratégias e a compreender que as normas existem para tornar a convivência possível e prazerosa para todos. Nas ritualidades do cotidiano (como a roda de conversa, os momentos de microtransição ou a organização dos espaços) as crianças internalizam que a vida coletiva requer acordos e que cada pessoa tem responsabilidades com o grupo. Essa compreensão é a base da consciência cidadã. Por isso, nas pedagogias participativas, criamos intencionalmente esses espaços de negociação, onde as crianças não apenas aprendem as regras de participação na vida social, mas participam ativamente de sua construção e transformação.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Modelar argila, pesquisando desde a experiência de beliscar e acumular a argila até a construção da forma tridimensional, são aprendizagens que se transformam em linguagem expressiva para as crianças. Esse processo revela como o pensamento infantil se desenvolve através das mãos, numa constante investigação sensorial que antecede e fundamenta a capacidade de representação simbólica. Inicialmente, a criança explora a argila de forma puramente sensorial (a temperatura, a textura, a maleabilidade). Cada movimento de beliscar, amassar ou esticar é uma hipótese sobre as propriedades do material. Essa fase investigativa é fundamental porque desenvolve a coordenação motora fina e a percepção tátil, bases neurológicas essenciais para futuras aprendizagens. Gradualmente, a exploração se torna mais intencional. A criança percebe que suas ações transformam o material e começam os primeiros ensaios de controle: “Se eu apertar assim, acontece isso”. Aqui emerge o pensamento causal, uma das estruturas cognitivas mais importantes do desenvolvimento. Quando finalmente a criança consegue criar formas tridimensionais intencionais, ela está exercitando habilidades espaciais complexas, planejamento motor e, principalmente, a capacidade de materializar ideias abstratas. A argila, aos poucos, vai se tornando então uma linguagem, ou seja, uma forma de indagar sobre o mundo, expressar pensamentos, sentimentos e descobertas que ainda não cabem nas palavras. Por isso, nas pedagogias participativas, valorizamos todo o processo investigativo, não apenas o produto final, reconhecendo cada etapa como conquista cognitiva e expressiva legítima.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 25/08/2025

Reconhecer-se em observáveis documentados pela professora no cotidiano pedagógico ou se reconhecer no espelho são aprendizagens estruturantes dos primeiros anos de vida. Esse processo de construção da identidade acontece de forma gradual e profundamente relacional, onde a criança vai internalizando as imagens e narrativas que os adultos significativos criam sobre ela. Quando a professora documenta com fotografias, vídeos ou registros escritos os momentos de descoberta, criação e interação da criança, ela está oferecendo espelhos simbólicos que permitem que a criança se veja como protagonista de suas próprias experiências. Esses registros funcionam como memórias externas que ajudam a criança a construir uma narrativa coerente sobre si mesma: “Eu sou alguém que constrói, que br**ca, que resolve problemas, que se relaciona”. Nas pedagogias participativa, esses processos ganham ainda mais potência quando a criança é convidada a revisitar suas próprias documentações, a narrar suas experiências e a refletir sobre seu crescimento, tornando-se co-autora da construção de sua própria identidade. Da mesma forma, o reconhecimento no espelho físico marca um marco fundamental no desenvolvimento da autoconsciência, geralmente entre 18 e 24 meses. Mas é importante compreender que esse reconhecimento vai muito além da simples identificação visual, ele representa a capacidade de se perceber como um ser separado e único, com características próprias.

Photos from OBECI - Paulo Fochi's post 18/08/2025

Posted • Pela aprovação do PL 2628! ⚠️✅

O Governo do Brasil apoia a aprovação do Projeto de Lei 2628/2022 para proteger as crianças e os adolescentes brasileiros na internet. 🛜

O projeto é o mais completo sobre o tema, já foi aprovado no Senado e deve ser votado ainda nesta semana na Câmara dos Deputados. 🙌

Espalhe esse post se você também acha que a proteção de crianças e adolescentes na internet é urgente e não pode mais esperar. 📲

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